Muitas são as FAMILIAS HOMOAFETIVAS, homens ou mulheres gays que mantem longos relacionamentos, com ou sem filhos. Pais e mães homossexuais que criam filhos sozinhos. Filhos provenientes de casamentos anteriores, de adoções, ou outros métodos ... Este Blog quer conversar sobre estes paradigmas, sobre Paternidade Homossexual, sobre relacionamentos, família, direitos, leis. E também estimular a convivência entre estas famílias e a troca de idéias! Sejam bem vindos!
Mostrando postagens com marcador relacionamento entre homens. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador relacionamento entre homens. Mostrar todas as postagens
17 de abril de 2017
9 de abril de 2017
machismo, homossexualidade e fidelidade
Esta semana eu participei de uma reunião do Grupo HOMOPATER que discutia principalmente a questão da Fidelidade, e de como isso se relaciona com a questão da masculinidade e dos relacionamentos homoafetivos.
Foi uma conversa muito interessante, e a conclusão final (segundo eu entendi) foi de que a fidelidade é muito mais relacionada a um "combinado" que se faz com a pessoa, pois podem existir tipos e conceitos diferentes de fidelidade (e infidelidade). Falou-se também que a fidelidade pode ter um forte componente nas tradições, em especial religiosas e que de certa forma a fidelidade não seria "natural".
Aqueles papos de que o amor romantico foi inventado no século XIX, que o casamento é uma instituição religiosa cristã e que os gays não precisam seguir isso, que numa relação entre dois homens é muito diferente que duas mulheres... tantos argumentos!
Aqueles papos de que o amor romantico foi inventado no século XIX, que o casamento é uma instituição religiosa cristã e que os gays não precisam seguir isso, que numa relação entre dois homens é muito diferente que duas mulheres... tantos argumentos!
Todos tinham histórias para contar sobre o fato das pessoas serem naturalmente infiéis: "acho impossível passar a vida toda sem querer transar com ninguém mais", " as minhas amigas todas traem seus maridos", "não tem como ser fiel", "meu amigo só descobriu que o marido o traia quando ele morreu de HIV". Ai se falou muito mais em Traição, do que de infidelidade.
Em função disso a fala de alguns presentes que vivenciam, ou vivenciaram, relacionamentos abertos, em que de uma forma ou de outra - dentro de alguns "combinados" - se podia transar ( mas não se relacionar) com outras pessoas, também teve seu peso durante a reunião mas o que eu pude perceber é que não havia fidelidade sexual, mas havia fidelidade emocional.
Sempre que surgem essas conversas sobre relacionamentos abertos - que todos afirmam serem super fáceis de administrar e muito mais naturais devido ao grande apego que os homens gays tem ao sexo - parece que quem acha que tem um bom relacionamento monogâmico está "mentindo" ou "aprisionado nas convenções pequeno burguesas", e normalmente recebe-se um certo olhar do tipo "você deve estar mentindo, com certeza vc pula a cerca".
Num determinado momento da reunião eu pedi a palavra para questionar um dos homens que vive um relacionamento aberto com seu companheiro há mais de 15 anos: " Quer dizer que se eu falar para o meu companheiro - vou fazer café para assistirmos o Masterchef juntos - e ele me responder que vai sair para transar - só transar como foi combinado - com alguém, porque acha Masterchef chato, eu tenho que achar normal e bom para o relacionamento aberto que combinei com ele?"
Sério? Sério que nem posso ficar chateado? Desculpe.
E ainda completei - "Onde vcs acham caras para transar sem compromisso? Vcs mantem o GRINDER nos seus telefones? ou vocês ficam caçando o tempo todo? Vão a saunas e boataes com essa intenção?" - o que deixou o cara meio chocado com minha caretice...
Ele me disse que encontra gente em qualquer lugar... que não é difícil ... o que me fez sentir que eu sou muito ruim de cantada porque quando eu estava solteiro eu não achava gente para sair sem procurar, ás vezes procurar bastante. Acho então que gente ruim de cantada não pode ter relacionamento aberto! kkkk
Para mim, para você encontrar alguém, nem que seja só para transar, denota um certo esforço, ficar ligado, estar disponível para isso... caçar mesmo... mas se vc se esforça para procurar outros caras, porque não se esforçar para ficar com o seu? Especialmente porque há o tal combinado de "fidelidade emocional"? E é um esquema todo cheio de regras, o cara pode vir transar na sua casa, mas não pode ficar para jantar, nem dormir... é só sexo e tal ( se tem tanta regrinha, para que não atrapalhe o relacionamento, porque não seguir as regrinhas da monogamia?)... tudo para não se envolver emocionalmente
Até em deles, que vive uma relação aberta, relatou que num determinado momento, acabou se envolvendo com uma pessoa emocionalmente, e que isso quase acabou com seu casamento - ou outra trabalheira emocional...
Mas não era só eu que tinha feito a opção por um relacionamento monogâmico, outros disseram que não tem intenção de abrir seus relacionamentos e que preferem ter uma pessoa só. O que me deixou me sentindo bem "normal". Acho que a conclusão final é que cada um tem que escolher o modelo de relacionamento que lhe cabe melhor, o que lhe deixa feliz, e o que faz o relacionamento fluir, crescer, desenvolver.
Pessoalmente eu não tenho nada contra as pessoas que escolhem que no seu relacionamento se pode transar com outras pessoas, ou a três, também acho aceitável relacionamentos poligâmicos (3 ou mais pessoas numa relação amorosa) , porque, da mesma forma que as piadas sobre casamento gay, os relacionamentos poligâmicos não são obrigatórios, vc não é obrigado a viver um! Então deixe quem quer viver em paz!
Eu não acho a monogamia um sacrifício, nem uma convenção obrigatória pela sociedade, nem uma prisão. Não acho que sou menos homem ( como parece para alguns ) porque eu transo sempre com a mesma pessoa, porque eu não fico espalhando minha "semente viril" em outras paragens. Eu gosto de transar com quem estou me relacionando, e acho super normal administrar as diferenças de tesão, o que pode ser bem resolvido com um filminho, ou com o clássico 5x1... fidelidade não é um sacrifício.
Eu ate conseguiria administrar se o Mr. Jay, num momento qualquer, pulasse a cerca, se bem que eu prefiro nem ficar sabendo se não for nada sério, lavou está limpo! Na realidade eu até consigo me imaginar transando com uma outra pessoa num momento de fraqueza, sei lá - do mesmo jeito que meu ex fazia - sem me envolver emocionalmente... mas eu não tenho vontade disso! Acho que ambas as situações nos levariam a conversar sobre o relacionamento, ver porque estamos juntos e se ainda queremos ficar juntos - como outras situações do dia a dia podem ser motivos para pensar o relacionamento.
O relacionamento não pode ser uma coisa morta, paralisada, ele é dinâmico, em construção permanente, vamos mudando e temos que ir mudando o relacionamento. O tempo passa e as coisas não precisam ser piores por serem antigas, eles podem ser melhoradas, recicladas, se existe o amor, o compromisso o companheirismo, o carinho e planos em comum.
E para você? O que é fidelidade num relacionamento entre dois homens? Como você lida com a traição?
Sempre que surgem essas conversas sobre relacionamentos abertos - que todos afirmam serem super fáceis de administrar e muito mais naturais devido ao grande apego que os homens gays tem ao sexo - parece que quem acha que tem um bom relacionamento monogâmico está "mentindo" ou "aprisionado nas convenções pequeno burguesas", e normalmente recebe-se um certo olhar do tipo "você deve estar mentindo, com certeza vc pula a cerca".
Num determinado momento da reunião eu pedi a palavra para questionar um dos homens que vive um relacionamento aberto com seu companheiro há mais de 15 anos: " Quer dizer que se eu falar para o meu companheiro - vou fazer café para assistirmos o Masterchef juntos - e ele me responder que vai sair para transar - só transar como foi combinado - com alguém, porque acha Masterchef chato, eu tenho que achar normal e bom para o relacionamento aberto que combinei com ele?"
Sério? Sério que nem posso ficar chateado? Desculpe.
E ainda completei - "Onde vcs acham caras para transar sem compromisso? Vcs mantem o GRINDER nos seus telefones? ou vocês ficam caçando o tempo todo? Vão a saunas e boataes com essa intenção?" - o que deixou o cara meio chocado com minha caretice...
Ele me disse que encontra gente em qualquer lugar... que não é difícil ... o que me fez sentir que eu sou muito ruim de cantada porque quando eu estava solteiro eu não achava gente para sair sem procurar, ás vezes procurar bastante. Acho então que gente ruim de cantada não pode ter relacionamento aberto! kkkk
Para mim, para você encontrar alguém, nem que seja só para transar, denota um certo esforço, ficar ligado, estar disponível para isso... caçar mesmo... mas se vc se esforça para procurar outros caras, porque não se esforçar para ficar com o seu? Especialmente porque há o tal combinado de "fidelidade emocional"? E é um esquema todo cheio de regras, o cara pode vir transar na sua casa, mas não pode ficar para jantar, nem dormir... é só sexo e tal ( se tem tanta regrinha, para que não atrapalhe o relacionamento, porque não seguir as regrinhas da monogamia?)... tudo para não se envolver emocionalmente
Até em deles, que vive uma relação aberta, relatou que num determinado momento, acabou se envolvendo com uma pessoa emocionalmente, e que isso quase acabou com seu casamento - ou outra trabalheira emocional...
Pessoalmente eu não tenho nada contra as pessoas que escolhem que no seu relacionamento se pode transar com outras pessoas, ou a três, também acho aceitável relacionamentos poligâmicos (3 ou mais pessoas numa relação amorosa) , porque, da mesma forma que as piadas sobre casamento gay, os relacionamentos poligâmicos não são obrigatórios, vc não é obrigado a viver um! Então deixe quem quer viver em paz!
Eu não acho a monogamia um sacrifício, nem uma convenção obrigatória pela sociedade, nem uma prisão. Não acho que sou menos homem ( como parece para alguns ) porque eu transo sempre com a mesma pessoa, porque eu não fico espalhando minha "semente viril" em outras paragens. Eu gosto de transar com quem estou me relacionando, e acho super normal administrar as diferenças de tesão, o que pode ser bem resolvido com um filminho, ou com o clássico 5x1... fidelidade não é um sacrifício.
Eu ate conseguiria administrar se o Mr. Jay, num momento qualquer, pulasse a cerca, se bem que eu prefiro nem ficar sabendo se não for nada sério, lavou está limpo! Na realidade eu até consigo me imaginar transando com uma outra pessoa num momento de fraqueza, sei lá - do mesmo jeito que meu ex fazia - sem me envolver emocionalmente... mas eu não tenho vontade disso! Acho que ambas as situações nos levariam a conversar sobre o relacionamento, ver porque estamos juntos e se ainda queremos ficar juntos - como outras situações do dia a dia podem ser motivos para pensar o relacionamento.
O relacionamento não pode ser uma coisa morta, paralisada, ele é dinâmico, em construção permanente, vamos mudando e temos que ir mudando o relacionamento. O tempo passa e as coisas não precisam ser piores por serem antigas, eles podem ser melhoradas, recicladas, se existe o amor, o compromisso o companheirismo, o carinho e planos em comum.
E para você? O que é fidelidade num relacionamento entre dois homens? Como você lida com a traição?
Marcadores:
fidelidade,
infidelidade,
machismo,
relacionamento aberto,
relacionamento entre homens
18 de setembro de 2014
Debate aberto sobre RELACIONAMENTOS em 20 de setembro
divulgando convite feito pela Psicologa Vera Moris
DIA 20/09 AS 15h
NO GRUPO DE PAIS HOMOPATER
Teremos uma reunião aberta a convidados com Dr Plinio Maciel Junior discutindo um dos assuntos mais polêmicos de vocês homens: RELACIONAMENTOS
Amor, intimidade, relacionamento afetivo, sentimentos... coisas de homem? As relações amorosas entre homens para além da heteronormatividade.
Seria mesmo tão dificil homens viverem um relacionamento? Parece complicado falar de fidelidade de intimidade, quando se trata de dois homens numa relação?
Então vamos pensar junto com quem pode falar aberta e francamente sobre isso.
Nosso convidado Dr Plinio, que virá trazer essa discussão para homens e pais do grupo Homopater, é doutor especializado em assuntos sobre masculinidade, sendo terapeuta e professor na PUC-SP.
Participe entre em contato para informações e inscrições
Vera Moris
Psicóloga
Tel (011) 5581-8141
e conheça o site HOMOPATER, clique aqui
Assinar:
Postagens (Atom)

