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31 de agosto de 2013

49 - 22 = 27



Como disse em outro post, um dos meus parâmetros iniciais, na busca por um relacionamento, era buscar alguém que tivesse uma idade próxima a minha, que eu julgava ser um aspecto positivo, a tal similaridade.
Este era um dos parâmetros, que eu julgava bem importante...
Mas, como o budismo sempre prega, não somos donos do futuro, e tem muita coisa que acontece além do nosso controle, a tal imponderabilidade.
No começo do ano, num destes dias em que estive  meio de bobeira no chat, uma pessoa me chamou para conversar, puxou papo, conversa vai, conversa vem ficamos um bom tempo conversando...
Normalmente nestes papos todo mundo começa com aquele pequeno questionário... bairro, idade, branco,  preto, verde, em cima ou embaixo.... e eu, que não tenho muita vocação para repórter, e nem costumo fazer isto, fui deixando o papo fluir... meio distraído sabe?
Eu saquei que era um cara mais novo, me disse que não era de sp mas que morava na zs como eu, falamos de trabalho, de coisas que gostávamos de fazer em sp... e ele acabou sendo mais corajoso que eu...
- Vamos nos encontrar?
Era um fim de semana, eu estava de bobeira, marcamos tomar um sorvete. 
Confesso que como eu já tinha me chateado com alguns caras mais velhos (aqueles do meu parâmetro) eu até que estava me divertindo em conversar com alguém de alma mais fresca...
E foi um encontro bem interessante, mas chocante, o rapaz tinha 22 anos, e parecia muito menos! (foi ai que percebi que durante o papo eu nem tinha perguntado a idade dele - eu sou mané mesmo!)
Passado meu estupefato inicial, que eu compartilhei com ele, conversamos um bom tempo. Era um rapaz de uma cidade do interior do NE, que veio morar com a irmã em SP mas que o cunhado expulsou de casa e morava numa pensão atualmente. Veio para estudar, crescer profissionalmente, coisas que ele sabia que uma pequena cidade não comportaria. Um rapaz corajoso, determinado, convicto, um filho ou um amigo que qualquer um se orgulharia.
Teve sua primeira experiência sexual em SP - única até aquele momento- e nenhuma experiência realmente amorosa. Não foi difícil me encantar com o rapaz.
Mas todas as diferenças eram barreiras bem fortes para eu transpor, idade, estagio de vida, etc etc... e eu não investi mais, não fiz como a ministra Marta Suplicy pediu, não relaxei e não aproveitei.
O assunto teria terminado naquele encontro se o rapaz não continuasse mantendo contado, um email, um sms, eu expliquei o que me incomodava (especialmente a diferença de idade), mesmo assim marcamos um café lá no Octávio.
Ele disse que tinha me achado legal, que queria me conhecer melhor... e como eu continuava achando muito difícil ele insistiu. E propôs que fossemos amigos, que não precisaríamos assumir relacionamento, compromisso...


26 de agosto de 2013

Similaridades nem sempre são uma boa idéia!

Quando eu resolvi que era hora de retomar a busca por um companheiro, por um relacionamento, eu naturalmente tinha alguns pontos que, eu pensava, seriam favoráveis e facilitadores para uma relação dar certo, o tal DISCERNIMENTO que eu falei em outro post.

Uma desta idéias pré-concebidas estava no quesito "idade". 
Até aquele momento eu sempre tinha me envolvido, me relacionado, com pessoas mais novas que eu, meu ex, com quem fiquei quase 10 anos, era 13 anos mais novo que eu. e num retrospecto, eu sempre havia me envolvido com pessoas no mínimo 10 anos mais novas que eu.
Como a ideia era mudar paradigmas, e partir para algo novo e melhor, eu estabeleci que eu iria buscar uma pessoa de idade próxima a minha, um cara acima dos 40 anos, perto dos 50. Era uma das coisas que eu tinha em minha "planilha".
Então, com isto em mente, eu passei a só "puxar papo" e "dar bola" para caras com idades próximas á minha. Quando alguém mais novo chegava perto eu logo dizia que preferia alguém mais velho, com idade próxima a minha...
Eu buscava uma certa similaridade.
E com isto eu acabei tendo contato, e conversando, com caras de idades próximas á minha. Eu imaginava que estes homens estariam em momentos mais tranquilos de suas vidas, mais bem resolvidos, mais tranquilos.
Mas não foi bem o que aconteceu... aliás, aconteceu muita coisa:
Encontrei homens de 40 e poucos anos muito interessantes, pessoas com vidas profissionais bem sucedidas, que falavam em ter um relacionamento legal, mas que demonstravam claramente que não estavam dispostos a reservar tempo em suas vidas para isto, em suas agendas.
Encontre um homem com quase 50 que tinha o discurso "eu não sou assumido porque não preciso falar para nínguem sobre minha vida íntima".
Conversei com homens, com mais de 40 anos, que nunca tiveram nenhum relacionamento por mais de dois ou tres meses.
Encontrei um homem, por volta de 45, bem sucedido profissionalmente, que tinha tido um relacionamento de 4 anos com outro cara, mas que não conseguiu me explicar como , em 4 anos, ele nunca tinha dormido nenhuma noite com o namorado (transado sim, dormindo fora de casa não)
Encontrei homens que eu nem tive vontade de falar que era um cara com filhos, e outros que quando eu contei vi claramente suas faces se retorcerem num esguio de incompreensão e embasbacamento.
Encontrei até um que mentiu descaradamente sua idade no chat, que dizia ter 45, mas que pessoalmente aparentou, e confessou, ter 62.
Encontrei muitos caras magoados com seus ex, magoados pela traição e pela falta de cumplicidade, magoados pelos danos causados, e que não pareciam disposto a acreditar, de novo, que o relacionamento entre dois caras é possível!

Do jeito que falo parece que tive muitos encontros, mas na realidade alguns destes perfis se justapõe, e outros foram apenas conversas no tel ou no chat. Mas de certa forma eu percebi, até que rápido, que este paradigma - "homens com idade próxima a minha teriam experiencias próximas a minha", era uma bobagem. Este foi um ponto na minha lista a ser revisto.

E você, prefere mais velhos? mais novos?