Muitas são as FAMILIAS HOMOAFETIVAS, homens ou mulheres gays que mantem longos relacionamentos, com ou sem filhos. Pais e mães homossexuais que criam filhos sozinhos. Filhos provenientes de casamentos anteriores, de adoções, ou outros métodos ... Este Blog quer conversar sobre estes paradigmas, sobre Paternidade Homossexual, sobre relacionamentos, família, direitos, leis. E também estimular a convivência entre estas famílias e a troca de idéias! Sejam bem vindos!
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19 de abril de 2015
3 de março de 2015
Qual a diferença de um relacionamento hétero e de um relacionamento homo?
Diferença? NENHUMA!
Como sabem eu faço parte de um grupo de Pais Homossexuais (HOMOPATER). Este grupo, além de encontros presenciais, mantém um grupo virtual de discussão muito rico, sempre com discussões interessantes e temas palpitantes (que todo mundo quer dar palpite) Como este grupo é formado majoritariamente por pais que viveram um casamento heterossexual, e como sempre tem pessoas novas entrando, alguns assuntos são recorrentes, mas mesmo alguns assuntos se repetindo eles sempre são tratados de maneira diferente, principalmente porque são discutidos por pessoas diferentes em momentos diferentes... São homens que "eram" heterossexuais e "viraram" homossexuais. São homens que tem que reconstruir suas fés e crenças, são homens que tem que reconstruir uma identidade.
Um assunto recente foi o questionamento de um participante que disse que "ainda não sabia se relacionar com um outro homem, pois, todos sabem, relacionamentos entre homens são diferentes dos relacionamentos de homens e mulheres!"
A princípio eu concordo com ele, homens e mulheres são diferentes! Homens tem pinto, mulheres tem vagina, homens tem barba, mulheres (exceto Frida) não, homens são brutos, mulheres delicadas, homens são práticos, mulheres amorosas... ou seja, um relacionamento entre um homem e uma mulher é diferente de um relacionamento entre dois homens! COM CERTEZA!
Só que, a meu ver, esta é uma analise simplista pois eu sei que dois relacionamentos não são iguais, um relacionamento entre uma mulher e um homem não é o mesmo que o relacionamento entre outro homem e outra mulher, ou seja, não existem dois relacionamentos iguais! Não existem modelos para serem seguidos entre um homem e uma mulher (se fizer assim vai dar certo!), entre um homem caucasiano e uma mulher negra, entre um homem nordestino e uma mulher carioca, entre um cara baixinho e uma mulher alta, entre um homem e outro homem, não existem dois relacionamentos iguais!
Tem muita gente que acha que os gays tem que "inventar" um novo modelo de relacionamento, um novo padrão, distante do padrão hétero, para não imitar, ou como dizem "simular" um casamento hétero. Falam que relacionamento aberto seria bom porque dois "bodes soltos" pastam melhor... Outros falam de relacionamento poliamoroso, e até mesmo que homens nem devem ter relacionamento... mas não se engane, todos querem sugerir um padrão para saber quem está "certo" e quem está "errado", para normatizar... principalmente porque a gente está sempre querendo fazer a coisa certa para ser aceito, para se sentir normal! E nada mais anormal - e deliciosamente anárquico - que não seguir um padrão!
Quando a gente entende isto é que começa a conseguir verdadeiramente se relacionar com alguém, quando descobre que não tem padrão, que o OUTRO é único e tudo que vc viver com ele vai ser único, vc descobre que não deve ter o objetivo de encaixar ele no seu padrão... você deixa as coisas acontecerem... é claro que eu sei que um relacionamento homossexual enfrenta questões que um casamento hetero não enfrenta, mas eu estou falando de sentimento, de coração, e isto sempre é diferente!
E ai? Qual o seu padrão de relacionamento gay?
27 de maio de 2014
férias juntos.... uma boa experiência...
Quanto tempo é necessário para se definir intimidade?
Eu fico bastante surpreso - para não dizer chocado - quando eu vejo pessoas que se conhecem há muito pouco tempo e já estão morando juntas. Sei que isto é uma piada clássica em relação ás lésbicas (se não conhece clique AQUI) mas eu fico surpreso quando vejo historias de pessoas que vão morar juntas se conhecendo há dois mêses, um mês, ás vezes muito menos...eu acho que este denominador pode ser bem decisivo para o fracasso de um relacionamento.
Eu acredito que as pessoas tem que ter um certo grau de cumplicidade, de intimidade, para morar junto, para "casar". Eu acho importante que você conheça os hábitos e rotinas do outro, podemos ser bem esquisitos e irritantes em nossa intimidade não é mesmo?
Eu e Mr. Jay já ficamos bastante juntos, nos dias e finais de semana que temos folga, e até mesmo já fizemos algumas viagens curtas, mas acabamos de voltar de nossas primeiras férias conjuntas, quase 20 dias juntos, fora de casa, sem filha a tiracolo... e a experiência foi ótima! Foi um bom treinamento para um futuro...
Talvez quem me acompanha por aqui nem tenha percebido minha ausência, pois tomei o cuidado de deixar uns posts programados - sabe como é, "quem não dá assistência, perde a preferência". hehehe
Eu até disse para ele, quando estavamos organizando a viagem, "ou a gente vai voltar se amando ou se odiando depois de tantos dias juntos"! Pois eu tinha receio que as nossas saudáveis diferenças fossem exarcebadas pelo periodo longo, mas, com um pouco de maturidade de ambos isto foi contornado facilmente!
Acho que o principal problema que Mr. Jay teve que enfrentar comigo foi a minha habitual ansiedade, especialmente com relação á horários (horários dos vôos, horários dos teatros, etc) eu sempre quero sair muito mais cêdo do que seria razoável e estou sempre apressado em acordar, em me aprontar, me trocar, tomar banho - ele até se estressou um pouco com isto e teve que me dar umas duas "chamadas á realidade", o que foi bom para eu perceber um pouco isto e poder olhar criticamente para esta minha faceta. Ele tinha razão, pois querer sair uma hora antes para um espetáculo que era apenas do outro lado da rua é bem exagerado...
Outra coisa que eu sei que estressou Mr. Jay em alguns momentos, foi o que eu chamaria de meu "espírito contemplativo", eu gosto de observar as coisas, de ver os detalhes, de planejar as ações, os gestos. Gosto de tirar um pouco mais de fotos dos cantos, dos detalhes, das texturas. O que muitas vezes faz com que eu seja mais lento... o que não é problema quando se está num museu, mas que pode ser catastrófico na hora de achar um endereço no GPS!
Mas, rapidamente, já estávamos fazendo piada sobre estas duas coisas!
Já o Mr. Jay é mais calmo, menos afobado, demora a acordar, come devagar, o que a princípio poderia estressar um ansioso, mas eu sabia que o exagero era meu, ainda mais considerando que estávamos em férias, por isto eu me adaptei mais rápido.
Somente no quesito "alimentação" é que meu namorado me estressou um pouco, ele é bem restritivo no que come, não come nada muito temperado, nenhuma comida exótica (indiana, marroquina, mexicana, etc), o que é um terror para um sagitariano convicto como eu, que adora experimentar uma novidade... Eu já ouvi que os mineiros tem um certo apego a comidinhas caseiras e nisso o meu Querido é um mineiro legitimo! O pior era quando ele dizia que era para eu escolher onde comeriamos! Conclusão: comemos seis vezes na mesma rede! - pode rir. (se bem que em restaurantes diferentes, em cidades diferentes, o que já foi um alívio para o sagitariano aqui). Mas isto também foi divertido, ainda mais por usarmos o foursquare, que fez tudo parecer um raid!
Mas ele tem realmente estomago fraco, e tem razão de se preocupar, foi só comer uma costelinha barbecue para passar mal dois dias...
Mas ele tem realmente estomago fraco, e tem razão de se preocupar, foi só comer uma costelinha barbecue para passar mal dois dias...
Em resumo, na minha opinião poder passar todos estes dias juntos, viajando, conhecendo lugares, foi muito bom para nosso relacionamento e eu acho que voltei amando este homem mais ainda! Fiquei muito feliz com tudo que aconteceu, em especial porque o Mr. Jay agregou muito valor a viagem e me proporcionou vários momentos VIP! O que também é ótimo não é?
E você, acha que uma viagem serve como um "aperitivo" de uma vida a dois? Ou na prática tudo é diferente?
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