28 de março de 2014

Quem tem mêdo de TRAVESTI?

Toda noite eu passo numa região onde se concentra um grande número de travestis envolvidos na prostituição. Elas ficam lá, balançando seus peitos e algumas até mesmo exibindo seus pintos!  Uma cena que mesmo para olhos cosmopolitas é bastante estranha, quase chocante.
Seria uma bobagem criticar elas por estas atitudes, ou tentar entender quem seriam os clientes delas - pelos carros que param para conversar percebo que vai de A a Z. Muitos creditam na conta das travestis exuberantes (incluindo ai as Drags) o preconceito que a sociedade tem em relação aos homossexuais - acham que a sociedade tem menos preconceito dos gays que se comportam de maneira "masculina".
Eu tenho muito pouca convivência com travestis - não tenho nenhuma amiga travesti, não trabaho com nenhuma travesti, as que conheço são da televisão, as que se apresentam em boates, as que vejo na rua, algums que cruzo em algum reunião das ONGs que participo... mas eu não posso dizer que tenho um grande contato com elas.
PARENTESES: Sei que existem várias designações, transex, trangêneros e etc... com suas definições corretas, mas estou usando o termo travesti para o "ser humano do gênero masculino que se veste como ser humano do gênero feminino" para simplificar.
Meu conhecimento vem do que leio, do que vejo, recentemente por exemplo, a Nany People deu uma entrevista para a Marilia Gabriela que foi muto legal! Mas eu confesso que eu mesmo pensei durante um tempo que as travestis, e os mocinhos efeminados, prestavam um "desserviço" em relação a aceitação da homossexualidade.
Depois eu passei pela fase de achar que elas eram MUITO corajosas de darem a cara a tapa, de não se esconderem, e que estavam justamente ajudando a "causa" gay por entrarem nos lares das pessoas na TV, no Carnaval, sem máscaras, verdadeiras Hoje eu sei que a maioria das travestis não é militante de causa nenhuma, elas são pessoas que estão tentando ser felizes, tentando ser verdadeiras, honestas consigo mesmas. Coisa que eu mesmo demorei um tempo para fazer. Deve ser uma puta barra sofrer preconceito 24 horas por dia como elas sofrem, mas talvez fosse pior ficar preso dentro de si mesmo!
Tenho lido muita coisa a respeito, sobre o quanto este rótulo tem sido pesado para tantos, e atualmente defendo que os conceitos de "gênero" (homem ou mulher) sejam abolidos, já que não vejo como flexibilizar e além de homem e mulher incluir Bissexual, travesti, transgenero, lesbica, são muitos novos rótulos...
Acho que devemos batalhar para que o conceito de gênero seja abolido, tirar isto dos documentos, vc nasce ser humano, com quem você vai se relacinar no futuro, com quem vai transar, você tá livre para escolher! Pessoas vão namorar pessoas, pessoas vão se apaixonar por pessoas. De quebra eliminamos a necessidade de lutar pelo casamento gay... vai ser casamento de seres humanos!
 

Mas deixa eu dizer uma coisa...foi dificil escrever este texto com estes peitos balançando o tempo todo!!! rsrsrsrs. Acho que não gosto mesmo! rsrsr

E para você? Qual é sua convivência com travestis? Elas são realmente resposáveis pelo preconceito da sociedade?

24 de março de 2014

É MUITO BOM! Mas dura muito!

Minha amiga Edith Modesto, super-mãe e militante engajada LGBT sempre fala:
- Ter filhos é muito bom! Só que dura muito!
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Acho que de certa forma a gente pensa que quando os filhos crescerem, eles vão se cuidar, tomar conta de suas vidas, vão precisa cada vez menos da gente, mas na nossa cultura estes laços ainda permanecem.
Primeiro porque os jovens adultos se beneficiam da possibilidade de terem seus pais por perto, para se aconselharem, para dar um apoio nas escolhas profissionais e até mesmo para se abrigarem quando estão desempregados, quando estão prestando concursos e param de trabalhar para estudar...
Depois, quando chegam os filhos dos filhos, os netos, é hora de ajudar os filhos - minha mãe "quebra altos galhos para mim!" - a cuidarem, a contornarem problemas profissionais, as ferias da empregada, o atraso para ir buscar no colégio...
Os pais também servem para aconselhar na educação dos filhos (mesmo que a gente não tenha pedido opinião) servem para termos sempre um exemplo por perto...
Eu sempre criei minha filha "para o mundo", mas conforme ela vai crescendo eu percebo que cada vez mais eu não sei exatamente o que fazer, ela se tornou uma cabeça pensante ( e questionante) e tem horas que isto me tira do sério!
Que bom que dura muito! assimt enho tempo de aprender coisas novas a cada dia...
Eu também ouvi algo parecido do juiz que foi me dar a guarda da minha filha :
- " O Sr. está ciente da importância deste ato não é? Filho é para sempre!"
Sim eu estava ciente, mas acho que ele estava certo em lembrar!
O Mário Prata também escreveu um texto muito legal, falando sobre isto : VEJA AQUI


20 de março de 2014

Os nossos ídolos não são os mesmos...

Eu sou o que poderia ser chamado de ICONOCLASTA, eu realmente nunca tive nenhum tipo de ídolo, nunca fui de venerar alguem, de acompanhar carreira, de colecionar memorabilia, de saber de cor e salteado o que a pessoa gosta, nunca tive posteres de ninguem no meu quarto, nem na capa do caderno.
Na realidade eu já curti - e curto - muita gente, já tive no meu quarto poster da Marilyn Monroe (e eu nem sabia que eu era gay!!, ainda não tinha aberto o email), poster do Reembrandt, do Godzila (o clássico dos anos 60), outro do Star Wars, e alguns outros, e hoje em dia tenho um lindo poster deuma exposição do Van Gogh do museu Van Gogh de Amsterdan ( a bicha fina!).
Mas nenhum deles estava associado a nenhum tipo de veneração, de amor, como muitas vezes acontece, algumas vezes até de forma exagerada e fanática.
Nem sei se eu poderia ser chamado de Iconoclasta, pois eu não sou como os reverendos das reformas protestantes, que eram CONTRA quem venerarava imagens, eu simplesmente nunca me liguei em alguem desta forma, não sei se isto é coisa de sagitariano - que adora uma novidade - ou do meu perfil mesmo. Mas eu não tenho nada contra.
Minha filha, apesar de adolescente, fase em que isto é mais comum, também não tem nenhum grande ídolo, então era uma realidade que eu não conhecia!
Agora, no meu relacionamento com o Mr. Jay eu tenho feito um aprendizado para entender isto, ele é super fã (mega hiper ultra) de uma cantora pop norte americana, e acompanha a carreira dela de perto, coleciona singles (que antes dele eu nem entendia exatamente o que eram) -  coleciona a sério: manda vir da Alemanha, compra no ebay na china, pede para prima trazer do Japão... Eu acho tão legal quando ele fica ansioso esperando um novo lançamento de uma música dela, um novo clip, os olhos dele verdadeiramente brilham quando assiste pela primeira vez. Eu vivencio com ele emoções queeu nunca senti, é muito legal tentar criar empatia com isto para entender o que ele sente!
O amor dele por ela é tão grande que programou suas férias para maio para poder ir assistir um show dela nos EUA ...(tentem adivinhar se eu vou junto?)
 
Eu não sei dizer se ter um ídolo é bom ou ruim, não sei dizer se minha vida teria sido diferente, eu acho que ser fã dá uma certa projeção da nossa vida em uma outra pessoa, a gente se sente parte da vida de alguem importante, se sente participando, não sei bem, os amigos psicólogos podem explicar melhor se tiverem paciencia...
No caso do meu namorado esta idolatria não atrapalha em nada, ele gasta um pouco mais de dinheiro, e tempo, como coisas que eu não gastaria, mas eu tb gasto dinheiro, e tempo, com coisas que ele também  não gastaria! E para mim é muito estimulante participar destas coisas dele, muito divertido!
 
E você? Tem algum ídolo que ocupa sua anima?


18 de março de 2014

A primeira vítima!


Minha nova aventura, o curso de graduação em História, acaba de fazer sua primeira vítima!
O pobre do meu blog não recebe uma postagem há vários dias!
 
Eu sabia que assistir aulas, ler textos e fazer fichamentos ia cobrar sua cota de tempo, então não estou surpreso, apenas estou tendo que reorganizar várias coisas, mas sem abrir mão do essencial - o tempo com minha filha e com Mr. Jay.
 
Se bem que sempre dizem que quando a gente quer a gente arranja o tempo... talvez por isto nunca arranjei tempo para fazer ginástica a sério!
Eu tinha um amigo - antigo sócio de trabalho - que falava:
- "se você quizesse uma coisa bem feita dê para um preguiçoso fazer!"
É claro que todo mundo se espantava por pensarem justamente o contrário, e ele explicava:
- "o preguiçoso vai querer fazer o mais rápido possível, para poder voltar a descansar, e vai fazer bem feito, pois ele não vai querer fazer de novo!"
Como diriam :" é ridiculo, mas faz sentido"!
 
Eu gosto muito de escrever no blog, gosto da interação das pessoas, escrever é um tipo de conversa comigo mesmo, de mini terapia, então eu já estou me organizando para não perder isto, mesmo porque o curso de graduação, as personagens da FFLCH, os professores, são uma nova fonte de reflexões e textos!
Eu tenho que organizar meu tempo de maneira planilhada, reservar horários para as coisas, para as atividades - oops! sempre esqueço de "academia" no meu planejamento! - ai eu não me extresso tanto em pensar que não vou ter tempo para fazer isto, para fazer aquilo, além disto eu já decidi que vou levar a faculdade bem "pianinho", tres ou quatro disciplinas por bimestre, sem me estressar quando faltar...
 
Para quem não gosta do que escrevo e pensou que estava "livre" de mim...bad news!
 
E você, como organiza seu tempo?`Faz uma planilha ou vai deixando acontecer?
 
 
 
 
 
 
 

27 de fevereiro de 2014

and the winner is....ME!

Nas duas últimas semanas eu tenho tido pequenas crises de ansiedade... eu percebo que estou ansioso - ou melhor - eu sou uma pessoa ansiosa e percebo que estou MAIS ansioso,  quando sinto um apertado no peito, bem no centro do torax. Não é dor, nem mal estar, é com se eu tivesse comido algo grande e estivesse engasgado, o famoso "nó no peito", o coração apertado, que muitas pessoas creditam a glandula TIMO.
Este "nó"sempre vem acompanhado, para mim, de uma sensação que "estou esquecendo alguma coisa" - você já teve esta sensação não?
A príncipio eu achei que era devido a nova agenda que estou tendo que organizar em função da faculdade minha e do Mr. Jay, do cursinho da filha, e de novas atividades profissionais que estou me propondo a realizar...
Mas conversando com meu terapeuta eu percebi que na realidade estas coisas eu tiro "de letra", sempre fui uma pessoa "multi-tarefa" e me organizei muitas vezes, em muitas mudanças de vida...
Aliás, percebi que eu tinha esquecido de contar que Mr. Jay também virou universitário, também retomou o curso superior que ele tinha trancado na época que mudou para SP, pensando em novas oportunidades profissionais ... Então, aqui em casa agora todo mundo paga meia!
 
Mas se não eram os afazeres, a reorganização do tempo, o fato de poder ter menos tempo para ficar com Mr. Jay e com minha filha, o que seria?
Acabei percebendo que eu estava seguindo o slogan da eleiçao do Lula...eu estava "com mêdo de ser feliz"! Explicando:
Eu me considero um cara de bastante sorte, pois depois de um longo aprendizado no meu relacionamento anterior eu encontrei uma pessoa muito legal, uma pessoa companheira, com inicitiva, um cara que tem contrôle da sua vida e que gosta realmente de mim, que gosta de cuidar de mim - mesmo eu garantindo para ele que eu soube me cuidar nos meus primeiros 50 anos, antes dele entrar na minha vida:
- "cuidava mal" sempre diz ele quando eu falo isto! =0)
Eu vejo tanta gente falando como é dificil encontrar alguém legal, gente dizendo que é dificil encontrar alguém sério para namorar, gente contando como os relacionamentos estão fadados ao fracasso, que de vez em quando me bate aquela sensação que mais cedo ou mais tarde eu vou fazer algo e o Mr. Jay vai deixar de gostar de mim, uma sensação de mêdo de que ele perceba o quanto eu sou chato e sem graça e que ele vai se cansar...e no mesmo dia ele fala para mim que quer casar logo!
Aliás, eu sempre sou perspassado por esta sensação que eu não tenho nada a oferecer...e não é baixa estima, é a sensação de que minha vidinha é bem normal, sem grandes novidades...
Ou seja, a ansiedade eh um medo de que as coisas boas acabem, medo de fazer as mesmas besteiras guiadas pelos meus complexos e neuroses, mêdo de perder o Mr. Jay. Mêdo de ficar sem alguem que me ame como ele ama e que me faz tão feliz , tão bem.... eu não ganhei o oscar, mas ganhei algo bem melhor! E que é só meu!
 
E para você? O que te deixa ansioso?
 
 
 
 
 
 

24 de fevereiro de 2014

Novas Velhas Experiências...

Definitivamente eu sou uma pessoa que pensa a longo prazo... já estou pensando daqui 4 anos...

Este ano, como eu tinha que levar  minha filha para prestar a FUVEST, eu resolvi me inscrever também... ao invés de ir busca e ir levar, ou ficar esperando 3 ou 4 horas do lado de fora. Não estudei mas me dediquei na hora de fazer a prova...e aí fiz 57 pontos e passei para segunda fase. 
Na realidade eu escolhi o Curso de História, que sempre me interessou, e cuja nota de corte (43 pontos) não era das mais altas - medicina foi 70, e isto ajudou...
Na segunda fase o "negócio ficou sério", as provas eram realmente difícieis, e várias questões me fizeram crer que eu nem tinha feito colegial, pois eu olhava algumas delas sem a mínima noção do que responder: quimica, física, matemática... não sabia nem por onde começar...várias eu fiz apenas um discreto x bem no meio do espaço para responder ( mas devia ter deixado em branco, assim os corretores iriam achar que eu nao tinha tido "tempo" de responder! rsrsrsrsr).
Infelizmente minha filha não passou, e esta semana já recomeça o cursinho...
... só que...só que.... eu passei na primeira chamada! Inclusive com uma excelente nota em redação!   =o). Já estou com minha carteirinha da USP (oba! cinema e teatro com meio ingresso!), só falta comprar uma lancheira - na realidae mochila, pois a que quero usar minha filha dise que é ridicula!
Talvez eu tenha entrado na "cota" dos tiozinhos, ou dos gordinhos, ou talvez eu ainda tenha uma boa lábia, ou boa memória, ou sou sortudo... a questão é que minhas aulas começaram na semana passada!
Começaram mais ou menos, porque tem aquela coisa de "calourada", então acho que só vai começar mesmo esta semana (espero), mas não deixei de sentir um "friozinho" na barriga e uma ansiedade típicos de primeiro dia de aula...afinal de contas não sabia o que ia encontrar...como ia ser recebido sendo mais velho...muito , muito divertido....
Na realidade eu ainda nem pude avaliar muito esta questão de ser recebido, foi muito pouca gente para assistir aulas, mas já deu para ver que vou encontrar muitas coisas que já conhecia e muitas outras divertidas... como camisetas "abaixo o capitalismo" e com fotos do Che Guevara,  cartazes espalhados pela faculdade que protestam contra a "polícia opressora e fascista"  e a eleição corrupta do Reitor, faixas "não vai ter copa do mundo" e do POR - Partido Operário Revolucionário (que me desculpem eu nem sabia que existia) , ilustradas com a mão erguida e a tradicional foice e o martelo...
Uma coisa tão anos 60.... para verem que não estou exagerando dêêm uma olhada no site do POR...com eles citando o Internacional Socialista de 1939.... tão "vintage"!
Além de uma divertida (para mim) palestra de um membro do MPL - Movimento do Passe Livre - que falava ao microfone mais ou menos assim:
 - Noóóóóóosssss................do Movimennnnnntu.....(pausa enorme) ..... estamos aqui páááááara divulgar ...... e falar.....(longuissima pausa) ...sobe as manifestações...
Eu cheguei em casa contando para minha filha que o rapaz precisava urgente de um curso de oratória e dicação, mas minha filha me chamou de tapado, porque o que aconteceu era que com certeza o rapaz tava chapado! rsrsrs - pensando bem, pode ser...
 
E no meu relato não paira nenhuma dose de preconceito contra estas idéias e ideais, eu acho fundamental ter gente que pensa em mudanças, que questioana a autoridade, que quer buscar modelos melhores, eu acho até  que minha convivência neste ambiente vai me ajudar a entender e me relacionar melhor com minha filha e os outros jovens de quem estou próximo, mas a minha surpresa foi ver discursos - e modelos - de mas de um século serem repetidos, algo como ainda cantar "mamãe eu quero" no carnaval de 2014! Achei que ia encontrar novas ideías, novos modelos...sinal que os principios do socialismo ainda são sedutores como ideal de futuro, e sinal também  que o capitalismo também tem suas forças e seus adeptos...por vigorar vitorioso em tantos lugares...
 
Bom, é isto, começo hoje uma jornada que vai terminar daqui uns 4 anos, e, como já disse outras vezes, eu gosto muito de pensar no futuro!
 
E você? Que planos de estudo tem para o futuro?
 


       

14 de fevereiro de 2014

Happy Valentines!

Hoje, dia 14 de fevereiro, é dia de São Valentim, Valentine´s Day, que em muitos paises corresponde ao dia dos namorados.
Na realidade o Valentine´s, ao menos nos EUA, vai um pouco além do dia dos namorados, é tambem uma celebração da amizade, do amor fraterno. É uma tradição os jovens, crianças, adultos, distribuirem á farta cartões - feitos de próprio punho tem mais valor - escritos BE MY VALENTINE para os colegas, os amigos. E não receber cartões no dia de São Valentim é motivo de muita terapia, por  anos a fio! Que o diga o Charlie Brown - aliás, achei o desenho dele no Youtube - clique AQUI
Aliás, tem muita gente nestes países que usa esta data para se"declarar" a alguém, mandando cartões secretos...ou fazendo até mesmo declarações e pedidos de namoro..
Na realidade como temos o dia de Santo António - o tal do santo casamenteiro - para celebrar o dia dos namorados, esta é uma tradição que não importamos de outros paises, se bem que Santo António era italiano! Mas o nosso é só dia dos namorados, nada de ficar esperando cartões de amizade!
Para quem está namorando o Valentine´s é um excelente pretexto para trocar presentes, e ficar juntinho, nada mal comemorar DOIS dia dos namorados por ano! Já para quem está solteiro... e queria estar namorando... é uma puta sacanagem !
 
Eu, como bom gay, gosto destas "datinhas" estilo "mimimi", e adoro fazer surpresinhas, já bolei uma para o Mr. Jay!
Tem muita gente que fala - eu não preciso fazer isto para ele saber que eu amo ele! - que diz que não precisa falar que ama, que não precisa demosntrar... eu sempre digo, se você fala EU TE AMO para alguém e esta pessoa não responde EU TAMBÉM TE AMO, tá na hora de você pular fora!
 
E como vai ser seu Valentine´s Day? Se não está namorando que tal a dica de se declarar e pedir alguém em namoro?
 
Happy Valentine´s my friends!
 
 

11 de fevereiro de 2014

Do you track?


Você costuma rastrear as visitas do seu site? Ver o número de visitas diárias, ver de onde se originam as visitas do seu site/blog?
Eu acho muito divertido "trackear" os posts que tiveram mais visitas, os que tiveram mais comentários, ver em que ms ou dia do ano o site teve mais movimento.
Meu blog é extremamente pessoal, mas eu acho legal saber que tem gente que está lendo, além é claro, dos sempre fundamentais comentários de quem tem vontade de refletir sobre o que proponho... É um tipo de "vaidade", e isto não é  crime é? hehehe
Para quem trabalha em publicidade mensurar estas visitas é fundamental, em todas as mídias, e no meu caso, saber o IBOPE do blog é muito divertido, é um tipo de "voyaerismo" #SQN
Eu uso o sitemeter para fazer isto, mas o próprio BLOGGER tem as estatísticas de visitas.
No sitemeter você consegue ver inclusive o que a pessoa procurou nos sites de busca e ai que vem meu espanto! As tags que as pessoas colocam no google e desembocam no meu site!
 
PAI COMENDO FILHO, SEXO ENTRE PAI E FILHO, VIDEOS DE SEXO EM FAMILIA.... e por ai vai...
 
Chocante não é? Meu site não tem nada de sexual - embora eu fale muitas vezes de sexo, mas eu recebo um monte de novos visitantes por conta disto! Num primeiro momento, eu tentei descobrir uma maneira de evitar isto, se tinha como bloquear este tipo de acesso, mas eu vi que não tinha como, pois as palavras que as pessoas usam são todas comuns e os robozinhos do google fazem os links a seu  bel prazer...
No final eu pensei, estes que buscam sexo na net, cenas de sexo entre pais e filhos, e caem no meu site, podem se beneficiar por ver outro tipo de assunto, ver que existem famílias LGBT que eu sexo pode não ser a única preocupação dos gays...
 
E você? Costuma acompanhar as visitas de seu site?
 
 

6 de fevereiro de 2014

Beijo "gay" na novela, que diferença faz?

Por não ter o hábito de acompanhar novelas eu confesso que eu nunca fui daqueles que esperou "ansiosamente" o beijo gay nas novelas. Os gays já estão nas novelas - e nas séries, e no dia a dia - há muito tempo, com persongens que sempre são policiados pela comunidade LGBT, e que ora são chamados de caricatos (acho que o próprio Felix foi chamado) , ora de efeminados, mas sempre com um viés de que "não nos representam".
E olha que já tivemos gays, lésbicas, bissexuais e trans de vários matizes nas novelas. Tem até uma série nacional em  que um machão bicheiro é casado com uma trans...
A princípio eu achei que todo mundo ia ficar em polvorosa com o evento, que ia ser comentado e incensado por dias a fio. Mas não foi o que aconteceu, menos de uma semana depois o acontecido já se tornou pauta velha nos assuntos e nas fofocas.
Mas eu fiquei pensando, até que ponto isto interferiria na minha vida? A minha resposta inicial - de mocinho que se acha super bem-resolvido - foi  - EM NADA!
Mas acho que não é bem asism que eu me sinto...
De certa forma este beijo legitimou alguma coisa, não sei bem o que, mas acho que ele ampliou a minha zona de conforto, foi algo parecido com o que aconteceu com a legitimação do casamento pelo Supremo.
Algo mudou no equilibrio delicado das forças do meu mundo interno...
 
Explicando:
Como já contei aqui, durante 10 anos eu vivi um relacionamento estável, e no período que estávamos morando juntos eu efetivamente passei a me sentir "casado".  Mas sempre tinha este casado entre aspas, poque efetivamente eu não estava casado e, na época, nem podia me casar. Mesmo assim quado alguem me perguntava, quem é fulano? - F é meu marido! eu respondia, ou ás vezes - F é "como se fosse" marido.
Mas á todo momento eu lembrava que dois caras não podiam casar, toda vez que eu falava isto eu lembrava. Eu tenho certeza que hoje eu teria muito mais poder para falar isto, eu me sentiria muito mais seguro de dizer, - Somos casados, - Ele é meu marido!, tenho certeza que quando eu me casar com Mr. Jay vai ser assim...
A legitimação do casamento, mesmo sem ser o PLC 1222, mesmo sendo "jurisprudência", me deu muito mais tranquilidade em ser casado com outro homem, eu acho que de certa forma este reconhecimento legitimou estas uniões e as equiparou a outras, o que deu mais peso e mais verdade.
 
No caso do beijo a minha sensação é parecida. Eu beijo o Mr. Jay com muita frequência em lugares públicos, para falar OI, para falar TCHAU, ou quando ele faz alguma gracinha...beijos no estilo Felix Niko, de carinho de amor, ....mas eu percebia que algumas vezes eu me retraia, eu deixava de dar o beijo na frente do porteiro do predio, ou no ambiente de trabalho dele, por achar que isto seria "inaceitável", e totalmente desproposital.
De certa forma este beijo do Walcyr Carrasco tirou um pequeno "lacre" na minha visão de mundo, de certa forma meus beijos parecem ser muito mais aceitáveis e menos transgressores do que eram...pode ser bobeira minha, pode ser homofobia internalizada, mas de certa forma saber que o beijo gay alcançou a novela das oito e milhões de lares faz o meu beijo parecer menos estranho.
 
E para você, este beijo mudou algo na sua vida?
 
 
 
 

3 de fevereiro de 2014

AS NOVAS FAMÍLIAS


Ontem, domingo, eu estive na reunião do Projeto PURPURINA, que teve como tema "As Novas Famílias".
O PURPURINA, para quem não conhece, foi fruto do trabalho da incansável Edith Modesto e do GPH - Grupo de Pais de Homossexuais, e se propõe a ser um ponto de encontro dos jovens LGBT de 13 a 23 anos, para falar de assuntos do dia a dia e alavancar as discussões sobre as relações dos pais e mães e seus filhos LGBT.
Uma das grandes sacadas do Purpurina é que ele é gerido pelos próprios jovens, que definem os temas, gerenciam as discussões, e tudo o mais, num estimulo ao protagonismo juvenil.
Como o tema era FAMILIAS foram convidadas para o encontro tres famílias: um casal formado por um homen trans e uma mulher, um casal de lésbicas - sendo que uma delas já tinha sido casada duas vezes com homens e tinha 3 filhos e netos - além deste que vos escreve acompanhado de sua filha...
Cada família se apresentou e foram abertas as perguntas. Pude perceber que muitos dos jovens tem o sonho de ter uma família, e inclusive filhos, mas que a maioria ainda está na fase de construir sua vida profissional, conquistar sua indepedência, e só depois, quando estiverem bem mais velhos ( "lá pelos 30 anos"... segundo eles), eles vão entrar nesta aventura. Aos 50 eu me senti uma ancião...
Ao que parece muitos jovens ficaram curiosos com as opiniões de minha filha, suas experiências e sensações enquanto filha de gay, uma vez que este grupo ainda é raro. Muitos perguntaram coisas sobre adoção, sobre preconceito e até sobre como ficam os documentos de uma criança filha de um homem solteiro...
Como a reunião tem várias partes não deu tempo de falar muito sobre todas as dúvidas que eles pareciam ter, mesmo porque as outras famílias também tinham estórias de vida muito interessantes e que suscitaram muitas perguntas, mas eu acho que a pincelada foi importante e que os jovens descobriram um caminho para irem em direção aos seus sonhos, aos seus objetivos.
O grupo de jovens era bastante eclético, meninos e meninas, jovens gays e lésbicas, estudantes universitários e do ensino médio, jovens trans e jovens sem definição, e até desembocamos nesta discussão, a não necessidade de se definir uma orientação sexual, a orientação sexual ser definida pelo amor que se sente pelas pessoas. Outro rapaz ainda falou que ele se define como poliamoroso e que não se vê numa família tradicional e pudemos falar que ter filhos não deve ser uma coisa obrigatória, que isto nao define uma família, deve ser fruto de muita reflexão e de um desejo profundo.
Outra coisa legal que aconteceu, foi o patrocinio dos comes e bebes pelo site BE GREAT, que é um site de compras voltado para a comunidade LBGT! Segundo a Edith, em 6 anos de Purpurina é a primeira vez que alguém patrocina algo! E foi um lanche sofisticado e gostoso, de um buffet cujos donos são dois homens casados. FAMILIA de novo!
 
Para arrematar, num determinado momento achei engraçada a fala de um rapaz, por volta de 20 anos, que disse: "Eu esperei minha vida inteira para ver um beijo gay na novela, achei que ia chegar aqui hoje e todo mundo estaria discutindo isto, mas ninguem falou do assunto!"
... E não é que ele tem razão? Em dois dias o assunto ficou "velho"!
 
Se você gostaria de participar, de apoiar, ou de saber mais sobre o Purpurina e o trabalho do GPH entre em contato com a Edith Modesto pelo email elmodesto@uol.com.br