25 de fevereiro de 2010

"Eu sempre arrumava alguém mais jovem, queria sufocá-los com amor. Eu os levava para viajar pelo mundo, tentav educa-los. Eles ganhavam relógios Cartier, roupas Versace, carros esportivos. Nenhum tinha profissão e todos confiavam em mim. Fiz isto várias vezes, mas seis meses depois eles se enjoavam e passavam a me odiar por eu ter jogado fora suas vidas e sua auto-estima. Mas não era esta minha intenção!

Elton John, em entrevista para a revista PARADE em fevereiro de 2010

21 de fevereiro de 2010

Carnaval Gay em Salvador...

Pela segundo ano consecutivo tive a oportunidade de passar o carnaval em Salvador...

Eu não vou dizer que o Carnaval de Salvador é o maior carnaval gay do Brasil.
Acho que sem dúvida o carnaval de floripa é o que reune o maior número de eventos e festas gays do pais. Só que o carnaval de Floripa é apenas um evento que aocntece no final de semana do carnaval, uma vez que ele é 100% dedicado á cena eletrônica GLS.
Já o carnaval do Rio já é carnaval, com marchinhas de carnaval, blocos (que pelo que eu soube ressurgiram com tudo no Rio) e dos desflies suntosos, fantasias, sambas enredo. Mas é o carnaval do glamour, não do povo!
Mas, como diria Acarajet Love, o carnaval de Salvador não é apenas o maior carnaval gay do mundo, é o maior carnaval gay da Bahia!
Acho que a cena mais impactante é o bloco CROCODILO, o Bloco da Daniela Mercury. Se os outros blocos podem ser considerados "friendly" (porque em praticamente todos os blocos os gays se fazem presentes mais ou menos abertamente), o bloco da Daniela teria que ser chamado "heterofriendly" pois os gays e lés correspondem por 99% das 4 ou 5 mil pessoas que desfilam.
E o clima de pegação é igual, ou mais forte, que nos outros blocos!

A cena é a seguinte, durante 6 ou 7 horas, um grupo de 4 mil pessoas desfilam publicamente, homens beijando homens, mulheres beijando mulheres, a vista de outras dezenas de milhares que estão nos camarotes e ruas e das cameras das redes nacionais e internacionais...o que é muito diferente deste mesmo contingente que dança dentro de boates ou clubes ...è sem duvida a maior demonstração publica de homossexualidae, muito maior e mais intenso que qualquer parada...
Olha, sou um cara da cidade grande, bem resolvido e assumido quase 100%, mas mesmo assim eu de novo me espantei! Imagina o que passa pela cabeça de um cara que mora numa cidade do interior e aterriza no meio daquela multidão de gays...Tem cara que deve beijar 20 numa noite facilmente...e tenho certeza a garnde maioria não acaba o desfile sozinho.
Eu e maridinho nos divertimos muito, mas volta e meia tinhamos que nos desviar de algum mais afoito que queria tirar uma "lasquinha", uns ate bem insistentes...(rs)

Na realidade o clima de liberalidade acontece em todos os blocos, na Ivete a proporção tb é grande, e nos "filhos de gandhy", que deveria ser um bloco exclusivamente de homens, rola uma peagação forte...especialmente depois que o bloc desfila e seus integrantes se espalham por todos - todos - os cantos da cidade (e como as roupas deles são bem diferentes é facil reconhece-los) além dos milhares de colarzinhos azuis - que vc ganha quando dá um beijo num deles...ou compra no final do dfia se não ganhou beijo nenhum (hehehe)

Para finalizar eu preciso realmente elogiar a organizaçao deles, pois a escala de tudo é monstruosa, milhares depessoas desfilando, outro tanto trabalhando nos camarotes, 50 desfiles por dia, e eles anda conseguiam manter os onubus funcionando, um super policiamento, banheiros quimicos em toda parte...se bem que o pessoal vai no cantinho mesmo...

Tambem preciso dizer que os baianos são otimos, veja suas estrelas...a Daniela por exemplo, cantou por 6 horas no bloco e quando acabou ainda cantou uns 50 minutos! de onde eles tiram tanta energia?
O povo receptivo, sem brigas, tudo na base do "meu rei"...
Olha, se vc tiver chance eu recomendo, é punk, é cansativo, mas é uma experincia e tanto. E muito divertido!

Eu voltei cantando todas as musicas e no domingo compramos 5 cds de axe na FNAC! (daniela mercury, ivete, AXE BAHIA 2010....estamos no ritmo de "rebolation" e "parara pararara"!

10 de fevereiro de 2010

sobre o casamento...

“Eu achei que ficaria blasé quanto a isso, mais confortável. Mas é completamente o oposto – me tornei bem menos egoísta.
Estou constantemente pensando no que ela precisa e o que precisamos como um time. É uma relação adorável, simbiótica.
Quem achava que o casamento poderia ser assim? Sempre ouvi coisas horríveis a respeito”

Portia de Rossi, namorada da comediante e atriz Ellen DeGeneres, em entrevista para a revista Advocate

10 de dezembro de 2009

Grupo de Pais Homossexuais completa 2 anos!

Você sabia que não está só?
Eu ja falei algumas vezes do Grupo de Pais Homossexuais que se reunem mensalmente em Sao Paulo, não é? Pois este Grupo completou 2 anos em outubro! Este grupo reune homens homossexuais que tem filhos, em sua maioria advindos de casamentos heterossexuais anteriores, para discutir a relaçaõ com filhos, ex esposas, como contar aos filhos e outras coisas relacionadas.Muitas amizades se fizeram, muitos fantasmas evanesceran...para muitos dos que pearticipam do grupo.

Neste final de semana, no sábado, haverá a ultima reunião, e no dia seguinte um grande churrasco de confraternização! Se você tem interesse em participar das reuniões deste grupo entre em contato com a psicologa Vera Moris, que é quem coordena o grupo (vemoris@uol.com.br )



Mas como fazem os homens que nao moram em SP para poder tambem conversar e dividir suas questoes?
Para isto existe um grupo virtual de discussao e troca de ideias, no YAHOO Grupos chamado g-pai-h. Este grupo une homens de todo o Brasil, incluindo Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Minas, Interior de Sao Paulo...Para fazer parte voce deve acessar o email dos moderadores do grupo (vemoris@uol.com.br) ou (edsondefendi@uol.com.br) e pedir sua entrada. Eh um grupo fechado , com sigilo e confidencialidade.

2 de dezembro de 2009

Adoção por Homossexuais - Debate Cedem/Unesp - PARTICIPE!

Adoção por homossexuais: a família homoparental sob o olhar da Psicologia Jurídica (editora Juruá, Curitiba - 2009), livro de Mariana de Oliveira e Ana Cláudia Bortolozzi Maia, será o centro do debate no próximo dia 07 de dezembro, segunda-feira às 18h30, promovido pelo CEDEM – Centro de Documentação e Memória da UNESP.
Esse trabalho realizado pela primeira autora, sob a orientação e parceria da segunda, é o resultado de uma pesquisa de mestrado defendida na UNESP - Campus de Bauru, em 2007. O livro inicia com uma reconstituição histórica da homossexualidade baseada na concepção de repressão sexual, percorrendo diferentes épocas, locais e variados elementos a respeito do tema.
As relações afetivas e sexuais entre pessoas do mesmo sexo são questões polêmicas em diversos países, inclusive no Brasil. Ainda mais polêmico e controverso é o tema da adoção por homossexuais, não só porque envolve a paternidade/maternidade homossexual, mas também devido a estigmatização e a desvalorização na abordagem e no tratamento desse assunto.
As autoras entrevistaram psicólogos judiciários do Tribunal de Justiça de São Paulo que trabalham em processos de adoção sobre os critérios e procedimentos utilizados nas avaliações psicológicas, as concepções sobre a homossexualidade, a adoção por homossexuais e as consequências para as crianças/adolescentes que serão adotados nessas condições.
Expositora
Mariana de O.Farias
Graduada e Mestre em Psicologia – UNESP, Pesquisadora do GEPESEC - UNESP/Bauru
Professora da Instituição Toledo de Ensino - ITE/Bauru, Psicóloga Clínica e Consultora Educacional
Debatedores
Florêncio M. da Costa Júnior
Graduado em Psicologia – UNESP
Pós Graduando em Psicologia – UNESP/Bauru e atua como Psicólogo Clínico
Thiago Munaro Garcia
Graduado em Direito, Mestrando em Direito na Instituição Toledo de Ensino - ITE/Bauru
Advogado e Professor de Direito Civil e Processual da ITE e da UNIP
Mediadora
Célia Reis Camargo
Doutora em História Social - UNESP
Professora do Depto de História - UNESP/Assis e Coordenadora do CEDEM

PARTICIPE E CONVIDE OS SEUS AMIGOS!
Inscrições gratuitas c/ Sandra Santos pelo e-mail:
ssantos@cedem.unesp.br
Data e horário: 07 de dezembro de 2009 (segunda-feira) às 18h30
Local: CEDEM/UNESP - Centro de Documentação e Memória
Praça da Sé, 108 - 1º andar - metrô Sé - (11) 3105 - 9903 -
www.cedem.unesp.br

1 de dezembro de 2009

A AIDS não acabou...

Hoje , primeiro de dezembro, é o dia mundial de luta contra a AIDS.
É o dia de lembrarmos que a AIDS não tem cura, que muitos estão sendo contaminados a cada dia, que a cada dia mais pessoas desenvolvem sintomas da doença.
Podemos até, de certa forma, comemorar que a evolução do combate a doença foi enorme, e que milhares de pessoas convivem com a aids, se o vaticinio da morte, mas ainda é pouco.
Precisamos falar mais da AIDS, e de outras doenças sexualmente transmissiveis, para os jovens, para nossos filhos, para todos que conhecemos. Temos que falar do preconcieto que envolve o soropositivo e temos que falar do preconceito ainda ligado aos homossexuais, quando se fala de HIV.
Eu mesmo perdi muitos amigos, perdi mestres e professores, via morte de muitas personalidades, o que serviu par amais rapidamente dar consciencia ás pessoas.
Espero e torço para uma vacina e um cura , mas sei que isto ainda vai demorar, então enquanto isto, é lutar com informação e combatendo o preconceito.

17 de novembro de 2009

Seu filho sabe que você é gay!!!!?!!!?

Uma das grandes questões para os homens homossexuais que tem filhos, os tais "pais gays", é a maneira como a sua orientação afetiva e sexual é percebida e administrada pelos filhos, por isto muitos homens homossexuais decidem, manter estas questões no armário, omitir (esconder) dos filhos que o pai gosta na realidade de outros homens.
A principal questão que faz com que estes homens decidam por este segredo é o medo de que os filhos não saibam lidar com a questão, alguns temem que os filhos sofram preconceito, outros que os filhos tenham problemas psicológicos e de afetividade, e tem também os que acreditam, que de certa forma, podem "influenciar" seus filhos a "virarem" gays.
Existe também um segundo coeficiente, que é a questão se estes homens serão aceitos ou não por seus filhos, muitos temem "perder" o amor de seus filhos, por estarem de certa forma decepcionando ou traindo o que os filhos acreditavam ou que mostravam aos filhos.
E não vou dizer que estes motivos todos, e mais alguns, não tem lá sua razão de ser, são medos e possibilidades. Mas sem dúvida acho melhor viver com as possibilidades do que com os medos. Se não falarmos deste assunto, se não dividirmos este assunto com nossos filhos, nossos amigos, as pessoas que realmente amamos, dificilmente poderemos viver plenamente estas relações, sempre haverá uma "mentira", um "segredo" entre você e seu filho.
Sem querer pegar pesado, saber a verdade é um direito do seu filho, e se você não puder oferecer esta verdade a ele dificilmente vai poder exigir que ele te diga a verdade! Mas eu sei que as coisas não são tão simples.
Eu sempre escuto esta pergunta: - "Mas seu filho sabe que você é gay?!?!?!"
Note que a frase tem pontos de exclamação e interrogação, ou seja, a pessoa percebeu que minha criança sabe que eu sou gay e está espantada por eu ter contado...
Olha, as vezes a cara das pessoas é bem divertida. Geralmente a pessoa percebe porque, no meio de uma conversa citamos o nome do "maridon" e a pessoa pergunta
- Quem é fulano?
E a criança responde...
- é o namorado do papai que mora com a gente!....
Ai a pessoa olha pra mim, com uma cara misto esfinge e esbugalhada e tasca a pergunta:

- "Mas sua criança sabe que você é gay?!?!?!

- Sim sabe - respondo segurando um pouco o certo sabor de conquista por poder falar abertamente sobre o assunto.
Mas não foi sempre assim, minha criança é adotiva, e sempre falamos sobre adoção abertamente, mas sobre o fato de eu ser gay não falávamos de forma tão aberta, eu nada escondia, mas nos primeiros meses(eu adotei minha criança ela tinha 3 anos e meio), eu não dava "nome aos bois".
Até que um amigo meu refletiu - "Você fala tão abertamente sobre adoção, porque não falar sobre a sua afetividade da mesma forma?" reflexão esta que me levou a começar a dar nomes aos bois, de maneira gradual e permanente, até podermos chegar num estágio de relativa tranquilidade em relação a isto hoje.
Também foi muito importante poder encontrar e conviver com outros homens e mulheres que tem filhos ou vivem relacionamentos homoafetivos, que nos deram um certo sentido de pertencimento, não deixando que minha criança achasse ser a unica a viver num lar homoafetivo.
Falar sobre si mesmo, de forma aberta e verdadeira, é muito libertador, e nos faz ficar mais próximos das pessoas que amamos.
Eu tenho um monte de historias para contar sobre isto, como percebo que minha criança consegue lidar com isto, mas vou contar a mais recente.
Na escola um menino chegou e falou
- É verdade que seu pai é gay?
- Sim
- Então é por isto que vc é uma criança estranha não é?
A minha criança respondeualgo como:
- Olha, eu vivo com um gay, durmo no quarto do lado de um gay que dorme com outro gay, viajo com um gay , meu pais tem um monte de amigosd gays, e não acho isto um problema, mas se você acha isto um problema é melhor vcê procurar um psicologo, porque, vc sabe, eu entendo bastante de gays e tô achando que vc também é!!!!
Tá bom ou quer mais?

13 de outubro de 2009

"ei Obama! Deixe a Mama casar com a Mama!"

"faixa em protesto cobrando do presidente americano a promessa de legalizar as uniões homossexuais no país"

16 de setembro de 2009

Relacionamento do tipo "Raul Seixas"

Mais e mais tenho entendido, ou tentado entender, que um relacionamento é um "organismo vivo" , como diria o Raul, uma ..."metamorfose ambulante".
Um relacionamento, entre amigos, entre amantes, está sempre atrelado ao fato que as pessoas mudam, o desejo das pessoas muda, os objetivos das pessoas mudam. O que hoje para você é bom, é legal, pode não ser daqui a algum tempo. O que você espera da outra pessoa, o que você precisa da outra pessoa, muda , muda o tempo todo.
O meu terapeuta até colocou que o engano, muitas vezes, é desejar tanto o casamento, o relacionamento, a pessoa certa, que quando alcançamos isto queremos cristalizar aquele momento, sem entender que os desejos e as pessoas mudam. E ai começamos a nos "decepcionar".
DR = relacionamento que cresce.
Talvez o principal instrumento para um relacionamento saudável, em crescimento, que atenda os desejos e anseios dos envolvidos, seja a tão temida DR (discutir a relação).
Poder conversar (e não discutir) momentos chaves do relacionamento, objetivos que mudam, desejos que surgem, é o maior isntrumento do amor, do respeito, da tentativa honesta de que seja bom estar junto. Muitas vezes um dos envolvidos vai "relevando" , "engolindo" , o que não ajuda ninguem, quem fez a coisa que desagrada não fica sabendo, quem foi desagradado fica remoendo. E isto não ajuda os alicerces do relacionamento.
Os alicerces bem reais, cabe frisar, e não os alicerces imaginários que criamos justamente porque é mais fácil que realmente batalhar pelo que pode nos levar adiante.
Eu sempre gostei muito de sentar e poder conversar sobre o que estava acontecendo, onde estávamos indo, se estavamos felizes, a tal DR, e era até muito chato nisto confesso, sempre querendo que o outro definisse pontos bem claros, posições bem fortes e imutáveis nos diversos "acordos" e "aceites" do dia a dia. Mas só agora estou conseguindo aceitar que as coisas mudam, precisam mudar, novos pactos precisam ser feitos e ajustados.
Este "organismo vivo metarmófico" que é o relacionamento é muito assustador, em alguns aspectos, mas também muito libertador, porque você tambémm pode mudar, você também pode ter novas crenças, novos valores e novos desejos. E isto é um alívio em muitos casos.
E vc? Gosta de DR? Acha a DR importante?

13 de setembro de 2009

Pais e Mães LGBT se reunem

O Grupo de pais e mães LGTB, da Associação da Parada do Orgulho GLBT, coordenado pelas amigas Carina e Jéssica (que tem duas filhas lindas!) vai organizar mais uma reunião no dia 19, sábado!
Participe, leve seus filhos, é uma boa chance de discutir assuntos ligaqados á criação de filhos e é uma boa oportunidade das crianças conhecerem crianças com realidades similares.
Quando: sábado (19/09) às 10:00h

Onde: na sede da APOGLBT, Praçada República, 386 - conjunto 22 - Centro.

Tel. da associação: 3362-8266.

*Traga seus(uas) filhos(as). Nossas crianças estarão esperando!**Venha trocar experiências conosco!*