17 de fevereiro de 2006

Visibilidade ou não? Pensando em 17 de fevereiro.

Nesta sexta a CADS, Coordenadoria de Apoio á Diversidade Sexual da Prefeitura da cidade de São Paulo, vai fazer uma festa para comemorar seu primeiro aniversário chamada Autorama da Amizade (se quiser mais informações acesse o blog da INOVA www.inovaglttb.blogspot.com ), mas este não é o assunto deste "post".
Parece claro que cada vez mais o assunto da diversidade sexual está presente nas diversas mídias, temos homossexuais e transgeneros nas novelas, nas revistas, jornais, programas de TV, aparecemos nas pesquisas, volta e meia vemos noticias de conquistas legais e como prova a existência do CADS, até mesmo os orgãos publicos começam a pensar em politicas para a comunidade GLTTB.
E a questão é... isto é bom ou ruim? Tendo mais visibilidade estamos mais expostos ao preconceito ou conseguimos mais respeito? O que veio primeiro, o ovo ou a galinha?
Muitos homossexuais optam por se auto-denominarem "discretos", o que siginifica que para grande parte de sua família e amigos eles serão sempre vistos como seres assexuados, nunca apresentam namoradas na família mas são "bofes" o suficiente para deixar uma grande dúvida nos que possam insinuar uma sexualidade não "normativa" para eles. São pessoas que estão sob estado de tensão permanente pois seus gestos e gostos são milimetricamente dosados para não deixar nenhuma margem a questionamento. Se tiverem sorte, e coragem, eles poderão formar um grupo de amigos gays, uma segunda família, que servirá de "válvula de escape" para esta pressão do auto controle diário. Mas este grupo estará totlamente segregado de sua família, seu trabalho...
Outros homossexuais resolvem "assumir sua orientação sexual, muitas vezes de forma natural ou outras vezes de forma "bombastica", falam abertamente de seus gostos pessoais, usam girias e brincadeiras tipicas de seu grupo social e , um tanto deles se torna militante politico, em alguma ONG ou por utros instrumentos.
É claro que entre um extremo e outro, existe um amplo espectro, e todos nós estamos em algum ponto neste espectro. Tanto isto é verdade que existem militantes históricos, de longa data, que continuam no armário para suas famílias, vivendo uma vida totalmente paralela. Eu até me lembro de um militante que conta que suas filhas descobriram que ele era gay, e militante, numa simples busca na Internet...
E você, acha que a visibilidade é uma coisa boa, importante? Ou acha que devemos ficar "na moita" sem querer impor á sociedade o nosso "estilo de vida" como eles mesmo dizem...?

Um comentário:

  1. Grato pela visita ao Nús ou...
    Gostei do que tive oportunidade de ler no seu blog.
    Voltarei certamente para aprofundar essa leitura.
    Um abraço.

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