Muitas são as FAMILIAS HOMOAFETIVAS, homens ou mulheres gays que mantem longos relacionamentos, com ou sem filhos. Pais e mães homossexuais que criam filhos sozinhos. Filhos provenientes de casamentos anteriores, de adoções, ou outros métodos ... Este Blog quer conversar sobre estes paradigmas, sobre Paternidade Homossexual, sobre relacionamentos, família, direitos, leis. E também estimular a convivência entre estas famílias e a troca de idéias! Sejam bem vindos!
Mostrando postagens com marcador casamento gay. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador casamento gay. Mostrar todas as postagens
5 de julho de 2016
Blog em Férias...
Na realidade quem está de férias é o autor do blog... o blog eu deixei programado algumas "gracinhas" para divertir os amigos até o dia da minha volta, no fim de julho.
E antes que me perguntem... sim , é a tal da "viagem de lua de mel"... beijos a todos!
Marcadores:
blog em férias,
casamento gay,
férias,
lua de mel,
vacaciones,
winter time
27 de junho de 2016
Este é o tipo de notícia perfeita para hoje!
Casais gays se divorciam menos que casais héteros, dizem estudos
Veja o artigo do blog MEU BOY MAGIA clicando AQUI
,
E você? concorda com os estudos? Acha que isso é verdade?
Marcadores:
casamento gay,
meu casamento gay
31 de dezembro de 2015
Casamento Gay... no caso... o meu !
E quando digo casar não é só morar junto e "brincar de casinha"* como o Mr. Jay sempre critica o que muitos casais chamam de casamento...
*morar juntos sem oficializar
O meu vai ser casamento de verdade, papel passado, celebração, festinha... protocolo completo...
Eu fiquei na dúvida se deveria contar isto no blog, pensei que talvez fosse um assunto por demais íntimo para abrir aos milhares (!!!) - tá, dezenas - de amigos que acompanham as minhas peripécias....
Mas eu percebi que meus papos, meus assuntos, meus textos, são muito pessoais e seria difícil continuar a escrever no blog nos próximos meses sem falar deste assunto.
Mas eu percebi que meus papos, meus assuntos, meus textos, são muito pessoais e seria difícil continuar a escrever no blog nos próximos meses sem falar deste assunto.
Quando perguntei a opinião para um amigo, que também lê o que escrevo, ele disse que eu não devia falar nada porque ia ter gente que ia colocar olho gordo... e a gente bem que percebe que muitas vezes a felicidade de uns "incomoda" outros não é?
Mas eu estou feliz e fica difícil impedir meu "carro alegórico" de desfilar! Então fica assim, quem curtiu vai poder acompanhar alguns episódios desta aventura aqui. Quem não achou legal.... segue em frente! rsrsr
Já vinhamos conversando, Mr. Jay e eu, sobre este assunto há algum tempo e em julho passado, quando completamos dois anos de namoro, eu pedi ele, formalmente, em casamento - depois conto os detalhes deste dia... mas te contando isto você percebe como consegui segurar segredo todo este tempo, não é ?
Eu resolvi fazer o anuncio oficial - para a família - na noite de natal, primeiro porque estariam todos reunidos, o que talvez impedisse reações desagradáveis de alguma pessoa (a.k.a. meu pai), por estar na frente de várias outras... ou seja, alguma estratégia para evitar problemas
O outro motivo foi porque queria fazer algo marcante, já que as 5 mulheres que eu ia convidar para serem madrinhas estariam juntas! As 5 são minha mãe, minha irmã, minha prima, minha filha e minha BFF - do meu lado só vai ter madrinhas... bem gay não acham? E convidar as cinco ao mesmo tempo seria uma "viadagem" maravilhosa.
E eu adoro surpreender as pessoas!
O outro motivo foi porque queria fazer algo marcante, já que as 5 mulheres que eu ia convidar para serem madrinhas estariam juntas! As 5 são minha mãe, minha irmã, minha prima, minha filha e minha BFF - do meu lado só vai ter madrinhas... bem gay não acham? E convidar as cinco ao mesmo tempo seria uma "viadagem" maravilhosa.
E eu adoro surpreender as pessoas!
Depois da troca de presentes nos levantamos para rezar um pai nosso, em lembrança do aniversariante Jesus Cristo, num grande círculo de mãos dadas, como fazemos desde que me entendo por gente. Quando terminamos todos se cumprimentaram pelo natal, trocando beijos e abraços, ai eu puxei o Mr. Jay pelo braço, na beira do degrau da sala de jantar da casa da minha mãe, e falei:
- Pessoal, nós temos um anúncio a fazer... como alguns já sabem(1), e os outros vão saber agora, nós vamos nos casar em junho!
(1) Eu queria, a principio, fazer uma grande surpresa, guardar segredo até o dia, mas como a intenção é que fosse uma noite alegre e não uma noite para "causar", eu achei melhor contar para algumas pessoas um pouco antes, para elas poderem ruminar um pouquinho a ideia, incluindo neste "algumas" meu pai, o que fiz no dia 22 de dezembro, e ele teve uma reação absolutamente neutra... o que me faz perceber que ele esta velhinho...
Foi um momento bem legal, que me causou muita expectativa e um frio na barriga que não sentia há tempos! Agora vem todos os preparativos... mas sem dúvida, 2016 será "o primeiro ano do resto de nossas vidas".
A todos os amigos que acompanham as bobeiras que escrevo, um 2016 cheio de sucesso e muito muito amor! Que é isto que vale a pena mesmo!
Beijos e Abraços
Fábio
A todos os amigos que acompanham as bobeiras que escrevo, um 2016 cheio de sucesso e muito muito amor! Que é isto que vale a pena mesmo!
Beijos e Abraços
Fábio
Marcadores:
casamento gay,
casamento homossexual,
meu casamento gay
28 de junho de 2015
26 de junho de 2015
Americanos sem imaginação...
![]() |
ENTENDERAM? OU PRECISAM QUE EU DESENHE? |
Mais de dois anos depois do Brasil, a Suprema Corte Americana declarou que o casamento entre pessoas do mesmo sexo é um direito -nossa como eles são atrasados! Subdesenvolvidos!
Foi uma vitória apertada (5x4) mas isto não é importante! Os Americanos estão fazendo História e Justiça!
Do mesmo jeito que no Brasil - onde o CNJ aprovou uma resolução que obrigava os cartórios do país a celebrar a união de pessoas do mesmo sexo - nos Estados Unidos a vitória também foi no "tapetão", ou na "pedalada"... pois não foi uma lei aprovada pelo legislativo, mas sim uma decisão do judiciário que garantiu este direito. Lá, como aqui, as bancadas religiosas e conservadoras impediram que o assunto fosse definido pelo congresso. Sorte deles também serem um país com três poderes!
Como não foi uma lei aprovada pelo Congresso e sim uma decisão judicial, os militantes e defensores dos direitos humanos vão ter que continuar alertas, pois sempre vão surgir leis e propostas para barrar ou dificultar estes direitos, tipo esta coisa bonitinha chamada ESTATUTO DA FAMÍLIA que inventaram aqui nas terras Tupis! Os detratores vão dizer que foi uma "chicana jurídica"... para diminuir o impacto da decisão... mas, faz diferença mesmo o tipo de STREPTOPELIA?
Parabéns ao Americanos! Casamentos e Luas-de-Mel na Disney continuarão a ser bregas! Mas pelo menos agora são LEGAIS! No sentido jurídico da palavra!
E você? Ficou feliz pelos nossos amigos americanos! Agora vai querer casar na Disney?
Marcadores:
casamento gay,
estatuto da familia,
rola,
streptopelia
13 de abril de 2015
Marido? Esposo? Homem? Conjuge?
Mas como o casamento é uma instituição consagrada dentro da heteronormatividade, como bem lembraram alguns, talvez tenhamos que adaptar algumas coisas...
Minha primeira dúvida é? Muda o sobrenome ou não? Pelo que entendo a lei dá esta margem, mas eu não sei o que o pessoal tem usado, ou o que seria mais legal... Eu sei de alguns casais americanos em que os dois mudaram de nome, Jerry Collins e Brad Turner, por exemplo, viraram Jerry Turner Collins e Brad Collins Turner... achei interessante, mas a ideia de ter que mudar todos os papeis me dá uma preguiça grande... Um simplesmente adotar o sobrenome do outro, como é comum em casais heteros, me parece meio estranho também... quem iria acrescentar o nome do outro?
Para falar a verdade eu acho que meu pai ia ficar bem PUTO se meu marido passasse a usar meu sobrenome... ele liga muito para estas questões "heráldicas"... mas seria muito divertido provoca-lo fazendo isto, já que o sobrenome também é meu!
Não mudar nada também... me parece um pouco desvalorizar o que esta sendo efetivado, diminuir o casamento, a união... sei lá!
A outra dúvida - questionamento - é como chamar... marido e marido, esposo e esposo, marido e homem? Antes todo mundo usava companheiro - quando não havia o casamento - mas hoje quando se muda o status deveria se mudar o nome penso eu... eu não tenho problema nenhum em chamar de namorado e assim apresentar.... e acho que prefiro marido e marido...
Será que existe regra de etiqueta ou de cerimonial para isto?
E você? O que acha que fica melhor? Com relação aos sobrenomes, com relação ao tratamento? Como os que estão casados fazem?
8 de abril de 2015
Casamento serve para que mesmo?
Para quem vive em marte e não está sabendo... uma parte da trama da novela Babilônia gira em torno de um casal de lésbicas (Fernanda Montenegro e Nathalia Timberg), que vão se casar, numa grande festa, após décadas vivendo juntas.
Isto, e também a estabilidade de meu relacionamento com Mr. Jay, tem me feito pensar muito em casamento.
Eu sou de uma geração de homens gays que conviveu por décadas com a certeza que não seria possível casar, que as leis nunca aprovariam o casamento entre dois homens. Então, de certa forma, cristalizou-se em mim a ideia de que eu "não iria me casar". Nunca fiz planos para isto, nunca tive fantasias com relação á cerimonias, á igreja... como é normal as pessoas fazerem. Do mesmo jeito que durante muitos anos eu tinha desistido da ideia de ser pai
Não que eu não fui capaz de assumir meus relacionamentos de forma absolutamente concreta e encarar muitas vezes a sociedade de frente. Eu e o F. passamos a usar alianças na mão esquerda quando fomos morar juntos, e eu sempre o apresentei ou como "namorido" ou como "como se fosse meu marido" (falando exatamente deste jeito) para pontuar que eu o considerava marido apesar da lei não o permitir.
Na minha geração de homens gays, mesmo as pessoas estando envolvidas em longos relacionamentos, do ponto de vista legal eles eram... "solteiros". Há alguns anos houve o advento das parcerias civis, o que já mudou parcialmente o status das relações, mas foi somente com a validação do casamento igualitário (ainda que não seja lei) que as coisas efetivamente mudaram do ponto de vista legal.
É CLARO que eu sou totalmente a favor do casamento! Não só pelo simbolismo como pelos direitos que se adquire. Eu apenas não tinha parado para pensar que EU poderia me casar! E, como vocês sabem, mesmo assim eu nunca fiz o perfil de "solteirão convicto", muito pelo contrario.
Por mais que você se sinta responsável pela pessoa, compromissada com a pessoa, colocar isto num papel oficial deve ter um peso. Você ser chamado a, por exemplo, opinar sobre a saúde da pessoa num momento crítico, ou ser arrimo de uma família num outro caso, deve ter um peso enorme quando você documenta isto. Mas eu sempre senti que eu nunca precisaria de um papel, porque eu sempre agi assim, meu compromisso no "fio do bigode" é para valer. Não acho que eu seria menos pai, ou menos marido, com a presença ou ausência de um papel....
Será que eu me fiz entender? Talvez seja uma coisa libertária, meio ANOS 60, ou talvez seja só medo de alguma coisa dar errado por causa do papel, não sei bem...
Mr. Jay tem vontade de se casar, já conversamos a respeito. Ele tem vontade de se casar com tudo que tem direito: festa e lua de mel inclusos no pacote. O que num primeiro momento até me surpreendeu, pelo fato dele ser jovem, pelo fato dele ser gay, pelo fato dele nem ser tão religioso... mas ele argumentou...
"- Qualquer casal que namora fala em casamento! Porque entre gays deveria ser diferente?"
TOUCHÊ!
E não é que ele tem razão? Imagino que com todos os direitos adquiridos atualmente os jovens e as jovens homossexuais pensam naturalmente em casamento. Não há mais um impedimento legal (embora ainda existam barreiras sociais), do mesmo jeito que eu imagino que eles pensam naturalmente em ter filhos... ou por inseminação, ou por adoção... Será que está na hora de eu "rever meus conceitos"?
Sinto que nesta altura de minha vida o casamento não teria todas as implicações que teria na vida de um jovem casal, pessoas em começo de vida, quando se está construindo as coisas, mas teria sem dúvida um grande impacto social, em especial no meu entorno mais próximo, faria com que as pessoas tivessem que se posicionar! E não vou dizer que isto não me é agradável, marcar posição e território, a meu ver, dá espaço para outras pessoas respirarem. Fortalece uma ideia, melhora a auto estima de todo um grupo.
E você o que acha? Quem não casou ainda está querendo casar? E quem casou, valeu a pena?
Marcadores:
casamento gay,
casamento igualitário,
medo de casar,
solteirão
19 de agosto de 2014
Same Rights, Same Troubles!*
*Mesmos Direitos, Mesmos Problemas!
O avanço dos direitos LGBTs no Brasil, mesmo acontecendo de maneira lenta, tem sido progressiva e efetiva. Já conseguimos incuir parceiros no Imposto de Renda, no plano de saúde, na renda conjunta para adquirir casa própria, já podemos processar quem nos discrimina, em alguns lugares foram aprovadas leis anti-homofobia, o avanço mais significativo talvez tenha acontecido quando o STF decidiu que as uniões gays podiam ser convertidas em casamento, que na pratica definiu que os gays podem casar.
Foi um grande avanço para as famílias LGBT, que tiveram seu status de FAMILIA reconhecido. Mas muita gente argumenta: "Para que vocês (os gays) querem casar? O casamento é uma instituição falida!"
Falida ou não, o reconhecimento das uniões gays - mesmo sem um papel que as chame de casamento - trouxe também as mesmas questões para os protagonistas, direitos e deveres, que eram exclusivos das famílias heterossexuais. Algumas histórias de amigos ou de amigos de amigos, e tenho certeza que você também sabe de algumas:
- Os dois homens viveram juntos por 11 anos, um deles foi traído e terminou a relação, o que traiu ameaçou ir a justiça para pedir o direito de pensão, o que foi traído, para evitar escandalos pois é ator, deciciu entregar o pequeno apartamento que moravam (e que ele tinha comprado e bancava) para o que traiu, para formalizarem um pacto.
- Dois homens tiveram um filho através de uma "barriga solidária", utilizando esperma combinado dos dois, quando se separaram - o filho tinha poucos meses - um deles resolveu fazer um teste de DNA e descobriu que o filho era, biologicamente, dele. Entrou com uma ação e impediu o outro pai - que era quem efetivamente cuidava do filho por ser profissional liberal e ter mais flexibilidade de tempo - de ver a criança. Foi preciso um processo judicial para que este pai tivesse direito a visitas.
- Duas mulheres ficaram juntas por 9 anos, morando em casas separadas o tempo todo, uma delas conseguiu provar na justiça que a outra tinha condições financeiras melhores que ela e que deveria bancar os mesmo luxos e mimos que recebia antes (viagens, roupas, restaurantes badalados) pois ela tinha se dedicado a relacionamento e não tinha tido tempo de construir seu patrimonio, ela receberá pensão por 9 anos
- Um homem teve um relacionamento por dois anos com um cara bem mais novo, o relacionamento acabou e o mais novo não saiu da casa, não trabalhava, o unico jeito de conseguir que ele saisse foi bancar a passagem - e algo mais - do rapaz para os EUA, onde vai tentar a vida com imigrante ilegal...
Resumidamente, como diria o tio do homem aranha - "grandes poderes trazem grandes responsabilidades"... o que não invalida nem tira a premência de termos nossos direitos familiares garantidos! Só nos torna também iguais a com relação á seriedade das nossas ações! Casar, fiacar junto, cuidar, tudo isto tem que ser encarado de maneira mais séria! Talvez isto acrescente um novo tempero á estas questões de conjugalidade, talvez até mesmo o modelo dos casamentos heterossexuais precise ser revisto, talvez.
Se tinha algum cara que "virou" gay só para nao ter que pagar pensão ao companheiro, isto mudou! rsrsrs
Afinal de contas, na sua opinião, o casamento gay é uma boa ou é uma instituição que já nasceu falida?
4 de novembro de 2013
Casamentos Gays
"A That’s Amore! é primeira empresa brasileira especializada
em realizar exclusivamente o sonho de casamento
de parceiros gays."
o link é THAT´S AMORE
Mas o FACE dele é bem mais interessante, cheio de estórias lindas:
https://www.facebook.com/ThatsAmoreW
Mas o FACE dele é bem mais interessante, cheio de estórias lindas:
https://www.facebook.com/ThatsAmoreW
Achei tão legal! Mas eles não devem ter feito muitos ainda, tem muita foto com cara de "gringa" no site!
Mas já é um começo não acham?
E também tem um site MR & MR que dá um monte de dicas sobre casamento, mas eu achei ele meio "traduzido e adaptado"...
E também tem um site MR & MR que dá um monte de dicas sobre casamento, mas eu achei ele meio "traduzido e adaptado"...
E também para ilustrar, um vídeo que esta rolando You Tube do casamento em Brasilia de Aécio e Luis Felipe, que eu achei lindo!
ai todo mundo vai falar...tá namorando...já pensando em casar!
kkkkkkkkk!
o Mr. Jay quer , e já me disse, fazer uma bela festa de casamento num futuro não muito distante!
kkkkkkkkk!
o Mr. Jay quer , e já me disse, fazer uma bela festa de casamento num futuro não muito distante!
E você já pensou em casar? Com direito a festa e tudo o mais?
7 de setembro de 2013
A defesa do casamento gay por quem antes não concordava.
Encontrei o link deste vídeo no blog MUQUE DE PEÃO, e como não consegui compartilhar direto do blog dele eu estou copiando o post inteiro dele! Ou seja, os direitos autorais são dele! rsrsrsr
vejam o link! bem adequado ao "dia da independência" que comemoramos hoje!
http://www.youtube.com/watch?v=TzV1r5SCc8U#t=88
"A boa notícia desta semana vem da
Austrália, onde o candidato à re-eleição como primeiro ministro Kevin
Rudd fez uma defesa muito digna, embasada e segura do casamento igualitário
durante um debate em rede de televisão. Um dos participantes, que se identificou
como pastor e representante de uma rádio cristã e que apresentou os surrados
argumentos religiosos sobre a homossexualidade não ser natural e ser condenada
pela bíblia, foi contra-argumentado por Kevin Rudd de forma tão segura,
direta e apropriada que fez o pastor praticamente perder o rumo. Kevin
Rudd foi bastante aplaudido.
É inspirador quando um político importante e
heterossexual defende o casamento igualitário com tanta convicção. É um sonho
ainda distante para nós brasileiros, que temos na maioria de nossos políticos o
interesse único pelo voto e pela manutenção do mandato. Muitos de nossos
políticos importantes até têm visões liberais da sociedade, mas vivem pisando em
ovos com muito medo de melindrar evangélicos ou a igreja, e com isso mantêm em
público opiniões que seriam mais apropriadas na Idade Média."vejam o link! bem adequado ao "dia da independência" que comemoramos hoje!
http://www.youtube.com/watch?v=TzV1r5SCc8U#t=88
Marcadores:
argumentos evangelicos,
casamento gay,
casamento igualitário,
tornar-se gay
20 de janeiro de 2013
...não casado há mais de seis meses...
Eu diria que minha situação atual de "não casado há mais de seis meses" esta de certa forma bastante boa. Tenho descoberto e "redescobrido" muitas coisa no meu dia a dia, nos meus sentimentos, que durante a longa relação ficaram negligenciados.
Tenho conseguido estabelecer com o EX ( hello!) uma relação de cordialidade, porque eu sinceramente, apesar do final, não quero riscar da memória tudo que me aconteceu, ele sempre fará parte de minha vida.
Domingo passado aliás, ele veio buscar o cachorro para passar o dia com ele - e o cachorro deve ter adorado pois voltou exausto!
Tenho conversado muito com meus botões para saber o que quero e o que não quero..., sou um cuidador por natureza, mas tenho tentado entender que posso cuidar de quem realmente precise, aos invés de eu precisar de alguem que precise que eu cuide! (ficou confuso?)
Desvincular a relação emocional do cuidar, tenho que me sentir importante por quem eu sou, não porque eu faço isto ou aquilo!
Neste instante tenho tentado preencher minha cabeça com trabalho, tenho ido bastante ao teatro, concertos, muitos joguinhos divertidos no IPAD...a filha me toma cada vez menos tempo, menos nas tarefas de motorista (rsrs)
Eu tb tenho que aprender a ficar um pouco mais sozinho, me myself and I, náo como uma coisa ruim, mas para entender quais são mesmos as novas construções e pontes que quero estabelecer..mas não me sinto solitário não! Até descobri que, ao contrário do que eu pensava, os "tiozinhos" de quase cinquenta e barba grisalha tem o seu charme e até um certo mercado...rsrsrs.
Vou nessa! mandem noticias aqui nos comentários, e palpites do que devo fazer se quisererm!
6 de setembro de 2012
Homossexuais que buscam adotar encontram acolhida em Grupos
Já há bastante tempo a adoção passou a fazer parte do PLANEJAMENTO FAMILIAR das pessoas que se identificam como homossexuais. Mais e mais homens e mulheres homossexuais, casais ou solteiros, buscam os foruns e varas de familia para se inscreverem no processo de adoção, para aumentarem suas famílias, para terem seus filhos.
E não é por caridade, porque é "melhor a criança ser criada por um gay que ficar no orfanato", estas pessoas vão por amor, amor de sobra para poderem ter mais alguem em suas vidas.
Muitos casais homossexuais ainda tinham restrições, porque não poderiam regsitrar seu filho como filho de dois homens ou duas mulheres, mas com as dezenas de decisões recentes dos tribunais, em grande parte amparadas pela decisão histórica do STF, isto começa a ser contornado.
Só que o processo de adoção é lento, juridicamente falando, e o "tornar-se pai" ou "tornar-se mãe" tem muitas variáveis, muito aprendizado para se realizar.
Para ajudar neste processo é que existem os grupos de adoção, os grupos de adoção não "aceleram" processos e nem "arranjam crianças" ou "aprovam" candidatos. os grupos de adoção - na cidade de São Paulo são três - são reuniões de pessoas que tem dúvidas, pessoas que sabem um pouco mais, pessoas que tem experiencias e pessoas que tem muitas expectativas, um verdadeiro grupo de auto ajuda, de ajuda mútua.
Nas reuniões são abordados temas como "a chegada da criança", a escolha do perfil da criança, "como contar" para seu filho que ele é adotivo, quais são as diferenças de adotar um bebê e uma criança maior, e uma série de outros assuntos.
Eu posso indicar o PROJETO ACOLHER SP
É um grupo que eu sei que os homossexuais são bem recebidos e acolhidos. (isto e tenho quase certeza se repete nos outros grupos) Ligue, compareça ás reuniões, você tem muito a ensinar com suas dúvidas e aprender com as dúvidas dos outros, tenho certeza!
E você pode ir na reunião mesmo sem estar inscrito no Forum, para saber mais , para tirar suas dúvidas... a próxima reunião é dia 14 de setembro, ainda dá tempo de se inscrever!
Você pensa em ter filhos?
Marcadores:
adoção,
adoção homossexuais,
casais lgbt,
casamento gay,
familia gay,
lésbicas,
projeto acolher
20 de agosto de 2012
Num é hora de falar em casamento..."mãns"
![]() |
| Uma revista dedicada ao casamento gay |
Uma das coisas que curto é ficar meio perdido em uma destas gigantescas bancas de jornal que temos aqui em sampa, tem uma destas aqui perto de casa..a gente descobre títulos editorais de quase todos os assuntos, de artesanato com filtro de café usado (!) a comic books, de revistas de noivas a dezenas de revistas pornô... E bem ao lado da Revista Júnior eu encontrei uma revista que trazia na capa o Carlos Tufvesson e o André Piva ( um casal gay bem conhecido do Rio, pois o Carlos, estilista, é militante do movimento LGBT)
Uma revista inteirinha dedicada aos casamentos gays, daquelas bem tradicionais, com anúncios de buffets, bem casados, cerimonialistas, fotógrafos e todos aqueles salamaleques. Depois eu até lembrei que tinha lido algo a respeito num site
...comprei né! (este é o perigo dos passeios ás bancas gigantes).
Além do zilhão de anúncios a revista, cujo editor é o jetsetter Bruno Chateaubriand, a revista mostra alguns enlaces e conta a estória de amor de diversos casais e os motivos que os levaram a se casar (todos depois da decisão do supremo que equiparou as uniões homoaetivas a casamentos). Eu fiquei emocionado e rindo sozinho com várias estórias, e tem fotos lindas.
Pelo que eu li , esta é apenas a terceira vez que uma revista destas é lançada no mundo. O interessante é que estas revistas não são tão efêmeras, elas circulam meses, de mão em mão, de salão em salão. Eu acho muito legal.
Sei que muita gente vai pensar que é só exploração do tal do Pink Money, que metade dos anunciantes nem apoia o casamento gay e só esta atras da grana, do nicho de mercado...pode até ser verdade, mas com o tempo, o trabalho de mudar corações e mentes, estas coisas vão se arraigando...
Eu sei que como estou saindo de um relacionamento não é hora de ficar entusiasmado com casamentos...mas ..que eu posso fazer...este é meu "xeitinho".
Nota negativa 1: Uma pena que a revista JUNIOR e muito pior, esta sobre casamentos, sejam sempre colocadas junto das revistas pornô... mas não é em todo lugar não! Alias, eu sempre falo isto para quem vende.."esta revista não tinha que estar junto com as revistas porno, vc vai vender bem mais se colocar do lado da GQ ou da capricho"
Nota negativa 2: a maioria esmagadora dos anunciantes (que não são empresas lgbt) produziu peças publicitárias especiais para a publicação, com bolos de arco iris, casaizinhos de biscuit e especialmente, fotos lindas...mas teve uns tres ou quatro que não entenderam o espirito da coisa, e insistiram em apresentar casais héteros em seus "reclames"...será insensibilidade ou queriam mostrar algum tipo de preconceito? Queria investigar se conseguiram atrair clientes para seus negócios.
Para quem não encontrar em banca e tiver vontade de comprar o "souvennir", acho que dá para comprar no site da editora
11 de junho de 2012
BURNING BRIDGES
Eu tinha tomado a decisão de só fazer um comunicado "oficial" sobre a separação quando ele realmente saisse de casa ( não sei se lembram, mas acho que contei que passamos a morar juntos em casa há uns 4 anos atras).
Era um daqueles meus misticos rituais de passagem que eu tanto gosto...como ele já tinha dito outras vezes que ia sair de casa que ia para um "flat", e que nós reatávamos, na realidade eu tinha de certa forma a ilusão que o fim era só uma chacoalhada...mas ai, ele acabou atropelando as coisas.
Ligou para minha irmã, falou com minha mãe, passou email para primo, tudo com a intenção, tenho certeza ou quero crer, de pedir que me apoiassem, que me dessem uma força, uma vez que a decisão tinha sido dele.
Mas na realidade para mim, isto foi mais uma maneira de queimar as pontes, assim como os ataques de ira e a violencia verbal.
Criar um ponto sem retorno
Fato consumado
Queimando as pontes para evitar que os soldados se acovardassem e quizessem voltar...
2 de dezembro de 2011
uma linda estoria de amor
Recebi este video, não tenho certeza de quem, porque ás vezes é difícil separar as coisas boas do monte de lixo da Internet.
Vejam que linda estoria de amor! Com diz o vídeo, está na hora de acabar com esta "diferenciação" do amor de uns ser mais digno que o de outros
Vejam que linda estoria de amor! Com diz o vídeo, está na hora de acabar com esta "diferenciação" do amor de uns ser mais digno que o de outros
Marcadores:
amor entre homens,
amor homossexual,
casamento gay,
relacionamentos
23 de setembro de 2010
Amor, Compromisso e Vida
Na última bienal de São Paulo, enquanto xeretava no estande da Taschen, eu encontrei um livro que me pareceu muito interessante: HOMENS, Retratos de Amor, Compromisso e Vida, de autoria do americano Anderson Jones, com fotografias de David Fields. A edição que encontrei é portuguesa, da Livros e Livros.O livro já é meio antigo, foi editado em ingles em 1997, conta as estórias de 29 casais de homens e de sua relação, o livro dedica cerca de 4 paginas para cada casal, e trás também lindas fotos.
O que achei mais intressante é que o livro foca os "problemas" que os casais enfretaram para construir suas relações, e como eles lidaram e lidam com as situações cotidianas.
São casais que muitas vezes enfrentam diferenças significativas entre eles: um parceiro bem mais velho que o outro, um parceiro bem mais rico que o outro, um parceiro soropositivo e outro não, casais de etnias e raças diferentes, casais em que um é mais famoso (cantor de rock) que o outro, um casal em que um deles sofre de transtorno bipolar, outro em que o parceiro foi casado e teve filhos e outro não, um que o parceiro é "cowboy" e o outro um executivo na cidade, e assim por diante.
Apesar do livro ter mais de 10 anos ele é extrememente contemporâneo pelos temas que aborda, eu fiquei bem fascinado, li numa tacada só as 130 páginas, e até reli depois algums estórias. Achei particularmente estimulante o fato deles, além de exporem suas relações, exporem os problemas da relações, o que muitos casais (gays ou não) relutam em abordar.
Eu até acabei pesquisando na net para ver se encontrava algo atual sobre estes casais, de tão entusiasmado que fiquei, e até achei!
Num casal, que era formado por um congressista americano e seu assessor parlamentar (bem mais novo) descobri que o congressista morreu em 2005 e o parceiro briga até hoje para tentar receber a pensão a que as famílias de deputados americanos tem direito.Outro casal, numa super conincidência, estava se casando na semana passada! Após mais de 20 anos de vida em comum!
Muitos dos casais continuam juntos, alguns morreram, o cara que era casado com o homem soropositivo até montou uma fundação em homenagem ao companheiro depois que ele morreu...
Se alguém duvida que dois homens podem ter uma vida em comum, este livro pode ser uma lição de vida...Olha, é uma leitura que vale a pena!
Eu não achei em sites de livrarias, mas achei no site dos sebos (estantevirtual), também, se alguem tiver interesse talvez consiga achar em ingles - MenTogether -
Marcadores:
amor homossexual,
casamento gay,
livros,
men together,
união homossexual
3 de setembro de 2010
"encaixando" o relacionamento...
"metade da laranja", "alma gêmea", "meu outro pé de sapato", "o par perfeito" ... quando alguém busca um relacionamento, normalmente busca encontrar isto, ou pelo menos expressamos querer encontrar isto...alguém que se encaixe em nossos sonhos, em nossas expectativas...tipo aqueles brinquedos de infância.
Eu mesmo sempre busquei isto, na realidade seria muito doido a gente ficar procurando alguem muito diferente da gente, mas, o que sempre me aconteceu, e acho que com a maioria das pessoas, é encontrar justamente o contrário...
E eu me perguntava, porque sempre me envolvo com gente doidinha? hehehe
Na realidade, não eram as pessoas que eram doidinhas, não é meu atual "namorido" que é doidinho, eu é que sou um louco, pois passei um tempão encontrando pessoas diferentes e tentando encaixa-las no meu "projeto de vida", nos ideais que EU acreditava.
OU seja, eu tinha um "projeto", uma receita, do que eu considerava a vida ideal, e ficava sempre procurando os ingredientes da receita, no trabalho, na vida, nos relacionamentos, e tal qual numa receita, quando não encontrava o ingrediente necessário, eu acabava usando outro parecido, mas tentando chegar no mesmo sabor...
Tipo, bife de soja, ou linguiça de frango...olha, eu sou vegetariano convicto há 30 anos, mas achar que bife de soja engana...
No final, eu acabava não aproveitando todos os sabores da vida, pois estava sempre em busca da peça certa, e no caso do relacionamento, do cara que acreditasse nas mesmas coisas que acredito, que tivesse sonhos parecidos, sem ao menos tentar perceber que os sonhos do outro poderiam ser ate mais interessantes que os meus!O que vinha do outro, que não me agradava, se tornava um motivo para eu tentar modifica-lo, convencê-lo que de outro jeito era melhor!
Eu não percebia que o que o outro trazia para o relacionameto poderia ser importante, legal, e que eu mesmo poderia aprender muito com meu parceiro. Eu não percebia que minha busca pelo perfeito me levava direto para o "imperfeito", claro! ninguem ia encaixar no meu projeto, pois eu não fiz o projeto com a pessoa, ela é que estava a serviço de minha receita!
Cara, como isto mudou nos ultimos tempos! Atitudes e objetivos do meu parceiro, que eram "issues", passaram a ser divertidos, passaram a ser importantes para eu questionar meus valores!
Meu "bofe" por exemplo, é muito "impontual", e eu sou pontual, mas eu era pontual apenas para ser pontual, para cumprir a regra (adoro regras), não porque era importante para mim, apenas tinha que chegar na hora certa! Agora estou aprendendo a ser menos estressado com isto, e me surpreendo que sempre acabao chegando..na hora certa...porque em algumas situações, minuots de atraso não são tão importantes assim!
Acho que é por isto que tem muita gente sozinha, ou muita gente que não acredita em relacionamentos...
Mas utilizar na receita os ingredientes que encontra não é ser conformado, não é se contentar com pouco, é tornar a vida mais...vida...menos projeto, menos ideal, menos sonho, mais real. Outro dia alguem, acho que foi na tv, disse algo como "ser feliz não é apenas seguir seus instintos, é conhecer seus instintos para poder escolher seus caminhos"...
E acho que é bem por ai!...e você? ja encontrou alguém que se encaixa no seu projeto?
Acho que é por isto que tem muita gente sozinha, ou muita gente que não acredita em relacionamentos...
Mas utilizar na receita os ingredientes que encontra não é ser conformado, não é se contentar com pouco, é tornar a vida mais...vida...menos projeto, menos ideal, menos sonho, mais real. Outro dia alguem, acho que foi na tv, disse algo como "ser feliz não é apenas seguir seus instintos, é conhecer seus instintos para poder escolher seus caminhos"...
E acho que é bem por ai!...e você? ja encontrou alguém que se encaixa no seu projeto?
Marcadores:
alma gemea,
amor,
amor homossexual,
casamento gay,
metade da laranja,
relacionamentos
9 de junho de 2010
União Homossexual: união cível, união de fato ou união homoafetiva?
Por Sérgio Alexandre Camargo em 06/06/2010
Chega como ponta de um iceberg o questionamento, se pessoas do mesmo sexo têm, ou não, o direito de casarem-se, e se este ‘casamento’ poderia ser chamado de União Homoafetiva, como preconiza a Dra. Maria Berenice, desembargadora aposentada no Rio Grande do Sul, e advogada militante; ou como realizam boa parte dos tabeliães em nosso país, quando o fazem, como mera União Civil, ou União de Fato.
O próprio Ministério Público Federal reconhece que, a alegação de que a impossibilidade de procriação justificaria a não-proteção da união entre pessoas do mesmo sexo é equivocada, na medida em que o incentivo à procriação não é objetivo da tutela legal dispensada à união estável, isto é, o direito não espera que a união heterossexual gere filhos, ainda que a religião assim pretenda. À partir deste argumento não seria de se aceitar a afirmação de que fator para negar a possibilidade de reconhecer a União Homoafetiva, seria a impossibilidade reprodutiva.
É fácil entender hoje em dia, que várias são as razões que levam duas pessoas a desejarem uma vida em comum, sendo reconhecidas pelo direito. A não possibilidade de gerar prole por si só, não pode ser indicativo da ausência de legitimidade a constituição de uma família. Há grave problema na sociedade brasileira, construído ao longo dos séculos pela plena falta de planejamento de crescimento populacional, em que hoje resulta nas grandes cidades número incalculável de menores abandonados pelos pais biológicos, impactando em diversos fatores da sociedade, como crescimento das demandas por serviços públicos, incremento do fenômeno da favelização, e incentivo a criminalidade. Boa parte da comunidade homossexual gostaria de poder adotar uma criança, para incrementarem seu apetite familiar, o que na pratica apresenta forte grau de dificuldade diante o direito brasileiro, e da sociedade como um todo.
O progresso na direção de unificar os direitos dos casais homossexuais, em nível igual ao dos heterossexuais é visível, ainda que retrocessos ocorram, como no caso de decisão do Superior Tribunal de Justiça (Brasília), que no Recurso Especial n. 502.995-RN, mencionou que a primeira condição que se impõe à existência da união estável é a dualidade de sexos, sendo a homossexual inexistente juridicamente no que tange ao casamento, ou união estável, podendo apenas configurar-se como sociedade de fato, cuja dissolução assume contornos econômicos, resultantes da divisão do patrimônio comum, com incidência no direito das obrigações, e não no direito de família. Lamentável a decisão. E a questão afetiva? E a relação humana por trás do direito, como justificarmos a existência do próprio Estado, se não levarmos em consideração seu fator de criação preponderante: O Povo… o povo homossexual.
Como membro do Instituto Brasileiro de Direito de Família, Presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB Barra da Tijuca, e advogado militantes, somos diversas vezes questionados sobre os direitos dos homossexuais. Hoje há grande gama de direitos reconhecidos pela força da advocacia, dos direitos humanos e da jurisprudência, que através de árduo trabalho conjunto apresentam soluções modernas, para situações recorrentes, cotidianas.
Um grande passo é registrar junto aos cartórios escritura pública de UNIÃO HOMOAFETIVA, como variante da união estável, o que infelizmente poucos tabeliães estão dispostos a fazer, por mero preconceito. Essa modalidade de união levam a equiparação dos direitos, que hoje assistem aos companheiros, e companheiras da relações heterossexuais, tais quais:
• Direito a alimentos;
• Direito à sucessão do parceiro falecido;
• Direitos à percepção de benefícios previdenciários;
• Direito a fazer declaração conjunta de Imposto de Renda;
• Direito de sub-rogar-se no contrato de locação residencial de companheiro falecido, ou de prosseguir no contrato no caso de dissolução da união;
• Direito à visitação em presídios;
• Direito à obtenção de licença para tratamento de pessoa da família;
• Direito à licença no caso de morte do companheiro ou companheira, dentre outros.
Atualmente, conseguimos a maior parte destes através da advocacia, na via judicial.
Há cartórios no Rio de Janeiro, dispostos a reconhecer a União como HOMOAFETIVA, o que facilita o cônjuge restante, nos momentos dos dissabores da vida.
É importante a sociedade, e os órgãos públicos perceberem que a comunidade homossexual veio para ficar, e cada vez mais compõem todos os setores da sociedade, como brasileiros participativos e atuantes. Mantê-los no preconceito, e à sombra da sociedade e tentar retardar o futuro que já está presente, e que virá haja ou que houver.
Estamos à disposição para responder a qualquer questionamento dos leitores através do e-mail sergiocamargo@ sergiocamargo. com .
Marcadores:
casamento gay,
direitos lgbt
24 de maio de 2010
70% se casam com quem a família aprova...
Uma pesquisa realizada pela sexóloga e professora Eliana Monteiro revelou que 70% das pessoas tem a aprovaçaõ dos pais para casar, mostrando, como ela mesmo diz, "que na sociedade moderna a aprovaçaõ da família ainda é um fator relevante".A pesquisa ainda mostrou que 68% das pessoas se casa com pessoas da mesma religião e 71% com pessoas da mesma etnia.
Seria interessante transpor esta pesquisa para o universo LGBTT, onde a aceitação da pessoa pela família já é difícil, fica mais difícil ainda imaginar que a família teria ainda que aceitar o companheiro da pessoa. Sem pesquisa nenhuma, eu diria que a família á príncipio não aceita ninguém, especialmente por ser um outro homem, talvez porque a familia imagina que se você for um gay "não praticante" você tem mais chances de voltar atrás!
No meu caso eu não pedi, e nem fiquei esperando aprovação, o povo meio que "teve que engolir", mas hoje em dia a convivência é pacífica e acho até que gostam dele!
E você? Acha que é mais dificil pedir aprovação para você ou para a pessoa com quem você se relaciona?
Marcadores:
casamento gay,
relacionamentos
19 de junho de 2006
o direito á "putaria"
Muita gente achou estranho o meu manifesto, o tal do slogan "No Namoro, Putaria Yes", Teve gente que até achou que eu ia "cair na gandaia" (risos). Não se trata disto!
Continuo sendo uma pessoa que acredita no AMOR, em construir um relacionamento, em formar família, em fidelidade e todo um monte de coisas que poderiam ser consideradas "caretas", mas também acredito muito em liberdade, em livre arbítrio, e acredito muito que todas as pessoas são maravilhosamente diferentes! Parafraseando um famoso escritor, "não curto putaria mas defenderei com unhas e dentes o direito de quem quiser putaria".
Por "putaria" entendo a vontade da pessoa não se comprometer, de se divertir, de beijar quem ela quiser e de dormir com quem quiser, desde que isto seja feito de forma responsável (mesmo parecendo falta de responsabilidade). As pessoas, hetero ou homosexuais, não são obrigadas a seguir nenhum roteiro de vida pré establecido eplos outros, do tipo, o que é "certo" é a pessoa ter um relacionamento estável e sossegar, se possível "casar". Sei que esta pressão sofrem todos os que preferem não se envolver em longos relacionamentos, homens e mulheres são constantemente cobrados para namorar, se aquietar, casar, pensar num futuro sozinho.
A segunda parte do meu manifesto tem a ver com a visão estereotipada de que os gays só querem saber de "trepar", para isto eu podia escrever muitas linhas, mas a Vejinha forneceu um material muito mais contundente e siginificativo.
Em sua capa desta semana ela estampa o casal Atilio Baschera e Gregório Kramer, ícones da cidade de São Paulo que dividem a mesma cama e escritório há 38 anos! Dois homens que resolveram ficar juntos e assumirem seu amor, que demonstram constantemente, numa época em que isto seria impensável (bom, para muita gente ainda é impensável!).
A matéria não só destaca o talento dos dois como decoradores e designers, mas dedica muito espaço para falar o quanto o amor deles, e sua felicidadade, é reconhecido e aceito por todos á sua volta e pela sociedade paulistana em geral. Num parelelo parecido com o relacionamento dos cariocas Carlos Tufvesson e André Piva, estilista e arquiteto respectivamente, juntos há mais de 10 anos e também muito bem aceitos pelos cariocas).
Poucas vezes eu li um texto tão positivo e falando tão abertamente sobre um casal homossexual.
Estas estórias não só servem como um "cala a boca" nas pessoas que dizem que isto não é possível mas também podem servir de perspectiva positiva para muitos jovens que pensam em umdia estabelcerem longos relacionamentos. Mas, sei que para eles pode ter sido mais fácil por serem cultos, ricos, bem resolvidos, morarem numa cidade grande, situação muito distante da realidade de muitas pessoas e muitas cidades do Brasil afora.
Se tiver curiosidade acesse a matéria da Vejinha em http://veja.abril.com.br/vejasp/210606/perfil.html
Continuo sendo uma pessoa que acredita no AMOR, em construir um relacionamento, em formar família, em fidelidade e todo um monte de coisas que poderiam ser consideradas "caretas", mas também acredito muito em liberdade, em livre arbítrio, e acredito muito que todas as pessoas são maravilhosamente diferentes! Parafraseando um famoso escritor, "não curto putaria mas defenderei com unhas e dentes o direito de quem quiser putaria".
Por "putaria" entendo a vontade da pessoa não se comprometer, de se divertir, de beijar quem ela quiser e de dormir com quem quiser, desde que isto seja feito de forma responsável (mesmo parecendo falta de responsabilidade). As pessoas, hetero ou homosexuais, não são obrigadas a seguir nenhum roteiro de vida pré establecido eplos outros, do tipo, o que é "certo" é a pessoa ter um relacionamento estável e sossegar, se possível "casar". Sei que esta pressão sofrem todos os que preferem não se envolver em longos relacionamentos, homens e mulheres são constantemente cobrados para namorar, se aquietar, casar, pensar num futuro sozinho.
A segunda parte do meu manifesto tem a ver com a visão estereotipada de que os gays só querem saber de "trepar", para isto eu podia escrever muitas linhas, mas a Vejinha forneceu um material muito mais contundente e siginificativo.

Em sua capa desta semana ela estampa o casal Atilio Baschera e Gregório Kramer, ícones da cidade de São Paulo que dividem a mesma cama e escritório há 38 anos! Dois homens que resolveram ficar juntos e assumirem seu amor, que demonstram constantemente, numa época em que isto seria impensável (bom, para muita gente ainda é impensável!).
A matéria não só destaca o talento dos dois como decoradores e designers, mas dedica muito espaço para falar o quanto o amor deles, e sua felicidadade, é reconhecido e aceito por todos á sua volta e pela sociedade paulistana em geral. Num parelelo parecido com o relacionamento dos cariocas Carlos Tufvesson e André Piva, estilista e arquiteto respectivamente, juntos há mais de 10 anos e também muito bem aceitos pelos cariocas).
Poucas vezes eu li um texto tão positivo e falando tão abertamente sobre um casal homossexual.
Estas estórias não só servem como um "cala a boca" nas pessoas que dizem que isto não é possível mas também podem servir de perspectiva positiva para muitos jovens que pensam em umdia estabelcerem longos relacionamentos. Mas, sei que para eles pode ter sido mais fácil por serem cultos, ricos, bem resolvidos, morarem numa cidade grande, situação muito distante da realidade de muitas pessoas e muitas cidades do Brasil afora.
Se tiver curiosidade acesse a matéria da Vejinha em http://veja.abril.com.br/vejasp/210606/perfil.html
Marcadores:
atilio baschera,
casamento gay,
gregorio kramer,
veja são paulo
Assinar:
Postagens (Atom)










