Muitas são as FAMILIAS HOMOAFETIVAS, homens ou mulheres gays que mantem longos relacionamentos, com ou sem filhos. Pais e mães homossexuais que criam filhos sozinhos. Filhos provenientes de casamentos anteriores, de adoções, ou outros métodos ... Este Blog quer conversar sobre estes paradigmas, sobre Paternidade Homossexual, sobre relacionamentos, família, direitos, leis. E também estimular a convivência entre estas famílias e a troca de idéias! Sejam bem vindos!
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18 de julho de 2016
11 de maio de 2016
Ora gli italiani possono anche sposarsi!
A Itália acaba de aprovar a União civil entre parceiros do mesmo sexo! Não é casamento, com amplos direitos ainda, mas já é um passo importante no país que sedia a Igreja Católica. Assim a Itália atualiza o mapa dos direitos do "arcobaleno" no mundo! Era um desperdício ter tanto Italiano bonito naquela Via Condotti e nenhum deles poder se casar! Um "marito" italiano é um verdadeiro sonho de consumo.. Mr Jay deu sorte.... ;o)
Para mim esta notícia tem um augurio um pouco mais extenso....Sigam meu raciocínio e me digam se estou viajando na maionese...
- O Vaticano fica dentro de Roma.
- No Vaticano, na cidade estado, moram apenas umas 500 pessoas. Todo dia milhares de italianos cruzam a "fronteira" para trabalhar na Santa Sé.
- Sabemos que dentro da Igreja a proporção de homossexuais alistados é muito maior que Kinsey propôs em seus estudos, eu diria que chega a uns 60% fácil.
- E sabemos que a Igreja finge que isto não é verdade, tanto que muitos dos ex-religiosos que trabalham no Vaticano também são homossexuais.
- Fala-se até no Lobby Gay dentro do Vaticano
A minha pergunta é... quanto vai demorar para os religiosos começarem a ter que conviver abertamente com seus funcionários e funcionarias homossexuais, casados com seus parceiros, seus filhos, nas festinhas de natal, nos piqueniques naqueles lindos e bem cuidados jardins do Papa? Quantos deles, agora casados oficialmente, não se sentirão mais a vontade para terem fotos de seus parceiros no porta retrato da mesa de trabalho, ou mostrar fotos dos filhos para o Cardeal, pedir para o Bispo que é amigo batizar, ou pedir conselhos quando o casal brigar...
Não sei se sou otimista, mas acho que a aprovação do casamento gay na Italia vai mudar a Igreja Católica Apostólica Romana mais rápido do que pensamos... ou você não percebeu que depois que ficou público que o filho do tal Edir Macedo é gay o discurso dele mudou de tom?
Se bem que a Patricia Silvio Santos Abravanel, que deve ter um cabeleireiro gay, um maquiador gay, um costureiro gay, um assessor gay, um cozinheiro gay no seu restaurante favorito... foi falar bobagem ...ou seja mesmo a convivência não fez ela ver o mundo melhor...
E você? Acha que conviver com homossexuais ajuda a pessoa a repensar seus conceitos? Acha que a Igreja vai mudar um dia?
16 de fevereiro de 2016
boas surpresas na aparente normalidade...
Fiquei até imaginando que ia me deparar com pessoas - ou empresas - que se recusassem a nos atender, por convicções religiosas ou coisa parecida, como eu já vi acontecer mais de uma vez nos EUA, quando uma empresa se recusou a fazer o bolo de um casal gay.
Então a primeira iniciativa foi ser super incisivo e atento a isto desde o primeiro momento. Quando pedia os orçamentos eu já dizia se tratar de um casamento de dois homens, e - quando ouve um segundo contato - eu pessoalmente falava das questões relacionadas a preconceitos que precisavam ser observadas e explicava que os funcionários envolvidos deviam receber orientação específica. Muitas vezes questionei se já tinham realizado um trabalho num casamento gay.
No geral eu diria que tive boas surpresas...
O Mr. Jay tinha conversado com a gráfica que faria os convites, mas acabamos indo lá pessoalmente para fecharmos a questão, pois achei difícil decidir isto sem "por a mão" nos modelos de convites... quando começamos a falar sobre o convite do nosso casamento eu não percebi nenhuma surpresa por parte do senhorzinho que nos atendia. Acho que ele ficou mais surpreso com nossa diferença de idade...kkkk
Em outros lugares, como os buffets, eu podia perceber as pessoas que nos atendiam rapidamente adotarem a postura ANA CLAUDIA, e achar o casamento gay uma "gracinha" e "super legal" e uma ou outra acreditando que a parte mais importante deveria ser a musica porque "vocês adoram dançar não é?"
No local que comprei as alianças eles pareciam estar mais preparados, inclusive a vitrine onde estavam as alianças mostrava uma foto de dois caras. de mãos dadas, e mesmo que seja uma "jogada de marketing" mostra uma certa posição em relação ao assunto.
Só falta agora eu achar uma Kim Davis no meu caminho...
Eu não sei se o preconceito na sociedade está diminuindo, ou se as pessoas assumem esta postura de "normalidade" por interesse financeiro - mesmo porque um casamento para menos de 80 pessoas nem tem um orçamento que traga muito faturamento - mas isto talvez não faça muita diferença, porque muitas coisas que fazemos em sociedade é porque é "o certo/obrigatório a fazer" e não o que gostaríamos de fazer, pois é bem mais fácil deixar o cocozinho do cachorro na rua do que levar para casa...
Tá certo que alguns dos orçamentos que pedi não vieram, mas eu acho mais fácil acreditar em INCOMPETÊNCIA do que em preconceito... o pessoal reclama de falta de clientes mas são muito ruins de atendimento em muitos lugares... Estou há duas semanas tentando achar um marceneiro e... um veio sem sequer uma trena para medir o espaço, outro trouxe a trena, mas não trouxe as amostras dos materiais de acabamento e nem tinha papel para anotar as medidas... de numa destas lojas de planejados estou esperando o orçamento até hoje...
E você o que acha? Acha que eu tenho tido sorte de não encontrar um homofóbico no caminho? Acha que a sociedade está mudando? Ou acha que o pessoal atende bem por interesse? E será que devo pedir para os convidados irem de uniforme de batalha ?
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28 de junho de 2015
23 de maio de 2015
Mudando para a Irlanda em 3...2...1!
E ai? Alguma chance disso acontecer por aqui?
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13 de abril de 2015
Marido? Esposo? Homem? Conjuge?
Mas como o casamento é uma instituição consagrada dentro da heteronormatividade, como bem lembraram alguns, talvez tenhamos que adaptar algumas coisas...
Minha primeira dúvida é? Muda o sobrenome ou não? Pelo que entendo a lei dá esta margem, mas eu não sei o que o pessoal tem usado, ou o que seria mais legal... Eu sei de alguns casais americanos em que os dois mudaram de nome, Jerry Collins e Brad Turner, por exemplo, viraram Jerry Turner Collins e Brad Collins Turner... achei interessante, mas a ideia de ter que mudar todos os papeis me dá uma preguiça grande... Um simplesmente adotar o sobrenome do outro, como é comum em casais heteros, me parece meio estranho também... quem iria acrescentar o nome do outro?
Para falar a verdade eu acho que meu pai ia ficar bem PUTO se meu marido passasse a usar meu sobrenome... ele liga muito para estas questões "heráldicas"... mas seria muito divertido provoca-lo fazendo isto, já que o sobrenome também é meu!
Não mudar nada também... me parece um pouco desvalorizar o que esta sendo efetivado, diminuir o casamento, a união... sei lá!
A outra dúvida - questionamento - é como chamar... marido e marido, esposo e esposo, marido e homem? Antes todo mundo usava companheiro - quando não havia o casamento - mas hoje quando se muda o status deveria se mudar o nome penso eu... eu não tenho problema nenhum em chamar de namorado e assim apresentar.... e acho que prefiro marido e marido...
Será que existe regra de etiqueta ou de cerimonial para isto?
E você? O que acha que fica melhor? Com relação aos sobrenomes, com relação ao tratamento? Como os que estão casados fazem?
8 de abril de 2015
Casamento serve para que mesmo?
Para quem vive em marte e não está sabendo... uma parte da trama da novela Babilônia gira em torno de um casal de lésbicas (Fernanda Montenegro e Nathalia Timberg), que vão se casar, numa grande festa, após décadas vivendo juntas.
Isto, e também a estabilidade de meu relacionamento com Mr. Jay, tem me feito pensar muito em casamento.
Eu sou de uma geração de homens gays que conviveu por décadas com a certeza que não seria possível casar, que as leis nunca aprovariam o casamento entre dois homens. Então, de certa forma, cristalizou-se em mim a ideia de que eu "não iria me casar". Nunca fiz planos para isto, nunca tive fantasias com relação á cerimonias, á igreja... como é normal as pessoas fazerem. Do mesmo jeito que durante muitos anos eu tinha desistido da ideia de ser pai
Não que eu não fui capaz de assumir meus relacionamentos de forma absolutamente concreta e encarar muitas vezes a sociedade de frente. Eu e o F. passamos a usar alianças na mão esquerda quando fomos morar juntos, e eu sempre o apresentei ou como "namorido" ou como "como se fosse meu marido" (falando exatamente deste jeito) para pontuar que eu o considerava marido apesar da lei não o permitir.
Na minha geração de homens gays, mesmo as pessoas estando envolvidas em longos relacionamentos, do ponto de vista legal eles eram... "solteiros". Há alguns anos houve o advento das parcerias civis, o que já mudou parcialmente o status das relações, mas foi somente com a validação do casamento igualitário (ainda que não seja lei) que as coisas efetivamente mudaram do ponto de vista legal.
É CLARO que eu sou totalmente a favor do casamento! Não só pelo simbolismo como pelos direitos que se adquire. Eu apenas não tinha parado para pensar que EU poderia me casar! E, como vocês sabem, mesmo assim eu nunca fiz o perfil de "solteirão convicto", muito pelo contrario.
Por mais que você se sinta responsável pela pessoa, compromissada com a pessoa, colocar isto num papel oficial deve ter um peso. Você ser chamado a, por exemplo, opinar sobre a saúde da pessoa num momento crítico, ou ser arrimo de uma família num outro caso, deve ter um peso enorme quando você documenta isto. Mas eu sempre senti que eu nunca precisaria de um papel, porque eu sempre agi assim, meu compromisso no "fio do bigode" é para valer. Não acho que eu seria menos pai, ou menos marido, com a presença ou ausência de um papel....
Será que eu me fiz entender? Talvez seja uma coisa libertária, meio ANOS 60, ou talvez seja só medo de alguma coisa dar errado por causa do papel, não sei bem...
Mr. Jay tem vontade de se casar, já conversamos a respeito. Ele tem vontade de se casar com tudo que tem direito: festa e lua de mel inclusos no pacote. O que num primeiro momento até me surpreendeu, pelo fato dele ser jovem, pelo fato dele ser gay, pelo fato dele nem ser tão religioso... mas ele argumentou...
"- Qualquer casal que namora fala em casamento! Porque entre gays deveria ser diferente?"
TOUCHÊ!
E não é que ele tem razão? Imagino que com todos os direitos adquiridos atualmente os jovens e as jovens homossexuais pensam naturalmente em casamento. Não há mais um impedimento legal (embora ainda existam barreiras sociais), do mesmo jeito que eu imagino que eles pensam naturalmente em ter filhos... ou por inseminação, ou por adoção... Será que está na hora de eu "rever meus conceitos"?
Sinto que nesta altura de minha vida o casamento não teria todas as implicações que teria na vida de um jovem casal, pessoas em começo de vida, quando se está construindo as coisas, mas teria sem dúvida um grande impacto social, em especial no meu entorno mais próximo, faria com que as pessoas tivessem que se posicionar! E não vou dizer que isto não me é agradável, marcar posição e território, a meu ver, dá espaço para outras pessoas respirarem. Fortalece uma ideia, melhora a auto estima de todo um grupo.
E você o que acha? Quem não casou ainda está querendo casar? E quem casou, valeu a pena?
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19 de agosto de 2014
Same Rights, Same Troubles!*
*Mesmos Direitos, Mesmos Problemas!
O avanço dos direitos LGBTs no Brasil, mesmo acontecendo de maneira lenta, tem sido progressiva e efetiva. Já conseguimos incuir parceiros no Imposto de Renda, no plano de saúde, na renda conjunta para adquirir casa própria, já podemos processar quem nos discrimina, em alguns lugares foram aprovadas leis anti-homofobia, o avanço mais significativo talvez tenha acontecido quando o STF decidiu que as uniões gays podiam ser convertidas em casamento, que na pratica definiu que os gays podem casar.
Foi um grande avanço para as famílias LGBT, que tiveram seu status de FAMILIA reconhecido. Mas muita gente argumenta: "Para que vocês (os gays) querem casar? O casamento é uma instituição falida!"
Falida ou não, o reconhecimento das uniões gays - mesmo sem um papel que as chame de casamento - trouxe também as mesmas questões para os protagonistas, direitos e deveres, que eram exclusivos das famílias heterossexuais. Algumas histórias de amigos ou de amigos de amigos, e tenho certeza que você também sabe de algumas:
- Os dois homens viveram juntos por 11 anos, um deles foi traído e terminou a relação, o que traiu ameaçou ir a justiça para pedir o direito de pensão, o que foi traído, para evitar escandalos pois é ator, deciciu entregar o pequeno apartamento que moravam (e que ele tinha comprado e bancava) para o que traiu, para formalizarem um pacto.
- Dois homens tiveram um filho através de uma "barriga solidária", utilizando esperma combinado dos dois, quando se separaram - o filho tinha poucos meses - um deles resolveu fazer um teste de DNA e descobriu que o filho era, biologicamente, dele. Entrou com uma ação e impediu o outro pai - que era quem efetivamente cuidava do filho por ser profissional liberal e ter mais flexibilidade de tempo - de ver a criança. Foi preciso um processo judicial para que este pai tivesse direito a visitas.
- Duas mulheres ficaram juntas por 9 anos, morando em casas separadas o tempo todo, uma delas conseguiu provar na justiça que a outra tinha condições financeiras melhores que ela e que deveria bancar os mesmo luxos e mimos que recebia antes (viagens, roupas, restaurantes badalados) pois ela tinha se dedicado a relacionamento e não tinha tido tempo de construir seu patrimonio, ela receberá pensão por 9 anos
- Um homem teve um relacionamento por dois anos com um cara bem mais novo, o relacionamento acabou e o mais novo não saiu da casa, não trabalhava, o unico jeito de conseguir que ele saisse foi bancar a passagem - e algo mais - do rapaz para os EUA, onde vai tentar a vida com imigrante ilegal...
Resumidamente, como diria o tio do homem aranha - "grandes poderes trazem grandes responsabilidades"... o que não invalida nem tira a premência de termos nossos direitos familiares garantidos! Só nos torna também iguais a com relação á seriedade das nossas ações! Casar, fiacar junto, cuidar, tudo isto tem que ser encarado de maneira mais séria! Talvez isto acrescente um novo tempero á estas questões de conjugalidade, talvez até mesmo o modelo dos casamentos heterossexuais precise ser revisto, talvez.
Se tinha algum cara que "virou" gay só para nao ter que pagar pensão ao companheiro, isto mudou! rsrsrs
Afinal de contas, na sua opinião, o casamento gay é uma boa ou é uma instituição que já nasceu falida?
4 de novembro de 2013
Casamentos Gays
"A That’s Amore! é primeira empresa brasileira especializada
em realizar exclusivamente o sonho de casamento
de parceiros gays."
o link é THAT´S AMORE
Mas o FACE dele é bem mais interessante, cheio de estórias lindas:
https://www.facebook.com/ThatsAmoreW
Mas o FACE dele é bem mais interessante, cheio de estórias lindas:
https://www.facebook.com/ThatsAmoreW
Achei tão legal! Mas eles não devem ter feito muitos ainda, tem muita foto com cara de "gringa" no site!
Mas já é um começo não acham?
E também tem um site MR & MR que dá um monte de dicas sobre casamento, mas eu achei ele meio "traduzido e adaptado"...
E também tem um site MR & MR que dá um monte de dicas sobre casamento, mas eu achei ele meio "traduzido e adaptado"...
E também para ilustrar, um vídeo que esta rolando You Tube do casamento em Brasilia de Aécio e Luis Felipe, que eu achei lindo!
ai todo mundo vai falar...tá namorando...já pensando em casar!
kkkkkkkkk!
o Mr. Jay quer , e já me disse, fazer uma bela festa de casamento num futuro não muito distante!
kkkkkkkkk!
o Mr. Jay quer , e já me disse, fazer uma bela festa de casamento num futuro não muito distante!
E você já pensou em casar? Com direito a festa e tudo o mais?
7 de setembro de 2013
A defesa do casamento gay por quem antes não concordava.
Encontrei o link deste vídeo no blog MUQUE DE PEÃO, e como não consegui compartilhar direto do blog dele eu estou copiando o post inteiro dele! Ou seja, os direitos autorais são dele! rsrsrsr
vejam o link! bem adequado ao "dia da independência" que comemoramos hoje!
http://www.youtube.com/watch?v=TzV1r5SCc8U#t=88
"A boa notícia desta semana vem da
Austrália, onde o candidato à re-eleição como primeiro ministro Kevin
Rudd fez uma defesa muito digna, embasada e segura do casamento igualitário
durante um debate em rede de televisão. Um dos participantes, que se identificou
como pastor e representante de uma rádio cristã e que apresentou os surrados
argumentos religiosos sobre a homossexualidade não ser natural e ser condenada
pela bíblia, foi contra-argumentado por Kevin Rudd de forma tão segura,
direta e apropriada que fez o pastor praticamente perder o rumo. Kevin
Rudd foi bastante aplaudido.
É inspirador quando um político importante e
heterossexual defende o casamento igualitário com tanta convicção. É um sonho
ainda distante para nós brasileiros, que temos na maioria de nossos políticos o
interesse único pelo voto e pela manutenção do mandato. Muitos de nossos
políticos importantes até têm visões liberais da sociedade, mas vivem pisando em
ovos com muito medo de melindrar evangélicos ou a igreja, e com isso mantêm em
público opiniões que seriam mais apropriadas na Idade Média."vejam o link! bem adequado ao "dia da independência" que comemoramos hoje!
http://www.youtube.com/watch?v=TzV1r5SCc8U#t=88
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