12 de setembro de 2013

MOON (Explicit)


Não conhecia este THIAGO PETHIT, a musica não me emocionou muito, mas o clip é para lá de quente!
Fotografia em preto e branco, cortes muito bem feitos... legal mesmo!

11 de setembro de 2013

ciumes que te separa dos amigos...

Eu tenho um pouco de dificuldade de entender o ciúmes... aquela percepção que a pessoa - que você ama - tem que você não está com ela por inteiro, que você mesmo namorando, casado, está sempre á espreita, em busca, de um novo amigo,  de um beijo roubado de alguém,  de uma transa fortuita...
Eu tenho um pouco de dificuldade de entender o ciúmes... eu sou aquele cara que fica com o outro por inteiro, que se dedica, que quer construir algo, eu sou daqueles que ficam juntos por um ideal, e que está junto porque quer, não porque é obrigado!
Eu tenho um pouco de dificuldade de entender o ciúmes... mas eu sei bem o que sente alguém preso pelo ciúmes...
 


No começo você acha bonitinho, fofinho, uma graça. Ele tem ciúmes, ele quer você só para ele, ele quer ficar com você o tempo todo...
Depois você, já que está apaixonado e que ama, vai cedendo um pouco - começa a dar explicações sobre o tempo que demorou para chegar, sobre com quem estava no telefone que estava ocupado, sobre quem é aquela pessoa com quem estava conversando no evento da empresa que VOCÊ trabalha, mas que convidou ele para ir junto!
 
Ai você começa a avisar todos os lugares que vai, e com quem vai, você entende o ciúmes dele e não acha nada demais você falar estas coisas para deixar ele mais tranquilo, afinal de contas você não tem nada a esconder tem?
E você nem percebe que ele sempre te liga quando você não está com ele, e que ele, meio que sem querer, quer confirmar as informações do lugar que você está, ás vezes até falar com seu amigo "para dar um oi".
E você nem percebe, na realidade percebe, mas nem liga muito, para o extenso questionário quando você chega, e nem percebe que ele está "checando" as informações, para ver se você não cai em contradição.
E você até acha bonitinho ele te ligar e te inquerir tantas vezes por dia, de saudade, afinal de contas você não sente aquele ciúmes, você não percebe que está sendo vítima de algo. Você é adulto, sabe se virar não sabe?
E além do que...você não quer arranjar encrenca, não quer brigar por algo que você não vê motivo.
 
Ai você começa a se afastar dos seus amigos, começa a não fazer nada sozinho - o cinema que você gosta, ou a exposição que ele não quer levantar cedo - para não ter que dar muito explicação, e, afinal de contas, vc gosta de ficar com ele não gosta?
 
Ai você se afasta dos amigos, porque ele não gosta muito de seus amigos que são muito cabeça e ele gosta de gente mais divertida, e você não quer ir sozinho e ter que ficar se explicando, e se afasta das baladinhas porque ele acha  que tem cara que dá em cima de você (me poupe! rsrsrsr) , mesmo você querendo ir só se divertir e espairecer...
 
E quando você se chateia e fala algo, o argumento "se você não está fazendo nada errado porque não pode me contar?" acaba te vencendo...

E quando o casamento acaba você está longe de seus amigos e nem sabe fazer nada sozinho... Mas isto é culpa minha tá certo? Eu mesmo que deixei isto acontecer, eu que concordei que não tinha "nada a dever" e então não tinha motivo para não me explicar....
 
Mal sabia eu que aquele ciúmes todo não era amor, era apenas a projeção de coisas que ele fazia e também me achava capaz de fazer!
Mas esta lição eu aprendi, e tomei consciência. Isto não vai mais acontecer! Vc pode sentir ciúmes de mim, mas tem que confiar em mim! Se quiser ficar comigo!


Já passou por isto? Já teve um ciumento na sua vida?


9 de setembro de 2013

crie bacon...


"não crie expectativas, crie porcos, ao menos você terá certeza de ter bacon no final" *
 
A frase, por mais engraçada que seja, remete a uma dura realidade! Eu realmente costumo criar muitas expectativas em relação ás pessoas! Eu sempre acho que as pessoas vão ser isto, vão fazer aquilo, vão se comportar desta ou daquela maneira.
O bom é que eu sou um otimista incorrigível, e ao contrário de muitos que sempre vêem o pior das pessoas, eu sempre crio expectativas do MELHOR das pessoas, sempre acredito no potencial de trabalho e de amor das pessoas, e mesmo quando eu me decepciono, eu sempre acho que "a pessoa fez o melhor dela, fez o que podia, e sabia, fazer".
Se para quem trabalha administrando e treinando pessoas isto é bom, porque você está sempre em busca do potencial da pessoa para atingir suas metas e modificar procedimentos, quando se está em busca de um relacionamento isto pode ser uma "merda".
Eu tenho um amigo que exagera neste aspecto, no dia seguinte de um encontro já esta fazendo planos, já pensa no nome de casado que vai usar, já prepara jantar romântico para o "bofe". E é claro que isto assusta um pouco os caras! Fazer a Glenn Close ( em atração fatal)
Para mim é difícil sair para conversar alguém e não esperar o melhor, para mim não é difícil tentar! enxergar aspectos positivos na pessoa mesmo estando claríssimo que não vai rolar!

PAUSA! Perai!  Rebobina a fita!

Não ERA difícil ver só o lado positivo !
Neste último ano eu consegui entender melhor meus sentimentos, ver o que é carência, o que é projeção, o que é idealização! Eu continuo procurando ver o melhor das pessoas, mas consigo perceber quando este" melhor" vai demorar muito a aflorar, ou que aquele "melhor" não é o que eu quero!
Eu crio expectativas sim! Faço planos sim! Gostaria de encontrar o cara "ideal" para mim sim! Mas eu estou aprendendo a não depositar minha felicidade na atitude e comportamento do outro, aprendendo a perceber o quão "porquinho" é a pessoa, para garantir o meu bacon! Criando menos expectativas!
E definitivamente não estou mais disposto a fazer "de um tudo" para que o relacionamento funcione, apenas porque tenho este ideal de ser uma coisa legal
Porque não tenho garantia de nada, e sabendo disto a vida é tão mais tranquila.
 
É claro que posso, e devo, ter meus planos e meus sonhos, mas tenho que separar o que dá para lutar e o  que me faz bem, daquilo que não depende só de mim! E acho que dei sorte, porque meu namorado atual tb pensa nisto.
E você cria PORCOS? Ou expectativas?
 
 
* Ouvi esta "pérola" da auto-ajuda de minha filha! Eu mereço?
 
 

7 de setembro de 2013

A defesa do casamento gay por quem antes não concordava.

Encontrei o link deste vídeo no blog  MUQUE DE PEÃO, e como não consegui compartilhar direto do blog dele eu estou copiando o post inteiro dele! Ou seja, os direitos autorais são dele! rsrsrsr

"A boa notícia desta semana vem da Austrália, onde o candidato à re-eleição como primeiro ministro Kevin Rudd fez uma defesa muito digna, embasada e segura do casamento igualitário durante um debate em rede de televisão. Um dos participantes, que se identificou como pastor e representante de uma rádio cristã e que apresentou os surrados argumentos religiosos sobre a homossexualidade não ser natural e ser condenada pela bíblia, foi contra-argumentado por Kevin Rudd de forma tão segura, direta e apropriada que fez o pastor praticamente perder o rumo. Kevin Rudd foi bastante aplaudido.
É inspirador quando um político importante e heterossexual defende o casamento igualitário com tanta convicção. É um sonho ainda distante para nós brasileiros, que temos na maioria de nossos políticos o interesse único pelo voto e pela manutenção do mandato. Muitos de nossos políticos importantes até têm visões liberais da sociedade, mas vivem pisando em ovos com muito medo de melindrar evangélicos ou a igreja, e com isso mantêm em público opiniões que seriam mais apropriadas na Idade Média."

vejam o link! bem adequado ao "dia da independência" que comemoramos hoje!

http://www.youtube.com/watch?v=TzV1r5SCc8U#t=88

6 de setembro de 2013

You´ve Got Mail!

O processo pelo qual cada um passa até chegar ao ponto de dizer , ao menos para si mesmo: "-eu sou homossexual" é bastante diferente de pessoa para pessoa.
Cada um vai se percebendo - e se negando - de uma forma diferente, e acho até que isto é diferente de geração para geração.
Meu namorado fala que tem gente que "recebe o email e demora para abrir". Quando ele vê alguém que percebemos que ainda está no armário, ele diz -" este deve estar com a caixa postal cheia de e-mails para abrir!"
Mas o mais interessante é que, depois de um tempo, você consegue ter uma "visão histórica" do que aconteceu com você.
Eu sempre fui gay! Posso afirmar isto hoje,  mas durante muitos anos eu me sentia apenas estranho. Eu ia nos bailinhos, dançava com as meninas, tomava fora, insistia, dançava com a vassoura... nos longínquos anos 70 da minha infância não existia a figura de FICAR, dar uns beijos e depois sumir... o que eu acho bem interessante hoje em dia, mesmo achando que banaliza um pouco o beijo.
Mas eu já era "fresco" (que era um outro sinônimo de "viado" na época). Quando brincava com meu irmão e minha irmã, de casinha, eu era o MORDOMO da casa...quer coisa mais gay que isto? E era muito esmerado na decoração da casinha! RSRSRSRS!
Tive minha namorada de praia, tive algumas paixonites de longe... e naturalmente fui apaixonado pela professora da 1a. série, a  D. Aparecida (naquele século ninguém chamava professora de TIA), uma loirona platinada com um sorriso lindo!
Quando fui ficando adolescente eu perdi o entusiasmo para sair caçando, sair com amigos para "pegar mina" nunca fiz, eu saia de turma, turma grande, para ficar camuflado na turma, sempre conversando mais com amigas que amigos.
Eu sempre gostei da figura masculina. Na casa do meu tio sempre tinha revistas Playboy e ELE ELA no banheiro, e eu me lembro de me interessar muito mais pelas propagandas de cuecas do que pelos posters... Naquela época não tinha email...então eu não ia receber um!
Eu não sou efeminado, embora ache que dou pinta eventualmente, mas na época eu era apenas um garoto muito arrumado - que ia na balada até de gravata de crochê (um must na época), um garoto muito educado, que gostava de conversar com gente mais velha, que curtia musica clássica. Muitos anos eu descobri que eu era um "dândi" (!!!!)
Na faculdade eu era assexuado, ou ainda era muito inocente, ou estava negando com todas as minhas forças, mas eu passei batido em termos de pegadas, de namoros - mesmo tendo sido eleito pelas colegas o "mister bundinha" em dois anos seguidos!
Mas ao mesmo tempo, desde os 17, eu trabalhava, tinha meu dinheirinho, e comprei minha primeira revista gay e depois várias, Jornal Lampião, Sui Generis, Alone, alguns estrangeiras como Mandate, Honcho, cuidadosamente escondidas em casa, dentro de um envelope, dentro de um outro envelope, dentro de uma pasta, dentro duma gaveta com coisas da faculdade, (eu fico lembrando e rindo sozinho aqui)
E comecei a alugar filmes eróticos, primeiro filmes bissex para "disfarçar" na locadora. Mas era um "trampo" para assistir, só um vídeo cassete na casa...rsrsrss...o medo de ser pego era um frisson a mais!
Lembrem que estou falando de uma época pré-internet, nada se falava de homossexualidade na televisão, ou melhor, começaram a falar, mas para falar do "câncer gay", a SIDA, a AIDS. Os guetos, as saunas, os hábitos promíscuos dos gays foram parar na imprensa, para justificar porque aqueles seres "abjetos" de hábitos promíscuos estavam sendo contaminados...
Não tinha chat, grupos, gay era o cabelereiro da sua mãe, ou o Clóvis Bornay no carnaval... Nossa e eu adorava ver as fantasias de carnaval, os desfiles daquelas figuras meio andróginas, cheio de brilho e ousadia. Sim eu com certeza já era gay!
   
dica: MENSAGEM PARA VOCÊ (You´ve Got Mail) é um filme delicioso! Já assistiu? You´ve Got Mail!

3 de setembro de 2013

a morte de um professor...


Uma parada nas recordações e atualizações...
 
Semana passada minha filha foi surpreendida com a noticia da morte de um professor, ele teve um ataque do coração fulminante durante a noite. Ela tinha tido aula com ele durante o  mesmo dia
Um pouco antes de ir para a escola no dia seguinte ela soube da noticia.
Ao que parece era um professor bastante querido, que ressoava bastante no coração dos adolescentes, se declarava comunista, ateu, não tinha televisão em casa, usava uma boina estilo Che Guevara, e ainda era professor de história, que pontuava bastante as mazelas da sociedade e do capitalismo...Só que ele era muito obeso, fumava desbragadamente, não era casado nem tinha filhos, e aos 52 anos morreu.
O ídolo perfeito para adolescentes, e mais perfeito ainda porque não será questionado mais... me lembrei muito do Tancredo Neves, que foi sem nunca ter sido!
  
Ela, e todas as amigas e amigos ficaram verdadeiramente abalados, pela surpresa, por se depararem de certa forma com a finitude e o imponderável da vida, ela chorou bastante, e dizia que nunca tinha tido oportunidade, e coragem, de dizer para ele o quanto ele tinha sido importante para ela, e  quanto gostava dele.
Como pai eu fiquei ao lado, tentando acalma-la, tentando passar um pouco de empatia, deixei que ela fosse ao enterro, e parece que um grande numero de professores e alunos foram.
É sempre difícil para um pai e uma mãe falar destes "grandes temas" (morte, sexo, perdão, ética) mas se a gente souber aproveitar o que acontece no dia a dia fica mais fácil. Dá uma chance de conversarmos...
 
Quando eu estava na faculdade, no final da década de 80, tive vários professores meus que morreram, vítimas da AIDS, que aquela época ainda não podia ser combatida pelos coquetéis atuais, e eu me lembro de ter ficado consternado também, em especial pelo FLAVIO IMPÉRIO, que tinha a idade que tenho hoje,  quando morreu. Aliás, foi uma década pesada neste sentido, com muita gente adoecendo rápido demais e morrendo mais rápido ainda.
 
No final ainda teve um momento bonitinho dela, que, quando fui buscar ela após o enterro,  preocupada me perguntou - Pai vc tb está gordinho, quando vai fazer seus exames do cardiologista? (que coincidentemente já estavam  marcados para a segunda semana de setembro)

E vc? como enfrenta a morte? como fala dela?
 
 

1 de setembro de 2013

22 + 27 = 49

(segunda parte de 49 - 22 = 27)

Eu prometi pensar no que ele tinha me dito: uma amizade colorida, sem compromisso, sem maiores perspectivas...
Então eu conversei com meu terapeuta, e com dois amigos que tem amigos em situações parecidas. Todos tiveram os mesmos argumentos, para eu não ser tão rigoroso e "certinho" comigo mesmo, que eu não estaria fazendo nada errado pois eu não estava me aproveitando do cara, que ele estudava, trabalhava, que tinha condições de tomar decisões, que ele (e eu) poderia sair da estória quando quisesse...

Mas foram unânimes em me alertar, que eu devia ficar atento para não me encantar demais, que podia ser um tipo de aproveitador, uma pessoa interesseira, que poderia de alguma forma usar de seus encantos de forma não legal (mas eles foram bem delicados em falar isto)
Até minha filha, quando eu disse que estava saindo com um rapaz mais novo que eu (sem dizer quanto), falou o mesmo: Pai, cuidado que pode ser um cara interesseiro ... você se envolve muito fácil.(!!!) 

Interessante as pessoas pensarem assim, eu acho que sou realmente um pouco inocente por não dar tanta importância a isto. Não é que eu estava iludido e não tinha sequer pensado nisto, mas talvez por eu ter um bom julgamento das pessoas e já ter conhecido o rapaz eu realmente acreditava que ele não tinha isto em mente. O que se confirmou, porque em momento nenhum ele se mostrou interesseiro, aliás, se mostrava verdadeiramente constrangido quando eu pagava algo, e nunca, nenhuma vez, me pediu algo. 

Então eu resolvi ver onde aquilo ia dar, a tal da "amizade colorida", saímos algumas vezes, e eu propus a mim mesmo mostrar para ele algumas coisas, que em função de grana ou até mesmo de não ter esta vivência por não ser paulistano, ele nunca tinha visto. Bons restaurantes, algumas peças de teatro, um concerto, um musical, algumas exposições, alguns cafés, uma ou duas baladas... E ele parecia sorver tudo com real interesse, interesse de aprender, de conhecer, de ler mais, de se instruir e sofisticar. Para mim tb era legal sair com alguém que se interessava pelas coisas, aquela coisa do pupilo (meio doido não é)
E acabamos transando algumas vezes, o que ele parecia curtir também, e também eu curti, depois que eu venci a minha encanação de ser apenas o segundo cara com quem ele tinha transado, e também da forte impressão de estar com um cara que podia ser meu filho! 
Eu se todo mundo me dizia que podia ser divertido...que seria legal para ambos...quem era eu para discordar.

Mas, em algum ponto eu percebi, logo no começo, que eu não conseguiria engatar um relacionamento com ele. Ser retroalimentado pela sua jovialidade era legal, mas não era suficiente, eu precisava de alguém mais "pronto", com mais certezas, que tivesse mais experiências e mais condições de fazer suas escolhas. que foi mais ou menos o que pensei quando adotei uma criança um pouco mais velha. Mas deixei rolando, a tal da amizade colorida.
Até que, num momento de chamego, pouco antes de completarmos um mês que estávamos nos vendo, ele disse que me amava (sic), que eu era um cara incrível e que ele queria ter algo mais sério comigo! Que me amava! 
Na hora pensei: Que bosta! Cara, vc não tinha dito que não ia se envolver? mas é claro que não falei isto... Imaginem minha situação
Parei o que estávamos fazendo e eu, com a maior delicadeza possível, expliquei que eu realmente não podia dizer a mesma coisa, que ele era uma pessoa muito legal ( e é mesmo), mas que eu não podia assumir um relacionamento naquele momento, que eu tinha duvidado no lance da amizade colorida mas tinha aceitado porque ele disse que dava para fazer aquilo... e conversei, conversei....
Eu até pensei, mas não disse, que ele provavelmente estava confundindo o fato de achar legal ficar comigo e as coisas que fazíamos juntos com amor, mas eu não deixei me envolver, então não tinha como!

E eu, então , decidi dar um fim nesta estória. Levei ele em casa, nos despedimos, conversamos algumas vezes mais no telefone, eu me esquivei por vários dias de novos contatos pessoais, trocamos mensagens. Alguns dias depois eu chamei ele para conversar e expliquei que iriamos parar de nos ver por um tempo, que eu já estava fazendo ele sofrer e que eu não ia prorrogar aquilo, ele insistiu um pouco, argumentou que ele foi precipitado, que poderíamos retomar a "amizade colorida"...
Mas eu fui bem firme na minha decisão, ele chorou, eu me desculpei muitas vezes, e prometi ser seu amigo, confidente e conselheiro se precisasse, alguém para trocar ideias e dar palpites na vida profissional, levei ele em casa novamente.
Desde então não nos vimos mais, e fazem alguns meses que nem nos falamos mais, o que para mim sinaliza que ele superou o assunto e passou adiante...

Me senti um calhorda, por fazer aquele garoto sofrer, me senti um covarde, por não tentar levar adiante aquilo, me senti um cafajeste, por ter encantado e depois abandonado o cara. Podre

E você, já se sentiu assim? Me conta!

31 de agosto de 2013

49 - 22 = 27



Como disse em outro post, um dos meus parâmetros iniciais, na busca por um relacionamento, era buscar alguém que tivesse uma idade próxima a minha, que eu julgava ser um aspecto positivo, a tal similaridade.
Este era um dos parâmetros, que eu julgava bem importante...
Mas, como o budismo sempre prega, não somos donos do futuro, e tem muita coisa que acontece além do nosso controle, a tal imponderabilidade.
No começo do ano, num destes dias em que estive  meio de bobeira no chat, uma pessoa me chamou para conversar, puxou papo, conversa vai, conversa vem ficamos um bom tempo conversando...
Normalmente nestes papos todo mundo começa com aquele pequeno questionário... bairro, idade, branco,  preto, verde, em cima ou embaixo.... e eu, que não tenho muita vocação para repórter, e nem costumo fazer isto, fui deixando o papo fluir... meio distraído sabe?
Eu saquei que era um cara mais novo, me disse que não era de sp mas que morava na zs como eu, falamos de trabalho, de coisas que gostávamos de fazer em sp... e ele acabou sendo mais corajoso que eu...
- Vamos nos encontrar?
Era um fim de semana, eu estava de bobeira, marcamos tomar um sorvete. 
Confesso que como eu já tinha me chateado com alguns caras mais velhos (aqueles do meu parâmetro) eu até que estava me divertindo em conversar com alguém de alma mais fresca...
E foi um encontro bem interessante, mas chocante, o rapaz tinha 22 anos, e parecia muito menos! (foi ai que percebi que durante o papo eu nem tinha perguntado a idade dele - eu sou mané mesmo!)
Passado meu estupefato inicial, que eu compartilhei com ele, conversamos um bom tempo. Era um rapaz de uma cidade do interior do NE, que veio morar com a irmã em SP mas que o cunhado expulsou de casa e morava numa pensão atualmente. Veio para estudar, crescer profissionalmente, coisas que ele sabia que uma pequena cidade não comportaria. Um rapaz corajoso, determinado, convicto, um filho ou um amigo que qualquer um se orgulharia.
Teve sua primeira experiência sexual em SP - única até aquele momento- e nenhuma experiência realmente amorosa. Não foi difícil me encantar com o rapaz.
Mas todas as diferenças eram barreiras bem fortes para eu transpor, idade, estagio de vida, etc etc... e eu não investi mais, não fiz como a ministra Marta Suplicy pediu, não relaxei e não aproveitei.
O assunto teria terminado naquele encontro se o rapaz não continuasse mantendo contado, um email, um sms, eu expliquei o que me incomodava (especialmente a diferença de idade), mesmo assim marcamos um café lá no Octávio.
Ele disse que tinha me achado legal, que queria me conhecer melhor... e como eu continuava achando muito difícil ele insistiu. E propôs que fossemos amigos, que não precisaríamos assumir relacionamento, compromisso...


29 de agosto de 2013

E como ficam os filhos ?

Só que, só que, só que.... eu não sou um cara sozinho, solteiro, procurando um namorado, um relacionamento, eu sou um cara, homossexual, que também tem uma filha, que estava procurando um namorado...
E ai existem pequenas nuances que precisam ser levadas em conta:

- primeiro, que minha criança conviveu por 10 anos com meu ex. Ele nunca assumiu a posição de "co-pai", eu mesmo não fiz questão que acontecesse, preferi que ele assumisse a postura de "namorado do pai e amigo da filha", a paternidade era um projeto meu, e quando ele chegou em nossas vidas os laços já estavam estabelecidos há anos.
Mas de certa forma, quando eu me separei eu fiquei preocupado em como seria para ela, com seria esta quebra de laços.Esta é uma preocupação de todos que tem filhos não? 
Eu posso dizer que foi super tranquilo, ela já era uma pessoa bem especial e madura para seus 16 anos, e assumiu rapidamente a posição de me apoiar, de estar do meu lado, nesta transição. E torcer autenticamente pela minha felicidade.
Ela ficou triste, sentiu falta, mas tirou de letra.

- a segunda coisa é a hora de contar! Não, não é a hora de contar que eu sou gay, é a hora de contar para o cara que eu tenho "um pacote mais completo e complexo". Eu normalmente omitia isto num primeiro contato, num primeiro papo ou encontro, e foi uma medida acertada, porque muitas vezes eu nem passei da primeira conversa, e não tinha motivo para eles nem levarem esta informação com eles.
Eu até dava uma certa sondada durante a conversa, falava se o cara tinha vontade de ter filhos, ou de amigos e amigas homossexuais que tem filhos. Para alguns eu contava no dia seguinte ao primeiro encontro, por tel, por skype, como forma de poder perceber se isto poderia fazer parte do relacionamento na cabeça do cara.
E muitos que contei nem teve o segundo encontro.
Mas entender e aceitar isto era fundamental para os passos seguintes...

- a terceira questão, quando se tem filhos é, em que momento você vai "introduzir" (desculpe o trocadilho) o pretendente na família...em que momento vc apresenta o namorado novo aos filhos. E este dilema dezenas de divorciados e separados heteros tb tem que enfrentar.
Eu não sei se existe uma fórmula matemática para isto, mas eu resolvi que só o faria depois de estar genuinamente envolvido com a pessoa ( coração e não apenas tesão) e depois que eu pudesse ter algum grau de certeza de que a pessoa não ofereceria nenhum tipo de "risco" á minha cria. 
Ou seja, não dava para levar qualquer um para casa. 
Mas também era importante preparar o terreno, e para isto eu adotava o método "o gato subiu no telhado",ou seja, ir preparando ela aos poucos. (não conhece a estoria do gato que subiu no telhado? clique aqui)
Eu só apliquei este método duas vezes, pois apenas apresentei aquele oriental de quem falei no post  JAPAN POP SHOW e o meu namorado atual. O método consiste em, primeiro mostrar a ela que estou saindo com alguém legal, comentar aonde fui, o que fui assistir, onde jantei, onde passeie. depois ir pontuando algumas características e gostos do dito cujo. E eu tb ia fazendo isto na outra ponta, contando para o cara a rotina de casa, as estorias de casa, mostrando fotos... enfim, um processo de aproximação.

O importante é que ambos percebam que tem espaço na minha vida para ser pai, para ser namorado, para ser profissional, para ser amigo de outras pessoas, para ter tempo para mim.

E acho que eu consegui fazer isto, especialmente porque as pessoas envolvidas, minha filha e meu namorado , são pessoas especiais! E gostam muito de mim....acho    =op



Sobre meu namorado atual? Curioso?
Bom, como eu retomei o meu blog recentemente, eu quero continuar o fio da meada do meu diário pessoal, para então chegar nele, pois eu cheguei nele depois de um processo de luto e evolução, que quero dividir com vcs ok? topam esperar mais alguns posts para eu chegar no momento atual? OBRIGADO!