4 de junho de 2006

25 anos sem parabéns!

Esta semana completaram-se 25 anos da descoberta do AIDS, e acho que ninguém que lê este blog pode dizer que isto não modificou nada em suas vidas. Se 25 anos servem como medida para uma geração, acho que podiámos ter pulado esta geração!`Ou pelo menos ter passado por ela sem a doença!
Em 81, em São Francisco, começaram a surgir os primeiros casos de uma doença que estava atingindo os homossexuais da cidade, daí o estigma de “câncer-gay” que acompanha a AIDS desde então.
Na época eu era adolescente e a doença foi se aproximando aos poucos de minha vida.
Primeiro notícias de um cabeleireiro, que ia constantemente aos EUA, que tinha contraído a doença lá em 1982.
Depois um artista conhecido que morreu, e também um professor que morreu vitimado pela doença. O momento que senti a doença mais perto foi quando uma grande amiga me contou que o irmão estava internado com AIDS.
E acho que o mesmo aconteceu com todos, alguns já nasceram com a doença instalada como epidemia mundial, mas muitos tiveram que se “adaptar” á doença, pois o uso de preservativos nas relações sexuais deixou de ser uma questão de saúde e passou a ser uma questão de “vida”. Lembram de um post muuuito polêmico sobre o uso ou não de preservativos? Veja em
http://paigay.blogspot.com/2006/03/com-ou-sem.html.
Sexo, práticas sexuais, relações homossexuais passaram a ser assuntos do dia a dia, é claro que não perderam a aura de tabus, mas pelo menos as pessoas estavam “autorizadas” a falar sobre isto, pois estavam falando de saúde.
Mas nem estes 25 anos serviram para eliminar o estigma de “peste gay”, nem as estatísticas de que a maioria dos casos atuais são de mulheres heterossexuais.
Aliás, a Edith Modesto, presidente do Grupo de Pais de Homossexuais, sempre me conta que a maior preocupação dos pais e mães que descobrem que seus filhos e filhas são homossexuais é a possibilidade – concreta na visão deles – de que os filhos sejam promíscuos, ou se relacionem com pessoas promíscuas, e possam vir a contrair.
Confesso que a AIDS me assusta muito ainda, a falta de uma perspectiva real, a curto prazo, de uma cura, mostra o quanto o ser humano ainda não sabe sobre a natureza humana. O quanto somos frágeis e vulneráveis. E não falo só de “seres humanos homossexuais”.
E isto ainda está muito próximo de todo mundo, o Brasil, apesar de um elogiadíssimo programa anti-aids, ainda tem os maiores índices mundiais, e mais de 30% dos casos da América Latina.
O que podemos fazer? Primeiro, nos previnir, depois ajudar nossos filhos (as) , sobrinhos (as) e amigos(as) a se prevenirem, divulgar a idéia, falar sobre o assunto, e, no caso dos homossexuais, tentar desvincular o estigma que a doença nos impingiu.
Desculpe AIDS... não vai dar para cantar parabéns no seu aniversário...


E para você? Como a AIDS te afeta? Ou afetou?


10 comentários:

  1. Para mim ainda é aquela coisa que eu acho que nunca vai acontecer comigo...porém nunca se sabe, o lance é se cuidar, mas disso todo mundo já sabe. Pensando amplamente é uma doença triste.
    Bjs obrigada pela visita.

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  2. Sempre que uma doença entra em estagnação, o ser humano provoca outra, a AIDS já ficou no passado logo descobrem outra. òtima semana pra ti.

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  3. Eu comecei a transar já apavorado com AIDS (isso pq me apavoro bastante!). Na época eu achava que só o fato de transar com outro cara já era garantia de pegar (acho que essa fantasia nÃo é tão incomum, infelizmente). Depois de alguns sustos, sempre me cuidei o melhor possível. O lance de ser peste gay é por que a sociedade, por não tolerar a homossexualidade como algo normal, vai sempre associar a ela perversões, doenças, sujeira, poluição. Isso é meio difícil de mudar, infelizmente. O que podemos mudar é a cabeça das pessoas, que parecem que relaxaram e agora acham que camisinha não é mais tão necessária (mesmo entre os gays!).

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  4. O problema do estigma não é de análise simples considerando que várias religiões abominam o homosexualismo. Na minha humilde opinião isso é de cada um e pronto. O que me deixa irritado são os bichinhas loucas, assim como lésbicas que se vestem como homens, que acham que se comportar de modo extremo é ter atitude. Sem contar na promiscuidade.

    Obrigado por visitar meu blog

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  5. Na verdade eu ñ tenho mto a dizer sobre a AIDS, acho que essa doença nunca me afetou diretamente, não conheço ninguém (próximo) que tem a doença, e não é algo que me preocupa particularmente pois eu e minha parceira só fizemos sexo uma com a outra, o que impossibilita a chance de doenças do estilo...
    Mas eu me preocupo muito com meus amigos, mas eles são mto conscientes, sempre usam camisinha, e pretendo sempre conscientizer meus futuros filhos.

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  6. O meu caso é igual ao do Marko!
    A minha primeira relação (para a minha vergonha) sem camisinha...
    Graças a Deus, o pior não aconteceu! Era uma pessoa conhecida que se cuidava bem e, sabendo que eu era virgem, não se preocupou... mas isso eu fiquei sabendo depois... tive várias neuras e crises!!!
    Quanto a se chamar de peste gay, não creio que isso nos afete tanto! Pelo contrário, deixe que falem! Por ter ocorrido isso, os gays puderam se cuidar mais e foram mais alertados!
    No final das contas, os heteros foram os maiores prejudicados em função disso! Se era uma peste gay, pra que se preocupar, né?
    Fiquei sabendo, pela minha ex, que essa semana a filha de uma vizinha, de 11 anos, estava grávida... a irmão de 15 e a prima de 14 também estão... ou seja, ninguém está preocupado em ensinar a seus filhos sobre preservativos e como se proteger...
    Como eu sempre digo, a gravidez, hoje em dia, é a menor das preocupações!

    BEijão!

    Ps. Enviei o e-mail!:D

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  7. pois é.... e hoje ainda tem a igreja católica falando para não usar preservativo....
    vê se pode...
    achar que o ato sexual é só para procriação é negar a própria condição do ser humano racional...o que diferencia nós dos outros animais é justamente fazer coisas sem se preocupar totalmente com o instinto e viver a vida com prazer, amor e segurança.

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  8. Eu também já comecei a transar com camisinha , lá pelos idos dos anos 90. Tenho pavor só de ler as siglas. Acho curioso nunca ter relacionamento ou conhecido alguém próximo que contraiu a doença ,mas vejo no semblante das pessoas o quanto é repugnante , uma atitude que também dificulta a luta contra o preconceito , seja contra gays ou heteros. Muitos ainda não sedão conta de que a doença é letal e mesmo com os últimos avanços , ela mata...Bjs

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  9. Anônimo10:55 AM

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