
Estes útlimos dias foram de uma tristeza só...
Nosso cachorrinho morreu...
Nas últimas semanas notamos que seu pêlo estava caindo, que ele estava tomando muita água - achamos que era o inicio do inverno - mas acabamos levando na veterinaria... Ela receitou um shampoo especial, mandou fazer exames... Ela suspeitou de um parasita, a glicemia estava alta, ela começou a tomar alguns medicamentos..
Estávamos bem assessorados, minha BFF é Prof. Dra. da Veterinária da UNESP, eu ligava para ela 5 vezes ao dia...
Seu apetite foi diminuindo, ele começou a emagrecer, fomos ao Hospital Veterinário (
PET CARE recomendo a todos pois todo mundo diz que o melhor de sp)... Voltamos para casa com novas recomendações, mais exames para fazer... Glicemia a 600 (não errei não! 600!) - diagnóstico inicial diabetes, os exames para o tal parasita deram negativos. Ai ele parou de comer. Dois dias que só comia forçado...
Nova internação, mais 7 dias no hospital, espeta, puxa, raspa pêlo... não era pancreatite. Continuava sem comer, parecia que ele estava enjoado de tudo - o oposto da reação de um diabético, que quer comer de tudo.
- Vamos mandar ele para casa, vamos ver se em casa ele come
Não comeu nada durante 24 horas, nada mesmo, nem ração , nem carne, nem frango, nem petiscos, nem arroz, nem leite, nem DORITOS! Estávamos bem desesperados deu para perceber?...queriamos que ele comesse...qualquer coisa!
Nova internação... sentamos e conversamos com os médicos - Sem comer como vai melhorar? o que ele tem afinal de contas?.
Eles não sabiam o que ele tinha, só o que NÃO tinha! Sabiam que era uma doença hormonal, talvez hepática, algo ainda não descrito pela medicina veterinária... Sugeriram que fizessemos um acesso externo para alimentá-lo, um tubo no abdomem... Eu e minha filha ficamos em choque... porque mesmo esta medida drástica, para prolongar-lhe a vida, não era garantida... Não autorizamos na hora, deixamos ele no hospital e saimos para comer alguma coisa, para pensar, sentir, chorar... Ele estava com 1/3 de seu peso normal, muito pouco para um Maltês.
Conversamos com a BFF Veterinaria, com a vovó, com Mr. J... ligamos para o hospital e conversamos mais, pergutamos. Minha filha dizia que não queria que ele virasse um robô, cheio de tubos. Ele estava triste, assustado, o dia que passou em casa não saiu da cama... tivemos que pesar nosso eventual egoismo de ter ele por perto a qualquer custo. E tinha também uma questão financeira envolvida, afinal de contas ele era nosso cachorrinho amado mas era um animal... foi ai que senti a responsabilidade de se ter um ser vivo sob sua guarda.
E foi ai que minha filha - eita menina forte - tomou a decisão sobre a eutanásia... que já tinha passado pela minha cabeça é lógico, mas tinha que partir dela... O hospital disse que não faria... mas entenderam nossos motivos... Tiramos ele do hospital, ficamos um pouco com ele e levamos para a veterinaria, ela nos conhecia melhor, conhecia ele, disse que faria. Minha menina ficou com ele até o fim, até ele dormir completamente - eu não tive esta coragem...
Estamos muito tristes, ainda sentimos sua falta quando chegamos em casa, quando ele não está ao nosso lado vendo tv, minha empregada estava inconsolável, durante o dia ele era sua grande companhia. Ele faz muita falta, ele era um verdadeiro "cão de companhia" como diz o epiteto da raça.
Mas as coisas vão andando...Minha filha leonina me disse ontem : - Eu já superei a morte dele, estou triste mas sei que foi o melhor.
Eu ainda não, ainda choro quando me lembro, quando vejo fotos, enquanto escrevo este post...eu me permito ficar triste até quando quiser, meu processo é mais dramático mas eh o meu normal, sei que estou me recuperando...
Sei que estas perdas são inevitáveis, é o ciclo da vida, de todas as vidas, mas me permito ficar triste...
....continua daqui alguns dias em outro post.: "MAS ERA SÓ UM CACHORRO"... este aqui ficou muito longo...