14 de janeiro de 2015

Começo, Meio e Fim!

(ainda sobre o que estava falando no outro post) 


Você conhece o JOGO DA VIDA?
é muito divertido!
Entrando na onde de balanços de final de ano...Se eu morresse hoje, e antes de morrer eu tivesse tempo de "ver minha vida passar diante dos meus olhos" - como muita gente em situações limites relata -  eu acho que meu balanço seria extremamente positivo. 
Eu não fiz muita, muita, muita, muita coisa que tinha pensado em fazer, que imaginei fazer, que sonhei fazer...tive uma vida bem mais "normal" do que meus projetos iniciais... o que pode ser frustrante numa análise preliminar...

Mas eu tb fiz muita muita muita coisa fora de meus projetos de 30 ou  40 anos atrás... coisas que hoje tem valor mais incrível do que ter viajado muito mais (projetos não executados)  ter outros empregos (projetos que não tive oportunidade), ter mais filhos (postergados, mas ainda com possibilidades)...
Poder ser que eu seja "conformado" ou me contente com pouco, mas eu realmente acho que minha vida tem valido a pena de ser vivida. Eu sou muito nostálgico com meu passado, mas sou muito mais ansioso com o que está por vir... e até me divirto com os planos que ainda tenho e que talvez nunca execute...eles me mantem alerta! rsrsr


Eu tenho uma excelente resiliencia, não tão boa quanto a de minha filha e a do Mr. Jay, mas o suficiente para levar para minha vida as memorias e sensações que me fizeram feliz, e que me fizeram triste, para aprender mais sobre o futuro...
Eu não posso negar que tive sorte e que de certa forma os Deuses me foram simpáticos! Mas acho que isto tb teve relação com minha forma de encarar a vida...muitos aspectos da finitude me entristecem, mas estou tranquilo com ela...basta ser pleno, com menos "mimimi" que as coisas vão caminhando pensou eu...

E você qual teu balanço?






11 de janeiro de 2015

É só agendar no POUPATEMPO!


Há alguns minutos eu estava falando com o José Soares, que veio me perguntar se eu estava mudando meu estilo de postagem ou estava em crise de identidade...
EXPLICO... eu tenho o hábito de "anotar" temas sobre os quais gostaria de escrever como POSTAGENS FUTURAS e como fiquei uns dias sem dar a devida atenção ao meu BLOG estes posts enigmáticos - com apenas uma frase - foram publicados, o que ficou bem esquisito!
Além do episódio confirmar que o Zé é um cara para lá de especial e carinhoso, o assunto CRISE DE IDENTIDADE veio á baila..
No final do ano é comum as pessoas vibrarem no binômio "balanço da vida e planos futuros", e muitas vezes isto pode desembocar numa certa "perda temporária de RG"... não é mesmo?
A nossa vida, a história do mundo, a ciência, é sempre marcada - melhor seria dizer organizada - por ciclos, com começos meios e fins... temos esta necessidade, e o começo de um novo ano é muito propicio a fechar um ciclo e rever o que foi feito. Aliás acabo de ler um post do Railer falando sobre uma garota que se suicidou, fortemente relacionada a esta questão dos balanços finais...

E eu já fiz este balanço algumas vezes...e como minha filha não lê este blog, eu posso contar para vcs... 
Faz algum tempo eu deixei com minha irmã uma carta para minha filha... se me acontecer alguma coisa... não é uma carta de despedida, é uma declaração de amor, algo que pode finalizar o que sempre tentei demonstrar  e que de certa forma não poderei mais fazer pessoalmente se algo acontecer... Não é uma carta de controle, pedindo que ela faça isto ou aquilo, não tem nenhuma revelação bombástica do tipo novela mexicana, é só mesmo uma despedida... que deixa recados de amor para ela e para outras pessoas 
Eu já troquei esta carta duas vezes, porque ela foi crescendo, porque pessoas entraram e sairam da minha vida, porque amadureci,  e achei que deveria falar as coisas de outra forma...é muito mais do que uma despedida, é assumir a tal "responsabilidade por aqueles que ama" como diria o Exuperry... que morreu num acidente de avião e com certeza não teve tempo de fazer algo parecido...
Hoje, com ela maior, eu tenho menos mêdo de "faltar" para ela - uma eterna preocupação dos pais e mães - pois sei que ela vai se virar bem sem eu... é só amor mesmo...Quando ela era menor eu achava ainda mais importante que acho hoje, eu tinha mais medo de deixa-la desamparada, e até cheguei a pedir que minha irmã assumisse a guarda dela.
Isto pode parecer "prá lá de morbido" mas eu achei que era importante. A morte não é uma possibilidade, é uma certeza, e falar sobre ela é mais importante do que muitos imaginam...

E você, já pensou em deixar uma carta para alguém?



10 de dezembro de 2014

e o que te BROCHA?

No outro texto, quando eu falava sobre o que me dava tesão, ou melhor, sobre o fato de eu não conseguir definir direito o que me dá tesão na vida, o Paco comentou que para ele seria mais fácil definir o que tirava o tesão, em outras palavras, o que brochava...
Antigamente eu seria categórico, diria que "gente burra me brocha!". Eu falava muito isto... 
Implicava com gente que assistia novela, achava um despropósito quem gostava de lavar o carro de fim de semana, se a pessoa dissesse que assistia o Silvio Santos ou o Faustão.. vixi....caia muito no meu "conceito"...
Eu tinha até um certo preconceito com quem não tinha ensino superior, sério mesmo! Isto era um fator para eu me interessar - ou não -  por alguém.. 
Enfim, gente que eu considerava "burras"... me brochavam...Além daquelas sem papo, sem assunto, que não tinham o mínimo de cultura geral... enfim... eu era um ser pedante e pernóstico... um verdadeiro "viado"!
Por sorte, e com a ajuda dos anos, a gente vai aprendendo o que é realmente importante...hoje em dia eu vejo como eu fui bobo de ter pouca paciência e até mesmo de afastar das tais "gentes burras"...mas é aquela estória, não dá para refazer o caminho com a experiência que temos hoje...
Atualmente o que me brocha um pouco é gente que "se dá muita importância", gente que não saber rir de seus defeitos e nem estar aberto a opiniões diferentes... gente que "se acha"... Mas como nos outros casos, talvez daqui algum tempo eu descubra uma outra faceta nestas pessoas... rsrsrsrs

Ah... e na cama? Na hora do sexo,  transar de meias definitivamente me brocha! Mesmo que esteja frio... meias só para dormir...

E para você? O que te BROCHA?

ALIÁS, o certo é Brocha ou Broxa?  "As palavras brocha e broxa existem na língua portuguesa e estão corretas. Porém, seus significados são diferentes e devem ser usadas em situações diferentes. A palavra brocha se refere a um prego de cabeça chata e a cravinhos de ferro usados em sapatos, bem como a chavetas, correias ou cordas usadas em carros de boi. Pode significar também um fecho ou alguém que está desanimado ou doente. A palavra broxa se refere a um pincel grande. A palavra brocha tem sua origem na palavra em francês broche, devendo assim ser escrita com ch. É sinônima de prego, tacha, percevejo, fecho, broche, bem como de desanimado, desalentado, doente, debilitado e enfermo. A palavra broxa poderá ter sua origem na palavra em francês brosse, tendo evoluído de ss para x. É um tipo de pincel grande e grosseiro muito utilizado em caiação e em pinturas rápidas e toscas"

2 de dezembro de 2014

O QUE TE DÁ TESÃO?

repetindo a pergunta: O que te dá Tesão?

Se você pensou em bunda, pau, peito, boca e outras partes da anatomia .... além de eu achar que vc é uma pessoa superficial eu diria que vc "só pensa naquilo"! E também diria que o buraco (ui!) é mais ...profundo...
O tesão a que me refiro é o "tesão" que te move, que te entusiasma, o famoso tesão pela vida!  (como a Regina Navarro Lins fala na imagem aqui ao lado) *
 
Eu tive dois episódios esta semana que me fizeram refletir sobre o meu "tesão pela vida". 
O primeiro foi na minha terapia, pois nesta virada junguiana da vida (a fase em que eu posso ser quem eu realmente sou ao invés de ser quem eu precisava ser) estou me deparando com estas questões. Várias coisas não precisam de muita atenção da minha parte...a filha cresceu, o relacionamento vai bem e o namorado é um cara bem resolvido, as coisas no trabalho estão em ordem, a saúde boa... mas a minha ansiedade piorando dia a dia!
Esta ansiedade, já descobri, está relacionada á minha vontade de ajudar, de fazer pelos outros, que por sua vez esta relacionada á baixa auto-estima de querer que gostem de mim, num mecanismo de "se precisarem de mim vão gostar de mim"...
O segundo momento em que este meu tesão foi questionado foi quando conversava com o Mr. Jay sobre o natal, e meu aniversário que está chegando, e ele disse... "é muito dificil dar presente para vc! não tem nada pelo que você é SUPER interessado, você não é muito consumista, nem fica desejando muitas coisas".
Ou seja, estou recebendo muitos sinais e avisos que devo começar a priorizar um pouco mais as minhas coisas, ir de encontro aos meus desejos, vontades, gostos.....
A pergunta "o que te dá tesão?" está ecoando na minha cabeça... e eu como sou bem caxias, assumi esta descoberta como uma "lição de casa". Não que isto seja verdadeiramente um problema, eu estou encarando muito mais como uma QUESTÃO, algo que eu posso me esforçar mais para aprender ou melhorar.
Eu nunca fui um fã inveterado de ninguem, como já disse gosto e admiro muita gente, mas sem nenhum exagero, tenho alguns hobbies, alguma vertente de colecionismo, mas nada disso parece estar relacionada a este TESÃO PELA VIDA de que falo. O Klecius me perguntou se meu tesão não estaria nos relacionamentos, nas pessoas, nas construções de relações... eu acho que eu concordo; estar com quem eu gosto me deixa realmente "pilhado", e invisto muito tempo, cérebro e "coração" nesta questão... mas me parece uma coisa tão etérea, que não ajuda muito a "pessoa saber o que gosto para me dar um presente"...
 
Será que eu tenho que eleger um "tesão central" ou é aceitável ter "multiplos tesões", porque eu francamente acho que tenho entusiasmo por muita coisa, embora nenhuma delas exageradamente...
 
Ah lembrei de mais um episódio que aconteceu na sexta e que trouxe esta questão á baila! Eu estava conversando com a Prof.a. Márcia Berbel e disse: "o que mais me admira aqui na História da USP é o entusiasmo com que os professores dão aula" e ela me disse " isto acontece porque aqui na USP os professores estão nas cadeiras, nas disciplinas, em que são mais especializados, são assuntos que escolheram em suas vidas e que conhecem profundamente, são coisas pelas quais eles tem tesão!"
Conspiração cósmica.... todo mundo me fala do mesmo assunto!
 
E você, pelo que sente TESÃO, o que te dá tesão nesta vida?
 
 
* um blog "de família" como este... só poderia falar deste tipo de Tesão não é mesmo? #SQN

28 de novembro de 2014

Diário de Um Jovem Soropositivo


O Gabriel do DIÁRIO DO SEGUNDO ARMÁRIO está lançando domingo o Livro O SEGUNDO ARMÁRIO, e numa iniciativa para lá de legal ele disponibilizou o livro dele gratuitamente para DOWNLOAD! Legal não é? Veja o que ele fala sobre o livro:

"Pretendo, com minha história, despertar para a importância do combate constante ao estigma e à discriminação, certamente mais letal que o HIV. Assim, espero que as pessoas possam desvendar, comigo, as vivências e descobertas da vida com HIV. Abri mão dos direitos autorais e a editora não terá objetivos de lucro. Assim, conseguiremos deixar o ebook disponível gratuitamente para download na maioria dos aplicativos para essa finalidade."

Você pode achar o livro em : http://www.indexebooks.com/armario.html



24 de novembro de 2014

WAKE UP TIME!

Que horas vc gosta de levantar? 
Tem gente que gosta de levantar cedo! Tem gente que gosta de levantar tarde... normalmente nos dias de semana, nos dias de trabalho, não podemos escolher muito, a hora de levantar é determinada pelas obrigações! Então, uma das coisas mais deliciosas é poder relaxar um pouco neste quesito, deitar tarde - normalmente - porque não se tem nenhum compromisso de horário no dia seguinte e acordar a "hora que acordar"...
Eu faço muito pouco isto, levantar a hora que der "na telha". Dos 7 dias da semana normalmente em 6 deles eu tenho compromissos de horário matinais, não só compromissos de trabalho mas familiares também - na quinta por exemplo, feriado em Sampa City, tive que levantar ás 6:30 para levar a filha num simulado, no sábado levantei 7:30 para ajudar a prima na mudança.
Este domingo eu finalmente poderia acordar a hora que quisesse! Observem por favor a conjugação do verbo "poderia"... poderia mas não pude!
Mr. Jay sempre diz que eu sou ruim de cama, que durmo pouco e sempre acordo cedo mesmo quando não preciso, e ele tem razão, além da minha agitação natural eu tenho um sono relativamente leve, pego no sono fácil mas também acordo com barulhos e outros quetais...
E por falar em "quetais"... minha vizinha do andar de cima tem providenciado um quetal na figura de um cachorrinho chatinho que late muito, muito mesmo! E ele late sem horário, durante horas ás vezes... quando isto acontece durante o dia não me incomoda tanto (not!) mas de vez em quando ele começa a "lateção" á meia noite, ás tres da manhã... e a dona parece não se incomodar muito, deve achar "bonitinho" pois eu sei que ela tem mais outros 3 cachorros (num apartamento!), ou talvez ela tenha o sono pesado ... que eu não tenho.
Eu já tive cachorro, que também latia, mas era aquele latido de excitação quando chegávamos em casa, ou quando ele ficava sem comida na tigela, mas sempre procuramos fazer com que os latidos cessassem, o que não parece ser a atitude básica da tal da vizinha - que recentemente descobri ser veterinária. Nos EUA eles até tem um termo para isto, é o chamado Cão Estorvo (Nuisance Dog)
Eu juro que não quero ser chato, mas algumas das vezes tenho ligado para a portaria para reclamar - e eles ligam na vizinha pois escuto o interfone dela tocar. O problema não é reclamar, o problema para mim é perder o sono, pois ter que sair de baixo das cobertas, acender as luzes, ir até a cozinha, ligar para a portaria, falar com o porteiro... bom, meu sono já foi embora...
Esta semana isto aconteceu várias vezes e o pior é que na quinta, quando ele latiu a noite toda, o porteiro me falou que ela tinha ido viajar...(CUMA? viajou e deixou o cachorro latedor de presente para os vizinhos?).
Confesso que decidi não ser mais tão paciente e "compreensivo", sei até que a lei no silêncio se aplica se o latido for das 22 ás 6... mas na realidade o que me frustra é que a pessoa que queira ter cãezinhos não se preocupe que eles podem estar incomodando os outros... mais uma vez estamos falando de educação... um assunto mais do que recorrente na minha vida!
Mas é um fastídio ter que reclamar  e exigir o BÁSICO! Dammi una stanchezza!

E você? Você é bom de cama? O que te tira o sono? 

21 de novembro de 2014

Pobreza Pega!



"- Maria de Fátima, quando você trouxer um copo de água para seu convidado não traga na bandeja, você é a dona da casa, quem usa bandeja é garçon"
A frase, dita por Odete Roitman (personagem antológica da atriz Beatriz Segall) para a social climber Maria de Fátima, ilustra bem um dos exemplos de etiqueta, de comportamentos, que não "pega bem" para os ricos.
Eu assisti esta cena ontem... o Mr. Jay é fã confesso de clássicos pop, e dentre as coisas que ele curte estão as novelas antigas, recentemente ele comprou o DVD da Novela VALE TUDO onde o grande mistério "quem matou Odete Roitman" ocupou o imaginário popular por meses!
Mas o mais engraçado foi ele me dizer para prestar atenção na Odete, para deixar de fazer "coisa de pobre"! O que me fez rir muito... pois ele tem razão, eu realmente faço um monte de  "coisas de pobre"...
     
  • Colocar água no frasco de shampoo para diluir o resto e "aproveitar" até o fim...
  • Trazer para casa os saches e guardanapos que sobram quando almoça no fast food...
  • Guardar alguns potes de embalagens (de coalhada seca por exemplo), ou sorvete, para reaproveitar para congelar coisas na geladeira...
  • Usar o verso de folhas de papel, inclusive de malas diretas que chegam em casa...
  • Gostar de canetas de brinde - a gente sempre pode precisar não é?
  • e algumas outras que não me lembro agora...
 
Bem...bem.... posso até admitir que algumas destas práticas podem não ser requintadas... mas acho que meu grande gancho para estas atitudes é o desperdício e o "valor do dinheiro"... Apesar de meus avós terem sido lavradores com muito pouca instrução formal, vindos da Italia e da Espanha na primeira década do Séc. XX, eu tive uma infância confortável, pude brincar, estudar, ver televisão á vontade... meu avô ralou bastante e meu pai também, para que isso acontecesse... Mas sempre fui treinado para dar valor ao que tinha, a saborear as conquistas, a poupar para momentos dificieis e a não desperdiçar.
Na mente dos avós os sacrificios das duas guerras mundiais, das revoluções internas, sempre estiveram presentes, o meu avô sempre manteve na casa dele uma despensa de "Gúééérra" - ele nunca entendeu que em português não se encompridava a pronuncia da vogal antes da doppia. A despensa era um armário na casa - ou até mesmo um pequeno quarto nas casas maiores que teve - onde ele sempre tinha um estoque de "coisas que podiam faltar numa guerra", tais como dezenas de latas de massa de tomate, garrafões de água, fardos de papel higiênico, e outros enlatados e conservas... apesar de só morarem ele e minha avó ele fazia compras no Makro para sua despensa de "guéééérra".
Detalhe, no sítio e na casa de praia estes quartos e armários eram "secretos", escondidos atrás de portas falsas de lambris e até mesmo chaveados - para ver como ele levava a sério este assunto!
Mesmo minha mãe tinha sua "despensa de guerra" quando eramos crianças, a qual ela sempre recorria quando faltava algo na hora que estava cozinhando...
Eu não tenho memória de guerra, nem de revoluções onde o abastecimento foi seriamente prejudicado, mas tenho memória da inflação onde as coisa perdiam valor muito rápido... tenho memória da reserva de mercado, onde os produtos de qualidade e importados eram quase inacessíveis... talvez este conjunto de fatores, e minha consciência ecológica, em especial no que se refere a desperdício de papel por exemplo, é que me fazem ter algumas "atitudes de pobre"... mesmo me divertindo com as brincadeiras do Mr. Jay eu pensei, pensei e não vi nada demais em continuar a fazer alfumas destas coisas, que podem não ser "de gente rica", mas que estão bem de acordo com o que acredito e fui treinado!
Aliás, eu mesmo já "acusei" minha mãe de ter estas atitudes "de pobre", quando por exemplo vai fazer compras num supermercado muito mais longe da casa dela só porque é "mais barato que o Pão de Açucar" e depois, com mais de 70 anos, tem que se matar para descarregar as compras do carro, ao invés de mandar entregar como eu faço...
 
E você? Tem "atitudes de pobre"? O que pensa disto?
  
 
 E para ilustrar, algumas frases da "Odete Roitman" que achei na net...
 
- “Eu gosto do Brasil. Acho lindo, uma beleza. Mas de longe, no cartão postal. Essa terra aqui não tem jeito. Esse povo daqui não vai pra frente, é preguiçoso. Só se fala em crise e ninguém trabalha?”
 
- “Você acha que eu vou pegá-los no aeroporto? Eu acho a coisa mais jeca dar plantão em aeroporto. Eles até colocaram vidro para as pessoas não verem quem está chegando, mas mesmo assim as pessoas colocam o nariz no vidro, penduram criancinha pra dar 'tchau'. Eu vou mandar o chofer.”
 
- “Chinelo, chinelo... Que palavra horrível! Português é uma língua tão chinfrim.”
 
- “E eu que pensei que alguma coisa tinha mudado nesse país. Foi só botar o pé aqui que você começa a sentir esse calor horroroso, uma gente horrível no caminho, gente feia esperando ônibus caquéticos no ponto.”
 
- “O Brasil é um país de jecas. Ninguém aqui sabe usar talher de peixe.”
  
- “Você pode imaginar uma menina inteligente e sensível como a Maria de Fátima [Glória Pires] morando em uma cidadezinha de interior ao lado da mãe? No dia do aniversário ganhando bolinho com velhinhas, olhinho de sogra, cocadinha, docinho de leite, salgadinho enfeitado com florzinha de tomate?”


 

12 de novembro de 2014

Eu jamais iria no Museu Pelé!

Eu sempre digo que criar filhos é uma aventura muito divertida e estimulante não digo? Acompanharmos as fases e os desenvolvimentos dos filhos é que nos faz sempre pensar em toda nossa trajetória...
Ontem li a notícia sobre a inauguração, em Santos,  do Museu Pelé. Eu nem gosto de futebol, mas comentei com minha filha que deveria ser um lugar legal pois foi construido num prédio histórico no centro de Santos que estava em ruinas e que foi reformado.
- Quer ir lá conhecer?
- Eu jamais iria no Museu Pelé!
- Cuma? Porque?
- O Pelé foi omisso durante a ditadura e nunca ajudou o movimento negro, eu acho que ele prestou um des-serviço á população!
- Mas o Pelé é reconhecido mundialmente, vai ter gente que vai vir de todos os lugares do país , e até do mundo, para conhecer o Museu e a cidade de Santos onde ele viveu e começou a carreira, aliás, Santos já é conhecida mundialmente por conta do Pelé!
- Eu preferia muito mais ir a um Museu dedicado ao Socrates, que lutou contra a ditadura e criou a Democracia Corintiana.
- Mas o Pelé também tem seu valor, o Sócrates, por conta de seus excessos com bebida, não é exatamente um exemplo para os jovens.
- O Sócrates tinha uma doença, ele tinha um problema genético chamado alcoolismo, e independente disto ele fez muito mais que o Pelé.
- Mas posso te garantir que se construissem, lado a lado, o Museu Pelé e o Museu Sócrates, ia ter muito mais fila de gente querendo entrar no Museu Pelé!
- Mas eu ia no Museu Socrates!
 
Resolvi dar por encerrada a conversa, não só por que o objetivo de uma conversa não é ter um vencedor (o que ás vezes ela não entende ainda) mas principalmente por ver que ela tinha uns argumentos interessantes... alguns típicos de uma jovem eleitora da Luciana Genro como ela....o que não os invalida...
 
E você? Em qual Museu quer ir?