8 de junho de 2006

Uma oportunidade de conhecer um outro universo...

Toda vez que alguém sabe que eu decidi ter filhos sozinho, numa "produção independente", sempre me perguntam as mesmas coisas, e uma das coisas que me perguntam é:
- O que você ganhou tendo filhos?
A resposta é bem simples, eu ganhei um "bilhete premiado" para conhecer um outro universo. Um universo com ritmos e prioridades totalmente diferentes do mundo dos ditos "adultos". Se você convive com crianças, ou pelo menos se lembra um pouquinho da sua infância, você sabe do que eu estou falando.
Estar perto de uma criança é descobrir que as vezes a CAIXA do brinquedo é mais importante que o brinquedo, estar perto de uma criança é estar com alguém que não fica sufocado com os conceitos de horas, dias e semanas.
Conviver com crianças é ter alguém sentado a mesa que diz - "quero fazer cocô". Conviver com crianças é achar pelo menos 10 interpretações para dois traços numa folha de papel.
Ter um filho é voltar a se animar com festas juninas e planejar meticulosamente surpresas de natal.
Ter um filho é gastar mais na Petistyl que na Siberian
Eu acho que depois da paternidade eu me tornei uma pessoa mais calma (nem tanto), mais coerente (talvez) e mais preocupado com o futuro (com certeza)
O seu senso de tempo também muda, você se torna mais perene pois um pouco de você começa a crescer em outra pessoa. Tendo filhos tudo muda, e muda para melhor.
Eu confesso que não tenho como pagar o que ganhei com a paternidade, foram tantas chances, tantas descobertas, é um curso de compreensão da vida com instrutores muito sábios, mesmo que pareça que eles é que estão aprendendo.
Se quando você pensa em ter filhos as eventuais perdas (de liberdade, de grana, de tempo, de irresponsabilidade) te fazem pensar em desistir, insista mais um pouquinho, quando os ganhos começarem a chegar você vai entender do que falo...

10 comentários:

  1. São essas coisas que você escreve que me fazem seu fã, cada dia mais! Sem maiores comentários! E parabéns pelo filho e pelas descobertas!

    ResponderExcluir
  2. Anônimo11:25 PM

    entao muito bom a observacao , eu adorei umbeijo
    fernando junior quem sabe um dia eu nao tb tenha uma criança , ai podemos aumentar nossa familia boa essa ne?

    ResponderExcluir
  3. Um homem ter uma produção independente como vc diz é algo ainda muito estranho na nossa sociedade. Ainda mais sendo homossexual. Se fosse uma mulher, todos achariam mais aceitável, digamos assim... O que eu acho deplorável, esse tipo de idéia... Gostei do teu blog, vou te linkar no meu. Abraços!

    A. Ferraù

    ResponderExcluir
  4. Muito obrigado pela visita e pelo comentário... serviu para eu pensar um pouco e acho que você tem razão... Quem sabe aos 40 vou me interessar por caras de 35... e por aí vai... só fico curioso com o seguinte: porque sempre nessa faixa etária, nunca mais que isso... nunca gostei de um cara com a minha idade... Vai saber... Boa sexta! Abraços!

    A. Ferraù

    ResponderExcluir
  5. rsrsrs vou te contar... você até me fez (re)pensar na longínqua possibilidade de ter filhos...

    ResponderExcluir
  6. filhos? Nao sei, a ideia ainda me assusta, mais quem sabe se eu casar com uma mamae nata, me candidato a pai hehehhe! bjao

    ResponderExcluir
  7. Olha, eu acho que as pessoas têm sempre que correr atrás daquilo que elas consideram um ideal de felicidade, seja lá o que for. Mas é aí que tá a questão, né? As pessoas têm noções diferentes do que seja felicidade.
    Pra mim (só pra mim, não estou querendo influenciar ninguém com isso), ter um filho não seria um ideal de felicidade, porque acho que já perdi liberdade demais no meu passado pra querer perder mais ainda no presente. Mas, cada um sabe de si. Eu não estou dentro da alma de ninguém pra saber o que a pessoa pensa ou sente.
    É muito bom curtir a infância, sem dúvida. Mas a gente tem que lembrar também que a infância não dura pra sempre. Ao contrário: é um período bem curto. E um dia os filhos crescem e a infância deles fica pra trás... Desculpe se eu tô sendo estraga-prazer.
    Mas eu achei curioso o fato de você dizer que ficou mais calmo, mais coerente e mais preocupado com o futuro, porque esse é um posicionamento mais racional do que sentimental, né? Então, parece que você teve que ir até o sentimental pra encontrar o racional. Isso dá uma tese de doutorado pra Psicologia, hein!rs
    Até mais! E continue assim! O blog tá ótimo.

    ResponderExcluir
  8. Realmente te admiro muito por vc ter percistido em seu proposito e desejo e realizar esta tarefa de ser pai,e independente,não por vc ser homossexual,mas sim pelo preconceito da sociedade em relação a este tema principalmente quando se trata de ser um homem.Sempre tive o sonho de ser pai,desde os meus 15 anos mais ou menos,hoje com 38 perdi muito a coragem de ter um filho,por varios motivos, principalmente familiares,infelizmente há casos onde toda a estrutura sua e realizada por vc proprio,e isso causa muito desgaste emocional,hoje realmente eu não estaria em condições de ter um filho e educalo com um companheiro,sinto muita carencia minha sobre a mionha vida e meu passado,e não gostaria de repassar as minhas nescessidades e carencias da minha infancia e adolesencia ao meu filho,este e meu caso hoje,amanha pesso a Deus que possa ser revertido e que eu possa realizar meu grande sonho,mas sem desestruturar uma alma pura e indefesa que estará em minhas mãos sob minha responsabilidade.Fico orgulhoso por vc,e divulge cada vez mais suas experiencias com seu amado filho,parabems!!!!!!

    ResponderExcluir
  9. Parabéns pelo orgulho de ser pai , acho que realmente essa é uma dádiva e independente das ciscunstâncias , transmitir conhecimento, brincar , comprar presentes pra alguém que se ama é muito gratificante. Quem sabe um dia realizo esse sonho , lendo esse texto faz ele ficar mais real..Bjs

    ResponderExcluir
  10. Anônimo2:22 AM

    ei, como vc teve filho? adotou ?

    ResponderExcluir

Obrigado por seu comentário! Assim que possível lhe dou um retorno!