24 de agosto de 2013

Japan Pop Show!

Éramos bem diferentes, mas talvez pudesse
funcionar....
Algum tempo depois de me separar, ultrapassada a minha efêmera fase "da putaria",  eu acabei me envolvendo com uma pessoa bem interessante. Pessoa! quando o cara não é assumido ele sempre fala, sai com uma "pessoa"...rsrsrsrsr
Me envolvi com um cara, um homem!
Um japa, de 40 e poucos anos, engenheiro, que trabalha numa empresa de tecnologia. Um cara muito inteligente, que fala (mesmo) 6 idiomas, budista, versado em música clássica, uma pessoa calma, serena, que tinha lá seus conflitos, pois afinal de contas é uma pessoa normal...mas muito carinhoso, atencioso.
Conversamos, saímos, jantamos, beijamos, fomos a concertos, dormimos juntos, jantamos, fomos a ópera, transamos, almoçamos, fomos ao cinema, tomamos café da manhã... uma relação, uma amizade, um bem querer, que estava fluindo bem a meu ver. Apesar de ele ser bem pouco entusiasmado para o sexo, o que eu creditava a algumas experiências ruins que ele teve... e que eu, de certa forma, achava que podia ajuda-lo a reverter.
Para mim era um espanto, um conforto enorme, estar com um cara que comprava assinaturas de concertos (sala são Paulo, cultura artisitica) para o ano seguinte! Uma coisa mega estável e confiável! O oposto do que eu tinha vivido durante tanto anos!
Só que nenhum dos dois falava em namoro, em amor. Eu porque não achava que estava preparado (e nem era hora) de me envolver novamente e ele ... ele eu não sei.
Mas ai você encontra um cara educado, com bom papo, carinhoso, que vc acha bonito e gostoso, culto, um mundo de descobertas... something that looked like a relationship... é fogo!
Eu confesso que tenho uma pequena inclinação por orientais, gosto da cultura oriental, dos valores familiares que esta cultura tem, acho muito bonito homens de pele lisa. Tesão mesmo. E o mocinho era bem japa, se vestia como japa-engenheiro, sabe como eh? Calça impecável, com barra feita, camisas sociais discretas ou camisas polo... em alguns aspecto muito divertido.
E ele também foi se tornando receptivo a aprender coisas novas, a experimentar coisas novas. Eu comprei uma sandália havaiana para ele (nunca tinha tido uma), camisetas mais apertadas (ele tinha um corpo bem legal e usava só roupas largas!!!!), um sapatenis (nunca tinha tido nenhum) e ai ele se vestia para mim, e parecia adorar isto, ser menos "japa" quando estava comigo.
Mas faltava algo...  era divertido, era estimulante, mas eu sentia que nunca nos envolveríamos como eu gostaria. Mas eu até fantasiei isto, tanto que ate apresentei ele para minha menina, e ele dormiu em casa por várias vezes. E ele tb, pois me apresentou a amigos, fomos a festas, almoços, jantares...
 
Este contato acabou sendo interrompido por um triste acontecimento, a mãe dele, que mora em outro estado, numa cirurgia aparentemente rotineira, acabou sofrendo um AVC, e ele, que é filho único, teve que dar total assistência para a mãe. Durante mais de dois meses ele se afastou de São Paulo.
A questão toda é que, como ele não é assumido, apesar de ter mais de 40 anos e viver uma vida bem gay em SP, onde vivia sozinho desde os 16 anos de idade, ele não permitiu sequer que eu fosse para lá neste período todo, que tentasse ajudar com algo mais que nossas conversas diárias no Skype. E isto nos afastou muito. Mas eu de certa forma me mantive conectado a ele, fiel a idéia de talvez tentar algo mais sério com ele.
Quando ele voltou ele mesmo me disse que entraria numa fase "cocoon", que ele precisava rever seus valores, que estava muito estressado, com toda a situação, com o contato diário com seu pai, um homem muito rígido e pouco carinhoso, que ele teve que conviver diariamente e que foi muito desgastante.
Ou seja, eu tomei um "fora", quando ele me fez perceber que não teria tempo, e estrutura, para continuarmos nossa estória. Tanto é que, até hoje, ainda não nos vimos pessoalmente apesar dele eventualmente, me mandar e-mails, falando sobre sua vida, a situação da mãe dele...
 
Não vou dizer que não fiquei triste (porra! ele era tão legal, podia ter dado certo!), mas agora, que estou saindo realmente com A pessoa incrível que estou, é que percebo que eu não seria pleno naquele relacionamento, ao qual não demos nenhum nome...
De certa forma ele foi o amigo da transição que acho que eu precisava, para perceber que as coisas podiam ser diferentes....
 
E você já teve um amor de transição?
 
 
 
 
JAPAN POP SHOW? Não sabe o que é?
Quem tem mais de 35 anos deve lembrar. Na TV GAZETA, tinha um programa voltado para a comunidade nipônica, com apresentações musicais... eis um resumo que achei na internet:
 
 
"No ano de 1978, a Gazeta estreou o programa nipo-brasileiro Programa Nelson Matsuda, uma produção independente, do Japan Pop Show Empreendimentos ou N.Matsuda TV Produções Ltda. Era exibido ao vivo, do Teatro Cásper Líbero no 3o Andar do prédio da Gazeta. Era apresentado pelo próprio apresentador, Nelson Matsuda. Foi O Primeiro Programa de Variedades Nippo-Brasileiro, Com Auditório, Inaugurando Assim, a linha de shows da Gazeta, feito de manhã, de tarde ou de noite.
Ainda no ano de 1978 ou no ano de 1979, a Gazeta estreou o programa nipo-brasileiro Imagens do Japão, uma produção independente, do Imagens do Japão TV e Jornalismo Ltda, Imagens do Japão TV Programações e M.Okuhara TV Produções Ltda. Era exibido ao vivo, do Teatro Cásper Líbero no 3o Andar do prédio da Gazeta. Era apresentado por Rosa Miyake, Mário Okuhara e Alberto Murata. O Programa Misturava Informação, Cultura e Entretenimento. Tinha Acontecimentos do Japão, Miss-Nikkey, Concurso de Calouros, Musicais Com Brasileiros e Japoneses e Etc".

22 de agosto de 2013

o sucesso dos TIOZINHOS, GORDINHOS, DE BARBA...

Como eu fiquei muito tempo casado, eu fiquei meio por fora do "mercado", não sabia exatamente o que esperar quando encontrasse novas pessoas, eu não sabia o que o "consumidor" tava consumindo...(pode rir!)
Quando me separei eu me lembro que até pensei em como seria difícil encontrar alguém interessado num cara de quase 50, acima do peso, com filhos...a tal da ditadura de estética gay eu sabia como funcionava, mesmo porque eu mesmo sou um consumidor desta estética de certa forma.
Eu fiquei algum tempo numa fase "cocooning" e até acabei deixando a barba crescer... meu ex não gostava de barba, então para agrada-lo eu não deixava ela crescer - já sei, já sei, de que a gente pode ser bem babaca para agradar o outro.
Ai comecei a sair com amigos, a passear mais de fim de semana, a encontrar conhecidos no teatro, no concerto... e as pessoas começaram a falar: - como vc está bem! como vc está bonito! esta barba ficou muito bem em vc!... vc tá parecendo até mais novo...
A princípio, movido pelos meus padrões de estética gay, eu achava que as pessoas estavam sendo legais comigo, que queriam me pôr para cima porque sabiam da separação, porque sabiam que eu tinha sofrido muito, mas eu percebia que vez ou outra parecia que eu atraia a atenção de algumas pessoas...
Tá certo que tenho uns bellissimi occhi azzurri para adornar, e eu tb dava crédito a eles aos eventuais elogios...
Mas ai, quando a sua MÃE vem e fala : -Você esta muito mais bonito com esta barba grisalha! ... e , como mãe é mãe, eu comecei a refletir e me deparei com um outro mundo...
 
O tal do mundo BEAR!
Um "nicho de mercado" em que as pessoas gostam de caras mais gordinhos, mais peludos (não é meu caso), com barbas, mais velhos, grisalhos, carecas (não eu), que não ouvem tanta musica queer...que usam roupas apertadas não porque é fashion (rsrsrs)
Um mundo de baladas específicas, festas específicas, bares específicos. Não é gueto não, pois a maioria destes caras mais velhos esta muito bem resolvida com sua sexualidade, é "nicho de mercado" mesmo!
E eu fiquei mais surpreso porque percebi que muitos amigos meus já estavam neste mundo, partilhavam este estética, que interessante como ás vezes a gente fica embotado e preso nos conceitos antigos da gente! Incrível! Mas eu vivia mesmo no cabresto, na rédea curta, então era bem natural que eu não me apercebesse de muitas coisas, como quando eu voltei a sonhar!
 
Me deparar com isto foi um tanto libertador e muito instrutivo, meu ex era um cara bastante preocupado com a estética, e muitas vezes eu fiquei triste por perceber que eu não era o "padrão" que ele gostava, e este até foi um argumento que usei para mim mesmo para justificar as puladas de cerca dele, afinal de contas eu é que não emagrecia, eu é que não me cuidava, para manter o tesão dele por mim aceso! Sabe aquele papo de que a "culpa" da infidelidade era minha?
E ai, só ai, eu percebi que eu tinha um padrão estético muito parecido com os relacionamentos anteriores dele, e que a pessoa com que ele estava saindo naquela altura também tinha o mesmo padrão, gordinho, mais velho, alto... eu estava no mundo bear sem nem saber... e meu ex eh um chaser!
 
E ai eu comecei a me sentir melhor ainda, menos incomodado em estar fora dos padrões que eu mesmo achava ideiais, e ai, bom, e ai são outras estórias...
 
E você ? conhece a estética e o mundo bear?
 
 
 
 

20 de agosto de 2013

Eu sou LÉSBICA!

Todo mundo conhece a piadinha....

Qual a diferença entre o segundo encontro de gays e o segundo encontro de lésbicas?
No segundo encontro as lésbicas levam a mudança!
E no segundo encontro de gays?
Quem disse que VAI TER um segundo encontro?

(PARENTESES) eu tenho pencas de amigas lésbicas e eu as adoro! então nada de ficar falando de misoginia!

"Eu não sou uma vadia, eu sou A vadia,
e para você eu sou Sr. Vadia!"
Como eu tinha dito no meu post anterior, eu resolvi desacreditar em relacionamento quando o meu acabou, então eu, durante algum tempo, resolvi "me divertir". Se eu engatava papo com alguém, pessoalmente, numa sala de bate-papo, ou outra coisa,  eu já dava um jeito de deixar claro que eu não buscava um relacionamento, que eu não estava nesta "fase".
Eu procurava ser honesto, não queria magoar ninguém, nem dar falsas esperanças, eu nem falava que meu relacionamento tinha "acabado de acabar", eu falava de outras coisas! heheheh!
E confesso que foi...interessante....
Era uma sensação nova estar com alguém sem pensar em ter que encaixar ele em sua vida, sem querer saber muita coisa sobre o que a pessoa pensava do futuro, para alguns em nem falei que tinha filha, sem precisar saber se ele seria bom caráter para conhecê-la ou não.
 Era estranho estar com alguém, dar uns beijos, e até partir para o "sexo-recreativo", sem ter que continuar aquilo, sem ter ligar no dia seguinte...ou mandar flores...
E até era reconfortante não precisar descobrir o quanto a pessoa tinha gostado de vc, ou até mesmo esperar algum tipo de OI no dia seguinte. Mas não era confortável para mim.
Era divertido, refrescante, fazia bem "para a pele", excitante...
Até mesmo o jogo da conquista é interessante... seduzir, ser seduzido, todo mundo sabe do que eu estou falando!
 
Mas para mim não muito certo...Eu confesso que eu sou meio lésbica, fusional, relacional.
 
Em poucas semanas eu já comecei a me pegar fazendo planos, querendo continuar o papo, e ás vezes nem jogava o cara na cama muito rápido porque eu queria uma coisa que durasse mais, tipo - deixar ele ter motivos para querer me ver de novo (que feio!) rsrsrsr.
 
Lembra do meu terapeuta? Quando eu contei estes novos pensamentos ele riu de novo... e observou
- Eu não ia dizer, mas eu sabia que você não ia muito longe com esta estória...
 
E você? Em que fase está?
 




18 de agosto de 2013

Qual é o caminho certo? A putaria talvez?

Quando meu casamento de 10 anos acabou em junho passado (e tem muitos posts antigos falando sobre isto!) eu pensei em acreditar em alguns clichês:
 1 - "casamento" não dá certo, as pessoas nascem sozinhas e morrem sozinhas, casar é juntar duas pessoas miseráveis que vão passar anos tentando fazer as duas se odiarem...
2 - "casamento de dois homens não dá certo porque homem só quer putaria", afinal de contas biologicamente o homem é programado para ter muitas mulheres, a acasalar com várias fêmeas e perpetuar a espécie e o DNA do macho dominante, ou seja, não dá certo porque não tem fidelidade e compromisso.
3 - "casamento gay" é apenas um simulacro hetero-normativo que os gays de baixa auto estima usam para serem aceitos e digeridos pelo sistema.
 
Como você pode ver, são argumentos fortes e contundentes, e talvez você acredite em um ou dois deles, ou em todos! Eu, depois de uma separação eu estava me fazendo sofrer tanto, eu resolvi desacreditar um pouco nesta coisa de relacionamento...
Cheguei para meu terapeuta, logo depois da minha separação, em julho do ano passado, e disparei:
"- É o seguinte! Eu resolvi que este negócio de casamento não é para mim, eu não quero casar nunca mais! Já tá provado que dois homens juntos não dá certo! E não adianta eu ficar me dedicando a uma relação que, de uma hora para outra a pessoa desiste!
Eu quero ficar na putaria, sair com um monte de gente, me divertir, conhecer outros corpos e outras bocas, sem compromisso, sem ficar criando laços e fazendo planos!
E tem mais, você é meu terapeuta! Dá um jeito nisto, vamos reprogramar a minha mente, o meu corpo, já faço terapia faz tempo e tá na hora das coisas mudarem, mais rápido que eu tô precisando!
Faz favor de dar um jeito nisto"
 
...ele? sorriu carinhosamente e falou:
- Vamos conversar!

16 de agosto de 2013

Tadinho do meu BLOG....será que ele tá com inveja do FACE?

 
Meu blog tá meio abandonado não é?
Mas não é falta de amor não...
Eu estava com outras prioridades, outros pensamentos...
Mas não tem aquele amigo que vc fica um tempão sem ver, sem falar, e mesmo assim quando se encontram a amizade reascende na hora? Eu posso citar alguns, a Regina, o Rilke, André, Patricia....
Então vamos combinar que este blog é assim!
Aliás, nem sei se blog ainda está "na moda". Ontem li uma matéria falando que 70 milhões de brasileiros estão no FACE, 40% dos brasileiros! Um puta número!
E o FACE realmente é muito legal, eu tenho dois, um pessoal, que só tem umas 30 pessoas, só gente da família mesmo, e um profissional.... bem mais cheio.
Meu FACE é "famoso" entre os amigos porque adoro por fotos de comida .... como sou vegetariano é minha contribuição pessoal ás pessoas olharem as comidinhas veggie com outros olhos... se bem que nem tudo que eu posto é tão saudável assim!
Eu estou no FACE faz pouco mais de um ano, meu EX, como sabem, era mega ciumento e eu, para evitar perturbações, nem tinha FACE - eu sei que vão dizer que isto era babaquice, mas em nome do amor, de um relacionamento, a gente faz muita "babaquice", se bem que eu prefiro achar que eram (estas e outras) concessões e arranjos - mas era babaquice!
Aliás, eu me permiti fazer muita coisa nestes últimos meses, sem me importar muito se era babaquice, até alimentar o blog, muita gente me cobrou, mas eu estava num distanciamento crítico... e isto foi muito bom, foi algo como um "ano sabático" emocional...
Refazer laços, reencontrar amigos, abrir um pouco mais a mente, enfim, já estou beirando os 50 (!) e tava na hora de me livrar de algumas "mochilas" emocionais que estava carregando, algumas bem desnecessárias!
 
E você o que fez nos últimos meses?

6 de abril de 2013

ESCALA DO PRECONCEITO

recebi este texto pela internet, achei muito interessante e queria dividir com os leitores e seguidores do blog.

Conheça ESCALA DE ALLPORT. Ela vai te ajudar a entender o que anda acontecendo. O psicólogo norte americano Gordon Allport escreveu em 1954 um livro chamado THE NATURE OF PREJUDICE, A Natureza do Preconceito, em que apresentou sua Escala de preconceito e discriminação, um interessante instrumento para determinar o grau de intolerância das sociedades. A escala passou a ser conhecida como Escala de Allport. Leia o que vai a seguir, aplicando aos fatos que você tem visto por aqui...

A Escala de Allport vai de 1 a 5.

O Nível 1 - Antilocução
...

Antilocução significa um grupo majoritário fazendo piadas abertamente sobre um grupo minoritário. A fala se dá em termos de estereótipos negativos e imagens negativas. Isto também é chamado de incitamento ao ódio. É geralmente vista como inofensiva pela maioria. A antilocução por si mesma pode não ser danosa, mas estabelece o cenário para erupções mais sérias de preconceito. Por exemplo, piadas sobre portugueses (no Brasil), brasileiros (em Portugal), negros, gays etc.

A escala então sobe para o nível 2 - esquiva

O contato com as pessoas do grupo minoritário passa a ser ativamente evitado pelos membros do grupo majoritário. Pode não se pretender fazer mal diretamente, mas o mal é feito através do isolamento.

Chegamos então ao nível 3 - discriminação
O grupo minoritário é discriminado tendo negadas oportunidades e serviços e acrescentando preconceito à ação. Os comportamentos têm por objetivo específico prejudicar o grupo minoritário impedindo-o de atingir seus objetivos, obter educação ou empregos etc. O grupo majoritário está tentando ativamente prejudicar o minoritário.

No nível 4 chegamos ao ataque físico

O grupo majoritário vandaliza as propriedades e obras do grupo minoritário. Queimam propriedades e desempenham ataques violentos contra indivíduos e grupos. Danos físicos são perpetrados contra os membros do grupo minoritário. Por exemplo, linchamento de negros nos Estados Unidos, ataques contra os judeus na Europa, e a aplicação de piche e penas em mórmons nos EUA nos anos 1800. Mais recentemente, o ataque a cristãos nos países islâmicos.

E chegamos ao nível 5 - extermínio

O grupo majoritário busca a exterminação do grupo minoritário. Eles tentam liquidar todo um grupo de pessoas (por exemplo, a população dos índios norte-americanos, a solução final para o problema judeu, a limpeza étnica na Bósnia etc).

A Escala de Allport tem cinco níveis, que vão se sucedendo, tudo começando com piadinhas inocentes que a gente ouve aqui e ali.
Entendeu? Aplique-a a agora aos acontecimentos que você vê diariamente acontecendo no Brasil. Mas aqui estamos invertendo o processo. São minorias tentando exterminar maiorias...

Não deixe de ouvir o podcast Café Brasil A ESCALA DE ALLPORT em
http://www.podcastcafebrasil.com.br/podcasts/343-a-escala-de-allport
Ver mais

1 de abril de 2013

Uma mãe de um homossexual visita os Pais Homossexuais

 
Neste sábado, da 6 de abril, a professora ( e supermãe) Edith Modesto será a convidada da reunião do Grupo de Pais Homossexuais HOMOPATER.  Edith é uma estudiosa do assunto, reconhecida nacioalmente e também fundadora da ONG GPH e do Projeto Purpurina. 
O importante é que é um encontro aberto, mesmo que você nunca tenha vindo no Grupo, se o assunto lhe interessar, você será bem vindo!
vejam o convite, abaixo:
 
O QUE MINHA FAMÍLIA E MEUS PAIS PENSAM DE MINHA HOMOAFETIVIDADE?
ENCONTRO DE EDITH MODESTO (QUE É MÃE DE HOMOSSEXUAL) COM O GRUPO DE PAIS HOMOPATER EM SÃO PAULO
DIA: 06 DE ABRIL ÀS 15H
LOCAL: RUA DIOGO DE FARIA, PROX ESTAÇÃO DO METRÔ STA CRUZ
AO LONGO DA HISTÓRIA DESTE GRUPO – BEM COMO NA DE OUTROS HOMOSSEXUAIS QUE SE REVELAM NUMA ORIENTAÇÃO HOMOAFETIVA – UM PONTO CULMINANTE, QUE SEMPRE MOBILIZA MEDOS, TABUS E ATÉ MESMO DIFICULTA A AUTO ACEITAÇÃO, É A PREOCUPAÇÃO COM OS PROPRIOS PAIS. COMO ELES REAGIRIAM, SENTIRIAM A REVELAÇÃO DA HOMOAFETIVIDADE DE UM FILHO? OS FILHOS, JÁ HOMENS FEITO E PAIS, TERIAM DIREITO DE MAGOAR SEUS PROPRIOS PAIS COM ESSA REVELAÇÃO? OS FAMILIARES ENTENDERIAM? QUAL O MAIOR PROBLEMA QUE DIFICULTARIA OS FAMILIARES ACEITAREM-NOS?
TEMOS CERTEZA QUE MUITAS INDAGAÇÕES PASSARAM E PASSAM PELA IMAGINAÇÃO DE TODO HOMOSSEXUAL, NÃO SÓ DOS QUE SÃO PAIS.
AGORA TODOS PODERÃO TER OPORTUNIDADE DE ENTENDER, CONVERSAR E TALVEZ ELABORAR ESSA QUESTÃO DE REVELAR OU NÃO REVELAR A HOMOAFETIVIDADE PARA OS FAMILIARES, COMPREENDENDO UM POUCO MAIS O QUE ELES (OS FAMILIARES) SENTEM SOBRE SEU FILHO SER UM HOMOSSEXUAL.
O ENCONTRO É ABERTO A QUALQUER FAMILIAR QUE SE SENTIR INTERESSADO EM PARTICIPAR, É ABERTO A AMIGOS, FILHOS, NAMORADOS, COMPANHEIROS. VENHAM E TRAGAM SUA FAMÍLIA (APENAS ADULTOS).
FAÇAM SUA RESERVA, VAGAS LIMITADAS, OS INTEGRANTES DO GRUPO DE PAIS NÃO PAGAM, CONVIDADOS: $30.
INFORMAÇÕES (com os detalhes do endereço para garantir sigilo)
E INSCRIÇÕES COM VERA MORIS, vemoris@uol.com.br

22 de março de 2013

Bullying contra filhos de homossexuais...

Muitos homens e mulheres homossexuais, quando pensam em ter filhos, ou em assumir perante os filhos no caso daqueles que já os teve, relutam em faz-lo porque temem que o mundo, a sociedade, as famílias, as escolas, sejam locais onde eles sofrerão por serem de familias consideradas "não tradicionais".
Nenhum pai, nenhuma mãe, quer que seu filho sofra, especialmente se, de certa forma, o sofrimento deste filho seja causado por algum comportamento ou atitude destes pais. Eles não querem que seus filhos sofram discriminação por seus pais serm homossexuais.
Eu diria que isto também é verdade com relação á adoção, as pessoas relutam em adotar crianças de outra etnia por acharem que elas serão mais discriminadas por terem a pele mais escura que seus pais.
O Bullying, que nem existia no tempo que eu era criança, ou se existia tinha outro nome, pode atingir seriamente não só as crianças filhas de homossexuais, com oas próprias crianças homossexuais, em especial aqueles que tem um comportamento de gênero dissonante, ou seja meninos efeminados e meninas masculinizadas.
Esta semana minha filha chegou da escola super "puta" com um colega, ela me contou que á varios dias ele a estava perturbando, a chamando de FALSA, mas sem faze-lo diretamente, mas de forma velada e cochichada. E ela disse que acabou estourando, que pediu satisfação ao menino...bateu boca no meio da sala. Ate chorou no final da discussão de tão nervosa que ficou.
E o assunto deve ter sido mesmo grave pois, segundo ela, o professor não interferiu, e quando o rapaz foi retrucar o professor mandou que ele se calasse.
Como pai atento eu vi ai a possibilidade dela estar sofrendo algum tipo de perseguição...o tal bulluing, e perguntei se ela achava que o rapaz a estava perseguindo por ela ser adotiva, ou não ter mãe, ou o pai dela ser homossexual....
Ela me olhou com cara de espanto... NADA A VER PAI! ele é um chato e enche o saco de todo mundo, ninguem suporta mais ele, mas como nós estudamos juntos desde a 1a. série o pessoal não te coragam de perder o controle como eu perdi ( e olha que ela é super paciente...)

Ai ela me perguntou porque eu tinah me preocupado com isto...e ai vai o meu ponto de vista, que se quiserem pode servir de dica para outros pais e maes homossexuais:
"Os filhos da gente ás vezes não nos contam tudo que lhes acontece, ás vezes por vergonha, ás vezes por medo da reação dos pais, ás vezes por acharem que os pais ficarão tristes ou chateados com eles. As crianças não querem que os pais as deixem de amar por algo que possam ter feito de ERRADO, e preferem não tocar no assunto.
Cabe aos pais manter os canais de dialogo aberto, falar sobre assuntos dificies, falar sobre sexualidade, sobre preconceito, sobre drogas, sobre relacionamentos, se os pais nao deixarem este canala claramente aberto provavelmente os filhos não falarão sobre isto.
Crianças que sofrem bullying, crianças que são disrciminadas, que são agredidas, crianças vitimas de violencia sexual, ás vezes por parte de pessoas muito próximas, muitas vezes não encontram espaço, ou confiança, para falarem a verdade para seus pais, e se fecham sem ter para quem pedir ajuda, ou conselhos, pois temem ser recriminadas por não reagirem, por deixarem estas coisas acontecerem...
Quando você tiver seus filhos, lembre sempre disto!"

Depois ela me acrescentou detalhes como o fato que o menino agride todas as meninas, que ele não gosta de jogar futebol, que é super inseguro e só usa roupas "de marca" e que tem um unico amigo que ele idolatra...e ela mesmo me disse - acho que ele é gay. (olha ai a homofobia internalizada criando mais um marcos feliciano...)

Criar filhos é uma grande aventura, e agente aprende muito com eles! E você o que já aprendeu com seus filhos?

20 de março de 2013

Melhor CASADO? Melhor SOLTEIRO? PARTICIPE!

Participe de reunião do Grupo HOMOPATER no dia 23 de março!
 
SOLIDÃO NECESSÁRIA;
O PESO QUE DEPOSITAMOS NA BUSCA DE UM RELACIONAMENTO;
COMO VIVER COM ALGUÉM..
.PORQUE VIVER SÓ É TÃO DIFÍCIL;
COMO MANTER ALGUÉM QUE """ACHAMOS""" QUE AMAMOS;
PORQUE TENHO MEDO DA SOLIDÃO...
Muitos são os links que podemos fazer nesse setor tão complicado de nossas vidas (RELAÇÃO DE CASAL) entao vamos trazer esse assunto para nossa REUNIÃO TEMÁTICA, ABERTA, NESTA SEMANA NO DIA 23 DE MARÇO, 15 horas.
 
 Venham! Participem!
 
entre em contato!
 
Vera Moris
Psicóloga
Cons (011) 5581-8141
vemoris@uol.com.br
www.homopater.com.br

8 de março de 2013

Complimenti per le done!

Parabens ás minhas amigas mulheres, lesbicas, trans, travestis. 8 de março apesar de marcar a morte de centenas de mulheres, e só ter sido oficializado pelo ONU em 1975, é uma data que deve servir de reflexão e respeito!
Aliás, eu quero dar meu parabéns especial ao Laerte/Sônia, que não conheço pessoalmente, mas que assumiu um missão maravilhosa e corajosa, e que eu tenho admirado cada vez mais por seu discurso, seus argumentos.
Como pai de menina-mulher, como diriam no nordeste, eu torço para que ela encontre em sua vida muito mais justiça, menos sexismo, e se possível homens legais e que a façam feliz, mesmo que durante um tempo(!) uma vez que a felicidade tem que estar primeiro dentro da gente, para depois podermos dividir com outros, e não depender dos outros para ser feliz!
Não sei se a vida dela vai melhorar nos prximos anos com a comissão de diretos humanos entregue ao fisiologismo dos neo-pentecostais, mas posso garantir que eu, como pai, não vou cansar de lutar por isto!
Aliás, olha que bonito o logo comemorativo do Google hoje: