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13 de outubro de 2014

ai vem um filho da puta... e pega o que é seu!

Mr. Jay acaba de se tornar parte das estatísticas! Ele estava numa reunião de trabalho, estacionou o carro perto do local, e quando voltou umas 3 horas depois, tinham levado o carro dele!
 
Sim, o carro tinha seguro, alarme e até mesmo o sistema ITURAN de localização (que diga-se de passagem nem chegou a localizar o carro). Não, nao teve violência, foi um furto, ele nao se machucou, mas isto não significa que quando roubam uma coisa sem você estar presente isso não é violência!
Ele está consternado, pois ele é super cuidadoso com o carro, faz as revisões certinhas desde que comprou, lava, mantem sempre arrumado... Mas nem precisava fazer isto para justificar a sensação de perda! O carro é dele e ele cuida como quer!
Eu já fui roubado e já fui furtado, e todas as vezes o sentimento de impotência e de perda são acachapantes. Pensar em todo o suor do seu rosto, todos os dias que levantou cedo, todos os sapos que engoliu no trabalho, que te fizeram ganhar o dinheiro para conseguir SEU patrimônio... e ai vem um FILHO DA PUTA e rouba...( me desculpem as putas)
 
Eu sei que roubo de veículos não é um privilégio do Brasil, no mundo inteiro se roubam carros, o nosso privilégio é termos um sistema completo montado para devorar e retroalimentar os roubos! A tal rede de desmanches clandestinos.
Mais fácil que roubar um carro é vender as peças para os desmanches... e quem alimenta os demanches? A corrupção com certeza! Que os camufla de honestos, que impede a polícia de prender seus responsáveis! O pior é saber que isto é uma das engrenagens mais lucrativas do crime organizado!
Comprar peças usadas  para consertar seu carro é uma maneira absolutamente digna de economizar, só está errado se você sabe que esta comprando num lugar que comercializa peças de origem ilícita... o que imagino deve ser dificil de saber se o local tem "aparência" de honesto.
De certa forma a crise moral e de autoridade atinge nosso dia a dia não é mesmo?
 
Para quem está do lado de quem tem algo roubado a sensação de impotência e frustração é grande também, mas não se compara, a gente pode tentar ajudar, ficar do lado, dar apoio, mas ele é que vai ter que trabalhar mais para reconquistar o patrimonio, e ter que ficar a pé, e etc...
Mr. Jay não é um cara materialista, ele ficará baqueado por um bom tempo, frustrado, mas vai trabalhar, reconquistar seu patrimônio - que o seguro cobre mas não totalmente - e vai continuar tocando a vida dele, mas sempre vai ficar aquela "marquinha" na pele...
 
E você? Ja passou pela mesma frustração? Tem muitas "marcas" da violência na sua pele?

18 de janeiro de 2014

VIOLENCIA E PRECONCEITO

Foi difícil não ficar chocado esta semana com a morte do jovem Kaike VEJA AQUI se você ainda não leu ainda sobre o assunto.
Independente do fato que a morte estar sendo tratada como um suicídio, o que parece bem estranho, a tragédia traz para o primeiro plano novamente as discussões sobre preconceito e homofobia. 
Eu tenho um pouco de dificuldade de entender a violência ligada ao preconceito, não vou dizer que eu não tenha nenhum tipo de preconceito, com certeza eu tenho muitas idéias pre-concebidas sobre pessoas, grupos, atitudes... por exemplo? Eu tenho pouca paciência com gente preguiçosa (ou que eu acho que é preguiçosa), e acabo tendo idéias preconcebidas sobre isto.. e assim por diante.
Que atire a primeira pedra quem não tem nenhum preconceito ! Olha ai a violência!
Mas eu não entendo como as idéias pre-concebidas podem gerar o ódio que faz com que a pessoa que não gosta de você, ou por você ser negro, ou pobre, ou nordestino, ou gay, ou tudo isto junto, queira que você morra, que você não exista, que você desapareça!
Eu entendo que perceber a possibilidade das pessoas serem diferentes parece estar ligado a cultura, a conhecimento, ou seja, pessoas mais evoluídas teriam menos preconceito... mas isto não é verdade, mesmo nos paises ditos desenvolvidos o preconceito de raça, de credo, étnico e sexual não parece ter diminuído significativamente. Só para falar da sexualidade podemos citar a barreira contra casamentos gays na França, nos Eua, na Russia...
Eu não fui vítima de muito preconceito ao longo da minha vida, mas aqui e ali eu sempre percebo umas olhadas enviesadas por eu estar mais gordo do que seria o padrão "da raça"....
Tem como mudar isto?

16 de fevereiro de 2011

A fresta por onde vemos o mundo...

Há algum tempo atrás eu li o livro MENTES PERIGOSAS, da Psiquiatra Ana Beatriz Barbosa Silva, e uma das coisas que mais fiquei impressionado em perceber, foi a colocação dela que mutias vezes a visão que temos do mundo é a visão que nos mostram os psicopatas, ou seja, suas maldades e atrocidades nos fazendo ter uma visão equivocada do mundo. Ou seja, eles é que definiriam a imagem de mundo que temos.
Neste episodio da violencia que sofri percebi que com relação a violencia ja estamos vivendo algo parecido, muitas, muitas pessoas, tem alterado seu estilo de vida e atitudes baseados no seu contato com a violencia, e os exemplos são vários.
Pessoas que mandaram blindar seus carros, pessoas que deixaram de frequentar lugares, um empreendedor que esta criando umsite que vc vai poder acessar, antes de ir a algum lugar e ver o indice de crimes perto do local onde pretende ir, para ter mais informações se deve ir ou não, e assim por diante.
Mas o caso mais emblemático é de uma pessoa que me disse:
- Reparou que eu uso o relógio na mão direita? Não é por que eu sou canhoto não! É porque há muitos anos atras eu estava com a janela aberta do carro e roubaram meu relogio, ai nunca mais usei no braço esquerdo, e também uso relógio vagabundo.
Eu fiquei passado e engomado com a estoria! imagine a violencia diária que a pessoa sofre, todo dia, olhando para seu braço direito...caralho, que mundo para nossos filhos!
Eu também estou mudando minha visão de mundo a partir do meu contato com a violencia, mudando caminhos, um pouco mais medroso quando vejo gente na esquina, japensei em mudar de bairro, ja pensei em outras coisas, e acho isto tudo um saco, um verdadeiro stress.

De novo, eu também passo os dias agradecendo estar vivo, não terem machuucado ninguem, estar sozinho, eu sei que no final eu "dei sorte".

EM TEMPO: brigadão por todos que me mandaram email e me telefonaram solidarios, brigado mesmo, eu nunca tive a sensibilidade de fazer isto quando outras pessoas sofreram coisas parecidas...fiquei ate com vergonha e me achei super egoista...

9 de fevereiro de 2011

a Violencia bate ás portas...

Pai de adolecescente já tem na sua "descrição de cargo" sair de casa de madrugada para para buscar filhos (e coleguinhas) em festas e baladas, só que na sexta feira tive um  "bônus" nas minhas atribuições.
Eram duas e meia da manha e ao diminuir a velocidade numa lombada, apareceram dois caras apontando armas na frente do carro.
Gelo total.
O primeiro pensamento é acelerar e fugir, mas a arma tem um alcance imprevisivel. Ainda bem que pensei nisto somente um segundo, poiis quase imediatamente surgiu um terceiro batento no vidro da minha porta com a arma, e um quarto, tentando abrir a porta do passageiro.
Abaixei o vidro.
Um deles, com a arma apontada para meu rosto, encostada, vociverafa, EU VOU TE MATAR, EU VOU TE MATAR, VOCÊ VAI MORRER.
O outro me mandava ficar com as mãos levantadas e ao mesmo tempo passar tudo. (quase fiquei com vontade de falar PORRA COMO VOU TE PASSAR AS COISAS SE NÃO POSSO ABAIXAR A MÂO!)
Passeia  carteira, o celular...
E este que berrava que ia me matar tirou meu oculos de grau do bolso...
DESCE DO CARRO, DESCE DO CARRO, gritaram
Mas eu tinha que abaixar a mão para destravar as portas. Fiquei com medo que reagissem. A adrenalina dos caras era total, mas nao me parecima drogados.
Percebi que realmente podiam atirar, que minha vida estava por um segundo, pensava somente em minha filha, nem tanto preocupadao em morrer, mas com o que ia acontecer se eu morresse.
É claro que tudo isto, pensamentos, reações, acontecem em segundos. Agradecia o tempo todo por esta sozinho, que ainda nao tinha pego as crinaças na festa.
Desci do carro achando que iam levar o carro, mas sairam correndo depois que me mandaram sair andando.
Voleti para o carro e larguei correndo, só parando num posto de gasolina alguns quarteiroes adiante.
...
Mas ainda tinha que ir buscar meu pacotinho, e as amigas, na festa.só que o endereço estava anotado no celular que me roubaram (que tinha uma agernda de telefones que alimento há maiis de 10 anos...)
Ai tive que pedir um celular emrpestado para uma pessoa que estava abastecendo, ligar, pedir o endereço novamente
Fiquei na duvida se contava ou nao o que tinha acontecido, resolvi contar, com menos nuances da violencia.
Alias, eu fiquei , e estou , muito abalado, com o ocorrido, sem saber o que fazer doravante.  Um verdadeiro Stress pos traumatico.