13 de maio de 2015

Mãe só tem uma! (2)

Um canibal convidou o amigo para jantar.

Na saída o amigo disse:
- O jantar estava uma delicia, uma carne maravilhosa, um sabor incrível! Você precisa me convidar para comer aqui de novo e repetir o cardápio!

O anfitrião disse:
- Impossível!

O convidado ficou chocado!
- Porque não? Me comportei mal? Dei algum fora por isto não quer me chamar de novo para repetir o jantar?

O anfitrião explicou:
- Não dá para repetir este jantar! Mãe só tem uma!


11 de maio de 2015

Mãe só tem uma!


Muita gente gosta de dizer que eu sou pai E mãe de minha filha. Alguns até falam que sou PÃE (mistura de pai e mãe). 
Eu discordo! E por isto mesmo eu não considero válido ser homenageado no dia das mães.

Eu nunca tentei ser pai E mãe, eu no máximo, no máximo, aceito que sou um pai um pouquinho melhor, não porque eu pessoalmente seja melhor, mas porque eu precisei assumir algumas responsabilidades e tarefas que em grande parte das famílias são divididas entre o pai e a mãe.
Na realidade o que acontece muitas vezes é que pela postura da mãe (superprotetora ou muito dedicada) e do pai (preguiçoso e /ou acomodado) o papel da mãe assume uma importância desequilibrada. Os pais se acomodam em deixar que o dia a dia seja tocado pela mãe, pois dá muito trabalho ter quem pensar em tudo que precisa ser feito, o papel de "provedor" acaba sendo o mais comum. E quado falamos de amor falamos de qualidade, não quantidade.
Meu irmão, por exemplo, conseguiu escapar desta pequena armadilha, ele teve, e tem, participação ativa no dia a dia dos dois filhos, e ele não é apenas o que "dá a ultima palavra" ou "provê". 

Mas eu já sabia que teria de cumprir uma parte dos papeis da "mãe" e isto não é nenhum mérito ou vitória. Aliás, eu sempre estive preocupado em mostrar que todos os papeis são importantes, não ter mãe não é necessariamente ruim, não atrapalha em nada o desenvolvimento da criança, mas ter mãe também não é a solução de todos os problemas. Acreditar que o pai não faz falta é fácil, a realidade de mães solteiras, ou mães divorciadas, que criam seus filhos há quilômetros de distancia de seus pais esta ai para mostrar isto. Talvez seja um pouquinho mais difícil as pessoas aceitarem que isto também é verdade com relação aos que são criados sem mãe. 
A vida de minha filha seria melhor se tivesse uma mãe? Não acho, acho que ela seria apenas diferente, nem pior nem melhor, o que precisamos é de alguém que ame a gente, que cuide da gente, isto é família, e não o formato dela
.E o mesmo é verdade em relação a ter avós, primos, irmãos, tios, padrinhos... ter ou não ter estas coisas não é pior nem melhor. Apenas é!

E você? Que parente não teve, ou teve pouco contato, que poderia ter feito a diferença em sua vida?


8 de maio de 2015

Oi! Eu dei!

...Continuação do post anterior

O mais incrível - ao menos para mim - do fato da minha filha ter tido sua primeira relação sexual - foi a naturalidade com que ela encarou o assunto... ela contou, e conta, para as pessoas com a maior naturalidade. 

Não que isto seja ruim... eu acho até engraçado!
Quando fomos passar o fim de semana na casa da madrinha dela, de quem somos muitos íntimos, ela virou, no meio da conversa, e disse, Madrinha tenho que te contar algo... EU DEI! Isto no frente dos filhos dela, que são tratados como primos, a madrinha começou a rir, os meninos queriam detalhes... na maior naturalidade...
Na mesma semana a minha prima veio me contar que ficou até sem ar, quando estava no elevador com minha filha e ela virou, do nada, e disse EU DEI, com a maior naturalidade...
Pode até ser que algum moralista de plantão ache isto uma imoralidade, falta de bom senso, ou até uma banalização de um assunto sério. Eu acho muito bom ela encarar com naturalidade o assunto!

A gente GOSTA DE DAR presentes! Eu aprendi que o cérebro se beneficia disto! O sorriso de quem recebe ativa nosso cortex frontal, bem ali no meio dos olhos, o que gera uma sensação de prazer...até pensar em ser generoso já ativa nossa sensação de recompensa... 
Eu fico imaginando o quanto o cortex cerebral da minha filha ficou ativado com a alegria do rapazinho que foi o primeiro dela! (e também fico pensando em comprar uma espingarda.... rsrsrs)

Quando ela era pequena várias vezes ela vinha me chamar para ver o cocô dela no banheiro... Dizem que as crianças fazem isto porque sabem que os pais ficam felizes por ela ter feito cocô direitinho,  na privada ou penico, porque o cocô mostra que a criança comeu bastante... Mas é um tipo de ativação do cortex cerebral bem esquisitinha... que só pai e mãe acha bonitinho... (rsrsrsr)

Para mim, como pai, este momento marca de forma indelével o fim da infância de minha filha... ela não é mais criança! Não que eu infatilizasse minha filha, eu sempre a tratei com a idade que ela tinha, e muitas vezes até como uma criança mais velha do que ela realmente era, quando delegava responsabilidades para ela, decisões. E ela cresceu sabendo dos prazeres e responsabilidades e tomar as próprias decisões... Mas é um marco para o paizão aqui, sem dúvida!

E você? Quando deu saiu contando para todo mundo? A Patricia comentou que não contou para ninguém!

4 de maio de 2015

Like a Virgin #SQN

O episódio a seguir não é recomendado aos caretas e machistas....

Então... Numa noite, você esta deitado na sua cama lendo, com seu namorado ao lado, e sua filha chega, depois de ter saído com um rapaz que ela estava conhecendo há algumas semanas, e bate na porta:
- Pai, posso falar com você?
- Entra filha!
- Pai, preciso te contar uma coisa.
- Fala meu amor
- Eu perdi a virgindade! (num berro, com um sorriso enorme e pulando na minha cama)
....alguns minutos de silencio e falta de ar no meu lado da cama... 
- Quando foi isto querida?
- Agora a pouco...
... novos minutos de silêncio... Mr Jay de queixo caído....
- Que legal querida, você gostou?.. ( eu já estava treinando para dizer isto)
- Foi ótimo, foi incrível, eu adorei...
 Ai ela me contou , com alguns detalhes, que eles foram na casa do tio do rapaz que estava viajando e ele tinha a chave, o fato do rapaz ter usado duas camisinhas, sobre o sangue que saiu, como foi estranho ficar pelada na frente de um cara, e etc...

Pode parecer estranho para muitos pais de meninas, mas eu fiquei orgulhoso e feliz com tudo que aconteceu... O fato de eu ser o primeiro para quem ela contou, até antes de alguma amiga, me mostra que temos abertura para conversar, me mostra que eu criei laços importantes com ela, me mostra que ela confia em mim. 
É claro que é estranho, até um pouquinho constrangedor, passar por este momento, estranho porque é um marco na vida de qualquer pessoa, e machistamente eu penso que na vida de uma mulher é até mais importante. E um pouquinho constrangedor porque é um nível de intimidade - e detalhes - que não estamos acostumados a lidar...

Eu já vinha conversando com ela sobre isto ha alguns dias, ela me dizendo que ele era um rapaz legal, que estava pensando em perder a virgindade com ele, que não aguentava ser a ultima virgem de todas as amigas, que não queria estar apaixonada por quem fosse acontecer isto (como não estava pelo rapaz). Tínhamos até falado que ela precisaria ir na medica e tomar pilulas antes disto, eu falei para ela pensar que ele poderia "desencanar" dela depois e que talvez ela ficasse chateada, falei que ela deveria pensar em conhecer ele um pouco melhor antes... é bem complicado dar conselhos nesta hora. E no final ela acelerou tudo... O que me deixou, do ponto de vista da saúde, um pouco estressado!

Eu perdi minha virgindade relativamente tarde, especialmente porque eu não tinha vontade de transar com uma mulher e ainda não tinha bem claro o que eu era. Fui transar pela primeira vez - com um cara - com quase 21. O que talvez não fosse tão tarde assim para um nerd como eu! 
Com relação a mulheres ...eu ainda sou "tecnicamente" virgem.

Sexo é uma coisa incrível, espero que você concorde! A primeira vez é o momento em que você percebe e entende o real sentido da palavra intimidade. Antes disso você não sabia o que era ter intimidade com alguém! E eu não estou falando só de cópula, de penetração, porque para mim sexo é muito mais que isto.
Eu até aceito que tenha gente que tenha medo da primeira vez, que nem goste muito de sexo, mas gostando ou não é uma experiencia pela qual deve-se passar. Eu realmente me senti incrível no dia seguinte, do mesmo jeito que ela parece ter se sentido.

E você? Gosta de sexo? Sua primeira vez foi legal?

continua o assunto AQUI

27 de abril de 2015

Curso na USP sobre Diversidade de Orientações Sexuais e Identidades de Gênero

Uma super dica para quem quer se aprofundar no assunto! Edith Modesto, fundadora do GPH e do PROJETO PURPURINA estará ministrando, do dia 9 de maio ao dia 4 de julho um Curso de Extensão na USP. Veja o cartaz abaixo:

Eu participei de algumas aulas no ano passado e posso dizer que os temas, a maneira como são abordados e a troca de experiências são incríveis.  
O legal é que é um curso oficial da USP, com direito a certificado e para algumas faculdades até serve como crédito.

Para fazer sua inscrição, que começam hoje, dia 27 de abril, você precisa ir até a USP, na Administração da FFLCH (Faculdade de Filosofia Letras e Ciências Humanas) na Rua do Lago 
717, sala 126. Pessoas de outras cidades podem fazer inscrição por email: reina@usp.br 


24 de abril de 2015

Saindo do "arquivo"


Esta semana duas publicações falaram sobre como as empresas estão enfrentando a questão da diversidade sexual:


No dia 19 de abril foi a Folha de São Paulo com a matéria EMPRESAS MULTINACIONAIS IMPORTAM PARA O BRASIL POLÌTICAS DE DIVERSIDADE 

Na quarta foi a vez da Revista Exame, com a capa  CHEFE EU SOU GAY  

Eu só achei estranho as matérias não citarem grandes empresas que já tem uma política aberta de diversidade há muitos anos e com um grande contingente de funcionários homossexuais. Para mim o melhor exemplo são as companhias aéreas (não só do Brasil mas do mundo todo) que tem centenas de milhares de homossexuais, grande parte abertamente assumidos, em suas folhas de pagamento. Elas já incluem os parceiros gays destes funcionários em seus benefícios há muito tempo! Imagino o diretor de RH da Gol ou da TAM lendo esta matéria... ele deve ter feito.... AHÃ... com cara de "cadê a novidade"?
Outro exemplo são as empresas de telemarketing, como a ATENTO, onde os gays formam um contingente expressivo, grandes redes de lojas também tem um contingente grande de colaboradores gays, e por ai vai. Em todas elas os gays tem reais chanches de crescimento, de emprego
Talvez estas empresas nem tenham necessidade de ter seus GRUPOS LGBTs como estão fazendo as multinacionais, talvez justamente porque - na minha percepção - os gays são tantos e tão integrados, que nem seja necessário. Achei um pouco "babação de ovo" de super valorizar as empresas gringas que fazem isto e não dar nenhuma linha ás nacionais que também fazem!

#PRONTOFALEI!

E você, acha quena sua empresa seria necessário um grupo LGBT?

As