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27 de fevereiro de 2014

and the winner is....ME!

Nas duas últimas semanas eu tenho tido pequenas crises de ansiedade... eu percebo que estou ansioso - ou melhor - eu sou uma pessoa ansiosa e percebo que estou MAIS ansioso,  quando sinto um apertado no peito, bem no centro do torax. Não é dor, nem mal estar, é com se eu tivesse comido algo grande e estivesse engasgado, o famoso "nó no peito", o coração apertado, que muitas pessoas creditam a glandula TIMO.
Este "nó"sempre vem acompanhado, para mim, de uma sensação que "estou esquecendo alguma coisa" - você já teve esta sensação não?
A príncipio eu achei que era devido a nova agenda que estou tendo que organizar em função da faculdade minha e do Mr. Jay, do cursinho da filha, e de novas atividades profissionais que estou me propondo a realizar...
Mas conversando com meu terapeuta eu percebi que na realidade estas coisas eu tiro "de letra", sempre fui uma pessoa "multi-tarefa" e me organizei muitas vezes, em muitas mudanças de vida...
Aliás, percebi que eu tinha esquecido de contar que Mr. Jay também virou universitário, também retomou o curso superior que ele tinha trancado na época que mudou para SP, pensando em novas oportunidades profissionais ... Então, aqui em casa agora todo mundo paga meia!
 
Mas se não eram os afazeres, a reorganização do tempo, o fato de poder ter menos tempo para ficar com Mr. Jay e com minha filha, o que seria?
Acabei percebendo que eu estava seguindo o slogan da eleiçao do Lula...eu estava "com mêdo de ser feliz"! Explicando:
Eu me considero um cara de bastante sorte, pois depois de um longo aprendizado no meu relacionamento anterior eu encontrei uma pessoa muito legal, uma pessoa companheira, com inicitiva, um cara que tem contrôle da sua vida e que gosta realmente de mim, que gosta de cuidar de mim - mesmo eu garantindo para ele que eu soube me cuidar nos meus primeiros 50 anos, antes dele entrar na minha vida:
- "cuidava mal" sempre diz ele quando eu falo isto! =0)
Eu vejo tanta gente falando como é dificil encontrar alguém legal, gente dizendo que é dificil encontrar alguém sério para namorar, gente contando como os relacionamentos estão fadados ao fracasso, que de vez em quando me bate aquela sensação que mais cedo ou mais tarde eu vou fazer algo e o Mr. Jay vai deixar de gostar de mim, uma sensação de mêdo de que ele perceba o quanto eu sou chato e sem graça e que ele vai se cansar...e no mesmo dia ele fala para mim que quer casar logo!
Aliás, eu sempre sou perspassado por esta sensação que eu não tenho nada a oferecer...e não é baixa estima, é a sensação de que minha vidinha é bem normal, sem grandes novidades...
Ou seja, a ansiedade eh um medo de que as coisas boas acabem, medo de fazer as mesmas besteiras guiadas pelos meus complexos e neuroses, mêdo de perder o Mr. Jay. Mêdo de ficar sem alguem que me ame como ele ama e que me faz tão feliz , tão bem.... eu não ganhei o oscar, mas ganhei algo bem melhor! E que é só meu!
 
E para você? O que te deixa ansioso?
 
 
 
 
 
 

5 de dezembro de 2013

as tais "diferenças criativas"...

Quando falamos em relacionamentos tem sempre duas "máximas" que entram em cena:
Ou as pessoas dizem "OS OPOSTOS SE ATRAEM" ou o argumento é que se deve  "ENCONTRAR A METADE DA LARANJA"
Ou seja, tem um grupo de pessoas que acreditam que provavelmente irão se relacionar com uma pessoa totalmente oposta, com gostos e estórias de vida diferentes, para se completarem justamente na diferença do outro. Já um outro grupo acredita que as pessoas, para se relacionarem, precisam ter muito em comum, quem sabe até a mesma profissão, os mesmo gostos musicais...
Qual é o certo?
"Nem tanto ao mar, nem tanto á terra", eu diria!
Durante muito tempo eu acreditava piamente na fórmula "metade da laranja", queria encontrar alguém que compartilhasse os mesmos gostos, tivesse ideias e projetos parecidos, talvez até estórias de vida diferente.. até fiz a besteira de pegar alguém que era diferente e tentar transformar em igual!
Eu era uma pessoa muito mais rígida, que achava que sabia o que era certo, aliás, que sempre achava que o meu jeito era certo, então qualquer diferença era vista com um desafio a "melhoria" (santa presunção Batman!).
Mas eu fiz isto só porque era muito difícil encontrar alguém parecido comigo! Afinal de contas ...eu era "quase perfeito"... Olha, vou dizer, devia ser muito difícil namorar comigo!
Eu era muito parecido com um amigo meu, que me disse há pouco tempo, que estava saindo com um cara muito interessante, que ele estava gostando muito, mas que não ia dar certo...
- Porque você diz que não vai dar certo? perguntei
- Ah, mas num vai dar certo! Imagina você que eu citei uma música do Bruce Springsteen e ele nem sabia quem era!

Por sorte  eu fui evoluindo, fui percebendo que a pessoa ser um pouco diferente de mim era até interessante... Eu conseguia aprender muitas coisas interessantes sobre a profissão do namorado, da vivência dele em outro ambiente de trabalho. Também comecei a me interessar pelas mecânicas das famílias, perceber como as famílias, especialmente quando a pessoa era de origem de outra nacionalidade, ou de outro estado, eram interessantes.
Mas mesmo assim eu ainda tinha um olhar de antropólogo, de historiador (!!!) . Não conseguia efetivamente admirar estas diferenças e nem absorver as que eu julgava interessantes. Mas eu continuava achando as minhas posições e crenças as melhores...

Foi só no momento que eu consegui parar de idealizar as pessoas (incluindo pais, amigos, irmãos) que eu consegui realmente ver as pessoas como elas são, e foi ai que comecei a ver que as diferenças eram uma excelente oportunidade de crescimento, aprender a admirar o outro na sua singularidade e aprender com esta diferenças, realmente deixar uma coisa nova surgir do encontro de duas pessoas.

E, mais importante do que isto, eu aprendi a aceitar quem eu sou, a me respeitar e saber meus limites, a saber a dose correta de possibilidades de realização de meus sonhos, de minhas aspirações. 
E, vou dizer, isto também me serviu como pai, respeitar as diferenças dos filhos também pode ser muito criativo para as relações.
A diferença de idade, o momento profissional, as diferenças de gostos...


E você, onde as diferenças com seu namorado são criativas?