Muitas são as FAMILIAS HOMOAFETIVAS, homens ou mulheres gays que mantem longos relacionamentos, com ou sem filhos. Pais e mães homossexuais que criam filhos sozinhos. Filhos provenientes de casamentos anteriores, de adoções, ou outros métodos ... Este Blog quer conversar sobre estes paradigmas, sobre Paternidade Homossexual, sobre relacionamentos, família, direitos, leis. E também estimular a convivência entre estas famílias e a troca de idéias! Sejam bem vindos!
13 de junho de 2006
12 de junho de 2006
11 de junho de 2006
Dia dos "sem namorados"...
12 de junho, dia dos namorados, mas, como todas estas "datas comemorativas", a data também cria sentimentos conflitantes nos que não podem participar da festa integralmente. Do mesmo jeito que é dia dos namorados, também é dia dos SEM NAMORADOS.
Um amigo de meu namorado, heterossexual por sinal, nos perguntou agora á tarde, o que iríamos fazer no dia dos namorados, que tipo de comemoração faríamos. EPeloque sei ele não está namorando, e á princípio achei que seria um pouco de grosseria fazer algum comentário, mas por outro lado ele parecia querer falar do assunto, entao emendei:
- E você G. ?
E ai ví que ele queria mesmo conversar sobre o assunto:
- Cara, você nem sabe, amanhã eu vou ser o cara mais sozinho do mundo. Já arranjei trabalho para me ocupar até umas 10 da noite!
Continuei ouvindo.
- Você nem sabe, tá cada vez mais dificil, ninguem quer nada sério, eu até estava tentando me aproximar de uma garota do doutorado, estava conversando, cheguei até a mandar flores, mas ela nem me respondeu nada, está até me evitando. ( e ele nem é feio hein!)
Eu fiquei bem triste, pois ele é um cara muito legal, bem resolvido profissionalmente, com otimo papo e podia estar feliez e fazendo alguma garota feliz.
Na realidade eu também me lembrei, enquanto conversava com ele, que tenho muitos amigos e amigas que estarão sozinhos nesta segunda, e a grande maioria não é por "opção" não! Alguns já tentaram muitas vezes e quebraram a cara, outros estão procurando a pessoa certa e só encontram desilusões com as pessoas erradas...
Sei que é muito dificil encontrar alguém, especialmente porque depois de um tempo a gente cansa de procurar e "resolve ficar sozinho", mesmo resolvendo isto por falta de opção. Somos mais de 6 bilhões de pessoas, parece muito dificil encontrar a "sua" pessoa.
Até acredito que muitos, por diversos motivos, nem querem um relacionamento sério, mas, a meu ver, a verdade é que a maioria almeja isto, um relacionamento longo, que constroi coisas, que faz planos, que conta uma historia, um relacionamento para "sempre". Mas isto é muito dificil, exige entrega, paciência, flexibilidade e principalmente amor, que para muitos ainda é uma coisa muito maior do que jamais sentiram..
É isto mesmo, tem muita gente que já amou, ou que ama, mas que acha que o amor é alguma coisa diferente, ou maior, do que isto que sente. E ai ela não se entrega, continua buscando, ou continua achando que falta algo. Ela não vivencia aquela amora ques ente porque acha que em breve vai encotrar outro amor, ou mais completo, ou mais feliz, ou mais pleno.
Tipo, a maça do vizinho sempre pode ser melhor...
E você? Já amou? O que é o amor para você?
Um amigo de meu namorado, heterossexual por sinal, nos perguntou agora á tarde, o que iríamos fazer no dia dos namorados, que tipo de comemoração faríamos. EPeloque sei ele não está namorando, e á princípio achei que seria um pouco de grosseria fazer algum comentário, mas por outro lado ele parecia querer falar do assunto, entao emendei:
- E você G. ?
E ai ví que ele queria mesmo conversar sobre o assunto:
- Cara, você nem sabe, amanhã eu vou ser o cara mais sozinho do mundo. Já arranjei trabalho para me ocupar até umas 10 da noite!Continuei ouvindo.
- Você nem sabe, tá cada vez mais dificil, ninguem quer nada sério, eu até estava tentando me aproximar de uma garota do doutorado, estava conversando, cheguei até a mandar flores, mas ela nem me respondeu nada, está até me evitando. ( e ele nem é feio hein!)
Eu fiquei bem triste, pois ele é um cara muito legal, bem resolvido profissionalmente, com otimo papo e podia estar feliez e fazendo alguma garota feliz.
Na realidade eu também me lembrei, enquanto conversava com ele, que tenho muitos amigos e amigas que estarão sozinhos nesta segunda, e a grande maioria não é por "opção" não! Alguns já tentaram muitas vezes e quebraram a cara, outros estão procurando a pessoa certa e só encontram desilusões com as pessoas erradas...
Sei que é muito dificil encontrar alguém, especialmente porque depois de um tempo a gente cansa de procurar e "resolve ficar sozinho", mesmo resolvendo isto por falta de opção. Somos mais de 6 bilhões de pessoas, parece muito dificil encontrar a "sua" pessoa.
Até acredito que muitos, por diversos motivos, nem querem um relacionamento sério, mas, a meu ver, a verdade é que a maioria almeja isto, um relacionamento longo, que constroi coisas, que faz planos, que conta uma historia, um relacionamento para "sempre". Mas isto é muito dificil, exige entrega, paciência, flexibilidade e principalmente amor, que para muitos ainda é uma coisa muito maior do que jamais sentiram..É isto mesmo, tem muita gente que já amou, ou que ama, mas que acha que o amor é alguma coisa diferente, ou maior, do que isto que sente. E ai ela não se entrega, continua buscando, ou continua achando que falta algo. Ela não vivencia aquela amora ques ente porque acha que em breve vai encotrar outro amor, ou mais completo, ou mais feliz, ou mais pleno.
Tipo, a maça do vizinho sempre pode ser melhor...
E você? Já amou? O que é o amor para você?
8 de junho de 2006
Uma oportunidade de conhecer um outro universo...
Toda vez que alguém sabe que eu decidi ter filhos sozinho, numa "produção independente", sempre me perguntam as mesmas coisas, e uma das coisas que me perguntam é:- O que você ganhou tendo filhos?
A resposta é bem simples, eu ganhei um "bilhete premiado" para conhecer um outro universo. Um universo com ritmos e prioridades totalmente diferentes do mundo dos ditos "adultos". Se você convive com crianças, ou pelo menos se lembra um pouquinho da sua infância, você sabe do que eu estou falando.
Estar perto de uma criança é descobrir que as vezes a CAIXA do brinquedo é mais importante que o brinquedo, estar perto de uma criança é estar com alguém que não fica sufocado com os conceitos de horas, dias e semanas.
Conviver com crianças é ter alguém sentado a mesa que diz - "quero fazer cocô". Conviver com crianças é achar pelo menos 10 interpretações para dois traços numa folha de papel.
Ter um filho é voltar a se animar com festas juninas e planejar meticulosamente surpresas de natal.
Ter um filho é gastar mais na Petistyl que na Siberian
Eu acho que depois da paternidade eu me tornei uma pessoa mais calma (nem tanto), mais coerente (talvez) e mais preocupado com o futuro (com certeza)
O seu senso de tempo também muda, você se torna mais perene pois um pouco de você começa a crescer em outra pessoa. Tendo filhos tudo muda, e muda para melhor.
Eu confesso que não tenho como pagar o que ganhei com a paternidade, foram tantas chances, tantas descobertas, é um curso de compreensão da vida com instrutores muito sábios, mesmo que pareça que eles é que estão aprendendo.
Se quando você pensa em ter filhos as eventuais perdas (de liberdade, de grana, de tempo, de irresponsabilidade) te fazem pensar em desistir, insista mais um pouquinho, quando os ganhos começarem a chegar você vai entender do que falo...
6 de junho de 2006
Mania de Explicação!
"SUCESSO é quando você faz o que sabe fazer, só que todo mundo percebe!"
"DESCULPA é uma frase que pretende ser um beijo"
"AMOR é um gostar que não diminui de um anversário pro outro"
"EXPLICAÇÃO é uma frase que se acha mais importante que a palavra"
Todas estas frases foram tiradas do delicioso livro Mania de Explicação de Adriana Falcão, editado pela SALAMANDRA em 2001
5 de junho de 2006
4 de junho de 2006
25 anos sem parabéns!
Esta semana completaram-se 25 anos da descoberta do AIDS, e acho que ninguém que lê este blog pode dizer que isto não modificou nada em suas vidas. Se 25 anos servem como medida para uma geração, acho que podiámos ter pulado esta geração!`Ou pelo menos ter passado por ela sem a doença!Em 81, em São Francisco, começaram a surgir os primeiros casos de uma doença que estava atingindo os homossexuais da cidade, daí o estigma de “câncer-gay” que acompanha a AIDS desde então.
Na época eu era adolescente e a doença foi se aproximando aos poucos de minha vida.
Primeiro notícias de um cabeleireiro, que ia constantemente aos EUA, que tinha contraído a doença lá em 1982.
Depois um artista conhecido que morreu, e também um professor que morreu vitimado pela doença. O momento que senti a doença mais perto foi quando uma grande amiga me contou que o irmão estava internado com AIDS.
E acho que o mesmo aconteceu com todos, alguns já nasceram com a doença instalada como epidemia mundial, mas muitos tiveram que se “adaptar” á doença, pois o uso de preservativos nas relações sexuais deixou de ser uma questão de saúde e passou a ser uma questão de “vida”. Lembram de um post muuuito polêmico sobre o uso ou não de preservativos? Veja em http://paigay.blogspot.com/2006/03/com-ou-sem.html.
Sexo, práticas sexuais, relações homossexuais passaram a ser assuntos do dia a dia, é claro que não perderam a aura de tabus, mas pelo menos as pessoas estavam “autorizadas” a falar sobre isto, pois estavam falando de saúde.
Mas nem estes 25 anos serviram para eliminar o estigma de “peste gay”, nem as estatísticas de que a maioria dos casos atuais são de mulheres heterossexuais.
Aliás, a Edith Modesto, presidente do Grupo de Pais de Homossexuais, sempre me conta que a maior preocupação dos pais e mães que descobrem que seus filhos e filhas são homossexuais é a possibilidade – concreta na visão deles – de que os filhos sejam promíscuos, ou se relacionem com pessoas promíscuas, e possam vir a contrair.
Confesso que a AIDS me assusta muito ainda, a falta de uma perspectiva real, a curto prazo, de uma cura, mostra o quanto o ser humano ainda não sabe sobre a natureza humana. O quanto somos frágeis e vulneráveis. E não falo só de “seres humanos homossexuais”.
E isto ainda está muito próximo de todo mundo, o Brasil, apesar de um elogiadíssimo programa anti-aids, ainda tem os maiores índices mundiais, e mais de 30% dos casos da América Latina.
O que podemos fazer? Primeiro, nos previnir, depois ajudar nossos filhos (as) , sobrinhos (as) e amigos(as) a se prevenirem, divulgar a idéia, falar sobre o assunto, e, no caso dos homossexuais, tentar desvincular o estigma que a doença nos impingiu.
Desculpe AIDS... não vai dar para cantar parabéns no seu aniversário...
E para você? Como a AIDS te afeta? Ou afetou?
2 de junho de 2006
decifra-me ou devoro-te!
"Que é, que é, dois redondos e um comprido, que entre as pernas anda metido?"
Gente! Quanta maldade! Não perceberam que este é um blog "família"? Nem quero saber o que pensaram! A resposta é BICICLETA!
"Qual é a boca que se enche de comida mas não come?"
Poxa! Dei uma chance e você ainda me vem com uma resposta desta? Conheço alguém que está precisando lavar a boca com água sanitária! A resposta é a BOCA DO FORNO!
1 de junho de 2006
CoF! cOf ! COF!
Ontem, dia 31 de maio, foi o dia Mundial de combate ao tabagismo, você sabia?.Eu não fumo e confesso ... tenho bastante implicância em ser fumante passivo (mas nada que me retire do convívio social). Também não vou ficar discorrendo sobre os malefícios do cigarro, os que não fumam já sabem, e os que fumam, sabem melhor ainda.
Acho que uma pequena angústia que persegue as pessoas quem tem filhos é tentar manter eles longe destes vícios, especialmente os dois clássicos, as drogas "lícitas", o cigarro e a bebida, pois já ficou provado que a partir destes vícios podem seguir-se outros, mais pesados, como o consumo de drogas ditas ilícitas (chamadas assim porque afinal de contas o governo não cobra impostos sobre elas)
Acho que mesmo os pais e mães que fumam não querem que suas crianças fumem. (ou me engano?)
Eu me mantenho sempre vigilante com relação a isto, tentando em todas as oportunidades incutir nas crianças os aspectos negativos do cigarro.
Quando entro num lugar enfumaçado eu atento para isto, ás vezes até exagero na tosse para "marcar território".
Quando saio á noite mostro, no dia seguinte, como a roupa fica com cheiro de cigarro.Não chego ao absurdo de montar um jogo da memória com os cartõeszinhos chocantes que vem nos cigarros, com fetos em jarros e homens entubados, mas deixo bem claro que sou contra o cigarro, que o cigarro faz mal, que o cigarro até atrapalha a vida financeira da pessoa.
Com relação a bebida faço o mesmo.
Já fazia isto intuitivamente quando lí que a recomendação dos educadores e psicólogos é exatamente esta, pais e mães, mesmo os que se consideram liberais, tem a obrigação - como educadores que são- de mostrar o que é certo e errado, de mostrar o que aprovam e desaprovam, o que é bom ou ruim.
Não é proibir pura e simplesmente, mas traçar algumas diretrizes, especialmente de saúde, e ajudar seus filho a trilha-las.
Cof! Cof! Cof! Cof!
dia mundial de combate ao tabagismo!
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