23 abril 2014

saia justa no SAIA JUSTA


Estava zapeando a tv no fim de semana quando passei pelo programa SAIA JUSTA (GNT) em que a as apresentadoras falavam de "quantas vezes por semana é o ideal transar".
Uma falou que "no começo do relacionamento a frequencia é maior", outra que a "qualidade era mais importante que a quantidade",  que "homem gosta disto ou daquilo" e assim por diante.  Nada muito novo e revelador. Mas o silêncio da Barbara Gância para mim foi constrangedor!
Como lésbica assumida eu acho que ela perdeu uma excelente oportunidade de enriquecer a conversa, de mostrar como esta relação de quantidade e qualidade pode ser diferente na percepção de duas mulheres que estão juntas. E foi uma saia justa para todas, porque, sabendo que a Barbára é lésbica, tanto a Astrid, quando a Mônica Martelli- tão "moderninhas" - podiam claramente ter abordado esta questão! E todas se calaram! Na minha opinião foi uma chance perdida para se falar da homoafetividade de maneira natural e aberta.
Não sei se existe algum "acordo" entre elas do tipo DON´T ASK DON´T TELL, para não manchar a aura de clube da luluzinha hétero do programa... especialmente depois que a Bárbara foi agredida pela Paula Lavigne (veja AQUI )... Dificil acreditar que nenhuma delas pensou "mas entre duas mulheres deve (ou é) diferente"
 
Não estou dizendo que a Bárbara deve ser uma militante aguerrida e pontuar sempre os asuntos com seu olhar "não hetero", nem acho que ela devia, ao falar do assunto, falar de suas relações ou de sua orientação e prática sexual. Mas eu acho que sim, ela teria a obrigação, como jornalista, como minoria, como mulher, de ajudar a tornar cada vez mais este assunto MENOS TABU e mais natural!
Porque os homofóbicos não se envergonham de falar de suas preferências não é?
 
Aliás, se fossem boas jornalistas elas deveriam ter falado disto mesmo sem ter nenhuma lésbica no recinto - e tenho quase certeza que não falaram justamente PORQUE tinha uma lésbica no recinto, da mesma forma que presenciamos quando amigos nossos - até familiares - se" esquecem" de comentar sobre o Felix da novela com a gente! Ou outros assuntos relacionados á homossexualidade!
Mas minha prima não é jornalista, nem formadora de opinião!
 
Acho que, de certa forma, enquanto nós gays não nos acostumarmos em falarmos de nossas relações, de nossas particularidades, com naturalidade, vamos ter que continuar aceitando que o assunto não seja pautado nas leis e nas reinvidicações!
 
E você, acha que jornalistas gays e lésbicas devem pontuar mais suas opiniões? Isto ajudaria?


21 abril 2014

Workshop sobre a MEIA IDADE do homossexual

divulgando:
 
Da meia-idade a maturidade: reflexões sobre as transformações, os desafios e as oportunidades que homens gays enfrentam com o passar dos anos.
 Workshop com seis horas de duração, conduzido por Klecius Borges, psicólogo e psicoterapeuta, especializado no atendimento a gays, lésbicas, bissexuais e seus familiares, e autor dos livros "Desiguais", "Terapia Afirmativa" e "Muito além do Arco-íris: amor, sexo e relacionamentos na clinica homoafetiva".
Este workshop tem por objetivo refletir sobre os principais desafios, dificuldades, temores, fantasias e expectativas com os quais homens gays costumam se deparar durante o processo natural de envelhecimento ("aging"). Assim como, sobre as oportunidades de crescimento e de desenvolvimento pessoal que essa fase da vida proporciona àqueles que se dispõem a vivê-la de forma criativa e voltada à busca de um significado mais profundo.
O trabalho envolve, além da troca de experiências entre os participantes, a apresentação e a discussão de alguns conceitos empregados pela psicologia analítica, tais como os de individuação e metanoia, e o dos arquétipos "puer" e "senex", auxiliares na compreensão das dinâmicas psicológicas profundas do processo de "aging", analisado sob a ótica do homem gay.
O workshop se destina tanto a indivíduos que se encontram nessa fase de vida, quanto àqueles que se interessam, direta ou indiretamente, pelo tema, por exemplo, companheiros mais jovens de homens mais velhos.
Data: sábado, 26 de abril.
Horário: das 10:00 às 17:00 com intervalo de uma hora para almoço.
Local: Rua Cristiano Viana, em Pinheiros, São Paulo.
Custo: R$ 180,00
Inscrições e mais informações pelo email terapiafirmativa@uol.com.br

16 abril 2014

isto é interessante, e pode servir para alguma coisa!

Vocês já leram a Revista da Cultura? Que distribuem lá na livraria? Ela é muito interessante! Tem muitos artigos interessantes!
E os programas de peças de teatro, de óperas, tem uns tão interessantes não tem? Bonitos, bem diagramados! Vale a pena guardar!
E a revista que distribuem na Droga Raia? Além de trazer informaçoes você ainda contribui para causas sociais! Mas nem sempre dá para ler na hora, melhor guardar e ler depois!
E sabe aquele jornalzinho das imobiliárias no farol? Ele também tem informações que podem ser úteis...se não der para ler na hora eu leio depois!
E com isto os papeis, as revistas, os livros, os catálogos ... vão se acumulando! 
Ai eu tenho que guardar os recibos, notas fiscais e extratos, documentos médicos, certificados, escrituras, contas já pagas... um coleção de livros do Asterix, outra de folclore, alguns livros...
E também acumulo muitos arquivos no computador, para consultar no futuro...
E também as recordações, o desenho que a filha fez aos seis anos, aquela linda gravura comprada numa viagem, porta-retratos, fotos, ingressos de peças legais...
E ter uns tres jogos de pratos, várias travesas bonitas, jogos de copos legais, toalhas, coisas que a gente usa quando recebe pessoas em casa...isto não é inutil! E tem tanta coisa bonita e legal!
E é muito comum meu quarto de hospedes estar meio "atulhado" com coisas para guardar e arquivar.. ainda mais agora com o volume de coisas da faculdade!
 
Minha filha já deu um nome para isto que faço! Eu sou um ACUMULADOR...
É claro que eu não estou naquele estágio dos que aparecem no Discovery! Minha casa não está atulhada de coisas e de lixo! Veja um link AQUI falando sobre acumuladores!
 
Mas confesso que eu tenho armários cheios de objetos de decoração, varias estantes e arquivos com livros, revistas, papeis... Confesso, eu acho que realmente guardo mais do que preciso, sempre com aquela sensação que "vou precisar" ou "vou usar" ou "vou querer ler aquilo"
Mr. Jay sempre me fala "você não consegue voltar para casa sem um papelzinho não é"? Ele fala rindo, mas acho que eu tenho ficado mais atento... e preciso de certa forma resolver isto!
Realmente eu guardo muito mais do que preciso! Que preciso não! Do que seria razoável!
 
Eu acho que tenho um componente genético nisto, meu pai é folclórico neste sentido, e tem dois ou tres galpoes no sitio dele somente cheio de tralhas! E como ele uma certa tendência á bagunça...
 
Ao longo do tempo eu adotei algumas medidas, compro pouquissimo livros - sempre que posso peço emprestado ou na biblioteca que minha filha trabalha. Fujo de livrarias, ou quando entro já mentalizo - não vou comprar nada!. Na bienal do livro não posso nem passar perto!
Fujo da etna, tok stok, lojinhas de decoração...e nas viagens faço um esforço sobre humano (para mim) de não comprar mil recordações!
Não tenho mais assinatura de revistas, só compro em banca quando achoque vou ter tempo de ler, mesmo assim acabo ainda comprando mais do que consigo ler. E ainda volto para casa com o programa da peça, a revista da fundação moreira sales, e a revista de decoração.
 
Nos ultimos meses fiz uma BLITZ nos armários e dei /joguei fora, muita coisa, mas ainda guardei muita coisa.. Nossa como é difícil! E sabe, que acho que isto acaba valendo tb para a comida, acabo comendo pela "oportunidade", "porque vai estragar", "porque sobrou".
Estou fazendo um grande esforço na terapia, mas como é dificil!
 
E você? É um acumulador? Tem algum dica para eu escapar disto?
 
 
 
 
 
 
 

13 abril 2014

I M P E R D Í V E L

Acabei de chegar do teatro, Mr Jay me levou assistir OU VOCÊ PODERIA ME BEIJAR, em cartaz no teatro do núcleo experimental, na Barra Funda. um espetáculo lindo, que fala de amor, de confiança, de envelhecimento, de descobertas. Uma montagem caprichada, com muita teatralidade, atores afiados e uma narração surpreendente! Clara Carvalho me deixou boquiaberto!
Confesso que fui ás lágrimas no final! 
Não vou contar detalhes para não estragar a emoção e as surpresas! Mas não deixem de ver! 
E a VEJA considera estas uma das melhores peças em cartaz, link do teatro:
 http://www.nucleoexperimental.com.br

 (onde tb dá para ler uma sinopse da peça para quem quiser! e a matéria da VEJA)

 
 

09 abril 2014

O que muda quando se tem filhos?

Ontem eu estava lendo uma entrevista que o Tom Ford deu em Londres e perguntaram o que mudou em sua vida depois que ele teve um filho, que tem 1 ano e meio:
 
Sobre as mudanças que a babá do seu filho Alexander trouxe pra casa
“Não posso descer pelado pra comer uma tigela de cereal de manhã, tenho que me vestir. Antes de ter um filho, eu literalmente tirava toda a minha roupa no minuto que entrava pela porta e era isso.”
Sobre o motivo de ter um celular
“Tem um aplicativo com o qual posso assistir ao meu filho de noite, então quando saio pra jantar posso assistir a ele dormindo, [ver se está] bem. Essa é a única razão pela qual levo o celular comigo.”
 
(detalhe irrelevante - ninguem sabe se a criança, que nasceu em setembro de 2012 foi adotado ou gerado em barriga de aluguel)
 
Ai comcei a lembrar o que mudou na minha vida quando passei a ter uma filha.
Num primeiro momento foi o fato de passar a ter um computador em casa, até aquela época eu me recusava a trazer trabalho para casa, preferia trabalhar até meia noite a trazer uma folha de papel para fazer em casa - neurose de dicotomia trabalho/vida pessoal penso eu. Acho que esta foi a mais "traumática"
Mas como o Tom - colega na paternidade - também tive (eu e quem estivesse em casa)  que evitar andar pelado pela casa, nem tanto pela babá (que não tinha) mas por se tratar de uma menina, o que me deixava de certa forma encabulado. Mas andar de cuecas sempre esteve liberado!
Mas todas estas coisas, e outras, eram até divertidas por se tratarem de mudanças de hábitos, um "must" para sagitarianos!
 
 
E na sua vida? Que coisa deste tipo teria que mudar em sua vida?

02 abril 2014

A CULPA É SUA!

REVISÃO!
O IPEA DISSE QUE OS DADOS DIVULGADOS ESTAVAM ERRADOS! Que são 23% apenas que dizem que as mulheres merecem ser estupradas se usarem roupas curtas!
UM ERRINO BÁSICO!

vejam AQUI!

UFA, eu estava muito decepcionado com o ser humano brasileiro! Menos mal!


A culpa é sua! E não sou eu que está dizendo isto!
 Mais de 60% dos brasileiros acham que a culpa é sua!
Você mereceu! Você foi estuprada porque estava com roupas provocantes, porque estava se insinuando, porque estava andando sozinha á noite em lugar deserto!
E o bandido é até bonzinho, afinal ele "estupra mas não mata", conforme recomendou o Maluf!
Aliás!  Você pode ser assaltado se andar por lugares desertos! Afinal de contas, como sempre aconselha a polícia,  você pode ser morto pelo bandido quando for assaltado e reagir! A culpa é sua por ter um carro bom, por ter roupas boas, um relógio bonito!  A culpa é sua por deixar coisas no banco de trás do carro quando estaciona na rua!
Já não falamos que você não pode demonstrar "sinais exteriores de riqueza" quando quer falar no seu IPHONE na paulista? Foi roubado? A culpa é sua!
Aliás! Você apanha "viadinho" porque você parece viadinho! Quem mandou você usar roupas "fexion" ? Se você  se vestisse como "homem" não apanhava!Você apanha porque você demonstra carinho (ou tesão) por outro homem em público! Você é expulsa do shopping "sapa" porque você beija sua namorada no shopping!

Ou seja, o culpado pela violência é a vítima! É você! Você que dá oportunidade das coisas acontecerem! Você que quer exercitar esta sua liberdade e dá chance aos agressores! Interessante como este post esta linkado ao outro sobre os travestis, que escrevi em 28 de março...
Eu não sei se este pensamento sobre as mulheres é fruto da "evangeliQUIzação" do Brasil e do mundo, ou do crescimento dos religiosos ortodoxos de várias doutrinas, mas me parece uma inversão total de valores, de perspectiva; as a polícia já faz isto há muito tempo, sempre achando que a vítima teve parte da culpa de ter sido agredida e roubada, sempre achando que você "deu mole".
Mas, na realidade, como disse a Sandra Anenberg ontem,  todos nós sabemos o que causa o estupro! O que causa o estupro é o estuprador! O que causa agressão é o agressor!

E você? Sei que isto também te deixa indignado! Mas como acha que podemos reverter este raciocínio perverso de culpar a vítima? 

28 março 2014

Quem tem mêdo de TRAVESTI?

Toda noite eu passo numa região onde se concentra um grande número de travestis envolvidos na prostituição. Elas ficam lá, balançando seus peitos e algumas até mesmo exibindo seus pintos!  Uma cena que mesmo para olhos cosmopolitas é bastante estranha, quase chocante.
Seria uma bobagem criticar elas por estas atitudes, ou tentar entender quem seriam os clientes delas - pelos carros que param para conversar percebo que vai de A a Z. Muitos creditam na conta das travestis exuberantes (incluindo ai as Drags) o preconceito que a sociedade tem em relação aos homossexuais - acham que a sociedade tem menos preconceito dos gays que se comportam de maneira "masculina".
Eu tenho muito pouca convivência com travestis - não tenho nenhuma amiga travesti, não trabaho com nenhuma travesti, as que conheço são da televisão, as que se apresentam em boates, as que vejo na rua, algums que cruzo em algum reunião das ONGs que participo... mas eu não posso dizer que tenho um grande contato com elas.
PARENTESES: Sei que existem várias designações, transex, trangêneros e etc... com suas definições corretas, mas estou usando o termo travesti para o "ser humano do gênero masculino que se veste como ser humano do gênero feminino" para simplificar.
Meu conhecimento vem do que leio, do que vejo, recentemente por exemplo, a Nany People deu uma entrevista para a Marilia Gabriela que foi muto legal! Mas eu confesso que eu mesmo pensei durante um tempo que as travestis, e os mocinhos efeminados, prestavam um "desserviço" em relação a aceitação da homossexualidade.
Depois eu passei pela fase de achar que elas eram MUITO corajosas de darem a cara a tapa, de não se esconderem, e que estavam justamente ajudando a "causa" gay por entrarem nos lares das pessoas na TV, no Carnaval, sem máscaras, verdadeiras Hoje eu sei que a maioria das travestis não é militante de causa nenhuma, elas são pessoas que estão tentando ser felizes, tentando ser verdadeiras, honestas consigo mesmas. Coisa que eu mesmo demorei um tempo para fazer. Deve ser uma puta barra sofrer preconceito 24 horas por dia como elas sofrem, mas talvez fosse pior ficar preso dentro de si mesmo!
Tenho lido muita coisa a respeito, sobre o quanto este rótulo tem sido pesado para tantos, e atualmente defendo que os conceitos de "gênero" (homem ou mulher) sejam abolidos, já que não vejo como flexibilizar e além de homem e mulher incluir Bissexual, travesti, transgenero, lesbica, são muitos novos rótulos...
Acho que devemos batalhar para que o conceito de gênero seja abolido, tirar isto dos documentos, vc nasce ser humano, com quem você vai se relacinar no futuro, com quem vai transar, você tá livre para escolher! Pessoas vão namorar pessoas, pessoas vão se apaixonar por pessoas. De quebra eliminamos a necessidade de lutar pelo casamento gay... vai ser casamento de seres humanos!
 

Mas deixa eu dizer uma coisa...foi dificil escrever este texto com estes peitos balançando o tempo todo!!! rsrsrsrs. Acho que não gosto mesmo! rsrsr

E para você? Qual é sua convivência com travestis? Elas são realmente resposáveis pelo preconceito da sociedade?

24 março 2014

É MUITO BOM! Mas dura muito!

Minha amiga Edith Modesto, super-mãe e militante engajada LGBT sempre fala:
- Ter filhos é muito bom! Só que dura muito!
.
Acho que de certa forma a gente pensa que quando os filhos crescerem, eles vão se cuidar, tomar conta de suas vidas, vão precisa cada vez menos da gente, mas na nossa cultura estes laços ainda permanecem.
Primeiro porque os jovens adultos se beneficiam da possibilidade de terem seus pais por perto, para se aconselharem, para dar um apoio nas escolhas profissionais e até mesmo para se abrigarem quando estão desempregados, quando estão prestando concursos e param de trabalhar para estudar...
Depois, quando chegam os filhos dos filhos, os netos, é hora de ajudar os filhos - minha mãe "quebra altos galhos para mim!" - a cuidarem, a contornarem problemas profissionais, as ferias da empregada, o atraso para ir buscar no colégio...
Os pais também servem para aconselhar na educação dos filhos (mesmo que a gente não tenha pedido opinião) servem para termos sempre um exemplo por perto...
Eu sempre criei minha filha "para o mundo", mas conforme ela vai crescendo eu percebo que cada vez mais eu não sei exatamente o que fazer, ela se tornou uma cabeça pensante ( e questionante) e tem horas que isto me tira do sério!
Que bom que dura muito! assimt enho tempo de aprender coisas novas a cada dia...
Eu também ouvi algo parecido do juiz que foi me dar a guarda da minha filha :
- " O Sr. está ciente da importância deste ato não é? Filho é para sempre!"
Sim eu estava ciente, mas acho que ele estava certo em lembrar!
O Mário Prata também escreveu um texto muito legal, falando sobre isto : VEJA AQUI


20 março 2014

Os nossos ídolos não são os mesmos...

Eu sou o que poderia ser chamado de ICONOCLASTA, eu realmente nunca tive nenhum tipo de ídolo, nunca fui de venerar alguem, de acompanhar carreira, de colecionar memorabilia, de saber de cor e salteado o que a pessoa gosta, nunca tive posteres de ninguem no meu quarto, nem na capa do caderno.
Na realidade eu já curti - e curto - muita gente, já tive no meu quarto poster da Marilyn Monroe (e eu nem sabia que eu era gay!!, ainda não tinha aberto o email), poster do Reembrandt, do Godzila (o clássico dos anos 60), outro do Star Wars, e alguns outros, e hoje em dia tenho um lindo poster deuma exposição do Van Gogh do museu Van Gogh de Amsterdan ( a bicha fina!).
Mas nenhum deles estava associado a nenhum tipo de veneração, de amor, como muitas vezes acontece, algumas vezes até de forma exagerada e fanática.
Nem sei se eu poderia ser chamado de Iconoclasta, pois eu não sou como os reverendos das reformas protestantes, que eram CONTRA quem venerarava imagens, eu simplesmente nunca me liguei em alguem desta forma, não sei se isto é coisa de sagitariano - que adora uma novidade - ou do meu perfil mesmo. Mas eu não tenho nada contra.
Minha filha, apesar de adolescente, fase em que isto é mais comum, também não tem nenhum grande ídolo, então era uma realidade que eu não conhecia!
Agora, no meu relacionamento com o Mr. Jay eu tenho feito um aprendizado para entender isto, ele é super fã (mega hiper ultra) de uma cantora pop norte americana, e acompanha a carreira dela de perto, coleciona singles (que antes dele eu nem entendia exatamente o que eram) -  coleciona a sério: manda vir da Alemanha, compra no ebay na china, pede para prima trazer do Japão... Eu acho tão legal quando ele fica ansioso esperando um novo lançamento de uma música dela, um novo clip, os olhos dele verdadeiramente brilham quando assiste pela primeira vez. Eu vivencio com ele emoções queeu nunca senti, é muito legal tentar criar empatia com isto para entender o que ele sente!
O amor dele por ela é tão grande que programou suas férias para maio para poder ir assistir um show dela nos EUA ...(tentem adivinhar se eu vou junto?)
 
Eu não sei dizer se ter um ídolo é bom ou ruim, não sei dizer se minha vida teria sido diferente, eu acho que ser fã dá uma certa projeção da nossa vida em uma outra pessoa, a gente se sente parte da vida de alguem importante, se sente participando, não sei bem, os amigos psicólogos podem explicar melhor se tiverem paciencia...
No caso do meu namorado esta idolatria não atrapalha em nada, ele gasta um pouco mais de dinheiro, e tempo, como coisas que eu não gastaria, mas eu tb gasto dinheiro, e tempo, com coisas que ele também  não gastaria! E para mim é muito estimulante participar destas coisas dele, muito divertido!
 
E você? Tem algum ídolo que ocupa sua anima?