Mostrando postagens com marcador adoção homossexuais. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador adoção homossexuais. Mostrar todas as postagens

7 de novembro de 2014

Palestra sobre Racismo

Para todos que se interessam sobre a questão racial no Brasil
A ONG PROJETO ACOLHER promove neste sábado uma palestra com o tema
RACISMO E ADOÇÃO, que terá a presença da Prof.a. Dr.a. Maria Inês da Silva Barbosa - que defendeu tese sobre a questão do Racismo na Saúde - a Prof.a. virá especialmente de Salvador para o evento, portanto é uma oportunidade única!
O Evento se realizará no auditório da OAB de Santo Amaro, para inscrever-se ligue (11) 2577.0238

9 de dezembro de 2013

Filho de peixe, peixinho será?

Não sejamos hipócritas! Acho que essa é a principal dúvida que está implícita quando se conversa sobre a criação de filhos por homossexuais:
- uma criança criada por um homossexual tem maior tendência a se tornar homossexual?
A resposta é NÃO! 
FILHO DE PEIXE, PEIXINHO É?
Para corroborar essa minha afirmação, eu poderia fazer uso de estudos, de pesquisas, de teses de mestrado, de publicações na área de psicologia, sociologia, filosofia e medicina; mas prefiro pensar junto com você, para tirarmos nossas próprias conclusões, baseadas inclusive nas questões mais freqüentes sobre a homossexualidade. 
Para começarmos a refletir sobre esse assunto, acho que temos que definir as “origens” da homossexualidade.
Se levantarmos a hipótese da criança nascer homossexual por questões genéticas, teríamos que revogar todas as teorias sobre a transmissão de genes, afinal de contas, você conhece algum homossexual cujos pais biológicos são homossexuais? Ou cujos avós ou bisavós são homossexuais?
E também, se o argumento for que a homossexualidade se origina no ambiente em que a pessoa vive,  a pergunta será a mesma: Quantos homossexuais que você conhece foram criados em ambientes com a presença de homossexuais? 
Daí já podemos fazer duas reflexões que são verdadeiras e podem ser provadas estatisticamente:
- Filhos biológicos de homossexuais não têm maior tendência a serem homossexuais.
- Crianças educadas em lares com a presença de homossexuais não têm maior tendência a se tornarem homossexuais.
Outro argumento de caráter sociológico é a hipótese  que os homossexuais são justamente as crianças frutos de lares desestruturados, com o famoso “Pai ausente”... mas é fácil perceber que se fosse assim, o percentual de homossexuais seria bem maior, pois a figura do pai ausente era praticamente um ícone dos ultimos 2 séculos de evolução  humana, especialmente depois da revolução industrial, onde se enfatizou a questão do macho provedor ou da revolução sexual, quando as mulheres saíram á luta! Ou seja, a teoria do lar desestruturado não justifica para que se impeça um homossexual de criar pessoas felizes e saudáveis.
 Também se ouve dizer que se deve impedir a criação de crianças por homossexuais porque elas crescerão em ambientes degradados, de “moral duvidosa”, onde os conceitos de família, de amor, de fidelidade, não são conceitos éticos, que os pais e mães homossexuais querem forçar que seus filhos sigam seus caminhos, que pais e mães homossexuais querem que seus filhos sejam homossexuais e fazem tudo neste sentido...Santa bobagem! Como diria o menino prodígio.
Eu garanto que qualquer pessoa que tenha enfrentado dificuldades na vida para ser quem é, para poder amar quem quer, para poder viver sem ser discriminado, não iria querer nada parecido para seus filhos. Garanto a vocês que nenhum pai ou mãe ficaria “satisfeito e felizes” em ter um filho homossexual. Todos nós amamos nossos filhos e queremos que sejam felizes, que sofram menos, que chorem menos.
A única “diferença” é que pais e mães homossexuais estão constantemente preocupados em mostrar aos seus filhos, sobrinhos e filhos de amigos, que cada ser humano é único, que os sentimentos e sensações são direitos de cada um.
A “diferença” é que pais e mães homossexuais não expulsam seus filhos de casa por eles estarem felizes por se relacionarem com uma pessoa do mesmo sexo. Não teríamos vergonha de nossos filhos!
 No nosso país:
- Homossexuais são impedidos legalmente de criarem filhos em comum justamente porque as pessoas acham que as uniões não são sérias, que são relacionamentos baseados única e exclusivamente em sexo, e que são desfeitos por outra coisa melhor, ou diferente, a cada final de semana. (ufa! isto mudou desde 2005!)
- Homossexuais não podem criar filhos porque são impedidos de se unirem perante a lei de um país que se diz laico, e também porque são impedidos de construírem um patrimônio em comum para garantir o futuro de seus filhos como outras famílias fazem.  (isto também mudou )
- Homossexuais não devem criar crianças, biológicas ou adotivas, porque os homossexuais querem dominar o mundo e impor seu modo de vida a toda a população. Os homossexuais querem se tornar o segundo sexo. (alguns ainda pensam assim,  isto não mudou!)
- Homossexuais não podem ajudar outros seres humanos a se estruturarem, a crescerem, pois eles são seres humanos desestruturados, promíscuos, sem moral, sem ética. (alguns ainda pensam assim,  lamentavel!)
Enquanto essas crenças, que você mesmo me ajudaria a derrubar com um pequeno sopro de bom senso e inteligência, sobreviverem, as nossas crianças continuarão a sofrer.
Enquanto as pessoas se convencerem disto, os filhos homossexuais de pais heterossexuais continuarão com medo de que seus pais deixem de amá-los se eles souberem a temida verdade.
Enquanto tudo isso não mudar, os filhos de pais e mães homossexuais continuarão sendo olhados com o canto do olho, em busca de algum “sintoma de anomalia”.
E para você? Filho de peixe peixinho é?

(esta é uma reedição de um post de 2005..que parece totalmente "demodê" hoje em dia,
o que me parece muito bom!)

4 de outubro de 2013

OK! Eu sou gay, e NÃO vou realizar o sonho de ter filhos!


se está chegando agora clique AQUI para entender o que estava acontecendo

Depois que eu fiz a minha tentativa, que percebi rapidamente que era totalmente desonesta comigo mesmo (e sacana com qualquer mulher), de estabelecer um relacionamento com uma mulher, casar e ter filhos, eu tive que me confrontar com uma outra consequência disto:
- Tenho que abrir mão dos meus sonhos de ser pai...
Pode parecer estranho falar isto hoje, uma vez que o número de gays que querem, e conseguem ter filhos, seja por adoção, seja por inseminação ou barriga de aluguel (até em novela), é muito grande e só cresce.
Mas na década de 80, início dos anos 90, era tudo muito diferente!
A homossexualidade ainda estava na lista de doenças, o ECA não existia, e a adoção por pessoas solteiras era cercada de preconceitos e restrições. Então eu tive que me adaptar, minha conclusão foi:  
- OK, eu sou gay, meu desejo e minha orientação estão definidos, então eu tenho que aprender a viver com isto e ser feliz, e como eu não posso gestar uma criança sem estar casado, sem estar me relacionando com uma mulher, eu tenho que aceitar que não vou ter filhos! E eu posso ser feliz, tem tanta gente que não tem filhos! #só que não!

Então, eu resolvi tocar minha vida, procurar alguém legal para namorar, estabelecer um relacionamento duradouro, viajar bastante, trabalhar e crescer na carreira, me dedicar aos meus trabalhos voluntários,  cuidar da minha família (eu sou o irmão mais velho e na época eu nem sobrinhos tinha). E foi assim que eu fiz!
- Mas puxa vida! Eu queria tanto! 

Namorei bastante, alguns namoros longos, 2, 3 anos, e até via a possibilidade de morar junto, de construir coisas em comum. Mas aquela "pontinha" do desejo de ter filhos estava lá... tanto que eu tive uma segunda "recaída hétero",  (blame on me!) com uma garota que fazia pós graduação comigo na FAAP, mas o sentimento não pintou e eu acabei pulando fora muito antes da tentativa anterior.
E novamente pensei:
- É, realmente, não vai ter jeito, vou ter que me conformar de não realizar este desejo de ser pai!

E continuei tocando minha vida, morei fora um tempo, cresci na carreira, trabalhei bastante, fiz umas loucuras muito divertidas de amor, e para alguns caras que foram importantes na minha vida eu confessei meu desejo de ter filhos, e sempre concordávamos que era uma ideia "absurda" e "impossível de levar adiante".
E foram muitos anos deste jeito, até que ....
Até que, em junho de 1997 (Dori* não tem certeza!)  uma reportagem  do Ângelo Pereira, na revista SUI GENERIS mudou minha vida... mas este vai ser assunto de uma nova série de textos, se quiserem me acompanhar,  para falar sobre meu processo de adoção...ai começou outra fase da minha vida... 
Entrei com o processo de adoção, em 99 minha filha chegou, em 2002 conheci meu ex- marido, em 2012 nos separamos, este ano minha filha vai prestar vestibular para Economia...coisas que já venho contando desde que comecei o blog... em 2005.
O que eu queria com estes último textos, sobre minha vida, especialmente minha vida afetiva como Homem e Homossexual, era dar uma "atualizada" para começar a contar uma nova estória, com meu namorado -  Mr. Jay, que começou em sete de julho deste ano, e vai muito bem....

*tenho muitas estórias para contar deste período, algumas já contei, outras ainda vou contar, e algumas eu talvez tenha esquecido...Meu namorado brinca que eu pareço a personagem DORI, a  desmemoriada amiga do Pai do Nemo! 
Isto é bom para quem está por perto, porque pode me contar a mesma piada várias vezes que eu sempre vou rir!

E vc? Em que momento de sua vida está?

18 de fevereiro de 2013

Filho biológico...


Este fim de semana conheci, numa roda de amigos, um homem gay, de uns 40 anos - mas que espantou todo mundo porque parece ter bem menos para sorte dele! - que falava que queria ter filhos.

Mas ele não queria ter filhos através da adoção, o desejo dele era ter um filho biológico, talvez achar uma mulher, para compartilhar "produzir" e criar este filho, criar junto talvez...ou uma barriga de aluguel...
Ele disse que teve uma criação muito legal, que seu pai foi um grande pai, e que ele queria de certa forma "passar isto adiante".
Os que estavam em volta, alguns deles que já tinham ex-esposas em suas vidas, disseram da dificuldade de se compartilhar da criação de filhos, etc...alguns pelo que soube, foram veementemente contra!
Eu já tinha o meu discurso pronto que "adoção é a mesma coisa" , que não é complicado, que "filho é filho não importa se é biológico ou não"...eu até me identifiquei com ele pois ele falou que sempre teve o desejo de ter filhos, mesmo antes de se identificar como gay...
Eu procurei dar a maior força, falei para ele correr atrás do sonho dele, para não se preocupar com as aparentes dificuldades! Para ir em frente! mas tb, de certa forma, desencorajei ele ao projeto FILHO BIOLÓGICO...
Mas, hoje pela manhã, eu me peguei refletindo até que ponto eu gostaria de ter tido filhos ou filhas biológicos, que carregassem minha carga genética...Eu sei que eu tinha este desejo, lá nos idos dos meus 23/24 anos...e até vivenciei um certo "luto" quando tive que abandonar este sonhos ao me reconhecer como homossexual, e portanto, que não me casaria e não teria filhos biológicos...
Meu renascer como PAI veio depois dos 30 anos, quando o ECA passou a permitir a adoção por solteiros, e eu vislumbrei ai a possibilidade de ir em frente com meu desejo de ser pai.
Sim, eu acho que teria sido legal ter tido um filho biológico. Mas tb seria legal não precisar fazer regime, não ter que usar óculos, e seria legal se o mundo não tivesse fome e guerras, e se todo mundo pudesse fazer terapia! :o)
Mas as coisas não são assim, nos adaptamos, aceitamos, exploramos as possibilidades...E minha família, construída através da adoção, não é menos digna, ou menos família, que nenhuma outra!
Não tenho dúvidas que filhos biológicos devem ser diferentes ( não sei dizer ao certo pois como sabem não tenho filhos biológicos) mas também sei que a relação com eles não é pior nem melhor, porque eu conheço famílias que tem ambos. Filhos são filhos, muitos pais e mães assumem filhos de outras relações de seus companheiros e companheiras, e estes filhos são criados de maneria tão especial quanto os outros.
A adoção é o processo pelo qual a lei une um filho que quer família  a uma família que quer filho, e nisto não há nada de anti natural! Os laços se constroem pelo amor, pelo cuidado, pelo carinho. Você constroe laços com seu companheiro, com seu namorado, seu marido, sem nenhum laço de sangue. E mesmo que Schopenhauer diga que o amor não existe, é o amor que constroe os laços!
Então #ficaadica , se vc quer ser pai, quer ser mãe, vai atrás de seu desejo, não deixe ninguém dizer que vc não pode, que vai ser difícil, quando você conseguir, e olhar para trás depois de alguns anos, vai ver que aquelas coisas que vc achou que pareciam dificuldades eram  ridículas!


Ah, eu estava brincando...Schopenhauer explicou muito bem o amor! Veja ai uma das frases dele:

A fé é como o amor: não pode ser obtida pela força
(Arthur Shopenhauer, filósofo alemão, 1788-1860)

15 de janeiro de 2013

Pai Gay, Filhos e Filhas, Namorados e Novas Relações

Neste sábado, 19 de janeiro de 2013, o GRUPO DE PAIS HOMOSSEXUAIS coordenado e dirigido pela Psicologa VERA MORIS e pelo Psicólogo Edson Efendi fará sua primeira reunião de 2013.
Este encontro é aberto inclusive a convidados!
Você já me viu falar sobre este grupo! Ele surgiu a partir da pesquisa de Doutorado que a Vera Moris fez ( e eu fui um dos entrevistados) sobre o convívios de homens homossexuais e seus filhos. Os grupos (rio e sp) se reunem mensalmente sempre com temas referentes a este universo.
Acho que a  conversa deste sábado va ser interessante, porque é um grande problema dos homens que tem filhos em relações heterossexais e depois de entenderm-se gays querem integrar estes dois mundos..o que muitas vezes gera conflitos, decepções, triseza..
Mas, por ouvir tantas e tantas estórias, quero dizer que a grande maioria no final tem resultados positivos...
Como disse além dos membros do grupo este encontro é aberto a convidados, além dos membros efetivos do Grupo, por isto, se você pensa em ter filhos ou está numa relação com alguem que tem filhos, talvez seja uma boa idéia participar.
Fale com a Vera pelo email vemoris@uol.com.br

Para saber mais vá ao site do grupo: HOMOPATER

11 de novembro de 2012

ADOÇÃO - é sempre bom estar preparado!

No úlimo sábado participei da reunião do HOMOPATER, o Grupo de Homens Gays e Pais coordenado pela psicóloga Vera Moris. Ela me chamou para participar da reunião pois os tema era justmente a PATERNIDADE, em que momento e de que forma surge a Paternidade, quais são nossas principais preocupações na criação de filhos....
A conversa foi muito, muito, muito, interessante, pois reuniu homens que tem filhos das mais divesas faixas etárias, desde crianças, até filhos adultos com 30/40 anos, além de um casal de homens que esta no processo de adoção de uma criança.
Falou-se muito das expectativas que temos em relação aos nossos filhos, de nossos mêdos, de nossas angustias como pais, desde a violência urbana, virgindade, futuro, estudo, carreira... um papo muito interessante em que duas horas foram pouco!
Com relação aos homens que adotam e pretendem adotar, eu deixei minha sugestão. É muito importante que participem das reuniões de grupos de adoção, elas são super importantes para preparar as pessoas, para conhecer mais sobre o assunto, para ver o que acontece em outras familias, em outras adoções. Porque as sitações são particulares e não tem manual!
Mesmo para quem ainda não deciciu, que só esta pensando, é legal participar, isto pode ajudar a tomar decisões. E olha, os homens e mulheres, solteiros ou não, homossexuais ou não, são muito bem vindos nestes grupos!
Vai aqui a dica dos grupos aqui de sampa:

PROJETO ACOLHER - reuniões na região de Santo Amaro

PROJETO ACALANTO- reuniões na região da Freguesia do Ó

GAASP - Grupo de Apoio á Adoção de São Paulo - reuniões na região de Vila Mariana




6 de setembro de 2012

Homossexuais que buscam adotar encontram acolhida em Grupos

Já há bastante tempo a adoção passou a fazer parte do PLANEJAMENTO FAMILIAR das pessoas que se identificam como homossexuais. Mais e mais homens e mulheres homossexuais, casais ou solteiros, buscam os foruns e varas de familia para se inscreverem no processo de adoção, para aumentarem suas famílias, para terem seus filhos.
E não é por caridade, porque é "melhor a criança ser criada por um gay que ficar no orfanato", estas pessoas vão por amor, amor de sobra para poderem ter mais alguem em suas vidas.
Muitos casais homossexuais ainda tinham restrições, porque não poderiam regsitrar seu filho como filho de dois homens ou duas mulheres, mas com as dezenas de decisões recentes dos tribunais, em grande parte amparadas pela  decisão histórica do STF, isto começa a ser contornado.
Só que o processo de adoção é lento, juridicamente falando, e o "tornar-se pai" ou "tornar-se mãe" tem muitas variáveis, muito aprendizado para se realizar. 
Para ajudar neste processo é que existem os grupos de adoção, os grupos de adoção não "aceleram" processos e nem "arranjam crianças" ou "aprovam" candidatos. os grupos de adoção - na cidade de São Paulo são três - são reuniões de pessoas que tem dúvidas, pessoas que sabem um pouco mais, pessoas que tem experiencias e pessoas que tem muitas expectativas, um verdadeiro grupo de auto ajuda, de ajuda mútua.
Nas reuniões são abordados temas como "a chegada da criança", a escolha do perfil da criança, "como contar" para seu filho que ele é adotivo, quais são as diferenças de adotar um bebê e uma criança maior, e uma série de outros assuntos.

Eu posso indicar o PROJETO ACOLHER SP
É um grupo que eu  sei que os homossexuais são bem recebidos e acolhidos. (isto e tenho quase certeza se repete nos outros grupos) Ligue, compareça ás reuniões, você tem muito a ensinar com suas dúvidas e aprender com as dúvidas dos outros, tenho certeza!

E você pode ir na reunião mesmo sem estar inscrito no Forum, para saber mais , para tirar suas dúvidas... a próxima reunião é dia 14 de setembro, ainda dá tempo de se inscrever!

Você pensa em ter filhos?

1 de setembro de 2012

PROTESTO CONTRA A GAZETA DO POVO!

Pessoal, não vamos ficar quietos! Divulguem em seus Blogs!

Através do blog FAMìLIA COLORIDA, de BH, fiquei sabendo da absurda matéria publicada sobre adoção por homossexuais no jornal Gazeta do Povo!

Leia e se indigne também:

http://nossafamiliacolorida.blogspot.com.br/2012/08/materia-preconceituosa-sobre-adocao-por.html


Aproveite e assine a petição contra a matéria! CLIQUE AQUI!

21 de julho de 2012

e porque não dar nome aos veados?

Já expliquei isto uma vez e explico de novo... 

A minha ideia, quando comecei este blog,  em maio de 2005, era criar um espaço para se falar da paternidade gay, das dificuldades de uma família com dois homens, das dificuldades de criar filhos sozinhos no inóspito mundo homofóbico que vivemos...
Mesmo porque eu me sentia muito sozinho nestes aspecto, pois uma porcentagem mínima de gays adotava, e os que tinham filhos de casamentos heterossexuais também estavam calados
Nunca pensei neste blog como uma maneira de divulgar meu nome, faturar prestigio pessoal ou patrimonial, também não pretendia me tornar referência de nada. Expert em nada.
Eu sou 99% fora do armário, um grande número de pessoas que lê este blog me conhece, e outros tantos fiz amizade através do blog, que também serviu para fortalecer grupos, como o de Homens Homossexuais e Pais,  coordenado pela psicóloga Vera Moris, o site homopater, Para os patrulhadores de plantão pode ser uma decepção que eu não queira aparecer...mais fácil acreditarem que tenho problemas com o fato de ser gay.
Já dei dezenas de entrevistas sobre adoção, e com o mesmo objetivo, falar das possibilidades da adoção, das familias que se formam, das crianças que saem dos abrigos para novos lares, e muitas vezes sou criticado por não focar na "adoção por homossexuais"...não foco porque isto eu e você sabemos que não é importante, não vamos dar munição aos bossais!
E quando falo sobre meu trabalho, também não falo que sou "gay e pai adotivo"...isto não é meu currículo, é minha vida.
Agora meus "serviços" nem são mais tão importantes, a adoção gay, o casamento gay, são assuntos diários da mídia, das novelas, do programa do Bial, existem pelo menos meia dúzia de blogs escritos por jornalistas abertamente homossexuais sobre adoção por gays...mesmo porque grande parte deles esta pensando ou acabou de adotar crianças!
Se este meu diário pessoal pôde no passado ou puder no futuro ajudar alguém, ótimo. 


9 de junho de 2010

Maioria é contra adoção por casal gay

matéria da folha de São Paulo escrito por Rafael Andrade/Folhapress

Datafolha ouviu 2.660 pessoas no país e 51% reprovaram esse direito; mulheres e mais jovens são mais favoráveis

"O fato de quase 40% da população apoiar a adoção gay é uma ótima notícia", diz Toni Reis, presidente da ABGLT

Quase dois meses após o STJ (Superior Tribunal de Justiça) reconhecer que casais homossexuais têm o direito de adotar, 51% dos brasileiros dizem ser contra essa prática. Outros 39% são favoráveis à adoção por gays.

É o que revela pesquisa Datafolha realizada entre os dias 20 e 21 de maio com 2.660 entrevistados em todo o país. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

As mulheres são mais tolerantes à adoção por homossexuais que os homens: 44% contra 33%. Da mesma forma que os jovens em relação aos mais velhos: na faixa etária entre 16 e 24 anos, a prática é apoiada por 58%, enquanto que entre os que têm 60 anos ou mais, por apenas 19%.

"Já é um grande avanço. Na Idade Média, éramos queimados. Depois, tidos como criminosos e doentes. O fato de quase 40% da população apoiar a adoção gay é uma ótima notícia", diz Toni Reis, presidente da ABGLT (Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais).

Ele reconhece, porém, que o preconceito é ainda grande. "Serão necessárias muitas paradas e marchas para convencer a população de que somos cidadãos que merecemos o direito da paternidade e da maternidade."

A taxa de pessoas favoráveis à adoção por homossexuais cresce com a renda (49% entre os que recebem mais de dez salários mínimos contra 35% entre os que ganham até dois mínimos) e a escolaridade (50% entre os com nível superior e 28%, com ensino fundamental).

Para a advogada Maria Berenice Dias, desembargadora do Tribunal de Justiça do RS, a tendência é que a decisão do STJ sirva de jurisprudência em futuras ações e que isso, aos poucos, motive mais pessoas a aprovarem a adoção por homossexuais.

"A maioria da população brasileira ainda é conservadora, mas já foi pior."

Entre as religiões, os católicos são os mais "progressistas": 41% se declaram a favor da adoção por homossexuais e 47%, contrários. Entre os evangélicos pentecostais, a desaprovação alcança o maior índice: 71%, contra somente 22% favoráveis.

O padre Luiz Antônio Bento, assessor da comissão para vida e família da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), afirma que a adoção por homossexuais fere o direito de a criança crescer em um ambiente familiar, formado por pai e mãe, e isso pode trazer "problemas psicológicos à criança".

A psicóloga Ana Bahia Bock, professora da PUC de São Paulo, discorda. "A questão é cultural. Se a criança convive com pessoas que encaram com naturalidade [a sexualidade dos pais], ela atribui um significado positivo à experiência."

8 de junho de 2010

7 capitais já tiveram decisão favorável a gays

materia de JOHANNA NUBLAT e LARISSA GUIMARÃES da sucursal de Brasílila da FOLHA, publicada dia 4/06/2010


As irmãs Valesca, 8, e Vanessa, 6, têm novos pais desde 2009. E, no caso delas, a família é realmente composta por dois pais.

Carlos Alberto Oliveira, 57, e André Luiz de Souza, 36, conseguiram o que ainda é hoje uma proeza no país: adoção conjunta por um casal do mesmo sexo.

Julgamentos favoráveis a esse tipo de adoção são uma realidade em 45% das capitais brasileiras, segundo levantamento da Folha. Em apenas sete delas, porém, a adoção já foi concedida; em outras cinco, os pedidos aguardam decisão final.

A reportagem procurou todas as varas de infância das capitais após a inédita sentença do STJ (Superior Tribunal de Justiça) que garantiu o direito de um casal de lésbicas de adotar juntas duas crianças.

Apesar de não ser vinculante, a posição do STJ influenciará futuros casos. Na ausência de lei, a decisão fica a critério do juiz.

O fato de haver na capital paulista decisões favoráveis e contrárias à adoção mostra a divergência e a insegurança jurídica que envolvem o tema.

"A lei não prevê taxativamente a adoção por este ou aquele casal", diz Raul José de Felice, juiz em Santana (zona norte) que já concedeu adoção a três casais gays desde 2007.

No fórum da Penha (zona leste), um pedido foi negado com o argumento de que não há previsão legal. "Não fiz nenhuma menção à discriminação pela orientação sexual", diz Paulo Sérgio Puerta dos Santos, à época promotor da infância da vara e hoje diretor-geral do Ministério Público de SP.

O casal de mulheres foi, então, orientado para que a adoção fosse feita oficialmente por uma delas.

No Rio, onde Valesca e Vanessa foram adotadas, há incentivo para que a adoção seja conjunta, diz a juíza Cristiana Cordeiro.





11 de maio de 2010

jovens gays em alta!

Esta semana, a revista veja nacional trouxe como matéria de capa, os jovens homossexuais que se assumem cada vez mais cedo.
Hoje, o especial Profissão Reporter, da rede globo, traz o mesmo assunto.
Eu acho a coincidência incrível, mas não acredito muito em coincidência.
A pauta homossexual é cada vez mais presente na midia, nas conversas, a cada semana fico sabendo de mais caras se assumindo, no domingo mesmo, em pleno almoço do dia das mães, meu cunhado veio me contar que um irmão de outro cunhado dele, assumiu-se para a familia aos 34 anos.
Toda semana saem decisões judiciais sobre adoções homossexuais, sobre unioes, materia nesta semana, no METRO falava que por decisão da ANS os companheiros de homossexuais, mas o mais revelador é que a maioria dos convênios disseram que já o faziam.
A filha da Cher conseguiu finalizar a sua transgenderização e agora se chama Chaz.
Estas coisas provam, mais uma vez, que a sociedade é muito mais dinâmica que as leis, um verdadeiro organismo vivo!
E vamos conquistando nossos espaços, pouco a pouco.

2 de dezembro de 2009

Adoção por Homossexuais - Debate Cedem/Unesp - PARTICIPE!

Adoção por homossexuais: a família homoparental sob o olhar da Psicologia Jurídica (editora Juruá, Curitiba - 2009), livro de Mariana de Oliveira e Ana Cláudia Bortolozzi Maia, será o centro do debate no próximo dia 07 de dezembro, segunda-feira às 18h30, promovido pelo CEDEM – Centro de Documentação e Memória da UNESP.
Esse trabalho realizado pela primeira autora, sob a orientação e parceria da segunda, é o resultado de uma pesquisa de mestrado defendida na UNESP - Campus de Bauru, em 2007. O livro inicia com uma reconstituição histórica da homossexualidade baseada na concepção de repressão sexual, percorrendo diferentes épocas, locais e variados elementos a respeito do tema.
As relações afetivas e sexuais entre pessoas do mesmo sexo são questões polêmicas em diversos países, inclusive no Brasil. Ainda mais polêmico e controverso é o tema da adoção por homossexuais, não só porque envolve a paternidade/maternidade homossexual, mas também devido a estigmatização e a desvalorização na abordagem e no tratamento desse assunto.
As autoras entrevistaram psicólogos judiciários do Tribunal de Justiça de São Paulo que trabalham em processos de adoção sobre os critérios e procedimentos utilizados nas avaliações psicológicas, as concepções sobre a homossexualidade, a adoção por homossexuais e as consequências para as crianças/adolescentes que serão adotados nessas condições.
Expositora
Mariana de O.Farias
Graduada e Mestre em Psicologia – UNESP, Pesquisadora do GEPESEC - UNESP/Bauru
Professora da Instituição Toledo de Ensino - ITE/Bauru, Psicóloga Clínica e Consultora Educacional
Debatedores
Florêncio M. da Costa Júnior
Graduado em Psicologia – UNESP
Pós Graduando em Psicologia – UNESP/Bauru e atua como Psicólogo Clínico
Thiago Munaro Garcia
Graduado em Direito, Mestrando em Direito na Instituição Toledo de Ensino - ITE/Bauru
Advogado e Professor de Direito Civil e Processual da ITE e da UNIP
Mediadora
Célia Reis Camargo
Doutora em História Social - UNESP
Professora do Depto de História - UNESP/Assis e Coordenadora do CEDEM

PARTICIPE E CONVIDE OS SEUS AMIGOS!
Inscrições gratuitas c/ Sandra Santos pelo e-mail:
ssantos@cedem.unesp.br
Data e horário: 07 de dezembro de 2009 (segunda-feira) às 18h30
Local: CEDEM/UNESP - Centro de Documentação e Memória
Praça da Sé, 108 - 1º andar - metrô Sé - (11) 3105 - 9903 -
www.cedem.unesp.br

2 de junho de 2005

Pai Gay = Filho Gay ?

Filho de peixe, peixinho será?
 
Acho que essa é a principal dúvida que está implícita quando falamos sobre a criação de filhos por homossexuais, uma criança criada por um homossexual tem maior tendência a se tornar homossexual?
 A resposta é NÃO! 
Para corroborar essa minha afirmação, eu poderia fazer uso de estudos, de pesquisas, de teses de mestrado, de publicações na área de psicologia, sociologia, filosofia e medicina; mas prefiro pensar junto com você, para tirarmos nossas próprias conclusões, baseadas inclusive nas questões mais freqüentes sobre a homossexualidade. 
Para começarmos a refletir sobre esse assunto, acho que temos que definir as “origens” da homossexualidade.
Se levantarmos a hipótese da criança nascer homossexual por questões genéticas, teríamos que revogar todas as teorias sobre a transmissão de genes, afinal de contas, você conhece algum homossexual cujos pais biológicos são homossexuais? Ou cujos avós ou bisavós são homossexuais?
E também, se o argumento for que a homossexualidade se origina no ambiente em que a pessoa vive,  a pergunta será a mesma: Quantos homossexuais que você conhece foram criados em ambientes com a presença de homossexuais? 
Daí já podemos fazer duas reflexões que são verdadeiras e podem ser provadas estatisticamente:
- Filhos biológicos de homossexuais não têm maior tendência a serem homossexuais.
- Crianças educadas em lares com a presença de homossexuais não têm maior tendência a se tornarem homossexuais.
 
Outro argumento de caráter sociológico é a hipótese  que os homossexuais são justamente as crianças frutos de lares desestruturados, com o famoso “Pai ausente”... mas é fácil perceber que se fosse assim, o percentual de homossexuais seria bem maior, pois a figura do pai ausente era praticamente um ícone dos ultimos 2 séculos de evolução  humana, especialmente depois da revolução industrial, onde se enfatizou a questão do macho provedor. Ou seja, a teoria do lar desestruturado não justifica para que se impeça um homossexual de criar pessoas felizes e saudáveis.
 Também se ouve dizer que se deve impedir a criação de crianças por homossexuais porque elas crescerão em ambientes degradados, de “moral duvidosa”, onde os conceitos de família, de amor, de fidelidade, não são conceitos éticos, que os pais e mães homossexuais querem forçar que seus filhos sigam seus caminhos, que pais e mães homossexuais querem que seus filhos sejam homossexuais e fazem tudo neste sentido...Santa bobagem! Como diria o menino prodígio.
Eu garanto que qualquer pessoa que tenha enfrentado dificuldades na vida para ser quem é, para poder amar quem quer, para poder viver sem ser discriminado, não iria querer nada parecido para seus filhos. Garanto a vocês que nenhum pai ou mãe ficaria “satisfeito” em ter um filho homossexual. Todos nós amamos nossos filhos e queremos que sejam felizes, que sofram menos, que chorem menos.
A única “diferença” é que pais e mães homossexuais estão constantemente preocupados em mostrar aos seus filhos, sobrinhos e filhos de amigos, que cada ser humano é único, que os sentimentos e sensações são direitos de cada um.
A “diferença” é que pais e mães homossexuais não expulsam seus filhos de casa por eles estarem felizes por se relacionarem com uma pessoa do mesmo sexo. Não teríamos vergonha de nossos filhos!
 No nosso país:
- Homossexuais são impedidos legalmente de criarem filhos em comum justamente porque as pessoas acham que as uniões não são sérias, que são relacionamentos baseados única e exclusivamente em sexo, e que são desfeitos por outra coisa melhor, ou diferente, a cada final de semana.
- Homossexuais não podem criar filhos porque são impedidos de se unirem perante a lei de um país que se diz laico, e também porque são impedidos de construírem um patrimônio em comum para garantir o futuro de seus filhos como outras famílias fazem.
- Homossexuais não devem criar crianças, biológicas ou adotivas, porque os homossexuais querem dominar o mundo e impor seu modo de vida a toda a população. Os homossexuais querem se tornar o segundo sexo.
- Homossexuais não podem ajudar outros seres humanos a se estruturarem, a crescerem, pois eles são seres humanos desestruturados, promíscuos, sem moral, sem ética.
 
Enquanto isso,  enquanto esses argumentos, que você mesmo me ajudaria a derrubar com um pequeno sopro de bom senso e inteligência , sobreviverem, as nossas crianças continuarão a sofrer.
Os filhos homossexuais de pais heterossexuais continuarão com medo de que seus pais deixem de lhes amá-los se eles souberem a temida verdade.
Os filhos de pais e mães homossexuais continuarão sendo olhados com o canto do olho, em busca de algum “sintoma de anomalia”.
 
E seus filhos, como esta situação atinge eles?
 
 

Yahoo! Mail: agora com 1GB de espaço grátis. Abra sua conta!