6 de novembro de 2006

encimesmados

Muito frequentemente recebo mensagens de outros homossexuais, tanto homens quanto mulheres, mas principalmente homens, que gostariam de conversar sobre a questão de filhos.
Uns porque já tem filhos
Outros porque tem vontade de ter filhos e queriam mais informações sobre adoção.
Alguns me falam de um desejo muito forte de ter filhos, mas acham que vai ser ruim para a criança ter um pai ou mãe homossexual

Outros querem saber qual é a melhor hora de contar para seu filho que são homossexuais.
Uns tantos me contam de suas vidas, de como as coisas tem dado certo.

Outros tantos dizem-se muito isolados, muito sozinhos, sem chances de conviver com outros pais em situações parecidas.
É engraçado que quando converso com estas pessoas sempre chegamos as mesmas conclusões: que seria bom ter um espaço, um grupo , um momento, para que estas familias se encontrassem, que seria bom para nossas crianças, e para nós mesmos, que convivessemos com familias em situações parecidas.

Nos EUA isto é muito comum, na realidade os EUA tem grupos para tudo, as pessoas não dependem tanto do Estado e se auto organizam com mais frequencia.
Mas a coisa nunca engata! E eu nem sei bem porque. As pessoas não retomam o assunto, não se entusiasmam, e o assunto morre...Eu sugiro um encontro,uma conversa pessoal, mas sempre esbarramos na falta de tempo, na correria, ou na falta de prioridade.
Na realidade eu até participo de um grupo no YAHOO, que se chama FAMILIAS ALTERNATIVAS , que tem um pouco esta intenção e até consegue, mas é um grupo formado majoritariamente por mulheres e também anda um pouco desanimado, mas que já teve vários destes encontros não só em São Paulo mas também no Rio e até em Brasilia...
Eu não tenho dúvida na validade destes encontros deste papos, não só para os pais mas principalmente para os filhos, pois eu acredito que é muito importante encontrarmos nossos pares, pessoas com algo em comum. E a gente pode aprender, pode ensinar, pode dividir.
Não sou defensor dos guetos, mas estar entre pessoas que tem muito em comum com você é fundamental, funciona para negros, para soropostivos, para crianças com necessidades especiais, para ecologistas, para educadores, para empresários...porque não seria bom para pais homossexuais?
Quem sabe a gente encontra mais gente com as mesma idéias e começamos algo o quanto antes!
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7 comentários:

  1. Dando uma passada aqui pra dizer que seu blog é mto bom, e te espero no meu, Virei sempre aqui, bçao.

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  2. acho que sempre é interesante as pessoas se unirem num movimento, o que não quer dizer que elas devam se isolar do resto do mundo. é sempre legal trocar idéias com quem tem as mesmas aflições que a gente e dividir as felicidades também. eu acho saudável, mas infelizmente a gente morre de preguiça de começar. entretanto, acho que vale a pena insistir... beijo

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  3. Anônimo1:32 PM

    Olá... Concordo com você e me coloco a disposição para esta empreitada...
    Creio que seria muito bom organizar encontros, reuniões ou simplesmente um bate papo descontraído... A riqueza de informações que geralmente são trocadas é algo valiosíssimo....

    Grande Abraço...

    André Luís

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  4. Sara Barbosa9:53 AM

    Olá!
    Tenho tido tanto trabalho que já há um tempito não vinha aqui. As minhas relações com o Brasil estão cada vez mais estreitas pois neste momento tenho dois colegas "muito legais" daí.
    Creio que há uma grande necessidade de espaços de encontro para pais e mães LGBT e seus filhos. Nóes temos tantas dúvidas que só quem "está no mesmo barco" pode entender... E os nossos filhos, mesmo que sejam crianças amadas, bem informadas e integradas também têm dúvidas que só ousariam colocar aos seus verdadeiros pares (aqueles que também vivem com pais LGBT). A ideia não é fechar horizontes, excluindo os outros grupos ( de intresses, de vizinhos, colegas) mas sim mais um grupo onde se poderia abrir a alma, trocar experiências e delinear estratégias. Aqui em Portugal está a ser dificil dar alguma visibilidade a um grupo desses, exactamente porque as pessoas têm medo da visibilidade. E também porque os homossexuais (sobretudo os menos assumidos)não apoiam ( e muitas vezes não gostam de se misturar) com aqueles que t~em filhos...quase como se isse fosse um atentado à sua sagrada liberdade gay, ou uma cedencia nossa à heteronorma. Qual a vossa experiência no Brasil?
    Beijinhos e olha: eu adoro este blog. Até à próxima!

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  5. kara_normal6:36 PM

    Sexo, sexualidade é assunto empolgante, grande o interesse nesse papo, oq distância esse assunto entre pessoas é a relação q envolve, tipo, pai e filho. Intricado tema de conversa, entendo, mas e quando é o kontrario? Os filhos, penso, tem a favor uma maior abertura informativa sobre tudo, sei q o fato de ser filho já anula mto, mas e o pai? Complexa compreensão sexual, limitado na educação, direto na homofóbica krença. Duro um pai ouvir isso do filho...Tão dificil quanto, é dizer...
    Pior ainda é não ser aceito e todo amor existente, se é q existiu, some por completo...Então a segurança pessoal, física e emocional desaparecem da mente desse pai, que morra, melhor q tê-lo vivo e gay. Será que isso munda um dia?

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  6. Christian Heinlik9:22 PM

    Hey, que bacana encontrar espaço pra este tipo de discussão !
    Bom, sou pretende a adoção e logo serei pai... papai gay... com a entrada da papelada na Vara da Infância (que é o início oficial da 'gestação') muitas ansiedades vão surgindo.
    Faço parte, há quase 2 anos, do GAASP - Grupo de Apoio à Adoção de São Paulo (www.gaasp.net). No grupo discutimos não só sobre adoção, mas muito sobre convivência familiar. Não é um grupo voltado para o público GLBT (nunca sei qual a sigla certa !!! - rs...), mas as discussões alí são universais. Frequentam pretenentes e solteiros/casais que já adotaram.
    Nunca falamos especificamente sobre adoção por homossexuais, acho que nunca surgiu essa demanda uma vez que a maioria é heterossexual. De qualquer forma, seria bacana falar sobre isso num grupo misto como esse, afinal discutir este tema num grupo^assim 'tende' a modificar a maneira com que pais/mães gays são vistos. Não nos fecharíamos, pelo contrário, poderíamos levar a discussão de maneira a que todos possam se beneficiar (por aprendizado, por contato com o universo gay - o que tende a derrubar fantasias -, etc).
    Por outro lado, discutir especificidades com pares pode ser enriquecedor... eu toparia participar de um grupo de apoio à homoparentalidade (nossa! o nome ficou técnico demais)... vamos ?

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  7. oii gostaria de ser como vc...além de homossexual...queria ser pai...ja sou habilitado, mas ta tão dificil...
    me add pra gente conversar por favor.
    netuno.mar@hotmail.com
    abraços.

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