Continuo sendo uma pessoa que acredita no AMOR, em construir um relacionamento, em formar família, em fidelidade e todo um monte de coisas que poderiam ser consideradas "caretas", mas também acredito muito em liberdade, em livre arbítrio, e acredito muito que todas as pessoas são maravilhosamente diferentes! Parafraseando um famoso escritor, "não curto putaria mas defenderei com unhas e dentes o direito de quem quiser putaria".
Por "putaria" entendo a vontade da pessoa não se comprometer, de se divertir, de beijar quem ela quiser e de dormir com quem quiser, desde que isto seja feito de forma responsável (mesmo parecendo falta de responsabilidade). As pessoas, hetero ou homosexuais, não são obrigadas a seguir nenhum roteiro de vida pré establecido eplos outros, do tipo, o que é "certo" é a pessoa ter um relacionamento estável e sossegar, se possível "casar". Sei que esta pressão sofrem todos os que preferem não se envolver em longos relacionamentos, homens e mulheres são constantemente cobrados para namorar, se aquietar, casar, pensar num futuro sozinho.
A segunda parte do meu manifesto tem a ver com a visão estereotipada de que os gays só querem saber de "trepar", para isto eu podia escrever muitas linhas, mas a Vejinha forneceu um material muito mais contundente e siginificativo.

Em sua capa desta semana ela estampa o casal Atilio Baschera e Gregório Kramer, ícones da cidade de São Paulo que dividem a mesma cama e escritório há 38 anos! Dois homens que resolveram ficar juntos e assumirem seu amor, que demonstram constantemente, numa época em que isto seria impensável (bom, para muita gente ainda é impensável!).
A matéria não só destaca o talento dos dois como decoradores e designers, mas dedica muito espaço para falar o quanto o amor deles, e sua felicidadade, é reconhecido e aceito por todos á sua volta e pela sociedade paulistana em geral. Num parelelo parecido com o relacionamento dos cariocas Carlos Tufvesson e André Piva, estilista e arquiteto respectivamente, juntos há mais de 10 anos e também muito bem aceitos pelos cariocas).
Poucas vezes eu li um texto tão positivo e falando tão abertamente sobre um casal homossexual.
Estas estórias não só servem como um "cala a boca" nas pessoas que dizem que isto não é possível mas também podem servir de perspectiva positiva para muitos jovens que pensam em umdia estabelcerem longos relacionamentos. Mas, sei que para eles pode ter sido mais fácil por serem cultos, ricos, bem resolvidos, morarem numa cidade grande, situação muito distante da realidade de muitas pessoas e muitas cidades do Brasil afora.
Se tiver curiosidade acesse a matéria da Vejinha em http://veja.abril.com.br/vejasp/210606/perfil.html