4 de outubro de 2005

O terremoto FILHO!

Há algumas semanas atrás a Revista VEJA publicou uma matéria que falava como a chegada de um filho altera a rotina de um casamento, falava de muitos casamentos que não resistem á chegada de uma criança.
Diziam que as crianças chegam na vida do casal e provocam um verdadeiro terremoto!
Eu concordo plenamente que a chegada de um filho altera significativamente a rotina de uma casa. Altera os horários, as conversas, os passeios, as viagens.
Mas, na verdade, o dia a dia altera a vida de uma casa! Existem casamentos que não sobrevivem ao desemprego, á depressão, a alguma doença na família. Existem casais que não resistem ao tempo, ás manias, ás rugas. Existem familias que não sobrevivem ao ciúme, ao orgulho, ao egoismo...
Se a gente imaginar que tudo na vida de um casal vai ser "sempre como é" e por isto o relacionamento vai durar, estamos imaginando o impossível.
Não discordo que uma criança numa família traz responsabilidades muitas vezes não previstas, mas, debitar na conta "FILHO" é querer justificar a impossibilidade de contornar dificuldades de maneira bem simplista não acha?.
Na reportagem da VEJA os casais falavam de "imaturidade" de "não estar preparado"...o que me faz imaginar que na maioria dos casos, embora isto não esteja dito, foram crianças geradas a partir de uma gravidez não planejada...
Nos casais homossexuais, que biologicamente não podem gerar filhos em conjunto, esta obrigatoriamente vai ser uma longa conversa, serão pesados prós e contras e inclusive a maneira como isto se processará (inseminação? adoção? pai substituto?).
Será que os casais gays também vão poder alegar que o relacionamento não sobreviveu em função do filho? Vão poder alegar imaturidade?
Será que é por medo desta responsabilidade que muitos casais, mesmo com uma longa história de vida em comum, decidem naõ ter filhos?
Qual sua opinião?

3 comentários:

  1. Bem, no caso de casais gays, acho que jamais poderiam dizer que um casamento ñ resistiu a um filho. Um filho de um casal gay é, com certeza, um filho mto desejado e mto planejado!!!
    Na minha opinião, os casais gays que optam por não terem filhos é por puro medo. Medo da sociedade, de ter que se assumir, da criança sofrer preconceitos... ñ é, na verdade, medo da paternidade em si, mas sim, medo do mundo.
    Bjos

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  2. Minha opinião é que o artigo está muito bem escrito e seu tom equilibrado torna sua leitura bastante agradável . No entanto, na primeira frase vc usa de um exagero: "Há algumas semanas atrás"... pois se há algumas semanas, só pode ser atrás. Não existe Há algumas semanas à frente. É meio como subir pra cima; se fosse eu teria preferido começar assim: Ha algumas semanas, ou: Algumas semanas atrás... Desculpe o intrometimento mas gosto tanto de ler seus escritos que achei cabível fazer esse recorte.

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  3. Anônimo2:20 AM

    Querido angelo!
    adorei o seu "recorte"...eu tb tenho problemas quando uso isso ou isto! Obrigado pela dica tipo Prof Pasquale!
    Pai com filho em idade escolar não pode esmorecer um minuto!

    abs
    fabio

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