Ou as pessoas dizem "OS OPOSTOS SE ATRAEM" ou o argumento é que se deve "ENCONTRAR A METADE DA LARANJA"
Ou seja, tem um grupo de pessoas que
acreditam que provavelmente irão se relacionar com uma pessoa totalmente
oposta, com gostos e estórias de vida diferentes, para se completarem
justamente na diferença do outro. Já um outro grupo acredita que as pessoas,
para se relacionarem, precisam ter muito em comum, quem sabe até a mesma
profissão, os mesmo gostos musicais...
Qual é o certo?
"Nem tanto ao mar, nem tanto á
terra", eu diria!
Durante muito tempo eu acreditava piamente
na fórmula "metade da laranja", queria encontrar alguém que
compartilhasse os mesmos gostos, tivesse ideias e projetos parecidos, talvez
até estórias de vida diferente.. até fiz a besteira de pegar alguém que era diferente
e tentar transformar em igual!
Eu era uma pessoa muito mais rígida, que
achava que sabia o que era certo, aliás, que sempre achava que o meu jeito era
certo, então qualquer diferença era vista com um desafio a "melhoria"
(santa presunção Batman!).
Mas eu fiz isto só porque era muito
difícil encontrar alguém parecido comigo! Afinal de contas ...eu era
"quase perfeito"... Olha, vou dizer, devia ser muito difícil namorar
comigo!
Eu era muito parecido com um amigo meu,
que me disse há pouco tempo, que estava saindo com um cara muito interessante,
que ele estava gostando muito, mas que não ia dar certo...
- Porque
você diz que não vai dar certo? perguntei
- Ah, mas num vai dar certo! Imagina você que eu citei uma música do Bruce Springsteen e
ele nem sabia quem era!
Por sorte eu fui evoluindo, fui
percebendo que a pessoa ser um pouco diferente de mim era até interessante...
Eu conseguia aprender muitas coisas interessantes sobre a profissão do
namorado, da vivência dele em outro ambiente de trabalho. Também comecei a me
interessar pelas mecânicas das famílias, perceber como as famílias, especialmente
quando a pessoa era de origem de outra nacionalidade, ou de outro estado, eram
interessantes.
Foi só no momento que eu consegui parar de idealizar as pessoas (incluindo pais, amigos, irmãos) que eu consegui realmente ver as pessoas como elas são, e foi ai que comecei a ver que as diferenças eram uma excelente oportunidade de crescimento, aprender a admirar o outro na sua singularidade e aprender com esta diferenças, realmente deixar uma coisa nova surgir do encontro de duas pessoas.
E, mais importante do que isto, eu aprendi a aceitar quem eu sou, a me respeitar e saber meus limites, a saber a dose correta de possibilidades de realização de meus sonhos, de minhas aspirações.
E, vou dizer, isto também me serviu como pai, respeitar as diferenças dos filhos também pode ser muito criativo para as relações.
A diferença de idade, o momento profissional, as diferenças de gostos...
E você, onde as diferenças com seu
namorado são criativas?