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23 de setembro de 2015

HOMOFOBIA em palestra...

O grupo HOMOPATER promove, neste próximo sábado, uma palestra para falar sobre HOMOFOBIA, entre no site e faça sua inscrição, pode ser uma boa oportunidade de aprofundar-se sobre o assunto e de quebra fazer novas amizades! Inscrições no site do grupo HOMOPATER.

17 de fevereiro de 2015

HOMOAFETIVIDADE, HOMOPATERNIDADE E VULNERABILIDADES.

O grupo HOMOPATER, coordenado pela psicologa Vera Moris, que reúne homens homossexuais que tem filhos, se reúne periodicamente para discutir assuntos relacionados ao universo masculino, a paternidade e a homoafetividade.
Se você é homossexual e pai é uma boa oportunidade de refletir sobre muitas questões, toda vez que eu participo eu sempre saio com a cabeça fervilhando!
No próximo dia 21 de FEVEREIRO o tema da reunião será : HOMOAFETIVIDADE, HOMOPATERNIDADE E VULNERABILIDADES, e no convite para a reunião ela propõe uma reflexão:

"Ser homossexual, assumir a homossexualidade, pode predispor à fatores de risco?
Muitos enfrentamentos são necessários para não sucumbir ao adoecimento quando um homem percebe que não tem outra saida, que PRECISA ACEITAR SUA ORIENTAÇÃO HOMOSSEXUAL.

Há riscos? O que é necessário conhecer, trabalhar, enfrentar para um fortalecimento e enfrentamento consciente do que pode tornar alguém mais vulnerável e exposto a riscos.
Conhecer nossas fragilidades, limites é falar da exposição ao risco e de vulnerabilidades; é também saber como nos fortalecer."

O grupo será coordenado pela Vera e pelo também psicólogo e especialista em relacionamentos Edson Efendi. Se você tiver interesse em participar entre em contato com a Vera pelo telefone 5581.8141 ou pelo email vemoris@uol.com.br


Mas pensando no assunto.... será que um Homem Gay é mais vulnerável que um Homem Hétero? Vou tentar comparecer á reunião e depois eu conto!

16 de agosto de 2010

Dois homens podem "dar certo"?

Em tempos que se fala em casamento gay, união civil, em que faz campanhas para que as famílias LGBT mostrem sua cara no censo, parece meio obvio que todo mundo acredita que dois homens podem dar certo, enquanto família. Mas será que dois homens podem mesmo dar certo?
No último sábado o Grupo de Pais Homossexuais, coordenado pelos psicólogos Vera Moris e Edson Efendi, propôs justamente esta discussão. Discutirmos se o relacionamento entre dois homens é possível e quais são as particularidades de um relacionamento deste tipo.
Eu, envolvido num relacionamento de quase 8 anos, que eu acredito que tem se fortalecido com muita conversa e muitas atitudes de ambos, tenho a tendência a acreditar que sim. Que dois homens juntos podem estabelecer uma relação e podem construir uma familia.
O Edson, que fez seu mestrado baseado na questão da conjugalidade, coordenou o encontro, e trouxe, para dar um starter no assunto, uma tabela elaborada pelo pesquisador e sexologista americano, Richard Green, que mostrava os principais desafios que enfrentam um casal de homens, e que acabaram por ajudar a nortear as discussões.
Uma das questões que se discutiu, e que é fácil perceber, é a questão da homofobia internalizada, que muitas vezes impede os casais LGBT de formarem relacionamentos afetivos, pois a falta de aceitação de umou de outro, em maior ou menor nível,´pode ser um entrave. Neste aspecto também ficou latente a questõa que muitas vezes, num casal, cada um dos envolvidos está em estágios diferentes em relação a isto,o que pode ser ainda motivo de falta de acordo, de stress.
A questão que a legislação também não dá suporte a este relacionamento, também foi um fator que se mostrou importante, pois a falta de reconhecimento oficial , favorece a invisibilidade social...
A questão da identidade de "gênero" acaba pesando, pois num casal heterossexual os papeis do "Marido" e da "esposa" já estão arraigados, enquanto num casal de homens estes papeis tem que ser redimensionados, especialmente sob o aspecto que o jogo de poder, entre dois homens, é diferente do jogo de poder heterossexual.
Por ultimo se discutia que a falta de uma rede familair e social, por vezes, acaba isolando ainda mais o casal homossexual, impedindo que ele possa vivenciar atitudes e comportamentos de família.
Deu para ver que as dicussões foram realmente muito ricas, que geraram muitas reflexões, não é?

E você, acha que dois homens podem formar uma família? Que dificuldades acha que esta família enfrentaria?

14 de junho de 2010

Para que servem os grupos?

Neste fim de semana, os grupos de que faço parte de alguma forma, estiveram envolvidos em discussões para lá de interessantes, eu diria até estimulantes.
O Grupo de Pais Homossexuais, coordenado pelos psicólogos Vera Moris e Edson Efendi, discutiu a relação dos pais com as ex-esposas, com filhos e companheiros. O interessante é que os companheiros foram convidados a participar pela primeira vez, para se pudesse ouvir também o lado deles, em especial sobre a divisão de tempo e atenção.
Já no Grupo de Adoção - Projeto Acolher - houve a palestra da geneticista Fernanda Jeehe, que expôs o real peso da questão genética na formação das pessoas e o quanto isto deve ser determinante no processo de escolha de um filho por adoção.
Por último, o Projeto Purpurina, coordenado pela incansável Edith Modesto, abriu a discussão para os relacionamentos, os namoros e o sexo, tema muito propício para a semana dos namorados justamente num grupo que lida com adolescentes homossexuais.

Para mim os grupos de apoio, com se caracterizam os tres que citei, são fundamentais no apoio ao desenvolvimento das pessoas. Primeiro porque de certa forma, as pessoas se sentem menos sozinhas, pois no grupo podem se reconhecer no outro, se assemelhar ao outro, e por mais que gostemos de ser únicos e exclusivos, nos reconfortamos quando somos "iguais" a outros, em especial no que pode a princípio ser nossa fraqueza.
Depois porque nestes grupos as pessoas, entre iguais, tem oportunidade de abordar assuntos que dizem respeito a seu mundo mas que tem paralelo com as experiências de outros, o que pode siginificar um aprendizado, uma compreensão, do seu mundo a partir da visão do outro.
Como são pessoas em situações parecidas fica mais fácil estabelecer um diálogo, mesmo pessoas com níveis de escolaridade e social bastante diferentes, elas tem um "idioma" em comum, um assunto em comum, que permite que durante alguasm horas elas convivam em estdo de igualdade.
Com isto tudo as pessoas acabam se encontrando com a verdade, a sua propria verdade, muitas vezes nas suas próprias colocações, muitas vezes nas colocações dos outros, ouvindo verdades que são comuns a todos...

Eu acho a ideia dos grupos de ajuda mútua muito estimulantes, e você faz parte de algum?

1 de março de 2010

Eu não conto para proteger eles!

Neste sábado participei de mais uma reunião do Grupo de Pais Homossexuais coordenado pelos psicólogos Vera Moris e Edson Efendi. Como sempre uma reunião descontraida mas com muito conteúdo, estiveram presentes vários homens, vários pais, com suas histórias, suas experiências e suas conquistas!

Desta vez a conversa girou muito em torno do momento em que os homens, que tiveram seus filhos a partir de relacionamentos heterossexuais, pensam em revelar sua orientação homoafetiva a seus filhos.

Tudo começou quando um dos presentes, disse que estava disposto a contar aos filhos e queria dividir conosco a "estratégia" que tinha bolado para dar cabo á questão. No caso dele, ele estava esperando seu relacionamento recém-iniciado estar um pouco mais "firme" para contar com o apoio do companheiro para a empreitada.

Aliás, esperar estar num relacionamento estável para contar, ou seja, o pacote completo, é a decisão de muitos homens, especialmente se o companheiro for um cara legal e amistoso com as crianças - mas umcontou justamente o contrário, que ele nunca tinha contado porque o companheiro não apoiava, mas por outro lado, ele percebeu que se ele realmente quizesse contar ele jáo teria feito.

Um dos amigos até "contou e descontou", ou seja, contou para o filho, mas ficou tão ansioso com as perguntas e cm a situação com a criança que acabaou "recontando" dizendo que era "brincadeira"...

Outros, que tinham filhos mais velhos, contaram de chofre, começando pelo fiho mais "mente aberta", indo até o filho que aparentemente era mais racional e inflexivel (e este pai ficou muito surpreso quando foi justamente este filho que o aceitou mais rapidamente)

Uns contaram para a familia toda e criaram um ambiente emque a criança pudesse falar abertamente e ter bastante certeza que aquilo não era algo errado, nemum segredo (meu caso)

Mas muitos, muitos, estão adiando este momento, alegam que não querem ver seus filhos sofrerem, que não querem que seus filhos tenham que lidar com esta situação dificil que nem eles mesmos ainda sabem lidar. Não contam para pais e mães para protege-los, nem falam disto com irmãos e cunhadas, para protege-los, para não consstrangê-los, numa postura muito mais dentro do armário ainda.

Ou seja, aprendemos com cada historia de vida, cada experiência, cada angustia!

A partir dos métodos que cada um empregou, dos planos que cada um levou a cabo, das desculpas que adotamos para assumir uma ou outra postura, percebemos que não podiamos prever os resltados das ações, e não podiamos confiar em fatores externos (como um namorado) para validar nossa orientação sexual.

Na realidade a grande conclusão que tiramos foi que o problema estava muito mais nestes homens assumirem suas posturas, suas personas e consciências, do que propriamente a alegada "proteção" aos filhos. Percebemos que ao não contar geramos uma grande mentira (ou ausência de verdade plena) entre o pai e seus filhos, o que acaba por prejudicar e criar muitas possibilidades positivas que surgem depois da revelação.

Os homens tem medo de perder o amor de seus filhos, tem medo que seus filhos se envergonhem e os rejeitem, os homens tem medo de perder o respeito dos filhos. Mas a Vera, com muito discernimento e clareza, nos fez ver que bons pais querem justamente isto, evitar que os filhos sofram,que tenham dissabores, e por isto tentamos proteger eles tanto, em especial quando o assunto tem um peso forte de tabú, como é a sexualidade das pessoas.

Para falar sobre isto, vários pais presentes, que revelaram a homoafetividade para seus filhos em diferentes oportunidades, e idades, deram depoimentos positivos. De historias que derma certo, de estorias de revelação que geraram relações entre pais e filhos mais verdadeiras e sinceras.

E você, que estratégia usaria para contar para seus filhos?