10 de janeiro de 2014

Conflito, Negociação, Acordo e Consenso

Conflitos são inevitáveis!  Faz parte da nossa natureza estarmos sempre em conflito, entre duas idéias ora antagônicas, ora complementares. Ver um filme ou ir ao teatro? campo ou praia? reclamar do salário ou sair do emprego? Falar aquilo que tem vontade ou calar-se?
Nos relacionamentos interpessoais isto se multiplica pelo número de agentes envolvidos, num casal, dois!
Acho que a primeira coisa a fazer é não negar a existência dos conflitos, as diferenças de opiniões e de gostos são importantes, é importante a existência de conflitos!
OPA! Você tá doido? O importante não é a harmonia?
Antigamente as teorias diziam, especialmente em relação ás empresas e ás equipes, que o importante erámos ter equipes harmoniosas, sem conflitos, mas rapidamente estes teóricos entenderam que a psicologia humana está acostumada com o conflito e que a discordância e as possibilidades é que geram a criatividade e o crescimento. E a partir dai passou a ser importante lidar com o conflito!
Não negando os conflitos damos espaço no casal para que eles sejam externados, conhecidos e mensurados. Sabendo onde está o conflito podemos negociar.
Agora, o mais importante  sobre negociação que precisamos entender é que ela só é válida se todas as partes envolvidas tiverem voz, e se todas, de certa forma, puderem ser contempladas no resultado final que deve ser "ganha-ganha". Se os dois tiverem suas opiniões discordantes validadas.
Se não for assim não é negociação em busca de um acordo, é o exercício de poder do mais forte sobre o mais fraco, um jogo de cartas marcadas onde o perdedor, que já o sabe de antemão, já entra na conversa em desvantagem e já sente a frustração resultante. Mas temos que saber que muitas vezes não vamos conseguir chegar a um acordo, podemos continuar discordando sem que isto gere reações adversas como raiva e vontade de revidar.
Num casal nem sempre se chega a um consenso.  Como os burrinhos da ilustração...
Acho que este deve ser o segredo dos casais que estão juntos há muito tempo, aprenderam a lidar com estas tensões respeitando o espaço de cada um, e sem isto não parece possível fazer planos de uma longa viagem uma casa nova ou até planos mais ambiciosos como ter um filho.
Mas isto é um aprendizado, pode ser um que, por já ter vivenciado mais experiências de negociações esteja mais aberto ao tempo que isto demanda e que possa ceder mais fácil pois sabe lidar melhor com seu EGO,  e pode ser que o outro ainda precise defender suas posições com mais fervor, pois talvez ainda não confie muito na busca do outro pelo melhor acordo, ou tenha medo de sair perdendo.
O amor talvez ajude neste aprendizado, a vontade de querer estar junto, a vontade de querer ver o outro feliz, tudo isto ajuda na solução de conflitos... mas ambos precisam querer.
Ou seria melhor ignorar os conflitos, fingir que "eles não existem" e que "tudo se resolve com o tempo"?
 
E você? Como lida com os conflitos?
 
 

10 comentários:

  1. Houve um tempo que eu era estúpido o suficiente para achar que eu poderia resolver o problema de DOIS sozinho! Foi uma fase próspera, mas extremamente desgastante. Tenho essa índole cuidadora que quando fora de controle tem ares de galinha psicótica que cuida não somente de seus pintinhos como cuida dos pintinhos da granja inteira ( a analogia é propositalmente maliciosa..rs). Hoje percebo que é do conflito que brota a criatividade e para além dessa criatividade brota o que chamo de INTIMIDADE. A capacidade de se fundir no outro sem perder a própria identidade e nem deixar o amor morrer! E ambos os DOIS devem estar conscientes do valor que o outro tem para transitar entre conflito e harmonia e chegar ao último quadrinho da sua charge! ( por sinal, maravilhosa....acabei de roubá-la...rs)
    bjs
    bjs

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  2. Não acho que os conflitos, ou discussões sejam necessariamente maus. Isto é, gosto de discutir com os meus colegas de trabalho, um defende uma coisa, outro defende outra, e no fim, conseguimos sempre concluir alguma coisa, e nem sempre é o mesmo, mas abrimos a mente a outras perspectivas. Num relacionamento, também existem conflitos. E se duas pessoas forem muito teimosas (como é o meu caso), há tendência para a coisa se complicar. Mas como em tudo, quando não é possível concluir nada, há que saber ceder. Um lado e o outro. Se for sempre o mesmo, é porque o relacionamento não vai dar certo. Mas sabendo conversar, assim numa boa, e justificando os porquês os assuntos podem compreendidos e ultrapassados, agora quando chega a arrogância é natural que a coisa não dê certo.

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  3. Sim nem sempre as discussões são sinónimo de mal entre duas pessoas, faz bem discutir uma vez por outra ;)

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  4. Não acho que conflitos sejam necessários. Não nego que eles existam, mas acho que é um desgaste muito grande aflorá-los. Acho que é bem mais fácil quando se age na raiz. No impasse. Antes que se torne um conflito, parar e ponderar sobre se realmente vale a pena chegar as vias de fato de gerar o conflito.

    As vezes ignorar, ceder, ou jogar o corpo fora fazem muito menos mal ao coração.

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  5. Eu concordo, apesar de que os unicos conflitos que tenho que lidar são os meus, que se eu escolho A, mas no fim faço B, não tem nenhuma grande reação afinal somente eu sou afetado pelas minhas ações. Vidas solitárias são chatas e, definitivamente, não nos colocam em contato com este conflito que vc fala que faz com que nós cresçamos e aprendamos novas formas de lidar com as situações, vidas solitárias não trazem experiências.

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  6. Eu aprendi que os conflitos existem,independentemente do fato de a pessoa ter muito ou NADA em comum conosco. É inevitável. Uso a analogia do balde : o desgaste é como água enchendo o balde... prefiro esvaziá-lo pontualmente antes que transborde. Se transbordar, a vaca vai pro brejo. :)

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  7. Tem que conversar logo. Se deixar passar a cisa volta depois de um tempo e fica cada vez mais desgastante. Nada pior q brigar pelos mesmos motivos.

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  8. Parabéns pelas matérias
    Provocatte

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  9. Parabéns pelas matérias
    Provocatte

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  10. Então... pessoalmente eu acho que apesar de associarmos a palavra, com "briga", conflito nem sempre precisa ser algo negativo. Agora precisa haver respeito... mutuo.

    No caso de um relacionamento, me faltam dados kkk, mas eu penso que começa no respeito também, passa pela sinceridade e ter maturidade de não usar aquele ponto para descontar outras coisas.

    Nem sempre é fácil, quase sempre alguém tem que ceder em algum ponto, mas acho que com base naquele tripé a coisa tem chances de resultar bem.

    Eu andei meio "off", mas gostei muito da série de postagens sobre o pai... poxa, sempre aprendo muito contigo! Obrigado.

    Eu nunca tive maiores problemas com meu pai, sempre fui mais ligado em minha mãe - questão de afinidade mesmo, mas não posso reclamar dele. Sei que teve as dificuldades dele, nem sempre sou demonstrar carinho... mas todas as vezes que eu precisei ele esteve lá. Para ser sincero, acho que eu teria que reclamar mais da minha postura em relação a ele, as vezes... mas isso quem sabe a gente comenta um dia. ;-)

    Muito bacana mesmo! Um grande abraço.

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