Mostrando postagens com marcador educando filhos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador educando filhos. Mostrar todas as postagens

5 de novembro de 2014

Eu quero ser Odete Roitman!

No sábado, numa roda de conversa numa festa, uma garota (tenho 50, posso chamar um monte de gente de garota!), que trabalha diretamente com o público, pois é comissária de bordo, comentou:
- É impressionante como as pessoas estão mal educadas hoje em dia. As pessoas melhoraram de vida, passaram a poder andar de avião, mas pioraram de educação. Ninguém fala por favor, ninguém fala obrigado, te puxam pelo braço...Eu não entendo!
Mas ai uma outra explicou:
- Isto é fácil de entender, as pessoas sempre veem nas novelas que os ricos - os que se dão bem e tem grana - são sempre grossos, preconceituosos, desonestos,  tratam mal os empregados e desprezam seu passado humilde, então quando conseguem ter dinheiro eles acham que ser rico é se comportar como os ricos da novela. ele não querem ser mais os educados e humildes, os pobres explorados e trouxas... para ser rico tem que tratar os subalternos mal!
Uau! Eu não sou um grande mestre em sociologia, aliás, nem grande nem pequeno, mas o que esta mulher disse me pareceu uma análise bastante correta.... de certa forma nos faltam bons exemplos.. de tudo! Quando se educa um filho, muito mais importante do que se fala é o que se mostra!
Penso que muita gente "de bem" gostaria de se envolver com a política, mas como só vem maus exemplos, más práticas, ele não quer se meter com aquilo, se sente enojado.
A Edith Modesto sempre em convidava para conhecer pais de jovens gays - em especial daqueles que tinham acabado de se revelar - para que estes pais conhecessem outro tipo de gay, aquele que tem família, que é casado, pai, trabalhador, ela chamava isto de modelo POSITIVO, pois os pais sempre tinham o exemplo do "gay bicha louca", o travesti da esquina, dos caras pelados na parada gay(1)
 
Eu sou uma pessoa que foi construida na base dos exemplos, de professores, de amigos, de pessoas famosas pelo que escreveram ou fizeram, mas eu tive que aprender quais eram os exemplos "bons" e o exemplos "ruins", em algum momento de minha vida eu fiz a escolha pelo que hoje considero o "certo".
Mas estou ciente de que esta não é a única realidade, que os meus conceitos do que é "bom" não estão necessariamente certos. Um exemplo? Minha filha tem uma amiga que, apesar de cursar engenharia, já verbalizou que se tiver escolha prefere casar com um cara que tenha condições para que ela não trabalhe, a.k.a. "cara rico". Absurdo? Este é o exemplo que ela tem em casa, a mãe, de família bastante simples, tem estes valores, casou com um cara rico, nunca pensou em estudar e em trabalhar, passa os dias fazendo compras em shopings na internet e em sites de moda e decoração... Isto pode estar "errado" para mim, mas para ela não!
 
Mas EDUCAÇÃO já é um pouco diferente... Não é? Aprender a lidar com as pessoas quando se vive em sociedade é um pouco fundamental demais para ser apenas uma escolha! Temos que ser educados e exigir que sejam educados conosco, temos que falar sobre isto, mostrar mais, dar mais exemplos bons...
 
Tem muita gente que argumenta que alguns governos só mantem o poder através do assistêncialismo, que gostam de fazer como os antigos coronéis, mantendo os pobres no cabresto. Eu até concordo, mas não tem como deixar de reconhecer o quanto os ultimos governos fizeram para garantir o acesso ao ensino superior, o que poderia ser, em ultima instância, um tiro no pé, pois estaria formando pessoas mais críticas e pensantes (mesmo que não seja um ensino de qualidade, mesmo que seja um "puta" negócio para as faculdades fastfood, mesmo que eu ache que deviam usar este dinheiro e criar boas universidades publicas).
Mas Educação é diferente de Educação Formal, não são excludentes mas são complementares!
 
E você, também acha que as pessoas estão menos educadas? E você? È educado?
 
 
(1) mesmo que a gente não goste disto, deste preconceito, é assim que as coisas são e a Edith trabalha com pessoas reais e não ideais!

4 de dezembro de 2013

JUST SAY NO!

Li no jornal desta semana:
 
28 milhões de brasileiros convivem com as drogas
Estudos realizados pela UNIFESP ( a famosa Escola Paulista de Medicina) apontam que existem mais de 8 milhões de dependentes químicos no país e considera que para cada um deles existem pelo menos 4 pessoas afetadas pelo problema (incluindo familiares)
 

Eu penso  que uma das “obrigações” dos pais é mães é falar com seus filhos sobre as coisas difíceis, sobre assuntos áridos mas que são fundamentais para seus desenvolvimento, sua saúde física e emocional. Neste rol de assuntos acho que as principais são o sexo e as drogas.



Esta semana aconteceu a festa de formatura da minha pequena. Eu levei e ficou acertado que o pai da amiga B iria buscá-las na hora que acabasse a festa. La pelas 6(!) da manhã.
Quando eram 4 e meia meu celular toca:
- Pai, você pode vir me buscar?  A B passou mal de tanto beber, entrou em coma alcoólico e o pai dela veio aqui buscar ela, então eu estou sem carona para ir para casa. (!!! Opa)
Perguntei se ela queria vir embora ou ficar um pouco mais. Ela me disse que estava muito chateada com a BFF (1) dela e que estava sem pique de aproveitar a festa mais. Eu interrompi.
- Fique um pouco mais querida, tente aproveitar sua festa, sua amiga está com o pai e está bem, não se chateie e aproveite sua festa com seus outros amigos... Ela ficou, e fui buscar ela ás 8 da manhã!
Pelo que sei minha filha não bebe e é bastante centrada na questão dos excessos (menos com o excesso de tempo nas redes sociais) mas mesmo assim achei que o fato era uma boa oportunidade  de falar sobre bebida, drogas e temas relacionados e foi sobre isto que conversamos no dia seguinte.
Aqui cabe um parênteses:  eu tenho que assumir que sou o que há alguns anos era chamado de “CAXIAS”
Ou seja, sou um cara que nunca fumou, nunca usou drogas e nunca bebeu  (habitualmente). Minha filha mesmo diz: “pai, você é muito NERD, nem sabe o que é isto”...
Então, de certa forma, eu ficava meio receoso porque achava que os pais que experimentaram e/ou exageraram um pouco mais, que transgrediram e se rebelaram, tinham mais propriedade e vivência para falar sobre isto. Achava que um filho ia ouvir melhor quem já experimentou de tudo e realmente podia dizer se era bom ou não!
Mas depois de um tempo eu entendi que na realidade os meus valores são tão válidos quanto quaisquer outros, e que na realidade obstetras não precisam engravidar para falar de parto, padres não precisam casar para falar de casamento e psicólogos não precisam se matar para falar de suicídio (!)
O que eu passei para a minha filha foram meus valores “caretas”. Sobre os males do fumo, como age a cocaína e o crack e seu mal, sobre a importância de fazer sexo seguro. Claro que cada coisa na sua idade, pontuando as coisas que aparecem nos filmes, o que vemos nas ruas, as noticias de jornais, as estórias de famílias e amigos.
Ser “careta” pode não ser “legal”, mas eu gosto de ser careta!

E você ? Faz o tipo Caretão? Como age ou agiria com seus filhos?
 
(1) BFF = BEST FRIEND FOREVER para quem não sabe...
(2) Definição de CAXIAS: Substantivo masculino e Adjetivo , Bras. Pop. Diz-se de, ou pessoa que é muito certinha, pessoa estudiosa, pessoa educada, que cumpre com extremo escrúpulo as obrigações do seu cargo.

31 de agosto de 2012

As escolhas...de nossos filhos!


- Pai, porque os rapazes que gostam de mim eu não estou afim deles e os que eu gosto não me dão bola?


!!

Ah minha filha! Esta não é a "pergunta de um milhão de dólares", mas com certeza a resposta vale isto!  Mas quando a gente é adolescente isto não é uma simples pergunta! É um problema!
Uma das maiores angustias de um pai (e mãe off course) é que não queremos que nossos filhos sofram. Sofram com doenças, com preconceito, com injustiças, e que não sofram por amor!
Os pais se desdobram para poupar os filhos de dificuldades, trabalham para oferecer para os filhos o que nunca tiveram, quebram a cabeça pensando em maneiras de alegrar e fazer felizes suas crias. Mas a verdade, que se descobre como pai (o melhor e o pior emprego do mundo!) é que a gente não vai conseguir livrar nossos filhos do sofrimento, punto e basta!
Queremos nossos filhos e filhas com auto-estima elevada, com amor próprio, com orgulho de suas conquistas e com forças para enfrentar as derrotas!
E eu, tenho que confessar, nem quero que minha filha não "sofra por amor", acho saudável numa certa idade (ou até um pouquinho mais tarde) que tenhamos amores platônicos e extremos, acho que a pessoa gostar-não ter-aprender uma equação com muitos ganhos.
Em especial acho saudável que ela namore bastante, algo entre o limite da fama de encalhada mas sem chegar no título de sabonete (passsa na mão de todo mundo), para experimentar, para se divertir, para aprender a sofrer na medida, para ter assunto, para poder comparar...e...em última instância para poder ESCOLHER, com base em experiências e vivencias.
Casar com o primeiro namorado, ou com o namoradinho do colégio, não me parece uma fórmula com bons resultados. Mesmo que aparentemente o quadro apresentado seja outro, acho difícil a relação se sustentar com pessoas tão imaturas emocionalmente.
Para os jovens gays então, este sofrimento é triplicado, primeiro porque via de regra eles acabam se apaixonando platonicamente pelo colega que nem gay é, e que justamente este menino, para não ser "zuado" pelos amigos, tem que se manter a kilómetros do amigo que os outros consideram "esquisito e efeminado", potencializando o sofrimento do platonicamente apaixonado...
Some a isto que ele não tem amigos, é esquisito e isolado, nem tem amigos da mesma idade ( se ele não frequenta do PURPURINA! ) e nem tem com quem conversar sobre este sentimento...
Nem mesmo em casa, porque os pais não sabem que ele é gay e jamais aceitariam!
Tá bom ou quer mais? Dá para entender porque os gays acabam tendo tantos problemas para vivenciar relações mais maduras...não dá?

É claro que toda esta teoria não esconde o fato de que o cara que fez minha filha sofrer é um cafajeste e um calhorda filho da puta, mas ela vai aprender a tirar ele da cabeça, tenho certeza, só tenho que ajudá-la a não deixar a peteca cair! (risos)

Quem aprendeu a sofrer por amor põe o dedo aqui! E comenta!

17 de junho de 2010

Construindo relações com os filhos...ao longo do tempo

Acho que a parte mais interesante, mais estimulante, de ter filhos, é ver a mudança das pessoas ao longo do tempo. 
Você tem a seu lado uma pessoa que não sabe as coisas e não tem medo de perguntar, aliás, algumas crianças tem o botão "perguntador" sempre no ON durante uma certa fase.
Você também tem a seu lado uma pessoa que constantemente revê seus conceitos e até suas "verdades", numa ano o quente é a Barbie, no outro é a Wanessa Camargo e no seguinte Justin Bieber!
Com filhos você tem a seu lado uma pessoa que te admira quase incodicionalmente, seja você feio, ladrão, gay ou totalmente burro! Não importa que defeitos você acha que tem, ela sempre te admira!
Mas isto é uma arma de dois gumes, se você não estiver imbuido do desejo real de fazer esta pessoa crescer, se tornar uma pessoa feliz e integra, você pode usar tudo isto contra seu filho, são os chamados pais "tóxicos", que detonam a auto estima do filho, que querem alguem subjugado, alguem subserviente.
E nos casos mais graves, os pais abusadores, pedófilos...e não nos enganemos... que isto só acontece nas famílias miseráveis...

Para criar minha filha eu percebi que o amor era a palavra chave, não o amor sem limites, mas o amor verdadeiro, que apoia, que escuta, que fala NÃO realmente só quando precisa falar, pois eu sempre tive em mente que estava criando uma pessoa, e não "cuidando de uma criança",que são coisas bem diferentes...
Todo pai, e mãe,que trabalha, sente um certo sentimento de culpa por delegar uma parte da educação e cuidado de seus filhos á escola, á empregada, á avó, á babá....Por isto é muito importante reservar MESMO, agendar se for preciso, momentos para ficar com os filhos, senão este tempo nunca aparece.
Ei, masnão acha que vai educar uma pessoa, transmitir tudo o que quer, em poucas horas..os seres humanos demoram para aprender, para entender, aceitar...o tempo é um fator fundamental para maturar as ideías!
E, sempre, sempre, a VERDADE, especialmente para os homossexuais, homens e mulheres, que fizeram a opção de ter filhos , e aí é opção mesmo, não orientação! Pois através da adoção ou outros meios, eles revertem a lógica de nãopoderme ter filhos. É claro que para aqueles que tem filhos advindos de um relacionamento heterossexual anterior a questão é um pouco diferente...mas penso que a verdade ainda deve ser um objetivo a ser alcançado!

Acho que daria até para montar algum tipo de equação de relacionamento com os filhos.
Os fatores desta equação poderiam ser:
T= tempo (em  anos)
Tc = Tempo de convivência (em horas diárias)
A= Afeto e atenção (acho que dá para medir em beijos)
V= Verdade (em que medimos isto?)
C= Crescimento da pessoa (medido em felicidade!)

Na minha cabeça a fórmula poderia ser algo como:
C = [(T+Tc) A ]V
Ou seja, o Crescimento, o fator felicidade de nossos filhos, seria igual ao passar dos anos, somado ao nosso tempo de convivência com eles, multiplicado pelos amor e beijos. Mas todo este número será negativo se o fator Verdade for negativo!

E você, qual sua fórmula, para criar seus filhos ou de vida?