Mostrando postagens com marcador gph. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador gph. Mostrar todas as postagens

3 de fevereiro de 2014

AS NOVAS FAMÍLIAS


Ontem, domingo, eu estive na reunião do Projeto PURPURINA, que teve como tema "As Novas Famílias".
O PURPURINA, para quem não conhece, foi fruto do trabalho da incansável Edith Modesto e do GPH - Grupo de Pais de Homossexuais, e se propõe a ser um ponto de encontro dos jovens LGBT de 13 a 23 anos, para falar de assuntos do dia a dia e alavancar as discussões sobre as relações dos pais e mães e seus filhos LGBT.
Uma das grandes sacadas do Purpurina é que ele é gerido pelos próprios jovens, que definem os temas, gerenciam as discussões, e tudo o mais, num estimulo ao protagonismo juvenil.
Como o tema era FAMILIAS foram convidadas para o encontro tres famílias: um casal formado por um homen trans e uma mulher, um casal de lésbicas - sendo que uma delas já tinha sido casada duas vezes com homens e tinha 3 filhos e netos - além deste que vos escreve acompanhado de sua filha...
Cada família se apresentou e foram abertas as perguntas. Pude perceber que muitos dos jovens tem o sonho de ter uma família, e inclusive filhos, mas que a maioria ainda está na fase de construir sua vida profissional, conquistar sua indepedência, e só depois, quando estiverem bem mais velhos ( "lá pelos 30 anos"... segundo eles), eles vão entrar nesta aventura. Aos 50 eu me senti uma ancião...
Ao que parece muitos jovens ficaram curiosos com as opiniões de minha filha, suas experiências e sensações enquanto filha de gay, uma vez que este grupo ainda é raro. Muitos perguntaram coisas sobre adoção, sobre preconceito e até sobre como ficam os documentos de uma criança filha de um homem solteiro...
Como a reunião tem várias partes não deu tempo de falar muito sobre todas as dúvidas que eles pareciam ter, mesmo porque as outras famílias também tinham estórias de vida muito interessantes e que suscitaram muitas perguntas, mas eu acho que a pincelada foi importante e que os jovens descobriram um caminho para irem em direção aos seus sonhos, aos seus objetivos.
O grupo de jovens era bastante eclético, meninos e meninas, jovens gays e lésbicas, estudantes universitários e do ensino médio, jovens trans e jovens sem definição, e até desembocamos nesta discussão, a não necessidade de se definir uma orientação sexual, a orientação sexual ser definida pelo amor que se sente pelas pessoas. Outro rapaz ainda falou que ele se define como poliamoroso e que não se vê numa família tradicional e pudemos falar que ter filhos não deve ser uma coisa obrigatória, que isto nao define uma família, deve ser fruto de muita reflexão e de um desejo profundo.
Outra coisa legal que aconteceu, foi o patrocinio dos comes e bebes pelo site BE GREAT, que é um site de compras voltado para a comunidade LBGT! Segundo a Edith, em 6 anos de Purpurina é a primeira vez que alguém patrocina algo! E foi um lanche sofisticado e gostoso, de um buffet cujos donos são dois homens casados. FAMILIA de novo!
 
Para arrematar, num determinado momento achei engraçada a fala de um rapaz, por volta de 20 anos, que disse: "Eu esperei minha vida inteira para ver um beijo gay na novela, achei que ia chegar aqui hoje e todo mundo estaria discutindo isto, mas ninguem falou do assunto!"
... E não é que ele tem razão? Em dois dias o assunto ficou "velho"!
 
Se você gostaria de participar, de apoiar, ou de saber mais sobre o Purpurina e o trabalho do GPH entre em contato com a Edith Modesto pelo email elmodesto@uol.com.br 
 

1 de outubro de 2008

Mãe sempre sabe?


Edith Modesto, escritora de mão cheia, mãe amorosa, amiga de todas as horas e batalhadora pela felicidade de tantas famílias brasileiras lnaç o livro.



"Mãe sempre sabe? Mitos e verdades sobre pais e seus filhos homossexuais"
Em São Paulo
Quando: 18 de outubro, sábado, das 19 às 22 horas. Às 20:30h haverá um bate-papo com os amigos.

Onde: Shopping Pátio Paulista - Saraiva MegaStore (próx. Pr. Oswaldo Cruz, no final da Av. Paulista).

No Rio de Janeiro
Quando: 21 de outubro, 3a. feira, às 20 horas.
Onde: PUC - Rio - Salão Pastoral - Rua Marques de São Vicente, 225 - Gávea.

Edith Modesto
GPH - Assoc. Bras. de Pais e Mães
www.gph.org. br

9 de junho de 2008

O preconceito duro e crú!

Muitos de vcs devem conhecer, ao menos de nome, a escritora e educadora Edith Modesto.
Pois bem esta é uma triste estória de preconcetio que ela vivenciou recentement em Brasilia, quando participava da I conferência GLBT.
Para quem não conhece ela é uma mulher que se reinventou, pois depois que soube que seu filho era homossexua, l ele usou toda sua força para entender o assunto, e mais do que isto, como um anjo ela luta incansávelmente para fazer com que a vida de mães e pais de homossexuais se transforme também. Ela é fundadora do GPH que já ajudou muitas familias a se reencontrarem quando se perderam nos preconceitos e tabús, ele evitou que dezenas de filhos e filhas fossem expulsos de casa.
E isto ainda não era o suficiente, ela ainda criou o Projeto PURPURINA, que tem dado novas perspectivas a um centena de jovens, que tem se fortalecido em auto-estima e amor próprio.
Pois bem este anjo, esta pessoa que é só coração (mas com dentes afiados naturalmente...) passou por uma das piores situações de preconceito que alguém podia passar, ser agredida apenas por parecer algo...
Vejam o relato dela:

"Considerem somente um desabafo.
No último dia da Conferência, em Brasília, três mães do GPH - Assoc. Bras. de Pais e Mães de Homossexuais, um pai e dois filhos (Danilo, gay, e Thais, lésbica), fomos almoçar no Shopping mais próximo. Estávamos muito alegres com os trabalhos da I Conferência LGBT nos quais tentamos ajudar na medida da nossa possibilidade e estávamos com camisetas do GPH, com exceção do Danilo.
Lá pras tantas, lembrei-me de que meu marido gosta de milkshake e entrei na fila do Mac Donald's. A caixa me disse que não tinha. Voltei para nossa mesa e, quando comentei, a garota estranhou e me disse que tinha visto pessoas tomando o milkshake.
Eu disse: "Ah, então a máquina já está consertada.. ." E voltei à fila.
Quando chegou a minha vez, a moça respondeu: "Eu já não disse pra senhora que não tem milkshake?".
Voltei à mesa e disse à Thais que ela devia estar enganada pq não tinha mesmo.
Nesse momento Danilo levantou-se e me disse: "Edith, ela é homofóbica! Vc quer ver?"
E ele foi até lá comigo e em poucos minutos voltamos com um milkshake. Eu fiquei completamente desorientada, me deu enjôo de estômago.
Todos se levantaram e foram pra lá, ameaçando chamar a polícia, reclamar para o PROCON...
Meu marido é cardíaco e eu fiz tudo para impedi-lo de ir, o que me deixou mais nervosa.
Fui para o banheiro com ele.
Quando voltei, eles tinham chamado a gerente, tomado nota dos nomes de todos, mas a moça caixa (não dava pra ver) estava grávida de 8 meses.
Então minha amiga disse a ela que esperava que o bebê dela nunca passasse por situações de discriminação com a que ela tinha me feito passar e deixaram pra lá.
A gerente foi muito educada, tirou a moça do caixa e disse que todos fariam novamente o treinamento pra não discriminar ninguém, etc.
Os nosso jovens ficaram muito desapontados, pq acharam que a polícia deveria ter sido chamada.
Mas somos de São Paulo e estávamos em Brasília. Além disso, meu marido, tem quase 80 anos e não pode ficar nervoso.
Achei melhor mesmo terem perdoado. Foi um escândalo e tanto na Pr. da Alimentação do Shopping. Pessoas próximas ficaram a favor, outras riam, ridicularizavam. ..
Só que eu nunca tinha passado por uma situação dessas.
As pessoas me olham torto, de vez em quando, mas só!
Me senti péssima e tenho certeza de que ela, vendo o arco-íris na camiseta, pensou que eu era lésbica.
Senti na pele o que minhas amigas sentem em situações como essa. Um horror!
Edith Modesto"


E ai , como você se sente com este relato? Já viveu algo parecido?