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9 de junho de 2008

O preconceito duro e crú!

Muitos de vcs devem conhecer, ao menos de nome, a escritora e educadora Edith Modesto.
Pois bem esta é uma triste estória de preconcetio que ela vivenciou recentement em Brasilia, quando participava da I conferência GLBT.
Para quem não conhece ela é uma mulher que se reinventou, pois depois que soube que seu filho era homossexua, l ele usou toda sua força para entender o assunto, e mais do que isto, como um anjo ela luta incansávelmente para fazer com que a vida de mães e pais de homossexuais se transforme também. Ela é fundadora do GPH que já ajudou muitas familias a se reencontrarem quando se perderam nos preconceitos e tabús, ele evitou que dezenas de filhos e filhas fossem expulsos de casa.
E isto ainda não era o suficiente, ela ainda criou o Projeto PURPURINA, que tem dado novas perspectivas a um centena de jovens, que tem se fortalecido em auto-estima e amor próprio.
Pois bem este anjo, esta pessoa que é só coração (mas com dentes afiados naturalmente...) passou por uma das piores situações de preconceito que alguém podia passar, ser agredida apenas por parecer algo...
Vejam o relato dela:

"Considerem somente um desabafo.
No último dia da Conferência, em Brasília, três mães do GPH - Assoc. Bras. de Pais e Mães de Homossexuais, um pai e dois filhos (Danilo, gay, e Thais, lésbica), fomos almoçar no Shopping mais próximo. Estávamos muito alegres com os trabalhos da I Conferência LGBT nos quais tentamos ajudar na medida da nossa possibilidade e estávamos com camisetas do GPH, com exceção do Danilo.
Lá pras tantas, lembrei-me de que meu marido gosta de milkshake e entrei na fila do Mac Donald's. A caixa me disse que não tinha. Voltei para nossa mesa e, quando comentei, a garota estranhou e me disse que tinha visto pessoas tomando o milkshake.
Eu disse: "Ah, então a máquina já está consertada.. ." E voltei à fila.
Quando chegou a minha vez, a moça respondeu: "Eu já não disse pra senhora que não tem milkshake?".
Voltei à mesa e disse à Thais que ela devia estar enganada pq não tinha mesmo.
Nesse momento Danilo levantou-se e me disse: "Edith, ela é homofóbica! Vc quer ver?"
E ele foi até lá comigo e em poucos minutos voltamos com um milkshake. Eu fiquei completamente desorientada, me deu enjôo de estômago.
Todos se levantaram e foram pra lá, ameaçando chamar a polícia, reclamar para o PROCON...
Meu marido é cardíaco e eu fiz tudo para impedi-lo de ir, o que me deixou mais nervosa.
Fui para o banheiro com ele.
Quando voltei, eles tinham chamado a gerente, tomado nota dos nomes de todos, mas a moça caixa (não dava pra ver) estava grávida de 8 meses.
Então minha amiga disse a ela que esperava que o bebê dela nunca passasse por situações de discriminação com a que ela tinha me feito passar e deixaram pra lá.
A gerente foi muito educada, tirou a moça do caixa e disse que todos fariam novamente o treinamento pra não discriminar ninguém, etc.
Os nosso jovens ficaram muito desapontados, pq acharam que a polícia deveria ter sido chamada.
Mas somos de São Paulo e estávamos em Brasília. Além disso, meu marido, tem quase 80 anos e não pode ficar nervoso.
Achei melhor mesmo terem perdoado. Foi um escândalo e tanto na Pr. da Alimentação do Shopping. Pessoas próximas ficaram a favor, outras riam, ridicularizavam. ..
Só que eu nunca tinha passado por uma situação dessas.
As pessoas me olham torto, de vez em quando, mas só!
Me senti péssima e tenho certeza de que ela, vendo o arco-íris na camiseta, pensou que eu era lésbica.
Senti na pele o que minhas amigas sentem em situações como essa. Um horror!
Edith Modesto"


E ai , como você se sente com este relato? Já viveu algo parecido?