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13 de agosto de 2015

Cetoconazol, Isoconazol e Miconazol

Continuação do post MICOSE GAY

Obrigado por quem acompanhou, e opinou, sobre o assunto do post anterior! As muitas respostas e comentários, alguns por e-mail, me fizeram pensar... e eu conclui que eu não preciso nem de Isoconazol, nem de Cetoconazol e nem de Miconazol (*)

Afinal de contas, eu não tenho uma doença a ser curada! Eu apenas quero ter a liberdade de gostar das pessoas por quem me sinto atraído, de exercitar este gostar e, se eu quiser, demonstrar este gostar!
Eu querer "isolar" e segregar a pessoa que tem micose é reproduzir as práticas de décadas atrás, quando crianças autistas ou com síndrome de down, por exemplo, tinham  que ficar trancadas em casa, ou eram segregadas em escolas especiais...
Eu me sentir mal quando vejo a micose, ou o outro se sentir mau quado vê o meu beijo gay, não me dá o direito de querer proibir a micose, nem dele proibir o meu carinho. O limite da nossa liberdade não pode, não deve, não vai! Invadir a liberdade do outro! 

Além disso, como bem lembrado em alguns comentários, reforço aqui, eu não tenho uma doença! Eu poderia até argumentar que ele poderia curar a micose dele antes de sair de havaianas, mas como saber se ele já não tentou? com saber se o que ele tem nem é micose, ou outra coisa que deformou os dedos dele? Mas e como ficariam meus argumentos com alguém que sofreu paralisia cerebral, ou é portador de uma síndrome? Eu deveria me indignar por ele esfregar "sua condição" na minha cara?

Eu concordo que devemos, por civilidade, prestar atenção se coisas nossas não incomodam os outros, pode ser um rádio mais alto em casa, um perfume em excesso logo cedo no elevador, comer de  boca aberta, suar demais na academia e não limpar os aparelhos, o cheiro do tempero coreano que estamos usando, bafo de cebola, e infindáveis coisas podem incomodar os outros. Mas o fato de incomodar não dá o direito do outro me arguir, me proibir, me cercear... Se está me incomodando eu talvez até tenha o direito de falar, num restaurante por exemplo, para a pessoa falar mais baixo, mas muitas vezes, dependendo a situação, eu vou ter que sair dali e não tentar  expulsar ele.

Assunto resolvido, tenho que aceitar a micose como parte da individuo, e respeita-lo por isso, ou apesar disso. Então amigos antimicóticos, be prepared!



 (*) Isoconazol, Cetoconazol e  Miconazol são medicamentos conhecidos para o combate da micose!

27 de abril de 2015

Curso na USP sobre Diversidade de Orientações Sexuais e Identidades de Gênero

Uma super dica para quem quer se aprofundar no assunto! Edith Modesto, fundadora do GPH e do PROJETO PURPURINA estará ministrando, do dia 9 de maio ao dia 4 de julho um Curso de Extensão na USP. Veja o cartaz abaixo:

Eu participei de algumas aulas no ano passado e posso dizer que os temas, a maneira como são abordados e a troca de experiências são incríveis.  
O legal é que é um curso oficial da USP, com direito a certificado e para algumas faculdades até serve como crédito.

Para fazer sua inscrição, que começam hoje, dia 27 de abril, você precisa ir até a USP, na Administração da FFLCH (Faculdade de Filosofia Letras e Ciências Humanas) na Rua do Lago 
717, sala 126. Pessoas de outras cidades podem fazer inscrição por email: reina@usp.br