Em São Paulo é Feriado de 9 de julho hoje...Feriado é bom... dá para dormir mais!
Muitas são as FAMILIAS HOMOAFETIVAS, homens ou mulheres gays que mantem longos relacionamentos, com ou sem filhos. Pais e mães homossexuais que criam filhos sozinhos. Filhos provenientes de casamentos anteriores, de adoções, ou outros métodos ... Este Blog quer conversar sobre estes paradigmas, sobre Paternidade Homossexual, sobre relacionamentos, família, direitos, leis. E também estimular a convivência entre estas famílias e a troca de idéias! Sejam bem vindos!
9 de julho de 2016
8 de julho de 2016
7 de julho de 2016
6 de julho de 2016
Quantos de nós....
"Eu tenho 99 problemas, e 89 deles são cenários formados na minha cabeça,
os quais me estressam sem nenhuma razão lógica"
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5 de julho de 2016
Blog em Férias...
Na realidade quem está de férias é o autor do blog... o blog eu deixei programado algumas "gracinhas" para divertir os amigos até o dia da minha volta, no fim de julho.
E antes que me perguntem... sim , é a tal da "viagem de lua de mel"... beijos a todos!
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30 de junho de 2016
Eu não queria casar!
Sério! Eu não queria casar!
Não que eu não ame o Mr. Jay e não saiba que ele é a pessoa com quem quero passar muito tempo da minha vida.
Não que eu não o admire como pessoa e como homem.
Não que eu não tenha o maior tesão por ele...
Eu não queria casar porque eu sou de um tempo que a gente não podia escolher com quem casar. Eu sou de um tempo em que o casamento estava circunscrito a algumas pessoas, as tais pessoas "normais". Eu sou de um tempo em que casar, constituir família oficialmente, não estava "no radar" dos homossexuais.
Então eu aprendi, com o Mr. Jay, que eu podia sonhar mais alto, podia querer mais do que apenas a sociedade permitia, podia me casar!
Eu, confesso, demorei um pouco a ser convencido, não que eu não o ame, não que eu não queira, muito, estar sempre grudado com ele, não que eu não tenha certeza do quanto ele me ama... Mas eu achava que morar junto era mais do que suficiente, era prova do nosso amor, nosso compromisso, nossa felicidade, mas isso ele chama de "brincar de casinha".
Eu, confesso, demorei um pouco a ser convencido, não que eu não o ame, não que eu não queira, muito, estar sempre grudado com ele, não que eu não tenha certeza do quanto ele me ama... Mas eu achava que morar junto era mais do que suficiente, era prova do nosso amor, nosso compromisso, nossa felicidade, mas isso ele chama de "brincar de casinha".
Eu achava que todo aquele "salamaleque" de casamento era bobagem, era uma "gastação" de dinheiro a toa, era muita trabalheira, stress. Para mim casar era de certa forma "pagar pau" para a sociedade, sendo que quem podia definir a minha união deveriam ser apenas eu e ele!
Mas então... Eu casei!
E foi uma coisa incrível!
Acho nunca me senti tão especial em minha vida, especial por ser escolhido pelo meu Marido, especial por me permitir viver aquele momento, especial por receber o carinho de tanta gente! Eu terminei o dia em verdadeiro êxtase. Com o peito explodindo numa felicidade de um tipo que eu nunca tinha experimentado...
É claro que teve todo o stress da organização, os detalhes todos para definir, desde escolher o local, definir o que ia ser servido, a cor do convite, que musica tocar, onde as pessoas vão sentar... até combinar show com a DragQueen... ufa!
Mas tudo valeu a pena!
Parece que as pessoas se emocionaram, se divertiram, se envolveram, pelo menos foi o que me reportaram, então, mesmo a gente organizando o casamento porque era importante para nós, foi muito legal saber que a família, os amigos, gostaram!
Para nós foi uma noite incrível!
Então eu, que tinha aquela postura "blasé", de pouco interesse, em relação ao casamento, mudei de ideia completamente! Realmente o casamento foi uma excelente, incrível, maravilhosa marca para o nosso ANO UM! Agora, eu vou entender perfeitamente o que as pessoas querem quando falam em casar, agora eu criei empatia por algo que não conhecia...
Casamento? EU RECOMENDO!
E você? Recomenda? Almeja? Nem morto?
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| Foto do nosso CAKE TOP (tem que ser em inglês para ficar chique) |
27 de junho de 2016
Este é o tipo de notícia perfeita para hoje!
Casais gays se divorciam menos que casais héteros, dizem estudos
Veja o artigo do blog MEU BOY MAGIA clicando AQUI
,
E você? concorda com os estudos? Acha que isso é verdade?
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22 de junho de 2016
Revisão Programada...
Dentre as várias reflexões, e surpresas, que o processo do casamento me trouxe, também tive que enfrentar um questionamento sobre a amizade... Algumas pessoas que eu considerava amigos, amigas, e que tiveram uma atitude decepcionante quando eu contei que ia me casar, ou mesmo quando entreguei o convite...
Um deles foi um ex, na realidade o primeiro cara com quem eu tive um relacionamento fixo, um namoro, eu tinha uns 25, ele tinha 19, tínhamos um relacionamento bem estreito, e apesar dele morar no interior trocávamos muitas cartas (nada de internet nesta época) e passávamos quase todos os finais de semana juntos, ou aqui ou lá...
Entreguei o convite dele uns meses atrás, foi um dos primeiros que entreguei, quando ele esteve em São Paulo a trabalho... ele foi absolutamente frio e distante... eu fui até a paulista encontra-lo e ele recebeu o convite e falou "ok"... nada de dizer que o convite era lindo (como a boa educação manda) ou agradecer entusiasticamente ter recebido o convite (como a boa educação manda)... eu fiquei super chateado, tanto que nem topei tomar um café com ele, como combinado, inventei uma desculpa e cai fora...
Alguns dias depois eu recebi um recado dele no Messenger... "você me criou um problema, agora o D quer casar também"... eu achei que era brincadeira, respondi com risadinhas, e ainda completei... "se ele quiser umas indicações de fornecedores é só falar comigo"... Depois disso silêncio total..
Até que uns 20 dias antes do casamento ele mandou um recado, através do site de confirmação, dizendo que não compareceria. Nada de pedir desculpas por não comparecer, nada de mandar um recado desejando felicidades, nada de mandar um presente mesmo sem ir no casamento ( coisas que manda a boa educação)
Eu confesso que fiquei triste e decepcionado... Mas ai eu comecei a prestar atenção que a amizade e a consideração que eu tinha por ele era unilateral... só eu enviava recados no cel no dia do aniversário, só eu dava likes e fazia comentários nos posts dele, só eu mandava emails perguntando como estava...
Na realidade eu percebi que era algo unilateral, eu estava acreditando numa amizade que não existia...
O outro caso foi da Rê, minha ex-sócia, colega de faculdade, que eu também considerava minha grande amiga, ou que pelo menos considerava que se importava comigo, que gostava de mim. Para ela eu resolvi fazer um surpresa, liguei e disse: "quero te encontrar para te contar uma coisa super legal" e ela "nossa estou super ocupada esta semana, te ligo semana que vem para combinarmos", não ligou na semana seguinte, nem na outra. Então eu mandei uma mensagem no cel: "e ai vamos marcar?" e ela "vamos sim! amanha te ligo para combinarmos", e passou um dia, uma semana, quinze dias... e eu com o convite dela no meu carro, todo trabalhado no caligrafo...
Mesmo magoado ainda insisti: "oi Rê! Quer jantar em casa este fds?" ... nenhuma resposta... três dias depois, já no sábado ela me retorna: "desculpe este fds não vai dar".
E tudo isso em meio ao processo em que ela, muito tardiamente, estava adotando uma criança e - por eu ser um "especialista" - me ligava e pedia conselhos, me ligava pedindo ajuda para enfrentar a espera, mas nunca perguntando "o que é mesmo que você queria me contar?" (como manda a boa educação)... ela só sabia falar dela... Decepção, tristeza, amizade unilateral, sempre eu indo na direção dela, e eu percebei que fazia isso há muito tempo, talvez tenha sempre feito e me enganado. Não sei.
Tomei a decisão de jogar o convite dela fora, passei no triturador de papel de casa, bem dramático, não entreguei, não convidei
Talvez eu seja meio chato e sem graça, talvez eu seja muito desinteressante, talvez as pessoas sejam mal educadas, talvez tudo isso junto. talvez eu deva selecionar melhor as amizades, talvez eu deva cultivar mais amizades, talvez, talvez...
Minha decisão neste momento foi de "desencanar" deles, não vou mais procurar, vou excluir de redes sociais, vou me esquecer o dia que fazem aniversário. Não sei se é uma crise de auto-estima, se foi um choque de realidade, mas achei importante tomar estas decisões, evitar acreditar em algo que não existe, já passei dessa fase...
E você? Já passou por situações em que percebeu que a pessoa que vc achava que era sua amiga não era verdade?
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11 de junho de 2016
Tadinha da mulher sem marido...
(História para mostrar como o mundo é, na real, e não como a gente gostaria que fosse)
Minha prima e meu primo, cuja mãe morreu quando eles tinham 13 e 10 anos respectivamente, eles foram criados praticamente como nossos irmãos, pois o pai deles não teve estrutura para "aguentar o tranco", praticamente os abandonou e minha mãe e eu assumimos esta tarefa. Meu primo foi morar com minha mãe e minha prima veio morar comigo, junto com minha avó na época, então somos muito próximos. Aliás sou como se fosse irmão mais velho de minha prima e ela sempre diz que eu sou o único homem que ela confia...o único homem de verdade na vida dela...
Minha prima e meu primo, cuja mãe morreu quando eles tinham 13 e 10 anos respectivamente, eles foram criados praticamente como nossos irmãos, pois o pai deles não teve estrutura para "aguentar o tranco", praticamente os abandonou e minha mãe e eu assumimos esta tarefa. Meu primo foi morar com minha mãe e minha prima veio morar comigo, junto com minha avó na época, então somos muito próximos. Aliás sou como se fosse irmão mais velho de minha prima e ela sempre diz que eu sou o único homem que ela confia...o único homem de verdade na vida dela...
Ela já foi casada duas vezes, uma, ainda muito nova, com um cara que era bem "tranqueira" e sem noção, estilo "músico incompreendido pelo mundo", mas com quem, por sorte, não teve filhos. A segunda vez casou-se com um cara até legalzinho, mas também bem fraco no quesito "trabalhador e provedor responsável", mas com quem ela teve seus dois filhos.
Ela é uma mulher de 40 anos, independente, bem resolvida, que anda tendo seus namorados depois que se separou, que não tem nenhum problema em ter um primo gay e que não tem muitas papas na língua quando se sente agredida. Mas mesmo sendo esta mulher de bem com a vida, ela passou na semana passada por uma saia justíssima
O Edu, filho dela e meu afilhado, vai ser o pajem no casamento, como eu contei AQUI, então este assunto - o primo gay se casando - está presente nas conversas na casa dela. O outro filho dela, 10 anos, até me perguntou se o padre ia falar "eu vos declaro marido e marido"? ou o que? Mas ele falou com total naturalidade, tipo "curiosidade técnica"...rsrsr
Pois bem, ela mora num condomínio com quase duzentos apartamentos, onde as crianças são todas amigas e brincam juntas. Na semana passada ela foi surpreendida com o convite "amistoso" de um casal, cujo filho é amigo do mais velho dela, para subir e tomar um café.
Eles serviram café, bolo e ai começaram: (estou reproduzindo minha prima contando )
- Então nós soubemos que seu filho mais novo vai ser pajem num casamento
E ela anuiu com a cabeça, achando que iam falar "que bonitinho"
- E nós soubemos que o casamento é de dois homens, seu filho mais velho contou.
E ela "uhum" com um pedaço de bolo na boca
- Nós te chamamos aqui para perguntar se você sabe que isso errado, que é contra a palavra de Deus, e que você deixar seu filho puro participar desta ofensa a Deus pode prejudicar a moral dele.
Ela sem mastigar, tomando café com cara de paisagem, Ai a mulher tomou a frente:
- E como nós sabemos que você é uma mulher divorciada, sem marido, sem ter alguém que te guie e te oriente, nós queríamos nos colocar a disposição, especialmente meu marido, que ele pode servir para te aconselhar nesses assuntos.
E ela com a boca num esgar (podem rir que ela é engraçada), lembrem também que ela não podia rodar a baiana violentamente pois estava dentro da casa deles:
Ela saiu sem acreditar e ficou louca para me contar! Mas só conseguiu isso dois dias depois, tadinha da divorciada, ficou mordendo os lábios de vontade de contar para um homem e pedir conselhos. E entre estupefato e assustado eu ri muito!
É incrível não é, preconceito contra gays, contra divorciada, mulher tutelada, a tal da palavra da igreja, tudo em poucos minutos... século XIX na veia! Mas, de verdade, é assim que muita gente pensa não é?
E alguns dias, eu perguntei... e eles continuam deixando o filho deles brincar com o seu? Ela disse... SIM... vai entender, vai ver que eles querem deixar uma boa influencia por perto...rsrsrsr
E você, foi preconceito o que aconteceu? Ou eles queriam mesmo ajudar do jeito torto deles?
Coincidentemente o CARA COMUM, publicou uns meses atras, uma série de estorinhas com este tema que ele viveu.. clique AQUI e leia
Coincidentemente o CARA COMUM, publicou uns meses atras, uma série de estorinhas com este tema que ele viveu.. clique AQUI e leia
7 de junho de 2016
Sair ou Não de Um Casamento?
A propósito do livro que vamos publicar... achei legal dividir com vocês este depoimento que encontrei e que conta uma história muito parecida com a dos Homens que vamos relatar no livro.
É um depoimento do blog PAI GAY, escrito pelo Mau Conti.
Clique AQUI para ler a história dele e entender um pouco mais sobre os homens que vivem esta situação
É um depoimento do blog PAI GAY, escrito pelo Mau Conti.
Clique AQUI para ler a história dele e entender um pouco mais sobre os homens que vivem esta situação
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