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18 de maio de 2016

As diferenças ajudam ou atrapalham?

O grupo HOMOPATER, que reúne homens homossexuais, a maioria deles pais, realiza todo mês reuniões temáticas abertas a qualquer pessoa que queira participar. As reuniões sao um grupo bem fechado e sigiloso, então, se vc nunca se expos, nunca falou sobre o assunto, pode ser uma boa oportunidade.
A reunião deste mês fala sobre o relacionamento entre pessoas de perfis (idade, poder aquisitivo) diferentes. A Vera teve a ideia do tema a partir da história do Harris, que publiquei aqui no blog, de um homem de 90 anos que se casa com um cara de 40, e que causou muita discussão no grupo virtual que o Homopater mantem:


Se quiserem entrar em contato e se inscrever para participar a coordenadora do Grupo é a Psicóloga Vera Moris e o email dela é vemoris@uol.com.br

Sempre são reuniões interessantes, vale a pena!

17 de fevereiro de 2015

HOMOAFETIVIDADE, HOMOPATERNIDADE E VULNERABILIDADES.

O grupo HOMOPATER, coordenado pela psicologa Vera Moris, que reúne homens homossexuais que tem filhos, se reúne periodicamente para discutir assuntos relacionados ao universo masculino, a paternidade e a homoafetividade.
Se você é homossexual e pai é uma boa oportunidade de refletir sobre muitas questões, toda vez que eu participo eu sempre saio com a cabeça fervilhando!
No próximo dia 21 de FEVEREIRO o tema da reunião será HOMOAFETIVIDADE, HOMOPATERNIDADE E VULNERABILIDADES, e no convite para a reunião ela propõe uma reflexão:

"Ser homossexual, assumir a homossexualidade, pode predispor à fatores de risco?
Muitos enfrentamentos são necessários para não sucumbir ao adoecimento quando um homem percebe que não tem outra saida, que PRECISA ACEITAR SUA ORIENTAÇÃO HOMOSSEXUAL.

Há riscos? O que é necessário conhecer, trabalhar, enfrentar para um fortalecimento e enfrentamento consciente do que pode tornar alguém mais vulnerável e exposto a riscos.
Conhecer nossas fragilidades, limites é falar da exposição ao risco e de vulnerabilidades; é também saber como nos fortalecer."

O grupo será coordenado pela Vera e pelo também psicólogo e especialista em relacionamentos Edson Efendi. Se você tiver interesse em participar entre em contato com a Vera pelo telefone 5581.8141 ou pelo email vemoris@uol.com.br


Mas pensando no assunto.... será que um Homem Gay é mais vulnerável que um Homem Hétero? Vou tentar comparecer á reunião e depois eu conto!

22 de novembro de 2013

Encontro para falar sobre REVELAÇÃO PARA OS FILHOS

Dica para quem tem filhos (ou quer ter filhos) e não sabe como abordar a questão da sexualidade com os filhos.

No dia 23 de novembro, sábado, a psicóloga Vera Moris, fundadora do Grupo HOMOPATER, vai coordenar uma reunião que tem como tema a  REVELAÇÃO PARA OS FILHOS, onde ela vai falar sobre a pesquisa do doutorado dela, finalizada em 2007, e fazer um levantamento da situação e dos desdobramentos ao longo deste tempo.


Se você tem interesse em saber mais sobre o assunto, ou de participar da reunião, entre em contato com a Vera pelo email vemoris@uol.com.br



É uma excelente oportunidade de trocar experiências e conversar sobre assuntos sérios!

27 de setembro de 2013

recaida racional... seria tudo tão mais fácil!

continuação de "Tá eu sou gay!"

Depois do fim do meu relacionamento com o Japa, com quem eu digo que "descobri o amor",  eu passei por um momento de decepção com esta questão do relacionamento de dois homens, passei por um momento que eu achei que nunca seria feliz do lado de um homem, especialmente porque eu acreditava que eu seria muito feliz sendo pai, e, sem mulher, não dava para ser pai! (adoção só entrou em minha lista de possibilidades em 1996!).
Eu detestava a idéia que MONOGOMIA NÃO É NATURAL entre os gays, e que os gays não devem entrar na vibe do SIMULACRO HETERO!
Eu estava muito confuso. Foi ai que eu pensei :

- "Se eu me casasse com uma mulher tudo seria mais fácil! , eu seria plenamente aceito, teria os filhos que tanto sonhava e, se não desse certo, me separaria, mas ai já teria meus filhos e não pensaria mais nesta besteira, neste tesão, de sair com caras! Seria tudo tão mais fácil"
 
Idéia brilhante não acham? Esta idéia resolveria um monte de problemas, todos de uma vez. E eu acho que transaria com uma mulher sem problema, por conta da minha posição preferencial na cama... (se bem que isto não aconteceu ate hoje rsrsrs)...E ai, quando eu me enchesse, me separaria, mas já teria meus filhos!
Eu seria um filho-da-puta, com todas estas letras, pois o plano era resolver estas questões, ser aceito, ter filhos, eu ser feliz porque achava que este era o caminho, a tal da "esposa" era apenas um acessório para estes objetivos! E não seria muito difícil eu conseguir a guarda de meus filhos...era só eu me casar com uma mulher super focada em sua vida profissional!
Repita comigo: FDP!
Seria um "paper marriage" como chamam os americanos, um "casamento de conveniência"! Se bem que eu jamais deixaria ela saber disto!
Eu até acho que poderia fazer uma mulher feliz, e poderíamos nos gostar muito, eu sou um cara educado, trabalhador, sem vícios, não era feio - daria um bom progenitor aliás! Mas eu acho que nunca seria um relacionamento com eu acho que deve ser!

Na época da faculdade havia uma garota que era verdadeiramente apaixonada por mim, amiga de uma colega de faculdade, ela sempre me "cercou" nas festas, nas saídas, mas eu nunca dei margem para nada, mesmo não sendo 100% resolvido eu nunca dei espaço. Nesta época desta minha idéia "brilhante" ela ainda estava solteira. E eu me reaproximei...cortejei, investi.. ficamos saindo juntos algum tempo e o fato dela ainda ser virgem (soube através da amiga em comum) me desobrigou de investidas maiores do ponto de vista sexual - mas chegamos bem perto.
Mas eu não estava tranquilo, não estava feliz, mesmo com meus objetivos caminhando bem. Ser "filho da puta" não é parte dos meus métodos! Então eu decidi que não ia levar aquilo adiante...naquela semana  tínhamos marcado de ir juntos assistir o show histórico do João Gilberto no PALACE, e eu simplesmente dei o cano , sumi, fiquei sem atender o telefone...
E eu dizendo que não costumo ser "filho-da-puta"....
Só avisei minha mãe que eu estava bem para evitar ser procurado pela PM e pelo IML!
Sumi por alguns dias, sem atender telefone, eu queria que ela ficasse com raiva de mim, para terminar tudo...para ser mais fácil...para mim, claro!!!
Ai liguei para ela e despejei as frases chavão "eu não estou preparado para um relacionamento", "o problema não é você, sou eu", "eu me sinto sufocado e quero mais liberdade", "sou muito novo para me amarrar" e, se me lembro bem, outras do mesmo quilate! Até hoje me recrimino de ter mexido com o sentimento de uma pessoa deste jeito, mas tenho certeza que teria sido pior se levasse isto em frente...

Eu poderia ter caído nesta "armadilha", o casamento aceitável, conheço muitos caras que passaram por este processo, tiveram sua vida hetero, seus filhos, e num determinado momento tiveram que sair do armário, se entender, ir em busca do que lhes faria mais completos, e eles tiveram que travar uma batalha dura.  Mas na realidade uma batalha adiada apenas, e eu tomei a decisão de não adiar minha batalha!
Eu não recrimino os muitos amigos que passaram por este processo, imagino o esforço interno, a energia gasta, e as barras mais pesadas ainda quando resolveram sair do armário. E ainda tem muita gente nesta situação....  aliás, se vc está lendo este texto e esta nesta situação, eu sugiro que procure a VERA MORIS, que coordena o grupo HOMOPATER, clique AQUI!

E você, já teve algum tipo de recaída?

20 de março de 2013

Melhor CASADO? Melhor SOLTEIRO? PARTICIPE!

Participe de reunião do Grupo HOMOPATER no dia 23 de março!
 
SOLIDÃO NECESSÁRIA;
O PESO QUE DEPOSITAMOS NA BUSCA DE UM RELACIONAMENTO;
COMO VIVER COM ALGUÉM..
.PORQUE VIVER SÓ É TÃO DIFÍCIL;
COMO MANTER ALGUÉM QUE """ACHAMOS""" QUE AMAMOS;
PORQUE TENHO MEDO DA SOLIDÃO...
Muitos são os links que podemos fazer nesse setor tão complicado de nossas vidas (RELAÇÃO DE CASAL) entao vamos trazer esse assunto para nossa REUNIÃO TEMÁTICA, ABERTA, NESTA SEMANA NO DIA 23 DE MARÇO, 15 horas.
 
 Venham! Participem!
 
entre em contato!
 
Vera Moris
Psicóloga
Cons (011) 5581-8141
vemoris@uol.com.br
www.homopater.com.br

13 de fevereiro de 2013

PRECONCEITO, O MEU E O DOS OUTROS

reproduzindo o convite do grupo HOMOPATER, aberto a convidados, inscreva-se e participe
  
"Amigos, nossa próxima reunião do grupo de pais HOMOPATER será sábado dia 16/02, às 15horas em São Paulo, será um encontro aberto a convidados externos, familiares, amigos.
O tema será: PRECONCEITO, O MEU E O DOS OUTROS
O nosso convidado Edilson Rodrigues, educador e ex gerente de educação de jovens e adultos do Distrito Federal, confirmou que estará em São Paulo no sábado, 16/02, e que falará com o grupo com muito prazer.
Solicitamos que confirmem sua presença (e a de convidados) para que possamos avaliar se é necessário mudança de local (proximo a estação metro Sta Cruz), o tema é mobilizante e deve atrair interessados.
Convidados pagam: R$30.
  
Vera Moris
Psicóloga

inscrições no email:vemoris@uol.com.br

visite o sitehttp://www.homopater.com.br/

4 de outubro de 2010

Grupo de Pais Gays se reune no Rio de Janeiro

Pela segunda vez este ano, o Grupo de Homens Homossexuais e Pais, se reunirá no Rio de Janeiro, no dia 9 de outubro.
Se você tiver interesse em participar desta reunião, entre em contato com a coordenadora, Vera Moris no email vemoris@uol.com.br .
Outra maneira de contatar o grupo é através do site que a Vera acaba de colocar no ar, http://www.homopater.com.br/
Se você sente que você, ou outro pai gay, pode se beneficiar destas reuniões, de troca de experiencias e vivências, entre em contato com ela, ajude a divulgar!

16 de agosto de 2010

Dois homens podem "dar certo"?

Em tempos que se fala em casamento gay, união civil, em que faz campanhas para que as famílias LGBT mostrem sua cara no censo, parece meio obvio que todo mundo acredita que dois homens podem dar certo, enquanto família. Mas será que dois homens podem mesmo dar certo?
No último sábado o Grupo de Pais Homossexuais, coordenado pelos psicólogos Vera Moris e Edson Efendi, propôs justamente esta discussão. Discutirmos se o relacionamento entre dois homens é possível e quais são as particularidades de um relacionamento deste tipo.
Eu, envolvido num relacionamento de quase 8 anos, que eu acredito que tem se fortalecido com muita conversa e muitas atitudes de ambos, tenho a tendência a acreditar que sim. Que dois homens juntos podem estabelecer uma relação e podem construir uma familia.
O Edson, que fez seu mestrado baseado na questão da conjugalidade, coordenou o encontro, e trouxe, para dar um starter no assunto, uma tabela elaborada pelo pesquisador e sexologista americano, Richard Green, que mostrava os principais desafios que enfrentam um casal de homens, e que acabaram por ajudar a nortear as discussões.
Uma das questões que se discutiu, e que é fácil perceber, é a questão da homofobia internalizada, que muitas vezes impede os casais LGBT de formarem relacionamentos afetivos, pois a falta de aceitação de umou de outro, em maior ou menor nível,´pode ser um entrave. Neste aspecto também ficou latente a questõa que muitas vezes, num casal, cada um dos envolvidos está em estágios diferentes em relação a isto,o que pode ser ainda motivo de falta de acordo, de stress.
A questão que a legislação também não dá suporte a este relacionamento, também foi um fator que se mostrou importante, pois a falta de reconhecimento oficial , favorece a invisibilidade social...
A questão da identidade de "gênero" acaba pesando, pois num casal heterossexual os papeis do "Marido" e da "esposa" já estão arraigados, enquanto num casal de homens estes papeis tem que ser redimensionados, especialmente sob o aspecto que o jogo de poder, entre dois homens, é diferente do jogo de poder heterossexual.
Por ultimo se discutia que a falta de uma rede familair e social, por vezes, acaba isolando ainda mais o casal homossexual, impedindo que ele possa vivenciar atitudes e comportamentos de família.
Deu para ver que as dicussões foram realmente muito ricas, que geraram muitas reflexões, não é?

E você, acha que dois homens podem formar uma família? Que dificuldades acha que esta família enfrentaria?

14 de junho de 2010

Para que servem os grupos?

Neste fim de semana, os grupos de que faço parte de alguma forma, estiveram envolvidos em discussões para lá de interessantes, eu diria até estimulantes.
O Grupo de Pais Homossexuais, coordenado pelos psicólogos Vera Moris e Edson Efendi, discutiu a relação dos pais com as ex-esposas, com filhos e companheiros. O interessante é que os companheiros foram convidados a participar pela primeira vez, para se pudesse ouvir também o lado deles, em especial sobre a divisão de tempo e atenção.
Já no Grupo de Adoção - Projeto Acolher - houve a palestra da geneticista Fernanda Jeehe, que expôs o real peso da questão genética na formação das pessoas e o quanto isto deve ser determinante no processo de escolha de um filho por adoção.
Por último, o Projeto Purpurina, coordenado pela incansável Edith Modesto, abriu a discussão para os relacionamentos, os namoros e o sexo, tema muito propício para a semana dos namorados justamente num grupo que lida com adolescentes homossexuais.

Para mim os grupos de apoio, com se caracterizam os tres que citei, são fundamentais no apoio ao desenvolvimento das pessoas. Primeiro porque de certa forma, as pessoas se sentem menos sozinhas, pois no grupo podem se reconhecer no outro, se assemelhar ao outro, e por mais que gostemos de ser únicos e exclusivos, nos reconfortamos quando somos "iguais" a outros, em especial no que pode a princípio ser nossa fraqueza.
Depois porque nestes grupos as pessoas, entre iguais, tem oportunidade de abordar assuntos que dizem respeito a seu mundo mas que tem paralelo com as experiências de outros, o que pode siginificar um aprendizado, uma compreensão, do seu mundo a partir da visão do outro.
Como são pessoas em situações parecidas fica mais fácil estabelecer um diálogo, mesmo pessoas com níveis de escolaridade e social bastante diferentes, elas tem um "idioma" em comum, um assunto em comum, que permite que durante alguasm horas elas convivam em estdo de igualdade.
Com isto tudo as pessoas acabam se encontrando com a verdade, a sua propria verdade, muitas vezes nas suas próprias colocações, muitas vezes nas colocações dos outros, ouvindo verdades que são comuns a todos...

Eu acho a ideia dos grupos de ajuda mútua muito estimulantes, e você faz parte de algum?

12 de maio de 2010

Grupo de Pais Homossexuais se reune no Rio de Janeiro

O grupo de Pais Homossexuais está crescendo!
A partir deste mês passarão a ocorrer reuniões também no Rio de Janeiro, a primeira está marcada para o dia 22 de maio, ás 15 horas.
O grupo de Pais Homossexuais reune homens gays que tem filhos, normalmente fruto de relacionamentos heterossexuais prévios, para poderme torcar idéias e falar sobre os problemas e as questões relacionadas ao assunto.
O grupo é totalmente sigiloso e todos os aceitos passam por uma entrevista com a psicologa e coordenadora do Grupo e Vera Moris.
O grupo surgiu a partir de um trabalho de doutorado da Vera, sobre a homoparentalidade e principalmente sobre a revelação aos filhos.
Se você tem interesse em participar dos Grupos de São Paulo ou do Rio, entre em contato com vemoris@uol.com.br
Você também pode fazer parte do Grupo Virtual, que reúne pais de todo o Brasil, além dos pais que participam dos grupos presenciais.

1 de março de 2010

Eu não conto para proteger eles!

Neste sábado participei de mais uma reunião do Grupo de Pais Homossexuais coordenado pelos psicólogos Vera Moris e Edson Efendi. Como sempre uma reunião descontraida mas com muito conteúdo, estiveram presentes vários homens, vários pais, com suas histórias, suas experiências e suas conquistas!

Desta vez a conversa girou muito em torno do momento em que os homens, que tiveram seus filhos a partir de relacionamentos heterossexuais, pensam em revelar sua orientação homoafetiva a seus filhos.

Tudo começou quando um dos presentes, disse que estava disposto a contar aos filhos e queria dividir conosco a "estratégia" que tinha bolado para dar cabo á questão. No caso dele, ele estava esperando seu relacionamento recém-iniciado estar um pouco mais "firme" para contar com o apoio do companheiro para a empreitada.

Aliás, esperar estar num relacionamento estável para contar, ou seja, o pacote completo, é a decisão de muitos homens, especialmente se o companheiro for um cara legal e amistoso com as crianças - mas umcontou justamente o contrário, que ele nunca tinha contado porque o companheiro não apoiava, mas por outro lado, ele percebeu que se ele realmente quizesse contar ele jáo teria feito.

Um dos amigos até "contou e descontou", ou seja, contou para o filho, mas ficou tão ansioso com as perguntas e cm a situação com a criança que acabaou "recontando" dizendo que era "brincadeira"...

Outros, que tinham filhos mais velhos, contaram de chofre, começando pelo fiho mais "mente aberta", indo até o filho que aparentemente era mais racional e inflexivel (e este pai ficou muito surpreso quando foi justamente este filho que o aceitou mais rapidamente)

Uns contaram para a familia toda e criaram um ambiente emque a criança pudesse falar abertamente e ter bastante certeza que aquilo não era algo errado, nemum segredo (meu caso)

Mas muitos, muitos, estão adiando este momento, alegam que não querem ver seus filhos sofrerem, que não querem que seus filhos tenham que lidar com esta situação dificil que nem eles mesmos ainda sabem lidar. Não contam para pais e mães para protege-los, nem falam disto com irmãos e cunhadas, para protege-los, para não consstrangê-los, numa postura muito mais dentro do armário ainda.

Ou seja, aprendemos com cada historia de vida, cada experiência, cada angustia!

A partir dos métodos que cada um empregou, dos planos que cada um levou a cabo, das desculpas que adotamos para assumir uma ou outra postura, percebemos que não podiamos prever os resltados das ações, e não podiamos confiar em fatores externos (como um namorado) para validar nossa orientação sexual.

Na realidade a grande conclusão que tiramos foi que o problema estava muito mais nestes homens assumirem suas posturas, suas personas e consciências, do que propriamente a alegada "proteção" aos filhos. Percebemos que ao não contar geramos uma grande mentira (ou ausência de verdade plena) entre o pai e seus filhos, o que acaba por prejudicar e criar muitas possibilidades positivas que surgem depois da revelação.

Os homens tem medo de perder o amor de seus filhos, tem medo que seus filhos se envergonhem e os rejeitem, os homens tem medo de perder o respeito dos filhos. Mas a Vera, com muito discernimento e clareza, nos fez ver que bons pais querem justamente isto, evitar que os filhos sofram,que tenham dissabores, e por isto tentamos proteger eles tanto, em especial quando o assunto tem um peso forte de tabú, como é a sexualidade das pessoas.

Para falar sobre isto, vários pais presentes, que revelaram a homoafetividade para seus filhos em diferentes oportunidades, e idades, deram depoimentos positivos. De historias que derma certo, de estorias de revelação que geraram relações entre pais e filhos mais verdadeiras e sinceras.

E você, que estratégia usaria para contar para seus filhos?

13 de julho de 2008

Homens, Pais e Homossexuais...

Eu sei que já falei aqui no blog sobre o Grupo de Pais Homossexuais que a Psicologa Vera Moris e o Psicologo Edson Defendi organizaram. O grupo tem crescido e alguns dos novos participantes chegaram nos encontros através justamente desta divulgação que faço aqui. Hoje já são mais de 15 homens, com diferentes estórias de vida, tem gente que vem do interior de São Paulo, do Rio e de outras cidades para estas reuniões.
Além disto também existe um grupo virtual, que reúne outros pais, que não podem se reunir pessoalmente.
Recebo alguns emails e recados de homens que gostariam de saber mais sobre o grupo , pois parecem crer que as situações que eles própiaos vivem são muito diversas. Pensando nisto resolvi contar, de maneira muito superficial, qual é o perfil destes homens., sei que as informações que vou passar não vão identificar nenhum deles, porque a privacidade é algo muitoimportante neste grupo.
Cabe dizer que a maioria absoluta é de homens que se casaram, tiveram filhos e que em determinado momento perceberam que sua felicidade passava por um outro caminho. Por isto eu inverti o titulo do post, pois eles se reconheceram como pais antes de serem homossexuais.
Todos sofrem com a distância dos filhos e estão nos mais diversos estágios de assumirem sua orientação para os outros.
- Um dos membros do Grupo está sem ver os filhos há vários meses, a esposa sumiu levando os filhos e ele tem tido muito apoio de seu companheiro de 5 anos.
- Outro leva uma vida dupla, em São Paulo ele leva uma vida homossexual , onde todos sabem, onde tinha um relacionamento de conheciemnto de todos, e em sua cidade natal, uma capital de outro estado, ele nada deixa transparecer.
- Um outro vivia uma vida muito conflituosa ao lado da esposa e teve sua primeira experiència homossexual depois dos 40 anos, e foi descoberto por seus filhos, que vasculharam seu email.
- Um dos mais recentes no grupo, nunca falou para ninguem que era homossexual, as primeiras pessoas para que contou forma as pessoa d do grupo, ele terminou seu casamento sem que a esposa soubesse e temum relacionaento com uma pessoa bem mais jovem.
- Outro tem uma vida bastante aberta, com filhos já adolescentes, mas sua esposa nutre uma profunda raiva dele, oque atrapalha em muito seu relacionamento com os filhos.
- Outro, tem total apoio da esposa e uma conviência muito saudável com os filhos, saiu do armário sem grandes traumas e problemas.

Estas são apenas algumas das muitas estórias que permeiam nossa reuniões, que tem sido uma chance enorme de aprendizado e emoções.

Se você é homem, homossexual e pai, e o Grupo lhe interessa, entre em contato com a Vera no email vemoris@uol.com.br .
A próxima reunião será em 19 de julho!