Semana passada eu fui assistir ao musical "CAZUZA" que está em cartaz em São Paulo no lamentável Procópio Ferreira (cadeiras velhas e sem numeração, fileiras apertadas, uó).
Eu gosto muito do Cazuza, tive oportunidade de assisti-lo ao vivo, e gosto da maioria das músicas dele. "EXAGERADO" é música incidental obrigatória em vários momentos de minha vida.... quem lê um pouco do que já escrevi entende perfeitamente isto!
O espetáculo começa com uma grande cena de orgia, incluindo vários casais homossexuais, e foi divertido perceber na plateia hétero um certo desconforto - os machões sem saber se aplaudiam ou ficavam quietos, esperando a aprovação de suas namoradas e esposas... o cara que estava do meu lado começou a teclar no celular...rsrsr. Teatro em São Paulo, no fim de semana, sempre tem muita gente do interior assistindo, talvez por isto o desconforto apareceu mais, e por ter muito poucos gays na plateia.
São três horas de espetáculo, o que é um pouco cansativo, achamos que ele poderia ter cortado pelo menos uns 30 minutos de blablabla. A parte que mais me impactou foi a questão do envolvimento intenso dele com as drogas, com os excessos, fiquei realmente triste por imaginar que ele ainda estivesse entre nós não fossem estes excessos.
Quando comentei isto no intervalo com Mr. Jay ele dise que a relação com as drogas não é bem assim, que muita gente usa e não perde o controle... Eu sou realmente careta em muitos aspectos.
Quando comentei isto no intervalo com Mr. Jay ele dise que a relação com as drogas não é bem assim, que muita gente usa e não perde o controle... Eu sou realmente careta em muitos aspectos.
Aliás, minha filha me mostrou um filme muito esclarecedor sobre esta questão, CORTINA DE FUMAÇA
Também fiquei feliz em ver muita gente jovem no teatro, garotada que, como minha filha, que tb foi conosco, não tinha nem nascido em 1990 quando ele morreu! Sinal que as coisas boas, especialmente músicas, eternizam seus compositores e cantores!
A questão da AIDS é mostrada de forma bem direta - sem entrar no moralismo que sempre cercou a relação da Lucia Araújo com o Cazuza - mas mostra bem como foram aqueles tempos bicudos da AIDS, quando muitos de nossos amigos e ídolos morreram, independente do dinheiro que tinham para se tratar.
Pensando agora, como pai e como gay, acho que a produção falha ao não fazer uma menção á prevenção - não no espetáculo que isto seria ridiculo, mas quem sabe distribindo folhetos no final do espetáculo, ou camisinhas... sei la´... fazendo algum coisa, assumindo alguma responsabilidade!
E para encerrar, nosso imporvável cantor de limgua presa, num cenário absolutamente... Exagerado! Praia do Pepino em 1986!