5 de abril de 2016

the mother-in-law

Uma das questões que se apresentou, quando começamos a pensar em casar, era a minha sogra! 

Os pais do Mr. Jay, que moram no interior de Minas, nunca lidaram bem - traduza por ACEITARAM - o fato dele ser homossexual. Ele assumiu-se ainda adolescente, e os pais tiveram reações bem extremadas, desde tentarem curá-lo através da religião e de psicólogos, até isolarem e expulsarem ele de casa. Um roteiro que é seguido - de forma até compreensível (mas não aceitável) - por muitos pais e mães de jovens gays quando estes se revelam ou são descobertos.

Quando conheci o Mr. Jay, três anos atrás, eles estavam num estágio de convivência em que o fato dele ser gay, e tudo relacionado a isso, era um assunto para não ser falado. Eles vinham beeeem eventualmente visitar ele em São Paulo e ele ia para a casa deles em Minas passar uns dias a cada ano, nas festas de fim de ano, mas havia este acordo implícito: "don´t ask, don´t tell".
Eu sequer conhecia os pais dele. Até mesmo quando fui para Minas, num fim de semana em que ele foi padrinho no casamento de uma amiga, não os encontrei, embora eles soubessem que o filho- e o namorado do filho - estavam na cidade, já que visitamos outros parentes do Mr. Jay.

Cabe ressaltar que, apesar dos pesares, meu futuro marido é um bom filho, ligava para a mãe duas ou três vezes por semana, conversavam amenidades, falavam sobre a família, ele deixava ela falar das coisas dela... Além disso, sempre que ele ficava sabendo que precisavam de algo, ou até mesmo quando ele ia lá e via que podia melhorar algo na casa deles, ele tomava a atitude de fazê-lo. No período que o conheço ele já comprou um maquina de lavar roupas nova para a mãe, já trocou o telefone sem fio deles, pagou viagens, e várias outras coisas...

Quando falamos seriamente em nos casar eu perguntei para o Mr. Jay - "Como você vai fazer com seus pais?" - A princípio ele disse que não ia nem convidar eles, que já sabia qual seria a reação e que não estava com vontade de passar por esta situação. Eu argumentei que ele precisava ao menos convidá-los, e a decisão de não vir é que deveria ser deles.
Logo depois dessa conversa os pais dele vieram para São Paulo, iam se hospedar na casa dele por uma noite pois iriam tomar um voo para uma viagem de férias no dia seguinte, com passagens compradas pelo já citado "bom filho". Meu namorado resolver então romper o acordo implícito de não se falar do assunto e tentou explicar para eles que ele iria se casar e que provavelmente, da próxima vez que viessem a São Paulo, eles iriam se hospedar na casa que dividiríamos... eles se mostraram desgostosos com o assunto e o comentário da mãe dele foi:
"- Então não teremos mais onde nos hospedarmos quando viermos a São Paulo"

Resultado de imagem para bad parentsNão é preciso dizer o quão triste ele ficou com a reação da mãe, embora afirmasse que a reação era o que ele previa, registrou o "baque", tanto que a partir daí deixou de ligar para a mãe com frequência e ficou os últimos 4 meses sem fazer uma ligação sequer. Reação similar á dos pais, eles se distanciaram muito. Para mim era difícil sequer emitir uma opinião sobre o assunto, mas eu sabia que eles fizeram meu Mr. Jay sofrer no passado, por estes fatos, e outros que presenciei, eu tinha uma imagem negativa  deles... mas nunca externava isso, sempre estive do lado do meu Jay nestas situações, mas nunca achei justo colocar mais lenha na fogueira...sempre tive em mim a certeza que este assunto se resolveria - provavelmente uma certeza fruto da experiência da minha querida amiga Edith Modesto com seus jovens do Purpurina - eu, como ela, sei que o amor acha um caminho!

Quando começamos a fazer a lista dos convidados, e a preencher os convites, a primeira reação dele foi de sequer querer fazer convites em nome dos pais, mas argumentei mais uma vez que ele deveria fazer a parte dele, que era comunicar e convidar, que isto no futuro o deixaria tranquilo de ter dado o primeiro passo. Argumentei que se ele já sabia qual seria a reação dos pais isto não  o magoaria mais. E ele sabe que se eles falassem alguma outra bobagem eu estarei do lado dele.

Até que chegou o dia dele ir até Minas entregar os convites... 
Clique AQUI pra ver a contiuação!


E você? como seus pais lidam com sua homossexualidade? É assunto proibido?







22 de março de 2016

Não transforme meu prazer em obrigação!

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Eu sou uma pessoa ligada no que poderíamos chamar de "obrigações". Tenho um senso de necessidade que via de regra supera meu senso de vontade, quando minha filha era pequena - e até hoje - eu sempre dizia que existiam sempre três tipos de coisas a fazer, e isto em grande parte resume o que penso:

"Existem as coisas que TEMOS que fazer, as coisas que PODEMOS fazer e as coisas que QUEREMOS fazer. Nem sempre as coisas que QUEREMOS fazer nós PODEMOS fazer, muitas vezes as coisas que PODEMOS fazer nós não TEMOS que fazer e normalmente as coisas que TEMOS que fazer nós não QUEREMOS fazer."

Há não muito tempo atrás o meu senso de PRECISAR fazer as coisas estava profundamente atrelado ao meu entendimento de que isto faria com que as pessoas gostassem mais de mim, Eu fazia não porque aquilo PRECISAVA ser feito, ou porque eu QUERIA fazer, eu fazia para ser "simpático", eu fazia para que GOSTASSEM de mim. 
Os exemplos são fartos: Eu deixava de sair com meus amigos porque o "ex" não queria sair, ou pior, dizia sentir ciúmes e não gostar de meu amigos; Eu levantava de madrugada par levar ou buscar em festinhas e baladas, mesmo podendo mandar um táxi fazer isso; Eu, mesmo chegando exausto em casa, ia para a cozinha preparar o jantar,  mesmo com a pessoa tendo ficado o dia todo em casa.. e por ai vai...
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Verdadeiramente eu nem percebia como aquelas atitudes, que eu considerava "amor e dedicação", tinham um impacto negativo sobre mim. Eu não conseguia perceber que no fundo eu considerava aquilo obrigações e não gostava daquilo. Eu não aceitava que eu fazia aquilo para que as pessoas gostassem de mim, para de certa forma "segurar" as pessoas, eu sempre dizia que eu fazia aquelas coisas com o "máximo" prazer. Mas, com um pouco de ajuda e muita percepção, eu acabei percebendo que isto não era verdade, eu aprendi que eu não sou, e não preciso ser, uma Polyana, fazendo o JOGO DO CONTENTE o tempo todo para que as pessoas gostem de mim. Eu aprendi a separar as coisas que eu TENHO que fazer das coisas que QUERO fazer e das coisas que GOSTO de fazer.

Resultado de imagem para fazer com satisfaçãoIsto não quer dizer que, como todo mundo, a grande maioria das coisas que eu faço eu GOSTE de fazer, a maioria das coisas simplesmente PRECISAM ser feitas. Mas eu passei a ter uma percepção muito mais aguçada do que me dá satisfação de verdade. Se eu chegar em casa do trabalho e tiver que fazer o jantar eu faço com prazer, mas se eu estiver cansado, ou sem inspiração, eu consigo dizer "não quero cozinhar hoje, cozinhem vocês ou vamos jantar fora", sem ser agressivo, sem achar que serei menos amado por isso. Eu consigo falar "não vou conseguir ir te buscar, venha de táxi ou über" "eu não vou fazer isto porque não quero" "eu não estou com vontade de fazer isso". Coisas que eram impossíveis para mim dizer há algum tempo atrás. As coisas mudaram significativamente para mim!

Hoje em dia eu viro O BICHO se você tentar me impor algo que você assumiu que é minha obrigação, algo como "mas você não vai fazer o jantar?" ou "mas você não vem me pegar como sempre?" ou "porque você não comprou isto no mercado para mim, sabe que eu gosto!"
Hoje, quando eu faço as coisas pelas pessoas que amo eu as faço com prazer real, muito diferente daquele "prazer" que eu achava que tinha antes, e deixo isto bem claro, faço as coisas por prazer, e você vai estragar tudo se tentar transformar meu prazer em obrigação!


E você ? Já teve época de fazer as coisas mais por obrigação do que por prazer? Em que momento está hoje?



13 de março de 2016

Cuide de seu Peixinho, mas do jeito que ele precisa.

Um vez um mãe chegou em casa e encontrou seu filho segurando um caixa envolvida num cobertor..
- O que é isto meu filho?
- Mãe, eu estava indo para a escola e vi que na lagoa tinha um peixinho... e quando eu coloquei a mão na água para fazer carinho nele eu vi que a água estava muito gelada e fiquei preocupado que ele pudesse ficar doente, então eu peguei o peixinho e trouxe ele para casa.
- Mas cadê o peixinho? perguntou a mãe.
- Está aqui na caixa, eu envolvi ele numa toalha, coloquei nesta caixa e cobri com o cobertor para ficar bem quentinho...
A mãe pediu para ver o peixinho.
Quando o menino abriu a caixa e desenrolou a toalha o peixinho, naturalmente, estava morto...a mãe olhou para o filho com doçura e ele emendou:
- Acho que eu cheguei muito tarde, acho que o peixinho ja estava doente por causa da agua fria, deve ter morrido de pneumonia!

23 de fevereiro de 2016

Oi Mô! Fala Benhêêêê!

BENHÊÊÊÊ?
Qual sua opinião sobre apelidos carinhosos de casais apaixonados?

Nesta semana estávamos numa festa, eu e Mr Jay, e ao nosso lado tinha um casal que se tratava por BEM... na realidade Benhê... Era Benhê para cá, Benhê para lá... Benhê acolá... 
Na hora em que eu prestei atenção em como se tratavam eu olhei para o lado e esta era mais ou menos a cara do Mr. Jay:

Nós não fazemos uso destes  "apelidos carinhosos" em nosso relacionamento, muitas vezes nos tratamos por "namorado" - Oi namorado, Bom dia Namorado... eu até costumo chamar ele de "bonitinho" ou "gostoso" ou  algum outro apelido ....que poderíamos chamar "de alcova". Mas nunca, nunca, nunca, em hipótese alguma, nunca fazemos isto em público!
Acho que isso, de certa forma, demonstra um certo nível de maturidade no nosso relacionamento, ou pelo menos maturidade dos que estão envolvidos no relacionamento... Vamos falar sério, não seria ridículo um 50tão tratar o namorado - futuro marido - cheio de  tatibitati? Pode até parecer ageismo, - preconceito de idade - mas eu ia me sentir ridículo!

Mas - momento confessionário - eu não fui sempre assim... tão maduro...  Eu já estive num longo relacionamento onde nos tratávamos de NÊ e BÊ, nê de neném e bê de bebê (pode vomitar...) o que combinava perfeitamente com o relacionamento paternalista e infantilizado que estabelecemos sem perceber - ou percebendo!
Já fui o MORE (do italiano AMORE) e tive um outro relacionamento em que eu era GATO, era chamado de GATO o tempo todo... o que definitivamente não combina com meu perfil... rsrsr 

A meu ver os apelidinhos carinhosos são "aceitáveis" - e até esperados - em casais jovens, nos primeiros amores, onde tudo é possível, onde tudo é vivido com intensidade.... mas em adultos, em marmanjos.... soa muito estranho..
Talvez, comigo falando deste jeito, fique parecendo que falta carinho entre eu e Mr Jay, e isto não é verdade, somo muito carinhosos e amorosos um com o outro, só não somos "diabéticos", não exageramos no açúcar.

Sem querer parecer misógino eu tenho a impressão que as mulheres são mais propensas a criar - e impor - apelidinhos carinhosos nos relacionamentos, e me parece, sem nenhuma base cientifica, que seus namorados e maridos aceitam e adotam estes apelidos apenas para não "arrumar confusão"... porque se eles não usarem os apelidos vão ter que "discutir a relação"....

Agora é a hora da verdade! Você usa apelidinhos carinhosos? Confesse! E o que acha de quem usa?



E já que eu falei em açúcar.... me lembrei de uma das mais deliciosas colheres de açúcar que conheço!

Será que o açúcar no relacionamento ajuda a engolir melhor o remédio?(*)



(*)A spoonful of sugar helps the medicine go down

16 de fevereiro de 2016

boas surpresas na aparente normalidade...


Quando começamos a organizar as questões do casamento eu já me preparei para alguns momentos de dificuldade, em função da homofobia que permeia a sociedade. 
Fiquei até imaginando que ia me deparar com pessoas - ou empresas - que se recusassem a nos atender, por convicções religiosas ou coisa parecida, como eu já vi acontecer mais de uma vez nos EUA, quando uma empresa se recusou a fazer o bolo de um casal gay.

Então a primeira iniciativa foi ser super incisivo e atento a isto desde o primeiro momento. Quando pedia os orçamentos eu já dizia se tratar de um casamento de dois homens, e - quando ouve um segundo contato - eu pessoalmente falava das questões relacionadas a preconceitos que precisavam ser observadas e explicava que os funcionários envolvidos deviam receber orientação específica. Muitas vezes questionei se já tinham realizado um trabalho num casamento gay.
No geral eu diria que tive boas surpresas...

O Mr. Jay tinha conversado com a gráfica que faria os convites, mas acabamos indo lá pessoalmente para fecharmos a questão, pois achei difícil decidir isto sem "por a mão" nos modelos de convites... quando começamos a falar sobre o convite do nosso casamento eu não percebi nenhuma surpresa por parte do senhorzinho que nos atendia. Acho que ele ficou mais surpreso com nossa diferença de idade...kkkk
Em outros lugares, como os buffets, eu podia perceber as pessoas que nos atendiam rapidamente adotarem a postura ANA CLAUDIA, e achar o casamento gay uma "gracinha" e "super legal" e uma ou outra acreditando que a parte mais importante deveria ser a musica porque "vocês adoram dançar não é?"
No local que comprei as alianças eles pareciam estar mais preparados, inclusive a vitrine onde estavam as alianças mostrava uma foto de dois caras. de mãos dadas, e mesmo que seja uma "jogada de marketing" mostra uma certa posição em relação ao assunto.
Só falta agora eu achar uma Kim Davis no meu caminho...

Eu não sei se o preconceito na sociedade está diminuindo, ou se as pessoas assumem esta postura de "normalidade" por interesse financeiro - mesmo porque um casamento para menos de 80 pessoas nem tem um orçamento que traga muito faturamento - mas isto talvez não faça muita diferença, porque muitas coisas que fazemos em sociedade é porque é "o certo/obrigatório a fazer" e não o que gostaríamos de fazer, pois é bem mais fácil deixar o cocozinho do cachorro na rua do que levar para casa...

Tá certo que alguns dos orçamentos que pedi não vieram, mas eu acho mais fácil acreditar em INCOMPETÊNCIA do que em preconceito... o pessoal reclama de falta de clientes mas são muito ruins de atendimento em muitos lugares... Estou há duas semanas tentando achar um marceneiro e... um  veio sem sequer uma trena para medir o espaço, outro trouxe a trena, mas não trouxe as amostras dos materiais de acabamento e nem tinha papel para anotar as medidas... de numa destas lojas de planejados estou esperando o orçamento até hoje...

O José Soares me disse outro dia que talvez os convidados devessem ir de verde-oliva no casamento, pelo tom de militância que eu pareço assumir ás vezes... Tirando a parte do chiste do meu amigo, o gracejo dele tem um pouco de verdade embutida. Acho que de certa forma um gay assumido, que tem possibilidade de exercer sua homoafetividade de forma aberta e natural, pode ajudar a educar a sociedade, o meio que o cerca, fazer as pessoas pensarem no assunto, ou para criticar ou para ter um ponto de vista... até na minha família isto já começou, pois meu irmão teve que sentar com meu sobrinho para "explicar tin-tin por tin-tin como o tio dele vai casar com um cara... coisa que eu sei, ele vinha postergando. Casar então, nos dias de hoje, pode ser uma atitude política e social... além de uma prova de nosso amor e de nosso compromisso.

E você o que acha? Acha que eu tenho tido sorte de não encontrar um homofóbico no caminho? Acha que a sociedade está mudando? Ou acha que o pessoal atende bem por interesse? E será que devo pedir para os convidados irem de uniforme de batalha ?



11 de fevereiro de 2016

é um saco ter medo!


No geral eu diria que sou uma pessoa medrosa... 

Eu não gosto de montanha russa e nenhum tipo de brinquedo radical dos parques - e até mesmo os nem tão radicais. 
Eu não gosto de filmes de terror - especialmente os mais atuais, que espirram sangue e violência por toda parte - um Boris Karloff eu até enfrento.
Eu tenho também uma certa claustrofobia, de lugares pequenos e fechados - onde eu tenho CERTEZA que o ar vai acabar!
E eu tenho acrofobia - sinto vertigem até em filmes que mostram lugares altos - nenhuma chance de assistir "A Travessia".

Mas eu enfrento estes medos constantemente... eu sei racionalmente que a maioria deles é irracional, eu sou um homem adulto e me esforço para controlar estes medos! Ja conversei sobre eles na terapia, com amigos, e sinto que de uma forma ou outra eles estão sob controle:

Eu levei minha filha, e outras crianças, ao Hopi Hari  muitas vezes, e toda vez eu combinava comigo mesmo que iria em ao menos UM brinquedo radical, para enfrentar meu medo... e sempre cumpria... e sempre, quando saia do brinquedo (montanha russa, barco viking, splash), eu me perguntava: "seu idiota o que vc veio fazer aqui?" 
Brinquedos em queda livre nem pensar! 

Vez ou outra eu encaro um filme de terror, mas passo metade do tempo com os olhos fechados,  ou com as mãos nos olhos vendo o filme por uma fresta...mesmo que seja a bobinha trilogia PANICO, cujo box o Mr. Jay comprou recentemente.

Elevadores sem janelas são obstáculos e estes eu enfrento facilmente com meu mantra - não seja bobo que tem ar suficiente para respirar por estes poucos minutos - mas uma minuscula sala de espera de um consultório médico, sem janelas, já complica um pouco... O Tunel da nova descida para o litoral de São Paulo sempre é um pequeno desafio... pois ele é gigantesco... mas eu adoro o mar!

Eu trabalhei muitos anos acompanhando construções e o medo de um quarto andar é o mesmo de um 50o. andar. Mas nunca insisti para que só se fizessem edificios de um pavimento na cidade! 
Já estive em muitos lugares verdadeiramente altos, topos de prédios, pontes, até no topo do WTC eu já estive... mas isto não quer dizer que eu "amei"!

Mas eu não tenho medo de escuro, nem de multidões, nem de velocidade e eu nunca tive medo de me apaixonar, de me entregar!
Nem de agulhas, nem de dentista, nem de doenças, nem de envelhecer, nem do futuro...
Não tenho medo de ficar sozinho. Não tenho nenhum medo de aviões.
Não tenho medo  de cachorros, gatos, pombos, baratas, cobras e outros bichos
E eu adoro o Terraço Itália.
Aliás, se eu pegar um lista das centenas de fobias descritas, eu tenho medo de pouca coisa. Eu tenho uma amiga que tem medo de PENAS, pode ser um espanador, uma galinha, um avestruz ou uma peteca...já pensou o que ela sofre no carnaval?

Mas mesmo assim meu medo é limitante, eu sofro, suo frio, muitas vezes por antecipação, e por uma coisa que vai demorar poucos minutos. Que eu racionalmente identifico e sei o que é!
Eu deixei de aproveitar muitos brinquedos legais em parques e até mudei roteiros de viagem para não incluir lugares que eu ia aproveitar pouco a.k.a. SIX FLAGS.
Eu deixo de ir a muitos filmes de terror com o Mr Jay, ele adora este tipo de filme e tem que buscar amigos para acompanha-lo
E, em algumas ocasiões, eu "não fiz questão" de explorar um lugar mais alto... pois a fila tava grande, ou ia cansar muito para subir... (sei!)
Talvez por isto eu respeite tanto quem tem medo de aviões, imagine ficar HORAS trancado dentro de um lugar em que vc está apavorado? Mas eu também respeito pessoas que tem fobias em geral... se bem que quem tem fobia de homossexuais não merece meu respeito não é?
Quem sabe na próxima "encadernação" eu seja menos medroso...


E você? Tem medo do que? Como enfrenta seus medos?