23 de maio de 2015

Mudando para a Irlanda em 3...2...1!

Apoiadores do 'sim' festejam resultado em Dublin após referendo que aprovou casamento gay (Foto: Peter Morrison/AP)

Se você está chegando de um passeio em marte, e não sabe do que estou falando.... leia AQUI!

E ai? Alguma chance disso acontecer por aqui?

21 de maio de 2015

Não é bem assim...

Choque / Negação / Raiva / Culpa

Meditação / Medicação / Alívio / Grace e Frankie


Nas últimas semanas muito se falou do lançamento da nova série da Netflix,  Grace and Frankie. A sinopse me deixou curioso, pois falava das agruras de duas esposas quando seus maridos saem do armário.
Como é um assunto com o qual convivo, pois conheço muitos homens que viveram relacionamentos com mulheres, em longos casamentos, e que depois saíram do armário, fiquei acompanhando o lançamento 
Os cartazes de divulgação (acima) também davam conta que iam ser abordados os temas relacionados a isto. O choque das esposas, a raiva e a negação, os caminhos que adotam para superar isto, o alivio e a culpa dos ex maridos, coisas que estes amigos do grupo HOMOPATER sempre relatam.
Mas...uó uó uó... que decepção!
Elas, e os filhos, e os amigos, superam tudo rapidamente... no segundo episódio da série já está quase tudo resolvido... sem brigas por patrimônio na separação, sem filhos revoltados, sem crises no trabalho ... no terceiro episódio a esposa já está indo a luta para conseguir um namorado... só piadinhas e comentários politicamente corretos... tudo muito civilizado.
Não querendo ser spoiler, eu fiquei abismado porque os caras trabalham juntos há vinte anos e não teve NENHUMA cena no trabalho, nada, parece que os funcionários, os clientes, todo mundo achou super tranquilo. E um escritório de advocacia é um lugar tradicional tanto aqui quanto na Philadelphia, que o diga Andrew Beckett. 

Estou no episódio 8 e não estou animado a ir até o 13... que é o último... Na realidade só penso em insistir porque a atuação da Jane Fonda e da Lily Tomlin (que também são as produtoras da série) estão ótimas, especialmente a tresloucada Frankie.

Eu até entendo, e aceito, que eles não tenham nenhum compromisso com a militância, e que nem tem obrigação disto, sei que é uma série americana cujo objetivo é divertir, fazer rir, mas ela é tão desconectada com a realidade - mesmo com a realidade americana - fazendo um esforço tão grande de fazer parecer que tudo é "normal" e "natural" que tira totalmente a emoção, fica vazia... sem graça ...na minha opinião só pela força da Nossa Senhora do Laquê que a Jane Fonda venha a invocar vai ter uma segunda temporada...
Acho que se eles mostrassem um pouco mais da verdade, das emoções conflitantes, acho que ia emplacar melhor, mesmo sem tirar o humor! Ao invés de insistirem no tema que "quem não aceita é que está errado"...

Será que estou sendo muito RANZINZA? Você assistiu? O que achou?


19 de maio de 2015

Eu sou ruim de cama!


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Outro dia o Mr. Jay virou para mim e disse:

- Você é muito ruim de cama!
E eu tenho que concordar! Sou ruim de cama mesmo!
Talvez não no sentido que você está pensando, eu sou ruim para dormir mesmo! Eu durmo pouco!

Eu pego no sono com facilidade, não me incomoda barulho ou luminosidade para dormir, mas eu acabo dormindo por apenas umas 6 horas direto, ás vezes menos. Costumo ir deitar lá pela uma da manha e ás sete já estou acordando...
Isto é uma característica minha desde muito novo, eu sempre era o ultimo a deitar e o primeiro a levantar... Eu nunca fui daqueles adolescentes que dorme 12/14 horas seguidas, como minha filha e meus afilhados - ou como a grande maioria dos adolescentes... 
Eu não consigo dar aquela enrolada na cama, se eu acordei eu levanto, se tocou o despertador eu nem uso a "soneca" para acordar 9 minutos depois (aliás, porque no mundo todo as sonecas dos despertadores tem 9 minutos? até o IPHONE é assim!)

Desde muito novo eu tenho um "sentimento" de que se eu ficar na cama eu estou perdendo coisas, estou deixando de fazer coisas... acho que é um dos momentos em que meu quadro geral de "ansioso" se  manifesta. Se eu acordo, olho no relógio, e vejo que são umas seis e meia, sete, eu já desperto... e muitas vezes isto acontece mesmo eu tendo ido dormir bem mais tarde, porque sai ou fiquei fazendo algo antes de deitar... 
Cama para mim é para dormir, no máximo ler um pouco, mas mesmo ler eu prefiro sentado.
Esta minha agitação "natural" não é uma coisa que me faz mal, mas acho que ela esta relacionada a várias outras ansiedades minhas, e seria mais legal se eu controlasse...E eu bem que tento...eu sei que acaba sendo uma fuga de outros pensamentos, até de me perceber mais... 
É claro que dormindo pouco eu acabo ficando com um pouco de sono em algumas horas do dia, especialmente em alguns momentos menos agitados... mas minha "velocidade" creu creu creu creu me ajuda a dissipar o sono quando aparece...

Mr. Jay é bom de cama... gosta de dormir, e mesmo quando acorda gosta de ficar na cama lendo, no computador... E  dorme fácil umas 10 horas seguidas - especialmente porque são muito poucos os dias, em função do trabalho e da faculdade, que ele tem oportunidade de fazer isto. Quando ele acorda e eu já levantei, especialmente no fds, ele me manda um recadinho no telefone para eu voltar para a cama... e eu volto todo feliz, e muitas vezes até durmo de novo! Dormir com ele é muito bom...
Aliás, ele tem me ajudado muito a controlar um pouco desta ansiedade exagerada de estar sempre fazendo coisas, querendo comer rápido, chegar logo nos lugares... eita! Ele vive me alertando - nem sempre com bom humor (rsrsrs) - sobre esta velocidade excessiva...na maioria dos casos desnecessária..

Agora, no outro sentido, que você pensou quando leu o título do post,  eu diria que sou bem normalzinho, que não sou nenhum atleta sexual.... rsrsrs... mas ai tem que perguntar para quem já experimentou.... rsrsr

E você? É bom de cama? Gosta de dormir?

17 de maio de 2015

Homofobia

O dia mundial de combate a homofobia coincide com o dia que a OMS retirou a homossexualidade da lista de doenças. (Dica do Renato)

15 de maio de 2015

Aversão Irreprimível no GNT


No domingo, dia 17, o canal GNT vai exibir um especial sobre a Homofobia, ás 20:30 - acho que vale a pena assistir

Aversão irreprimível á homossexualidade, esta é a definição de HOMOFOBIA nos dicionários, ou seja, medo irracional de gays e "coisas gays". O homofóbico tem a certeza de que a orientação sexual diferente da heterossexual é negativa, e isto gera um comportamento crítico, hostil, até mesmo violento. E não é preciso ser heterossexual para ser homofóbico. Os piores homofóbicos são pessoas que tem problemas com sua própria orientação sexual, muitos deles são gays, que depois de um tempo são desmascarados .
O pior tipo de homofobia é a "institucionalizada", aquela que é utilizada como plataforma para muitas religiões ou até mesmo alguns paises. A homofobia desumaniza as pessoas, um grande grupo de pessoas, nega sua dignidade, seus direitos civis, sua liberdade. Homofobia é um saco!

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Esta campanha rolou em Londres há algum tempo atrás, SOME PEOPLE ARE GAY, GET OVER IT! (algumas pessoas são gays, supere isto!). 

13 de maio de 2015

Mãe só tem uma! (2)

Um canibal convidou o amigo para jantar.

Na saída o amigo disse:
- O jantar estava uma delicia, uma carne maravilhosa, um sabor incrível! Você precisa me convidar para comer aqui de novo e repetir o cardápio!

O anfitrião disse:
- Impossível!

O convidado ficou chocado!
- Porque não? Me comportei mal? Dei algum fora por isto não quer me chamar de novo para repetir o jantar?

O anfitrião explicou:
- Não dá para repetir este jantar! Mãe só tem uma!


11 de maio de 2015

Mãe só tem uma!


Muita gente gosta de dizer que eu sou pai E mãe de minha filha. Alguns até falam que sou PÃE (mistura de pai e mãe). 
Eu discordo! E por isto mesmo eu não considero válido ser homenageado no dia das mães.

Eu nunca tentei ser pai E mãe, eu no máximo, no máximo, aceito que sou um pai um pouquinho melhor, não porque eu pessoalmente seja melhor, mas porque eu precisei assumir algumas responsabilidades e tarefas que em grande parte das famílias são divididas entre o pai e a mãe.
Na realidade o que acontece muitas vezes é que pela postura da mãe (superprotetora ou muito dedicada) e do pai (preguiçoso e /ou acomodado) o papel da mãe assume uma importância desequilibrada. Os pais se acomodam em deixar que o dia a dia seja tocado pela mãe, pois dá muito trabalho ter quem pensar em tudo que precisa ser feito, o papel de "provedor" acaba sendo o mais comum. E quado falamos de amor falamos de qualidade, não quantidade.
Meu irmão, por exemplo, conseguiu escapar desta pequena armadilha, ele teve, e tem, participação ativa no dia a dia dos dois filhos, e ele não é apenas o que "dá a ultima palavra" ou "provê". 

Mas eu já sabia que teria de cumprir uma parte dos papeis da "mãe" e isto não é nenhum mérito ou vitória. Aliás, eu sempre estive preocupado em mostrar que todos os papeis são importantes, não ter mãe não é necessariamente ruim, não atrapalha em nada o desenvolvimento da criança, mas ter mãe também não é a solução de todos os problemas. Acreditar que o pai não faz falta é fácil, a realidade de mães solteiras, ou mães divorciadas, que criam seus filhos há quilômetros de distancia de seus pais esta ai para mostrar isto. Talvez seja um pouquinho mais difícil as pessoas aceitarem que isto também é verdade com relação aos que são criados sem mãe. 
A vida de minha filha seria melhor se tivesse uma mãe? Não acho, acho que ela seria apenas diferente, nem pior nem melhor, o que precisamos é de alguém que ame a gente, que cuide da gente, isto é família, e não o formato dela
.E o mesmo é verdade em relação a ter avós, primos, irmãos, tios, padrinhos... ter ou não ter estas coisas não é pior nem melhor. Apenas é!

E você? Que parente não teve, ou teve pouco contato, que poderia ter feito a diferença em sua vida?


8 de maio de 2015

Oi! Eu dei!

...Continuação do post anterior

O mais incrível - ao menos para mim - do fato da minha filha ter tido sua primeira relação sexual - foi a naturalidade com que ela encarou o assunto... ela contou, e conta, para as pessoas com a maior naturalidade. 

Não que isto seja ruim... eu acho até engraçado!
Quando fomos passar o fim de semana na casa da madrinha dela, de quem somos muitos íntimos, ela virou, no meio da conversa, e disse, Madrinha tenho que te contar algo... EU DEI! Isto no frente dos filhos dela, que são tratados como primos, a madrinha começou a rir, os meninos queriam detalhes... na maior naturalidade...
Na mesma semana a minha prima veio me contar que ficou até sem ar, quando estava no elevador com minha filha e ela virou, do nada, e disse EU DEI, com a maior naturalidade...
Pode até ser que algum moralista de plantão ache isto uma imoralidade, falta de bom senso, ou até uma banalização de um assunto sério. Eu acho muito bom ela encarar com naturalidade o assunto!

A gente GOSTA DE DAR presentes! Eu aprendi que o cérebro se beneficia disto! O sorriso de quem recebe ativa nosso cortex frontal, bem ali no meio dos olhos, o que gera uma sensação de prazer...até pensar em ser generoso já ativa nossa sensação de recompensa... 
Eu fico imaginando o quanto o cortex cerebral da minha filha ficou ativado com a alegria do rapazinho que foi o primeiro dela! (e também fico pensando em comprar uma espingarda.... rsrsrs)

Quando ela era pequena várias vezes ela vinha me chamar para ver o cocô dela no banheiro... Dizem que as crianças fazem isto porque sabem que os pais ficam felizes por ela ter feito cocô direitinho,  na privada ou penico, porque o cocô mostra que a criança comeu bastante... Mas é um tipo de ativação do cortex cerebral bem esquisitinha... que só pai e mãe acha bonitinho... (rsrsrsr)

Para mim, como pai, este momento marca de forma indelével o fim da infância de minha filha... ela não é mais criança! Não que eu infatilizasse minha filha, eu sempre a tratei com a idade que ela tinha, e muitas vezes até como uma criança mais velha do que ela realmente era, quando delegava responsabilidades para ela, decisões. E ela cresceu sabendo dos prazeres e responsabilidades e tomar as próprias decisões... Mas é um marco para o paizão aqui, sem dúvida!

E você? Quando deu saiu contando para todo mundo? A Patricia comentou que não contou para ninguém!

4 de maio de 2015

Like a Virgin #SQN

O episódio a seguir não é recomendado aos caretas e machistas....

Então... Numa noite, você esta deitado na sua cama lendo, com seu namorado ao lado, e sua filha chega, depois de ter saído com um rapaz que ela estava conhecendo há algumas semanas, e bate na porta:
- Pai, posso falar com você?
- Entra filha!
- Pai, preciso te contar uma coisa.
- Fala meu amor
- Eu perdi a virgindade! (num berro, com um sorriso enorme e pulando na minha cama)
....alguns minutos de silencio e falta de ar no meu lado da cama... 
- Quando foi isto querida?
- Agora a pouco...
... novos minutos de silêncio... Mr Jay de queixo caído....
- Que legal querida, você gostou?.. ( eu já estava treinando para dizer isto)
- Foi ótimo, foi incrível, eu adorei...
 Ai ela me contou , com alguns detalhes, que eles foram na casa do tio do rapaz que estava viajando e ele tinha a chave, o fato do rapaz ter usado duas camisinhas, sobre o sangue que saiu, como foi estranho ficar pelada na frente de um cara, e etc...

Pode parecer estranho para muitos pais de meninas, mas eu fiquei orgulhoso e feliz com tudo que aconteceu... O fato de eu ser o primeiro para quem ela contou, até antes de alguma amiga, me mostra que temos abertura para conversar, me mostra que eu criei laços importantes com ela, me mostra que ela confia em mim. 
É claro que é estranho, até um pouquinho constrangedor, passar por este momento, estranho porque é um marco na vida de qualquer pessoa, e machistamente eu penso que na vida de uma mulher é até mais importante. E um pouquinho constrangedor porque é um nível de intimidade - e detalhes - que não estamos acostumados a lidar...

Eu já vinha conversando com ela sobre isto ha alguns dias, ela me dizendo que ele era um rapaz legal, que estava pensando em perder a virgindade com ele, que não aguentava ser a ultima virgem de todas as amigas, que não queria estar apaixonada por quem fosse acontecer isto (como não estava pelo rapaz). Tínhamos até falado que ela precisaria ir na medica e tomar pilulas antes disto, eu falei para ela pensar que ele poderia "desencanar" dela depois e que talvez ela ficasse chateada, falei que ela deveria pensar em conhecer ele um pouco melhor antes... é bem complicado dar conselhos nesta hora. E no final ela acelerou tudo... O que me deixou, do ponto de vista da saúde, um pouco estressado!

Eu perdi minha virgindade relativamente tarde, especialmente porque eu não tinha vontade de transar com uma mulher e ainda não tinha bem claro o que eu era. Fui transar pela primeira vez - com um cara - com quase 21. O que talvez não fosse tão tarde assim para um nerd como eu! 
Com relação a mulheres ...eu ainda sou "tecnicamente" virgem.

Sexo é uma coisa incrível, espero que você concorde! A primeira vez é o momento em que você percebe e entende o real sentido da palavra intimidade. Antes disso você não sabia o que era ter intimidade com alguém! E eu não estou falando só de cópula, de penetração, porque para mim sexo é muito mais que isto.
Eu até aceito que tenha gente que tenha medo da primeira vez, que nem goste muito de sexo, mas gostando ou não é uma experiencia pela qual deve-se passar. Eu realmente me senti incrível no dia seguinte, do mesmo jeito que ela parece ter se sentido.

E você? Gosta de sexo? Sua primeira vez foi legal?

continua o assunto AQUI

27 de abril de 2015

Curso na USP sobre Diversidade de Orientações Sexuais e Identidades de Gênero

Uma super dica para quem quer se aprofundar no assunto! Edith Modesto, fundadora do GPH e do PROJETO PURPURINA estará ministrando, do dia 9 de maio ao dia 4 de julho um Curso de Extensão na USP. Veja o cartaz abaixo:

Eu participei de algumas aulas no ano passado e posso dizer que os temas, a maneira como são abordados e a troca de experiências são incríveis.  
O legal é que é um curso oficial da USP, com direito a certificado e para algumas faculdades até serve como crédito.

Para fazer sua inscrição, que começam hoje, dia 27 de abril, você precisa ir até a USP, na Administração da FFLCH (Faculdade de Filosofia Letras e Ciências Humanas) na Rua do Lago 
717, sala 126Pessoas de outras cidades podem fazer inscrição por email: reina@usp.br